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sexta-feira, 7 de setembro de 2012

A involução do Brasil de Mano


Nunca escondi que o problema desta Seleção não era o técnico Mano Menezes. Para mim, a geração nova que está tendo de assumir esta responsabilidade antes do prazo é o principal problema brasileiro. Falta um craque para assumir o peso e fazer a ponte na entressafra, papel que era para ser de Kaká, Ronaldinho ou Adriano. Não podemos contar com nenhum hoje.

Mas, depois do amistoso contra a África do Sul, tenho de admitir que Mano perdeu o controle da Seleção. Houve uma involução em campo. Taticamente, o time não tem padrão. Começou em 2010 com 4-2-3-1, passou por um 4-3-2-1 nas Olimpíadas, foi para o 4-4-1-1 contra a Suécia e voltou para o 4-3-2-1 contra a África. Os jogadores pareciam perdidos em campo, totalmente distantes e sem confiança. Não houve tabelas, triangulações nem jogadas ensaiadas. Todo mundo queria resolver sozinho. Sinais claros de falta de padrão.

Agora a culpa reai sobre a “impaciente” torcida paulistana. Será? Será que o futebol apresentado não só hoje, mas nestes dois anos de trabalho, merece mais paciência e não vaias? Difícil. Também não vejo nenhum treinador como “salvador da pátria” da Seleção atualmente. Mas, pelo menos, poderá dar um padrão tático. E rezar para que os jovens de 20 anos amadureçam de forma nunca antes vista para carregarem a Seleção em 2014.

Imagem: Mowa Press 

sábado, 2 de junho de 2012

Mano começa a acertar a Seleção




Quase 23 meses após assumir o comando técnico da Seleção Brasileira, Mano Menezes começa a formar um time para convencer o torcedor canarinho. A base da Seleção já está montada, é só ver as últimas convocações e reparar que os mesmos jogadores aparecem repetidamente. O que faltava era definir (e entrosar) as peças do time titular, já que apenas Daniel Alves, Thiago Silva, Marcelo e Neymar parecem ter conseguido a vaga entre os 11 principais. Os jogos contra Dinamarca e EUA mostraram uma Seleção que entendeu melhor a filosofia do treinador e empolgou o torcedor, com duas belas vitórias.

A melhor surpresa foi Oscar. O jogador, agora oficialmente do Inter, vestiu a camisa 10 do Brasil com naturalidade e personalidade, o exato oposto do seu comportamento covarde fora dos campos, apoiado por seu empresário. Fez o que sempre se esperou de Paulo Henrique Ganso na Seleção. No gol, Jeferson continua falhando na saída pelo alto, mas extremamente seguro nas outras jogadas. Rafael Cabral também aproveitou muito bem a chance que teve.

A bola aérea defensiva ainda é o principal defeito do time, com falhas de posicionamento. Em compensação, Sandro e Rômulo deram uma segurança maior à defesa, que contou com o jovem Juan melhor do que o badalado David Luiz. Na frente, Hulk se mostrou “incrível” e foi destaque nos dois jogos. A marcação na saída de bola adversária, ponto forte exigido por Mano desde o início de seu trabalho, enfim começou a fazer efeito. Mas a falta de movimentação e rotatividade de Neymar preocupa. O craque não pode ficar estático na ponta esquerda, seu talento deve flutuar pelo gramado com maior liberdade.

Enfim, são pontos que o técnico deverá corrigir com o tempo. Apesar do belo futebol apresentado – contra duas equipes fortes de porte médio -, o torcedor não pode se iludir, mas também deve ter mais paciência, pois o trabalho começou a surtir frutos.

domingo, 17 de julho de 2011

Considerações finais de uma triste Copa América para o Brasil



A Seleção foi eliminada pelo Paraguai da Copa América-2011 neste domingo, 17. Após um empate em 0x0, o Brasil perdeu todos, disse TODOS os pênaltis na decisão. Vamos às sinceras constatações:

_ Mano está apenas começando seu trabalho na Seleção. Nossa geração é boa, mas para o futuro. No presente, Neymar, Ganso, Lucas e Pato ainda estão muito verde e despreparados para carregarem o peso de vestirem a amarelinha e serem protagonistas. Deveriam dividir a responsabilidade com atletas mais experientes, o que é o be-a-ba do processo de renovação, porém a verdade é que não somos mais protagonistas no futebol mundial. Nossas estrelas de outrora, como Kaká, Luis Fabiano, Ronaldinho e Adriano não estão nem perto de terem condições de vestirem a camisa pentacampeã.

_O time inteiro esteve ansioso em campo. Até a nossa zaga, que conta com alguns dos maiores nomes do futebol mundial, esteve aflita por algumas vezes. Isso tudo sem enfrentar nenhum adversário que exigisse muito.

_Os jogadores precisam de limites em campo. Não foi algo isolado ver nossos atletas serem displicentes nos jogos. Se acharam mais do que jogaram. E digo isso de nomes como Dani Alves, André Santos, Robinho, Pato e, principalmente, Neymar.

_André Santos, este é um caso à parte. O lateral esquerdo é um bom jogador, porém limitado para ser titular da Seleção. Além disso, alguém anda dizendo para ele que é um craque, só pode. Sempre fazia uma graça quando pegava a bola, algo muito além de sua capacidade técnica. Os dois laterais esquerdos brasileiros que são reservas do FC Barcelona, Adriano e Maxwell, jogam muito mais do que André. É irritante ver alguém tão limitado e que se acha tanto vestir a camisa 6 da Seleção!

_Robinho foi um dos nomes mais contestados durante a competição. Defendi seu nome durante parte do torneio, pois o camisa 7 mudou sua forma de jogar nos últimos anos. Parou de se achar a estrela em campo e se tornou um jogador voluntarioso, que se sacrifica em campo, muitas vezes voltando para compor espaços e ajudando na marcação. Além disso, é um jogador experiente que pode ajudar os demais em campo. Não foi isso que vi no início da Copa América. Vi um camisa 7 topetudo, firulento, que mais se parecia um outro garoto em campo. Porém, contra o Paraguai, Robinho se destacou e foi o melhor em campo. Continuará a dividir opiniões enquanto não mostrar regularidade e seriedade com a camisa do Brasil.

_Neymar tá muito acima dos demais jogadores que atuam em times da América do Sul hoje. Mas em termos de Seleção, enfrentando jogadores mais experientes, que atuam em grandes times europeus, Neymar está aquém do esperado, muito abaixo do que ele acha que está jogando e do que nós o acostumamos a encher a bola dele. Precisa parar de se achar em campo e ganhar massa muscular, caía em qualquer trombada em campo.

_O Brasil jogou bem contra o Paraguai. Criou bastante, mas foi incompetente na hora de finalizar. O time mostrou evolução, mas não foi o bastante para convencer ninguém durante o torneio. Perdeu nos pênaltis. Mas o gramado tava ruim, o Brasil é um time que toca muito a bola, a marca do pênalti tava uma areia só, o goleiro Villar fez grande partida. Tudo verdade. Mas não é nem 10% da desculpa por não ter vencido, pois além de não vencer, não convenceu em momento algum da Copa América, o que é pior ainda.

_ O trabalho de Mano não pode ser posto em cheque ainda. O técnico está começando seu trabalho e levou o que tinha de melhor para a Copa América, salvo uma ou outra discussão. Não teve nenhuma grande injustiça na lista final. Mano fez algumas substituições discutíveis durante os jogos, como a saída de Neymar hoje, mas não creio que ele seja o grande culpado. Dunga teve um trabalho pré-Copa excepcional, ganhando tudo e, na hora da Copa do Mundo, foi criticado de tudo quanto é lado. Devemos ter critérios para avaliar o trabalho de um treinador.


_ A Seleção não tem mais a mesma empatia com a torcida de outrora. Jogadores que se acham, estão muito preocupados com a imagem pessoal e que têm a cabeça na Europa fazem nossa empolgação se diminuir cada vez mais. A soberba em campo desse Brasil me incomoda demais!


Imagens: Reuters

sábado, 4 de junho de 2011

O Brasil de Mano atualmente


Pra começar, devo deixar algo bem claro: pagar R$150,00 (o preço mais barato à venda) em uma partida de futebol aqui neste país é um completo absurdo. E ainda por cima ver um jogo tecnicamente fraco com um 0 a 0 no final das contas é dar todos os motivos do mundo para ouvir vaias.

O Brasil de Mano ainda não encaixou. Após uma estreia brilhante contra os EUA, a Seleção está devendo um bom futebol, principalmente contra os grandes adversários.Foram duas derrotas por 1x0 (contra Argentina e França) e um empate em casa contra a Holanda. Nestes jogos, ficaram claros alguns pontos para mim. A zaga esta quase definida, com o experiente e ótimo Julio Cesar, Dani Alves (melhor da posição no mundo), o capitão Lúcio e o prodígio Thiago Silva. David Luiz perdeu espaço por falhar em lances capitais, é muito técnico mas lhe falta pegada, o que Lúcio tem de sobra. Na lateral esquerda, André Santos não me convence. É bom jogador, mas não tem nível de titular da Seleção Brasileira. Adriano, o reserva hoje, joga mais, além de Marcelo, um dos melhores do mundo na posição, mas que não se firma na Seleção pois não tem cabeça, é muito vislumbrado com a fama.

No meio, Lucas é titular e Ramires tem um pé na vaga, apesar da expulsão infantil hoje. Elias e Sandro correm por fora, fazendo grande sombra nos titulares, pois sempre entram bem. Henrique e Hernanes são outras opções. O grande problema é a meia. Sem Paulo Henrique Ganso, o time simplesmente não tem camisa 10. Já jogaram Renato Augusto, Jádson e Elano, mas nenhum chegou perto de convencer. Lucas ainda está muito "verde" para assumir tal posição.

Na frente, Neymar é o grande jogador. Robinho tem a vaga hoje, mas brigará por ela ainda com Lucas e Elano. Como centroavante, Pato tem posição garantida se não se machucar como vem acontecendo frequentemente. Sem ele, Leandro Damião e Fred jogaram por ali, mas o Brasil precisa de um centroavante rápido e que saiba jogar com habilidade, o que os dois não fazem. Creio que Nilmar seria a melhor 2ª opção.

A Seleção Brasileira ainda está se ajustando, aos poucos, e precisamos ter paciência com Mano Menezes e seus comandados. O time depende muito dos machucados Ganso e Pato, além de Neymar. Mas tá na hora do time engrenar contra os grandes. A Copa América na Argentina vem aí, e a pressão será grande por um bom resultado.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Gratas surpresas na convocação



Mano Menezes convocou nesta quinta (19/05) os jogadores para servirem a Seleção nos amistosos contra Holanda (04/06) e Romênia (07/06). Dentre as novidades, estão o goleiro Fábio (melhor do país já há alguns anos) e Thiago Neves, verdadeiro destaque do Flamengo nesta temporada. Talvez as maiores surpresas tenham sido o meia Anderson, que é reserva do Manchester United, o lateral esquerdo Adriano, reserva do FC Barcelona e que está se recuperando de contusão e do atacante Fred, capitão e artilheiro do Fluminense, que volta a servir a Seleção após 5 anos. Particuarmente, acho que os três são grandes jogadores, mas não os convocaria hoje. Senti falta de Marcelo (Real Madrid), Hernanes (Lazio) e, principalmente, daquele que considero o melhor jogador brasileiro nesta última temporada europeia, o atacante Hulk (FC Porto).

Nomes jovens como Lucas (São Paulo FC), Henrique (Cruzeiro), Jadson (Shaktar Donetsk) e Leandro Damião (Internacional) estão presentes novamente na lista, o que acho positivo, pois ganharão mais experiência com a amarelinha e poderão ter até mais oportunidades. Lucas não vive boa fase no São Paulo, mas eu o colocaria como titular, pois o menino está crescendo muito e gostaria de vê-lo ao lado da Joia Neymar.

Mano fez uma das convocações que mais me agradaram, apesar de alguns nomes importantes terem ficados de fora. Ao invés dos experientes zagueiros Lúcio e Luisão, que não deverão jogar a próxima Copa, não seria melhor chamar expoentes como Rodolpho (Grêmio), Rodholfo (São Paulo FC), Réver (Atlético-MG) ou o destaque Dedé (Vasco da Gama), que é o principal nome do semifinalista da Copa do brasil e um ídolo com potencial?

Confira a lista completa. Os nomes destacados são os que creio que Mano esboça seu time titular, no esquema 4-2-3-1:

Goleiros:
Julio Cesar (Internazionale)
Victor (Grêmio)
Jefferson (Botafogo)
Fábio (Cruzeiro)

Laterais:
Daniel Alves (Barcelona)
Maicon (Internazionale)
André Santos (Fenerbahçe)
Adriano (Barcelona)

Zagueiros:
Lúcio (Internazionale)
Thiago Silva (Milan)
Luisão (Benfica)
David Luiz (Chelsea)

Volantes:
Lucas (Liverpool)
Sandro (Tottenham)
Ramires (Chelsea)
Elias (Atlético de Madrid)
Henrique (Cruzeiro)

Meias:
Anderson (Manchester United)
Elano (Santos)
Jadson (Shaktar Donetsk)
Thiago Neves (Flamengo)
Lucas (São Paulo)

Atacantes:
Robinho (Milan)
Nilmar (Villarreal)
Alexandre Pato (Milan)
Fred (Fluminense)
Neymar (Santos)
Leandro Damião (Internacional)

Imagem: EFE

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