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segunda-feira, 25 de julho de 2011

Frase do dia




"Ganhamos o troféu Fair Play, e quem recebeu foi o Lugano. É como dar o prêmio da paz ao Bin Laden" - Loco Abreu

domingo, 24 de julho de 2011

Na base da raça e da mística, Celeste volta ao lugar merecido!



Dezesseis anos depois, o Uruguai conquista um título de expressão no cenário do futebol mundial. A Copa América-2011 foi vencida por um time guerreiro, entrosado, unido e com talentos individuais que se sacrificam pelo próximo e pela pátria, jogando sem firula e com padrão tático. 

El Maestro Óscar Tabárez continua um trabalho iniciado em 2006, ainda nas Eliminatória da Copa da Alemanha. Com isso, o time uruguaio tem uma força que poucas seleções no mundo possuem, mesmo não tendo tantos talentos individuais assim. Tabárez tem o time nas mãos, e consegue reformular aos poucos. O melhor exemplo disso é o jovem Sebastián Coates, zagueiro de apenas 21 anos que ganhou a vaga de titular nesta Copa América e foi eleito a Revelação do torneio.
Coates recebe o troféu de Revelação
Falando em Coates, como é promissor este zagueiro! Já disse uma vez, mas repito, Coates é alto (tem 1,98m), rápido, guerreiro e sabe sair jogando. É uma pena ele não vir jogar no Brasil este ano, já que provavelmente fechará com o City para a próxima temporada.

Forlán e Suárez formam uma das mais mortais duplas de ataques do mundo, e foram os dois melhores jogadores da competição. Luisito Suárez ganhou, merecidamente, o prêmio de melhor do torneio. Foi goleador, brigador e incisivo, superando seu companheiro de ataque como estrela da Celeste desta vez. 
Suárez, o melhor do torneio!
Forlán, por sua vez, desencantou somente na final, marcando duas vezes, porém seu papel em campo como armador e garçom deram um fôlego enorme para o time no torneio. E é sempre bom lembrar que Diego, filho de Pablo Forlán, se tornou o maio artilheiro da HISTÓRIA da Celeste, com 31 gols marcados. Sua família tem o DNA da Celeste, visto que seu avô materno Juan Carlos Corazo, e seu pai, Pablo Forlán, foram campeões e ídolos do futebol uruguaio.
Forlán entrou de vez na história Celeste
Existem vários outros nomes que devem ser citados neste elenco, como Maxi Pereira, Diego Pérez, Arévalo Rios, Loco Abreu e Edinson Cavani. Mas nenhum deles representa melhor uma Seleção do Uruguai, ou o povo uruguaio de uma forma geral, como o zagueiro e capitão Diego LUGANO
Lugano: Capitão e símbolo
O camisa 2 tem uma raça e liderança excepcionais, algo raramente visto no futebol mundial. Não é à toa que vira ídolo por onde quer que jogue. É a cara deste time vitorioso. Deu orgulho ver um jogador assim, e ainda com caráter fora do comum para um jogador de futebol profissional nos dias atuais, levantar a taça. Parabéns à Lugano e todo o povo Celeste!





quarta-feira, 20 de julho de 2011

Celeste promete e cumpre!



Ao contrário dos outros gigantes Brasil e Argentina, o Uruguai vêm correspondendo as expectativas e está na final da Copa América. Começou cambaleando, empatando com o Peru, Chile e vencendo o sub-22 do México. Porém, engrenou justo quando uma de suas estrelas, o atacante Edinson Cavani, se lesionou. A partir daí, o técnico Oscar Tabárez, conhecido como El Maestro, pôde armar a equipe com 2 atacantes, reforçando o meio campo e ganhado força no setor. O Uruguai cresceu muito e tem em Diego Forlán e Luis Suárez suas estrelas na frente, sempre resolvendo. Ah se um deles jogasse na Seleção Brasileira...

Outro ponto forte é a zaga. Os dois laterais, Maxi Pereira e Cáceres protegem bem e Pereira ainda avança bastante e com qualidade, enquanto Cáceres vira uma espécie de terceiro zagueiro. Diego Lugano é o xerife  de sempre, sempre com uma raça e liderança que intimidam e são a cara do povo uruguaio, compensando até a sua lentidão em lances de profundidade. Sebastian Coates, que foi fortemente pretendido pelo São Paulo FC e está de malas prontas para a Europa, é a revelação desta Copa América pra mim. Zagueiro alto, rápido e raçudo, deu uma outra cara à zaga uruguaia, a partir que entrou não deu mais condições para os experientes Victorino e Scotti.

O Uruguai é um time unido, entrosado, experiente e que conta com talentos individuais. Vai ser difícil segurar a Celeste este ano!


Imagens: AndresStapff/Reuters; Marcos Brindicci/ Reuters

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Considerações finais de uma triste Copa América para a Argentina



A Copa América-2011 teve um final infeliz para a Argentina também. Em casa, a albiceleste foi eliminada pelo Uruguai, rival histórico, nas cobranças de pênaltis. Não irei cair na criação de céu e inferno que sempre rondam a eliminação de uma grande seleção, principalmente jogando em casa. Mas vamos às constatações:

_Messi. O grande nome do futebol mundial nos últimos anos. Não jogou o que joga no Barça, mas foi disparado o melhor da Argentina. Quando o treinador lhe concedeu mais liberdade e seus companheiros encostavam mais nele para ajudá-lo na armação, o futebol de La Pulga cresceu muito. Ainda lhe falta um título importante com a Seleção, ou então um jogo daqueles memoráveis que costuma apresentar no Barcelona, mas Messi vem crescendo gradualmente e foi o grande jogador argentino no torneio, mais uma vez. Parece estar ganhando, bem aos poucos, a confiança da exigente torcida hermana.

_O ataque tem várias opções. Di María, Messi, Pastore, Lavezzi (que fez péssima Copa América), Agüero, Tevez, Diego Milito e Higuaín. Nenhuma outra seleção do mundo tem tantos bons jogadores no plantel. A "dificuldade" é achar a melhor formação para contar com esses jogadores. Batista foi incompetente para isso.


_Sergio "Checho" Batista é um técnico muito fraco para a Argentina. Mas atrapalhou do que ajudou. Quando fez o simples, o time cresceu. Tinha um time defensivamente fraco, mas ofensivamente talentosíssimo em mãos. Demorou para achar uma formação ideal, e não achou, pois a cada jogo mudava a forma de jogar.

_A defesa hermana é um caso à parte. Muito fraca! Só Zanetti salva ali. O veterano de 37 anos jogou com o fôlego de garoto, nas duas laterais. A notícia ruim é que esta deve ser a última competição do vovô-garoto. O resto da zaga é uma negação. Burdisso é até bom jogador, mas limitado para a seleção bicampeã mundial. Zabaleta é outro limitadíssimo. Rojo então, nem se fala. Gabri Milito não tem mais condições de defender nenhuma equipe de alto nível. Ele é hoje a 5ª opção de zaga para Pep Guardiola no FC Barcelona, que prefere improvisar Mascherano e Busquets no setor.

_A Argentina precisa de ordem. De um técnico experiente que assuma a responsabilidade e dê uma cara ao time. O jejum de 18 anos fez o povo argentino se desesperar por mudanças para ganhar algo. Quando perde, tudo tem que mudar. Não pode ser assim. Se Carlos Bianchi dirigir a Argentina, acho que ninguém segura a albiceleste.

domingo, 17 de julho de 2011

Considerações finais de uma triste Copa América para o Brasil



A Seleção foi eliminada pelo Paraguai da Copa América-2011 neste domingo, 17. Após um empate em 0x0, o Brasil perdeu todos, disse TODOS os pênaltis na decisão. Vamos às sinceras constatações:

_ Mano está apenas começando seu trabalho na Seleção. Nossa geração é boa, mas para o futuro. No presente, Neymar, Ganso, Lucas e Pato ainda estão muito verde e despreparados para carregarem o peso de vestirem a amarelinha e serem protagonistas. Deveriam dividir a responsabilidade com atletas mais experientes, o que é o be-a-ba do processo de renovação, porém a verdade é que não somos mais protagonistas no futebol mundial. Nossas estrelas de outrora, como Kaká, Luis Fabiano, Ronaldinho e Adriano não estão nem perto de terem condições de vestirem a camisa pentacampeã.

_O time inteiro esteve ansioso em campo. Até a nossa zaga, que conta com alguns dos maiores nomes do futebol mundial, esteve aflita por algumas vezes. Isso tudo sem enfrentar nenhum adversário que exigisse muito.

_Os jogadores precisam de limites em campo. Não foi algo isolado ver nossos atletas serem displicentes nos jogos. Se acharam mais do que jogaram. E digo isso de nomes como Dani Alves, André Santos, Robinho, Pato e, principalmente, Neymar.

_André Santos, este é um caso à parte. O lateral esquerdo é um bom jogador, porém limitado para ser titular da Seleção. Além disso, alguém anda dizendo para ele que é um craque, só pode. Sempre fazia uma graça quando pegava a bola, algo muito além de sua capacidade técnica. Os dois laterais esquerdos brasileiros que são reservas do FC Barcelona, Adriano e Maxwell, jogam muito mais do que André. É irritante ver alguém tão limitado e que se acha tanto vestir a camisa 6 da Seleção!

_Robinho foi um dos nomes mais contestados durante a competição. Defendi seu nome durante parte do torneio, pois o camisa 7 mudou sua forma de jogar nos últimos anos. Parou de se achar a estrela em campo e se tornou um jogador voluntarioso, que se sacrifica em campo, muitas vezes voltando para compor espaços e ajudando na marcação. Além disso, é um jogador experiente que pode ajudar os demais em campo. Não foi isso que vi no início da Copa América. Vi um camisa 7 topetudo, firulento, que mais se parecia um outro garoto em campo. Porém, contra o Paraguai, Robinho se destacou e foi o melhor em campo. Continuará a dividir opiniões enquanto não mostrar regularidade e seriedade com a camisa do Brasil.

_Neymar tá muito acima dos demais jogadores que atuam em times da América do Sul hoje. Mas em termos de Seleção, enfrentando jogadores mais experientes, que atuam em grandes times europeus, Neymar está aquém do esperado, muito abaixo do que ele acha que está jogando e do que nós o acostumamos a encher a bola dele. Precisa parar de se achar em campo e ganhar massa muscular, caía em qualquer trombada em campo.

_O Brasil jogou bem contra o Paraguai. Criou bastante, mas foi incompetente na hora de finalizar. O time mostrou evolução, mas não foi o bastante para convencer ninguém durante o torneio. Perdeu nos pênaltis. Mas o gramado tava ruim, o Brasil é um time que toca muito a bola, a marca do pênalti tava uma areia só, o goleiro Villar fez grande partida. Tudo verdade. Mas não é nem 10% da desculpa por não ter vencido, pois além de não vencer, não convenceu em momento algum da Copa América, o que é pior ainda.

_ O trabalho de Mano não pode ser posto em cheque ainda. O técnico está começando seu trabalho e levou o que tinha de melhor para a Copa América, salvo uma ou outra discussão. Não teve nenhuma grande injustiça na lista final. Mano fez algumas substituições discutíveis durante os jogos, como a saída de Neymar hoje, mas não creio que ele seja o grande culpado. Dunga teve um trabalho pré-Copa excepcional, ganhando tudo e, na hora da Copa do Mundo, foi criticado de tudo quanto é lado. Devemos ter critérios para avaliar o trabalho de um treinador.


_ A Seleção não tem mais a mesma empatia com a torcida de outrora. Jogadores que se acham, estão muito preocupados com a imagem pessoal e que têm a cabeça na Europa fazem nossa empolgação se diminuir cada vez mais. A soberba em campo desse Brasil me incomoda demais!


Imagens: Reuters

terça-feira, 12 de julho de 2011

Olé, olé, olé, olé, Messi, Messi!



A Argentina finalmente acordou na Copa América. Venceu a Costa Rica por 3x0 e jogou um futebol bonito e convincente. Sergio batista finalmente mudou a espinha dorsal da equipe para este jogo, mudando a atitude e a forma de jogar dos hermanos. Jogando no 4-2-3-1, com Messi entre as duas linhas defensivas adversárias (da forma como ele gosta de jogar), o camisa 10 argentino foi um verdadeiro maestro em campo, comendo a bola. Parece que La Pulga finalmente acordou na Copa América. Tudo bem que ainda é muito cedo para se afirmar isso, mas nunca é bom duvidar de Lionel Messi.

Agüero marcou mais duas vezes para a equipe albiceleste, desafogando o time no final do primeiro tempo. Di María, que também entrou muito bem, fez o terceiro na partida. Na segunda etapa, a Argentina mudou seu estilo para o 4-3-3, e continuou levando perigo à zaga costarriquenha. A presença de Higuaín deu um novo gás ao time, pois agora tinha um centroavante, uma referência no ataque, mesmo Gonzalo tendo feito partida ruim. Kum Agüero foi presença constante na área, dando maior poder ofensivo além de trocar de lado várias vezes com Di María, confundindo a zaga adversária. mas o grande destaque, depois de Messi, foi Gago. O bom volante, que está encostando no Real Madrid, deu uma dinâmica totalmente diferente ao time, marcando bem e errando poucos passes. A saída de bola argentina melhorou e MUITO com sua entrada. Não dá pra entender como ele foi reserva de Banega nos primeiros jogos.

A Argentina fez sua melhor partida este ano, porém contra um adversário fraco e que jogou para empatar ou perder de pouco. Provavelmente, os bicampeões mundiais pegarão o Uruguai nas quartas, enfrentando um desafio de verdade.

Hincha argentina apoia Messi durante o jogo
Imagens: Leo La Valle/EFE Enrique; Marcarian/Reuters

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Copa América-11 - Argentina 0x0 Colômbia - Perigo!



Mais uma vez, a seleção Argentina decepcionou na Copa América. A equipe hermana voltou a apresentar os mesmos defeitos da estreia, com uma defesa extremamente frágil, meio campo lento e ataque sem objetividade.
As únicas jogadas criadas pela Argentina foram em dois lançamentos de Messi e, mesmo assim não foram grandes chances. A Colômbia criou muito mais e perdeu chances incríveis, como a de D.Moreno na primeira etapa, sozinho de frente ao gol. O goleiro argentino Romero foi o destaque pelo lado dos anfitriões, devido às suas intervenções no ataque colombiano.

A Colômbia vem me agradando como esperava, mas ainda tem que crescer muito para almejar vôos maiores. A inexperiência de alguns jogadores de frente na seleção está pesando na hora de Los Cafeteros decidirem. Porém estão muito perto de se classificarem em primeiro no Grupo A.

Sergio Batista está se mostrando um técnico fraco. Tem um ótimo elenco, mas não consegue dar liga, insistindo nos velhos erros. Para a próxima partida, frente a Costa Rica, o comandante promete algumas modificações, no meio e a entrada de um centroavante. A Argentina deve vencer a fraquíssima Costa Rica e se classificar, mas pode enfrentar o Uruguai nas quartas ou, até mesmo, o Brasil, dependendo de sua posição final no grupo. Mais do que isso, a Seleção Argentina precisa acordar, principalmente, Sergio Batista.



Imagens: Capa do Diário Olé (07/07/2011); Marcos Brindicci/Reuters

domingo, 3 de julho de 2011

Copa América-2011 - Brasil 0x0 Venezuela - Displicentes


Se a Argentina estreou mal, o Brasil não foi diferente. Com o time ideal em campo, a Seleção ficou num fraco empate sem gols contra a também fraca seleção da Venezuela.

Táticas
O Brasil veio à campo no 4-2-3-1 parecido com o da estreia de Mano no comando da Seleção, contra os EUA em agosto/2010, o melhor jogo do time até então.
BRASIL: Julio Cesar, Daniel Alves, Lúcio, Thiago Silva e André Santos; Lucas Leiva, Ramires (Elano 30'/2ºT), Robinho (Fred 19'/2ºT) e Ganso; Neymar e Pato (Lucas 30'/2ºT). Técnico: Mano Menezes.

A Venezuela veio como todas as equipes de menor expressão costumam jogar contra times grandes. Duas linhas de quatro e dois atacantes isolados na frente.
VENEZUELA: Vega, Rosales, Grendy, Vizcarrondo e Cichero; Rincón, Lucena, González (Di Giorgi 40'/2ºT) e Arango; Rondón (Moreno 19'/2ºT) e Fedor (Maldonado 33'/2ºT). Técnico: César Farias.

1º Tempo - Até que criamos
A Seleção começou bem, marcando a saída de bola e pressionando. Em uma chance, Neymar ficou de frente para o gol, mas usou de sua famosa displicência e preferiu a finta ao invés do arremate. Acabou perdendo a bola e a oportunidade.

Com o tempo o Brasil diminuiu o ritmo, e só conseguia algo nos lançamentos de Thiago Silva e Lúcio (!) para o ataque. Pato quase sempre era pego na linha de impedimento. Quando se ligou, recebeu belo cruzamento de Dani Alves e mandou a bola no travessão. Logo após, Robinho perdeu chance cara à cara com o goleiro. O zagueiro Vizcarrondo tirou de ombro em cima da linha. No fim, Neymar teve outra chance de frente para o arqueiro Vega. O camisa 11 "se ajeitou" demais para bater na vola e jogou para fora. O Brasil até criou, mas concluiu mal, principalmente nas chances com Neymar e Robinho, que enfeitaram demasiadamente para bater na bola. Ramires esteve perdido em campo, muito mal. O camisa 8 tem como característica carregar a bola, e não de tocar e ditar o ritmo do jogo como o time pedia. Alguém como Hernanes, que nem
convocado foi...


2º Tempo - Show de horror

As seleções voltaram pior ainda para a etapa final. O Brasil continuava lento, achando que poderia ganhar o jogo a qualquer hora, enquanto a Venezuela ficava toda fechada atrás. Ofensivamente, ninguém chamava o jogo para si. Mano resolveu mexer, sacando Robinho (muito vaiado) para a entrada de Fred. O time só piorou, pois se desorganizou (mais ainda)em campo. O esquema agora era o 4-4-2, com Neymar e Ganso nas meias, Pato e Fred na frente. Porém, os dois ocupavam o mesmo espaço e nada faziam. Dani Alves ficou mais avançado, como um meia direita. Com isso, eixava espaços na defesa. Aos 30', Mano resolveu colocar o xodó Lucas e Elano nos lugares de Pato e Ramires. O toque melhorou com Elano e o time passou a jogar mais pela direita com Lucas. Mesmo assim os dois nada fizeram para mudar substancialmente a partida. Neymar resolveu aparecer no fim, porém só fazia firulas que não levavam a lugar algum.

Fim de jogo e 0x0 no placar. O melhor o jogo parece ter sido mesmo a invasão de um cão ao gramado no meio do 1º tempo. Porque bola que é bom, ninguém jogou hoje. Aliás, até criamos um pouco sim. Mas nossos jogadores foram displicentes demais para definirem.

Imagens: AP; Bernadino Ávila/EFE



sábado, 2 de julho de 2011

Copa América-2011 - Argentina 1x1 Bolívia - Estreia fraca



A Argentina decepcionou na partida de abertura da Copa América em La Plata. Em casa, apenas empatou em 1x1 com a fraca seleção da Bolívia e ainda conseguiu o resultado no sufoco. Sem organização no meio ofensivo, os hermanos dependiam mais de uma jogada individual de Messi do que de uma tabela ou um triangulação, marcas registradas do futebol argentino. Sérgio Batista armou sua equipe no 3-5-2, com Mascherano atuando como líbero, Cambiasso e Banega como volantes saindo para o jogo, Messi como armador, Tevez pela ponta esquerda e Lavezzi pela direita. Sem um centroavante, o time argentino tinha dificuldades para segurar a bola no ataque. Messi era marcado de perto por 2 ou 3 defensores bolivianos e mal conseguia produzir. Banega e Cambiaso não conseguiam ajudar na armação.

Veio o segundo tempo e Batista mudou, colocando Di María no lugar de Cambiasso. Assim, o time jogou no 4-2-3-1, que me agrada mais. Porém quem tinha a tarefa de chegar de trás e ajudar na armação era o fraco Banega. Lavezzi e Tevez estiveram o tempo todo perdidos em campo. A Bolívia abriu o placar com o brasileiro naturalizado boliviano Edivaldo Rojas, de calcanhar após cobrança de escanteio e falha de Banega. Com a entrada de Kum Agüero no lugar de Lavezzi, a Argentina melhorou seu poder ofensivo. E foi justo Kum quem empatou o jogo, após cruzamento de Di María e bela ajeitada de peito de Burdiso. Agüero pegou um belo voleio e fez um GOLAÇO!

O empate ficou até de bom tamanho para a Argentina. Isso porque quando o jogo estava em 1x0 para a Bolívia, o bom atacante brasileiro Marcelo Moreno perdeu chance clara cara à cara com o goleiro Romero. A defesa argentina mostrou ser fraca, o meio campo precisa de mais alguém para armar o jogo além do sobrecarregado Messi e o ataque precisa de alguém de área. Há muito o que melhorar se a Argentina quiser conquistar um título este ano após 18 anos de jejum.



Imagens: EFE; Henry Romero/Reuters

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Copa América 2011 - Apostas e certezas

Vai começar mais uma Copa América. E este ano, o torcedor terá alguns atrativos a mais para assistir a maior competição sulamericana de futebol.

Bolívia, Peru, Equador e Venezuela deverão ser os sacos de pancada mais uma vez. Após figurar em 2 Copas do Mundo consecutivas, o Equador tem uma geração fraca e não deve surpreender muito. A principal força da seleção equatoriana é o fator casa, principalmente em se tratando de altitude. Ali eles se dão bem. Fora de lá, nem tanto. O mesmo pode-se dizer da Bolívia. Já o Peru, não consegue se dar bem há tempos.
A Venezuela é quem mais pode surpreender dentre essas equipes. O país vem apostando muito no futebol, que nunca foi um esporte popular por lá. O resultado disso é a crescente evolução do futebol nos últimos anos, fazendo com que a seleção Vinho Tinto cresça.

O Chile é uma incógnita. O time conta com bons jogadores, como Valdívia, Beausejaour e Humberto Suazo, mas o melhor do elenco é o atacante Alexis Sánchez, da Udinese. Sánchez é rápido, habilidoso e incisivo, fazendo com que ele seja fortemente pretendido pelo poderoso FC Barcelona. A seleção chilena vem mostrando ultimamente um futebol vistoso, bonito e ofensivo, só que tem uma defesa fraca. Sempre quando enfrenta os grandes do continente, acaba perdendo, muitas vezes sendo goleado. Concorre a, no máximo, uma vaga na semifinal.

A Colômbia é a minha aposta para este ano. A seleção tem a melhor geração dos últimos anos, mais precisamente desde 2001, quando conquistou seu único título sulamericano. Este ano, Los Cafeteros contam com uma dupla que fez muito sucesso nesta temporada pelo FC Porto: Falcao Garcia e Freddy Guarín.
Falcao é o típico fazedor de gols. Camisa 9 que pega todos os rebotes dentro da área e é quase infalível nas jogadas aéreas. Chega até a lembra outro ídolo do porto, o brasileiro Jardel.
Guarín é uma das mais gratas surpresas no futebol latino nos últimos anos. O meia tem inteligência, sabe marcar, chega bem ao ataque (tendo uma bomba no pé direito) e uma qualidade enorme nos passes e lançamentos. tem tudo para crescer com o FC Porto na Uefa Champions League este ano e na Colômbia nesta Copa América.


O Paraguai vem forte mais uma vez. Não podemos esquecer que os Guaranis terminaram em 2º nas últimas Eliminatórias e quase desclassificaram a campeã Espanha nas quartas de final da Copa-10. O time tem como principal jogador o atacante grandalhão Óscar Cardozo. Porém, sem dúvidas, a principal estrela paraguaia este ano deverá ser a modelo Larissa Riquelme, mais uma vez.


Pra completar, temos a Santíssima Trindade das Américas. Brasil, Uruguai e Argentina vêm em momentos distintos nesta Copa América. 

O Brasil é a 3ª potência. Calma que explico. A Seleção tem uma equipe jovem, reformulada desde a Copa-10. A maioria dos craques dos últimos anos não figuram mais com a camisa amarela. Não temos mais nenhum grande atacante ou meia de destaque no futebol mundial. Por isso, todo o peso da camisa pentacampeã recai sobre jovens de grande futuro, mas que ainda não estão preparados para jogar um futebol de primeiro nível mundial, casos de Neymar, Ganso e Lucas. A aposta é no talento deste trio e de Alexandre Pato, um pouco mais preparado para a competição deste ano.

O Uruguai vem com tudo. O futebol celeste está em pleno crescimento, visto que a seleção foi 4ª colocada na Copa-10 (melhor classificação de uma equipe sulamericana no torneio); teve o melhor jogador (Diego Forlán); se classificou para o Mundial sub-20 deste ano e tem, após 23 anos, um finalista na Libertadores da América (o Peñarol). La Celeste vem preparada com a mesma equipe da última Copa do Mundo, um time pronto e competitivo, além de ter a tradicional e temida raça uruguaia. Diego Lugano, Diego Forlán, Edinson Cavai e Loco Abreu são os destaques.

A grande favorita é a Argentina. La Albiceleste não ganha um torneio importante com a seleção principal desde 1993, quando levantou o caneco da Copa América no Equador. Este ano, jogará em seus domínios e tem a obrigação de ser campeã, principalmente depois das seguidas derrotas em finais para o arquirrival Brasil. Além disso, o time passa por uma fase de reformulação, só que de forma amena do que a nossa. Sergio Batista conta com a espinha dorsal dos últimos anos e aposta em um esquema 4-4-3 igual ao do FC Barcelona, tudo para dar mais apoio ao super-craque Lionel Messi brilhar, enfim, com a camisa bicampeã mundial. Tévez, Higuaín, Agüero, Cambiasso, Diego Milito e o capitão Javier Mascherano, além de Messi, são os destaques. Podem aparecer como revelações os jogadores Lavezzi, Di María e Javier Pastore, principal joia argentina. São os grandes favoritos e a principal aposta no torneio.




A Copa América-2011 tem tudo para ferver as rivalidades sempre à flor da pele, com grandes craques e promessas.




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