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sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Lucas joga bem de novo, faz golaço e PSG goleia o Lorient


De fora da última convocação de Felipão, Lucas voltou a mostrar que está crescendo no PSG e foi o destaque na goleada do clube da capital sobre o Lorient nesta sexta-feira (1), em Paris. O brasileiro ainda contou com a companhia de Verratti e Cavani, importantíssimos também na partida, e de Sirigu, que pouco trabalhou em seu 100º jogo oficial pelo clube francês.

Mesmo sem Ibrahimović (poupado), o PSG começou a partida com tudo. Logo aos 3’, Lucas Digne fez cruzamento na medida para Lucas Moura pegar de primeira e abrir o placar do Parc des Princes com um golaço. A chuva apertava em Paris e o PSG controlava o jogo, com ataques perigosos esporádicos. Em um deles, a defesa do Lorient tirou em cima da linha uma cabeçada de Alex, resultada de uma má saída do goleiro Audard, que se machucou no lance e teve de ser substituído (Aliadière também havia saído minutos antes).



Foi só o PSG forçar que o time acabou aumentando a vantagem. Aos 39’, Ménez bateu na saída de Reynet, mas Manga tirou outra em cima da linha. Na sequência da jogada, Marco Verratti achou mais uma vez o camisa 7 com liberdade na área, mas desta vez Ménez chutou sem chances para a defesa adversária. 
Quatro minutos depois, o PSG praticamente matou o jogo com um contragolpe mortal. Verratti fez belo lançamento a Lucas, que fintou o goleiro, mas perdeu o ângulo. Assim sendo, acabou cruzando na cabeça de Cavani, que fez o terceiro do Paris só na etapa inicial.

Cavani fecha o placar e se isola na artilharia

No segundo tempo, ambas as equipes diminuíram o ritmo, como o esperado. A partida só voltou a ganhar emoção com as entradas de Matuidi, Pastore e Lavezzi. Aos 80’, Cavani sofreu pênalti claro que o árbitro Laurent Duhamel deixou de marcar. Um minuto depois, o uruguaio aproveitou o rebote de Reynet após cabeçada de Rabiot e aumentou a goleada, se isolando na artilharia da Ligue 1 com nove gols.


Goleada justa do PSG, que mostrou mais uma vez a força de seu elenco e o ótimo momento que vive sob a batuta de Laurent Blanc. Agora, o time se prepara para o jogo de terça-feira (5) contra o Anderlecht, também no Parc, pela Uefa Champions League.

Imagens: Divulgação/PSG; Who Scored


sábado, 31 de agosto de 2013

PSG vence o Guingamp com gols nos acréscimos


O lotado Parc des Princes sofreu para cantar vitória mais uma vez. Com gols nos acréscimos, o PSG derrotou o aguerrido Guingamp, que quase saiu com a vitória da capital.

Armado mais uma vez no 4-3-3, o PSG começou assustando. Ibrahimović sofreu falta na meia-lua e cobrou forte, acertando o pé da trave de Samassa e Lavezzi ainda perdeu o rebote. Parecia que seria uma partida diferente do Paris. Parecia. Logo depois, vimos mais do mesmo. O time valorizava bastante a posse de bola, mas esta parece ser a única mudança real da Era Blanc para a Era Ancelotti. Mesmo com mais tempo com a bola no pé, o PSG não consegue criar jogadas, não tem tabelas, aproximações ou verticalizações. Assusta apenas na bola parada, especialmente pelo alto e foi assim no primeiro tempo também, quando Cavani obrigou Samassa a fazer grande defesa e Thiago Silva acertou o travessão na jogada seguinte, ambos em cabeceios após cobranças de escanteio. O Guingamp até assustou em contragolpes, para a irritação da torcida parisiense, que vaiou muito Alex e Pastore.

Na volta do intervalo, o show de horrores continuava. O Paris só melhorou quando Blanc trocou o 4-3-3 pelo 4-4-2, com as entradas de Lucas e Rabiot nos lugares de Lavezzi e Pastore (vaiado como nunca no Parc). Assim como na partida passada diante do Nantes, o time ficou mais encorpado e passou a dominar o meio, com jogadores mais próximos um dos outros e possibilitando tabelas, principalmente entre Cavani e Ibrahimović.

Um momento interessante aconteceu aos 50’. Na mesma hora que o Liverpool FC anunciava a contratação de Mamadou Sakho, a torcida parisiense gritou a plenos pulmões o nome do jogador formado nas categorias de base do clube e um dos principais ídolos da história recente.

Aos 76’, aconteceu o lance capital do jogo. Maxwell se atrapalhou com a bola e armou contra-ataque mortal para o Guingamp. Mustapha Yatabaé, artilheiro do time, ficou cara a cara com Sirigu, mas o goleiro italiano mostrou porque é um dos melhores do mundo e fechou o ângulo, defendendo de cabeça. O grito do torcedor parisiense só saiu aos 90’. Lucas sofreu falta na entrada da área. Motta cobrou, Alex cabeceou e Samassa fez mais uma bela defesa, mas deu rebote para o promissor Adrien Rabiot marcar seu primeiro gol como profissional do PSG. Dois minutos depois, Van der Wiel (que fez boa partida) lançou Zlatan Ibrahimović, que ganhou na força do zagueiro e do goleiro antes de empurrar a bola para a rede e marcar seu primeiro gol na temporada.

Vitória importantíssima para o Paris Saint-Germain, que encosta ainda mais na parte de cima da tabela, mas mostra que ainda tem defeitos capitais e que Blanc ainda não tem controle do esquema tático. A falta de criatividade e movimentação foi salva mais uma vez pela bola parada e por um colosso italiano chamado Salvatore Sirigu.


Melhores Momentos - PSG 2-0 Guingamp

Imagens: AFP; L'Équipe; Getty

terça-feira, 28 de maio de 2013

Análise do PSG na Ligue 1 2012/2013

                                                                                                                                       
Melhor ataque (69 gols), melhor defesa (23 gols), artilheiro (Ibrahimović, 30 gols). Melhor campanha como mandante e como visitante. Recorde de jogos seguidos sem sofrer gols quebrado pelo goleiro Sirigu, com 948 minutos sem ser vazado. Recorde histórico de jogos sem sofrer gols na Ligue 1, com 23 partidas. Melhor jogador do torneio, Zlatan Ibrahimović. É inegável que a campanha do PSG na Ligue 1 foi de um verdadeiro campeão com sobras, mas nem tanto quanto se imaginou, devido aos tropeços no início do torneio e o futebol sem brilho na maior parte do torneio.

Mas o Paris Saint-Germain conquistou seu tricampeonato francês em 2013 de forma inegável. Um time que começou tropeçando, com três empates consecutivos nas rodadas iniciais, mas se recuperou a partir da quarta rodada, diante do Lille, justamento quando mudou seu esquema tático do 4-3-3 para o 4-3-1-2, ganhando mais o meio campo e se compactando melhor entre as linhas.

Daí em diante o PSG engrenou, dividindo as primeiras posições com Lyon e Olympique de Marselha. Sofreu seu primeiro revés em casa, para o Saint-Étienne, e, em novembro, passou a conviver novamente com desconfiança, tropeçando e perdendo posições na tabela enquanto Ancelotti voltava a montar o time no 4-3-3 que provara não dar certo. Quando o treinador italiano armou o Paris no 4-4-2, o time deslanchou. Assim foi em dezembro de 2012, melhor fase da equipe na temporada inteira, com uma derrota e quatro vitórias consecutivas, apresentando um futebol agradável e ofensivo, retomando a ponta da tabela juntamente com OL e OM.

O PSG levou o título simbólico de campeão do outono, ou de melhor time do primeiro turno, empatado com os Olympiques no número de pontos, mas levando a melhor no saldo de gols. No returno, o PSG estreou com um empate sem gols diante do Ajaccio, em casa, no début de Lucas pelo clube. Mas a arrancada parisiense estava em curso. Mesmo sem jogar o futebol de dezembro, o PSG vencia a maioria de seus jogos aos trancos e barrancos, mas conseguia manter a liderança sem ser incomodado. Foi assim até a 36ª rodada, diante do rival Lyon, quando um gol de Jérémy Ménez selou o título tão esperado por 19 anos para o principal clube da capital francesa.

A temporada da Ligue 1 reservou momentos distintos para o PSG. No início, um time em formação e com uma tática que não apresentava resultados, se apoiando na defesa segura e em um Zlatan Ibrahimović inspirado para resolver. Com o tempo, o time se achou no 4-3-1-2, voltou ao 4-3-3 e perdeu a mão, mas se reencontrou no 4-4-2 com Lucas entre os titulares, um sistema defensivo quase intransponível e uma equipe menos dependente de Zlatan. Ganhou muitos de seus jogos no talento individual e nas bolas aéreas, sem encantar, apostando bastante nos contragolpes. Lembrou por várias vezes o São Paulo FC de 2005 a 2008, em especial o comandado por Muricy Ramalho. E, também, fechou a temporada com o título nacional e a conquista da meta principal traçada.

Números históricos



  • Lavezzi marcou o gol de número 3000 da história do PSG na partida diante do Evian TG, na 16ª rodada. 
  • No jogo diante do OM, na 26ª rodada, Sylvain Armand completou 400 jogos pela Ligue 1 e Beckham, que fazia sua estreia, foi o 400º jogador a vestir o “maillot” parisiense. 
  • Esta foi a primeira vez na história da Ligue 1 que o PSG ultrapassou a barreira dos 80 pontos, alcançando a marca de 83 pontos. Desde que a vitória passou a valer 3 pontos, em 1995, apenas o Lyon de 2005/2006 fez mais, com 84 pontos. 
  • O PSG atingiu a marca de 25 vitórias nesta L1, superando seu recorde de 24 vitórias em 1993-1994, quando havia conquistado o bicampeonato. 
  • Desde Jean-Pierre Papin (Bordeaux - 1989/1990) que nenhum jogador atingia a marca de 30 gols em uma edição da Ligue 1. Ibrahimović quebrou o jejum com exatos 30 tentos. 
  • Com isso, Ibra se tornou o primeiro jogador a marcar 30 gols pelo PSG em uma L1 depois de Carlos Bianchi em 1977/1978, com 37 gols. 
  • O PSG terminou como o melhor ataque e a melhor defesa da Ligue 1, algo que não acontecia desde o OL campeão de 2006/2007. 
  • O PSG alcançou a marca de 101 gols nesta temporada, computando todos os campeonatos disputados, batendo o recorde da temporada 1982/1983, que era de 100 gols. 
  • Desde que Ancelotti chegou ao PSG, em janeiro de 2012, o PSG jogou 57 vezes pela L1, ganhou 36 partidas e fez 113 gols. Nenhuma outra equipe fez o mesmo no período. 
  • O Paris Saint-Germain chegou a marca de 1500 partidas na história da Ligue 1, na última rodada diante do Lorient. São 638 vitórias, 422 empates e 440 derrotas.
Imagens: Divulgação/PSG

domingo, 28 de abril de 2013

Mão na taça: Aos trancos e barrancos e com 3 expulsos, PSG vence o Evian


Dez dias depois do Evian TG eliminar o Paris SG da Copa da França, as equipes voltaram a se enfrentar no Estádio Parc des Sports, agora pela Ligue 1. Em campo, o PSG mostrou os mesmos erros de sempre e só garantiu a vitória sobre um dos piores times do torneio graças ao talento individual de alguns de seus jogadores. Para piorar, o time teve três jogadores expulsos, sofreu pressão no final e protagonizou confusão após o apito. Nada diferente do que o time demonstra durante a temporada, sob o comando de Carlo Ancelotti.

Mais do mesmo

O PSG fez mais um primeiro tempo modorrento. Sem Lucas (ainda com dores na costela), Ménez ganhou a vaga e fez o time atuar ora no 4-4-2, ora no 4-2-3-1, com o francês trocando de posição com Pastore pelo meio. Sem criatividade nenhuma e com os atacantes dispersos e omissos, o PSG teve dificuldades e só acelerava quando Jallet subia ao ataque, mas mesmo assim a equipe não organizou nenhuma boa jogada. Já o Evian começou melhor, mas foi se fechando com o passar do tempo e apostando nos contragolpes com Barbosa e Khelifa.

O Paris SG votou mais ligado ao segundo tempo e a jogada do primeiro gol começou e terminou em dois jogadores apagados no início do jogo, mas que mostram sua importância quando querem. Ménez começou a jogada pela esquerda e inverteu o jogo para Jallet (que fez boa partida) tocar para Pastore emendar de primeira para as redes, abrindo o placar. Depois do gol, o PSG voltou a demonstrar displicência para matar o jogo, com Ibrahimović e Lavezzi perdendo gols incríveis. Com o passar do tempo, o Evian foi crescendo e o PSG se encolhendo, como Ancelotti gosta.

A situação piorou quando Verratti foi expulso após mais uma falta e reclamação (além de ter tomado uma bronca colossal de Ancelotti ao deixar o gramado). Nos acréscimos, até Beckham foi expulso pelo árbitro Olivier Thual, em atuação pífia. Após o apito final, confusão no gramado entre jogadores das duas equipes, culminando com a expulsão de Sirigu. Com o resultado, o PSG depende só de si mesmo para garantir sua terceira taça da Ligue 1, caso vença o Valenciennes no próximo domingo (5).

Imagem: Le 10 Sport; Divulgação PSG

sábado, 20 de outubro de 2012

Sem meio de campo, Sirigu e Gameiro salvam o PSG contra o Reims


As duas rodadas de data Fifa durante a semana acabaram trazendo problemas para o técnico Carlo Ancelotti escalar o PSG neste sábado (20). Sem Chantôme, Bodmer, Verratti, Thiago Motta e Sissoko se recuperando, o treinador teve dificuldades para montar o time que enfrentou o Reims e teve de improvisar bastante, com infelicidade. O time jogou, pela primeira vez na temporada, no 4-4-2.

Com isso, o meio de campo parisiense praticamente não existiu durante a partida. Some-se a isso a falta de apoio dos laterais, de mobilidade do time e apatia e tem-se o resultado do primeiro tempo. As melhores chances foram criadas pelo Reims, mais seguro de seu jogo em campo. Gameiro ainda criou uma boa oportunidade, após passe de Nenê, mas Mandi tirou a bola. Mas a grande chance foi do Reims, após um pênalti infantil de Gregory van der Wiel, dominando com o braço dentro da área. Sorte do PSG que o time tem Salvatore Sirigu, que defendeu a penalidade cobrada pelo brasileiro Diego Rigonato, além de outras boas defesas.

Na volta do intervalo, o Paris voltou com mais atitude, mas esbarrava nos próprios erros de criação. A entrada de Ménez no lugar de Nenê deu, ao menos, mais movimentação ao time. As melhores chances eram criadas em arremates de longe, com duas bolas acertadas na trave, com Ménez e Matuidi. Até que, aos 65’, Maxwell acertou um cruzamento certeiro na cabeça de Gameiro, muito bem posicionado, para o camisa 19 abrir o placar no Parc des Princes. Os Rouge et Bleus passaram a se fechar e apostar em contragolpes, mas perdia bastantes chances, principalmente com Ménez, agora pelo meio no 4-2-3-1, com a entrada de Jallet no lugar de Gameiro. Destaque negativo para a saída de Sakho, com dores na coxa direita e que preocupa para o jogo de quarta-feira (24) contra o Dínamo de Zagreb na Champions.

Fim de jogo e liderança provisória para o PSG, ao menos até o complemento da rodada. Mas fica a marca do quão grande já é a falta de Verratti no time e a escalação equivocada de Ancelotti.

Imagens:L'Equipe ; Footballuser.com

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