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sábado, 17 de novembro de 2012

PSG 1x2 Rennes - Humilhante para uns, heróico para outros



O Parc des Princes foi o palco de um jogo histórico neste sábado (17). Mesmo com dois jogadores a menos e fora de casa, o Stade Rennais venceu o poderoso PSG. De que adianta ter um elenco milionário, mas um técnico teimoso, ultrapassado e incapaz (para não usar outros adjetivos)? A derrota humilhante parisiense não pode ser contestada pela falta de Ibra, mas exaltada pelo jogo histórico de um Rennes organizado e unido. Que sirva de lição aos Rouge et Bleus.

Mais uma vez, Ancelotti armou o Paris no 4-3-3 que ele tanto aposta e vem dando errado. E, desta vez, com Camara na lateral direita e Pastore de volta à ser volante pela esquerda. Não deu outra. O Rennes dominou o meio e abriu o placar aos 13’, com um golaço de Alessandrini (bom jogador), aproveitando uma bola mal rebatida por Camara. O PSG demonstrava muita vontade em campo, diferentemente das últimas partidas e empatou o jogo aos 21’. Pastore deu belo passe para Nenê, o “Zorro” de Paris, que encobriu o goleiro com categoria. Aos 25’, o lance mais polêmico da partida. Ménez foi lançado em velocidade e o goleiro Costil deu um carrinho, pegando na bola e, em seguida, o adversário. O árbitro Fredy Fautrel não só deu falta como expulsou o arqueiro (pra mim, injustamente, pois nem falta eu marcaria).

Mesmo com um a mais, o Paris tinha dificuldade pelo meio, completamente inabitado e só criava com Pastore lançando pela esquerda, mesmo jogando recuado em campo. Aos 35’, Matuidi falhou feio em uma saída de bola (assim como no jogo passado contra o Montpellier) e fez falta na sequência. Féret cobrou com categoria e fez 2 a 1 para os visitantes. Ancelotti ainda trocou Ménez por Hoarau aintes do intervalo, mas viu seu time continuar sofrendo os mesmos defeitos de sempre. A única saída era com a correria de Lavezzi pela direita. EL Pocho percorreu 5,7 Km só em 45 minutos.

No segundo tempo, Ancelotti trocou o amarelado Chantôme pelo jovem Rabiot e trocou Pastore de posição. Agora, o argentino fazia a função de primeiro volante, como Verratti costuma jogar. O Paris voltou com mais disposição ainda, mas esbarrava na sólida defesa do Rennes e no goleiro N'Diaye, um gigante em campo. Aos 52’, Makoun levou o segundo amarelo e foi expulso. Mais fácil para o PSG? Que nada! O time continuou com dificuldades de criar, sem um meia central e Gameiro só foi entrar em campo dez minutos depois. O Paris pressionou, principalmente na bola aérea, acertou a trave duas vezes, teve Hoarau sendo Hoarau, furando uma bola de frente ao gol, mas acima de tudo, parou em N'Diaye e nos guerreiros de Rennes.

Fim de jogo e derrota humilhante para o PSG, vitória histórica para o Stade Rennais. Agora, a batata começou a assar de vez para os lados da capital. O time perdeu de vez a liderança, com um jogo a mais e tem agora a torcida protestando de vez. Carlo Ancelotti não pode, nem de longe, ser considerado o único culpado, mas é o grande principal.

Imagens: L'Equipe; AFP

sábado, 22 de setembro de 2012

PSG goleia o SC Bastia fora de casa



Com o passar dos jogos neste início de temporada, o Paris SG vai se encaixando e se sentindo mais confortável. Depois da goleada sobre o Dínamo de Kiev na estreia da Champions, os Rouge et Bleu voltaram a sobrar em campo pela Ligue 1 neste sábado (22) contra o SC Bastia, na Ilha de Córsega.

Parece que a ótima estreia na Chmapions durante a semana deixou o clima mais leve no Paris, que entrou em campo mais leve e menos pressionado. Assim, abriu o placar logo aos 6’, com Ménez. Poupando Jallet, Pastore e Maxwell, o Paris contou com a estreia de Van der Wiel e com os retornos de Armand e Nenê. Com a presença do brasileiro, o time atuou no 4-3-2-1, contanto com a movimentação intensa do camisa 10 e de Ménez. Aos 40’, Verratti apareceu na meia lua e deu um passe de craque para Ibra deixar sua marca e ampliar a vantagem.

Na volta do intervalo, o jogo continuou quente e pegado, principalmente pelo lado do time da Córsega, que abusou das entradas duras. Deu ainda para o PSG realizar a máxima de “vira dois, acaba quatro”, com os gols de Matuidi e Ibrahimović, aproveitando duas assistências perfeitas de Nenê, que aproveitou bem a chance que teve. Deve-se destacar também a péssima defesa do Bastia, que cometeu erros infantis e expôs demais o goleiro brasileiro Magno Novaes.

O PSG controlou o jogo inteiro com a posse de bola (61%). No total, o time perdeu apenas quatro bolas durante a partida inteira! Destaque para Thiago Silva (98%), Sakho (96%), Verratti (92%) e Chantôme (100%) no quesito passes certos. Ótimo para um time que começou com dificuldades, mas agora já se sente muito mais confortável em campo.

Imagens: Reuters; L'Equipe

sábado, 11 de agosto de 2012

PSG estreia com empate dramático contra o Lorient


O jogo mais aguardado da primeira rodada da Ligue 1 2012/2013 aconteceu na capital francesa. O badalado PSG jogou em um Parc des Princes lotado e em êxtase contra o Lorien, 17º na última temporada. Quem esperava uma vitória fácil dos parisienses se surpreendeu com um empate sofrido e dramático, mas um ótimo jogo.

1º tempo surpreendente

Sem Pastore, cumprindo suspensão pelo cartão tomado na última rodada da temporada passada contra o mesmo Lorient, Carlo Ancelotti apostou em Bodmer e Chantôme como volantes criadores e surpreendeu ao barrar Nenê, preferindo começar com Ménez. O PSG começou levando um duro golpe aos 4’, com gol contra de Maxwell, após Monnet-Paquet aproveitar o buraco deixado no lado direito parisiense e cruzar a bola. O que se viu depois foi um PSG dominando a posse de bola, mas não criando chances.

A impressão dada era de que os jogadores entraram no clima de festa da torcida e não se sacrificaram em campo. O aguerrido Lorient criava as melhores oportunidades no contra-ataque, aproveitando o ridículo sistema defensivo adversário. Os dois laterais parisienses avançavam ao mesmo tempo e o trio de volantes não conseguia ocupar os espaços, deixando Alex e Sakho expostos. As melhores jogadas do Lorien saiam pelo lado direito do Paris, nas costas de Jallet, que avançava absurdamente e não tinha uma cobertura decente. Aos 48’, Jérémie Aliadiere fez jogada individual pelo fatídico lado direito parisiense e aumentou a vantagem do Lorient.

2º tempo incrível

Após sair para o intervalo sob vaias da torcida, o PSG voltou um outro time. A pegada, vontade e movimentação eram opostos à apatia da etapa inicial e os parisienses dominaram o jogo. Chances e mais chances eram criadas, mas todas incrivelmente desperdiçadas pelo time, principalmente por Ibrahimovic e Ménez. Ancelotti ainda tentou mexer, tirando Verratti e Bodmer para as entradas de Nenê e Matuidi. O time passou do 4-3-3 para o 4-2-3-1, com Bodmer de cão de guarda à frente da defesa e Nenê pelo meio.

Aos 64’, Nenê fez um belo lançamento para Ibrahimovic usar força e talento para fazer seu primeiro gol na Ligue 1. Ancelotti trocou o cansado Lavezzi por Gameiro, na tentativa de acabar com o caminhão de gols que o PSG perdia em campo. A dramaticidade só ia aumentando a cada chance incrivelmente desperdiçada pelo Paris, com direito a gol legal de Chantôme ridiculamente anulado pelo auxiliar, alegando um impedimento que não havia. O empate do PSG só saiu aos 88’, quando Matuidi sofreu pênalti e Zlatan Ibrahimovic, de novo, converteu.

O empate mostrou que só dinheiro e talento não farão do PSG o novo campeão francês. Se o time não tiver responsabilidade tática e garra, não superará os adversários.

Imagens: L'Equipe; Divulgação PSG


domingo, 22 de julho de 2012

PSG e Chelsea ficam no empate em amistoso



O cenário era o ideal. A cosmopolita Nova Iorque, centro financeiro do mundo, recebeu o “amistoso” entre Chelsea e Paris Saint-Germain, dois dos clubes mais ricos do mundo, graças aos seus acionistas bilionários. A palavra amistoso foi destacada entre aspas porque, dentro de campo, as duas equipes buscaram a vitória e jogaram para valer, com divididas duras e bastante correria. E quem decidiu a partida foram dois brasileiros.

1º Tempo – Chelsea quase reserva, PSG quase titular



Por ser um amistoso de pré-temporada, é normal que os dois técnicos intercalem titulares com reservas no time titular. Mas a diferença de postura era clara. Do lado inglês, Cech, David Luiz, Lampar e Obi Mikel eram os jogadores considerados titulares na temporada passada e que começaram o amistoso (4-2-3-1 - Cech – Hutchinson, D. Luiz, Cahill e P. Ferreira – Lampard, Mikel, De Bruyne, Hazard, Kakuta e Lukaku). Enquanto isso, o PSG mandou quase o que tinha de melhor (4-3-3 - Douchez - Jallet, Alex, Sakho, Jallet, Armand - Bodmer, Chantome - Pastore, Nene, Lavezzi – Gameiro).

Em campo, a diferença técnica acabou aparecendo e o PSG dominou amplamente, com intensa movimentação e entrega. O Chelsea não se encontrava e Nenê e Lavezzi, nas duas pontas ofensivas, infernizavam os Blues com correria e troca de posições. Pastore,que jogou como um volante pela esquerda, era a saída de bola do Tricolor e, quando avançava, alternava o esquema para um 4-4-2. Aos 30’, o camisa 27 fez bela jogada, passou por três marcadores e bateu na trave. No rebote, Nenê foi oportunista e abriu o placar.

2º Tempo – Chelsea melhor e estrela de brasileiro

Na volta do intervalo, o Chelsea foi com o que tinha de melhor, com Ivanovic, Terry, Ramires, Essien, Malouda, Marin e Lucas Piazon. Já o PSG de Ancelotti voltou com várias alterações, como Lugano, Areola, Bisevac, Camara, Tiéné, Verrati, Mawell, Luyindula e Hoarau. Apenas Chantôme e Pastore continuaram, e o time sentiu isso.

O Chelsea voltou mais ligado e dominou as ações, até Piazon tabelar com Ramires e empatar o jogo, aos 82’. O trabalho de renovação de elenco do Chelsea é louvável, com jovens valores como Piazon, Hazard, Marin e Oscar. Pelo lado do PSG, Verratti mostrou a habilidade e o controle de bola que o consagrou no Pescara, mostrando que será uma boa alternativa para a temporada.

O empate acabou sendo justo pelos dois tempos distintos apresentados. E deu para saber que Carlo Ancelotti apostará no 4-3-3 para o PSG, pelo fato de ter escalado esse esquema nos três amistosos da pré-temporada até então. Pastore é quem me parece perdido, ao atuar na segunda linha do time, como no primeiro tempo. No segundo, quando virou ponta-direita, rendeu bem mais. Resta saber também se, com Ibrahimovic, o ataque terá a mesma movimentação apresentada nos amistosos.

Imagens: Divulgação / PSG

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