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domingo, 5 de agosto de 2012

Ademilson salva o São Paulo contra o Sport



O jogo entre São Paulo e Sport  neste domingo (5) no Estádio do Morumbi se mostrou mais difícil para o Tricolor do que o esperado. O garoto Ademilson, novo xodó são-paulino, mais uma vez fez o gol da vitória dos donos da casa, mas o nome da partida foi o goleiro Magrão, com seis grandes defesas para o Sport.

O Tricolor criou duas grandes chances no início do jogo, mas Willian José e Ademilson pararam em Magrão. Depois do bom início, o São Paulo encontrou dificuldades e o Sport ajustou a marcação, dominando o restante da etapa inicial, mas criando pouco. Na volta o intervalo, o São Paulo partiu para cima, mas parava na marcação do Leão, falta de criatividade no setor de armação e afobação do ataque, principalmente com Willian José, extremamente mal em campo. Outro destaque negativo foi Jadson, que pouco apareceu. Mais uma vez, o jogador oscilou, mostrando que pode fazer grandes partidas – como contra o Bahia no meio de semana – e péssimas, como a deste domingo.

A defesa do Sport começou a mostrar falhas quando o técnico Vagner Mancini alterou o time, colocando Edcarlos na zaga e jogando com três zagueiros. Mesmo assim, o São Paulo parava em Magrão, em uma tarde espetacular e no trio de arbitragem, que anulou gol legítimo de Ademilson. Mas foi o garoto, novo camisa 11 do Tricolor, quem fez o gol da vitória, aos 33’, aproveitando a sobra de bola após mais uma defesaça de Magrão. O Sport até ensaiou uma pressão no final, mas parou na excelente partida de Denilson e de Rafael Toloi, o melhor jogador do São Paulo em campo, com antecipações e muita raça.

O São Paulo volta a campo na quinta-feira (9) contra o Fluminense, em São Januário, enquanto o Sport joga na quarta-feira (8) em recife contra o Vasco.

SÃO PAULO 1 X 0 SPORT

Local: Morumbi, em São Paulo (SP)
Data/Hora: 05/08/2012 - 16h
Árbitro: André Luiz de Castro (GO)
Assistentes: Marcio Eustáquio (FIFA-MG) e Janette Arcanjo (FIFA-MG)

Renda/Público: R$ 502.561,00 / 22.330 pagantes
Cartões Amarelos: Aílson, Willians e Edcarlos (SPO)
Cartões Vermelhos: -
GOLS: Ademilson, aos 33'/2ºT (1-0)

SÃO PAULO: Rogério Ceni; João Filipe, Rafael Toloi e Rhodolfo; Douglas, Denilson, Maicon (Casemiro, 47'/2ºT), Jadson e Cortez; Ademilson e Willian José (Cícero, 24'/2ºT). Técnico: Ney Franco.

SPORT: Magrão; Moacir, Diego Ivo, Aílson e Reinaldo; Tobi, Rithelly, Willians (Edcarlos, 15'/2ºT) e Marquinhos Gabriel (Hugo, 15'/2ºT); Felipe Azevedo e Gilberto (Magno Alves, 26'/2ºT). Técnico: Vagner Mancini.

Imagem: Idário Café / Vipcomm

domingo, 29 de julho de 2012

M1T0 volta e São Paulo FC goleia o Flamengo


O que o retorno de um ídolo não pode fazer. No Estádio do Morumbi, mais de 35 mil pessoas fizeram um clima inimaginável para os últimos meses vividos pelo São Paulo. O motivo era um só: Rogério Ceni. O capitão, maior goleiro-artilheiro da história do futebol mundial e chamado de “Mito” pela torcida são-paulina devolveu a confiança e sorriso ao torcedor tricolor.

Em campo, o jogo começou movimentado, com disposição e correria, mas sem qualidade nos passes e criatividade. O São Paulo assustava com Luis Fabiano, forçando Paulo Victor a fazer duas boas defesas, enquanto o Flamengo procurava criar com Adryan na meia esquerda, mas esbarrava na belíssima atuação do zagueiro João Filipe – 28 passes certos e 8 desarmes. O Flamengo marcava bastante a saída de bola tricolor, que tinha dificuldades. Mas foi usando esta tática que o São Paulo abriu o placar. Aos 41’, Rodrigo Caio roubou a bola de Ramon e rolou para Maicon, que teve liberdade para chutar e abrir o placar. Cinco minutos depois, Paulo Victor saiu mal em mais uma cobrança de escanteio e Luis Fabiano aproveitou para aumentar a vantagem.

Na volta do intervalo, Dorival Junior mexeu mal ao tirar Adryan. O Flamengo perdeu a mobilidade e a marcação da saída de bola, deixando o São Paulo dominar o meio campo e o jogo. Aos 14’, a nova promessa de Cotia, Ademilson, roubou com garra a bola de González e tocou para Cortez, que aproveitou a desarrumada zaga flamenguista e deu uma bela assistência para Fabuloso marcar mais um. O Flamengo descontou aos 21’, com Ramon, mas o time se lançou ao ataque e deixou o Soberano criar, até Jadson fazer de trivela mais um gol e fechar o placar.

Foi o quinto gol de Jadson no Brasileirão-12, mostrando sua melhora em campo. Com os dois gols de Fabuloso hoje, o atacante chegou a marca de 81 gols com a camisa do SPFC no Estádio do Morumbi. Desde que retornou ao São Paulo, Luis Fabiano disputou 37 jogos e marcou 27 gols. Em 2012, ele anotou 20 gols em 25 partidas. “Hoje eu entrei concentrado para ajudar o time. Independentemente de qualquer coisa, é o amor pelo São Paulo, é o amor por essa camisa” disse o Fabuloso, que ultrapassou o lendário Leônidas da Silva e agora é o sétimo maior artilheiro da história do clube – 145 gols em 197 jogos, média de 0,73 gol por jogo.

Rogério Ceni não fez nenhuma defesa e trabalhou mais na saída de bola, com os pés. O M1T0 mostrou falta de ritmo e saiu reclamando de dores na virilha, mas sua volta já deu um novo espírito ao São Paulo FC dentro e fora de campo, orientando bastante o time e sendo o líder que o torcedor se acostumou a ver.

Imagens: Wagner Carmo/VIPCOMM; Léo Pinheiro/Terra

domingo, 15 de julho de 2012

Mesmo com um a mais, São Paulo "arranca" empate com o Palmeiras



Ney Franco disse, durante a semana, que deveria ser cobrado logo de cara, após a estreia no Choque-Rei contra o Palmeiras. Pois bem. O Tricolor fez uma de suas piores partidas no ano, sem raça, criação e posse de bola. Apenas assistiu o valente Palmeiras jogar. Mesmo vindo de um título, sem o seu principal jogador – Marcos Assunção –, de “ressaca” e com um homem a menos o segundo tempo inteiro, o Alviverde deu um banho de vontade e futebol sobre o adversário e saiu injustiçado pelo empate.
O Palmeiras teve o domínio do jogo e de posse de bola do início ao fim do jogo. O São Paulo achou seu gol em uma cobrança de falta que Jadson colocou a bola na cabeça de Luis Fabiano, em falha de marcação do Palmeiras. Fora este lance, Henrique dominava o meio campo até ser recuado para a zaga, no lugar do machucado Maurício Ramos. O losango no meio de campo são-paulino foi o mesmo que Leão armou em 2012, em todos os sentidos. Denílson correndo como um louco, sozinho, Casemiro e Cícero completamente perdidos, sem marcar nem armar e Jadson oscilando, mais para baixo do que para o alto.

No segundo tempo, Henrique foi justamente expulso, mas era o Palmeiras quem parecia ter a vantagem numérica em campo. Corria, disputava e não desistia, ao contrário do São Paulo, apático e esperando o tempo terminar, sem colocar a bola no chão. Valdívia sofreu um pênalti e desperdiçou nas mãos de Denis. Mas o Alviverde não desistia até empatar de cabeça, com Mazinho. Sim, o “gigante” de 1,65m apareceu livre na pequena área para balançar a rede. Mazinho tem a mesma altura de Everton Ribeiro, o carrasco Tricolor na Copa do Brasil, que também marcou um gol de cabeça na ocasião.

Ney Franco deu a deixa, e agora será devidamente cobrado. Seu São Paulo, da estreia, conseguiu ser até pior do que o de Emerson Leão, com um desempenho pífio e apático, além de muito mal posicionado e mexido durante o jogo. Casemiro e Cícero mostraram que não merecem serem titulares do São Paulo FC, pior ainda juntos. A bola aérea é um terror. O meio não cria e depende de lampejos de Jadson e um lateral, para que Luis Fabiano possa jogar. Muito pouco para as pretensões do clube.


Já o Palmeiras de Felipão mostrou seriedade e sobriedade em campo. Lutou, vibrou e jogou. Mesmo com um a menos, saiu “derrotado” de campo, devido ao futebol demonstrado e a falto do mesmo pelo adversário. Além disso, o time terá um acréscimo muito grande com Obina no time, porque Betinho é sofrível.

O São Paulo conseguiu enganar os prognósticos e arrancou o empate contra o Palmeiras, que goleou moralmente o Tricolor.

Ney Franco terá muito trabalho. Mais do que imaginou.

Imagens: Wagner Carmo/VIPCOMM

domingo, 1 de julho de 2012

Atlético-MG vence o Grêmio em jogo aguerrido



No Rio Grande do Sul, Grêmio, Ronaldinho e Vanderlei Luxemburgo se reencontraram após as últimas polêmicas. O jogo no Estádio Olímpico foi disputado e brigado, com a torcida gremista comparecendo em peso e vendo um time cheio de defeitos e carências perder para o Atlético-MG bem montado e com um GOLAÇO de Jô, devido a jogada do jovem Bernard.

O Tricolor Gaúcho contou com a estreia de Zé Roberto, como o camisa 10. No entanto, o jogador pareceu fora de ritmo e passou totalmente despercebido, atenuando o velho problema gremista de falta de criação. As jogadas do Grêmio eram todas de bola na área para Kléber e Marcelo Moreno resolverem e isso sem um lateral esquerdo para ajudar. Anderson Pico retornou ao time e foi injustamente expulso, mas vinha atuando mal, não muito distante de suas limitações. Azar do Grêmio, que tem vivido uma “maldição” na lateral-esquerda, já que os três principais jogadores da posição estão machucados – Júlio César, Pará e Fábio Aurélio.

O Atlético-MG teve um Ronaldinho “mordido”, fazendo sua melhor partida com a camisa do Galo. Se apresentou e criou várias chances, mas seus companheiros cansaram de desperdiçar gols. Danilinho se mostrou bem na parte tática, mas quem roubou a cena foi Bernard, com uma jogada esplêndida no gol da vitória. Arrisco dizer que este gol será, em dezembro, um dos três mais belos do torneio. A defesa do Galo se portou bem, mais uma vez, mas apresentou também o antigo problema da lateral direita. Desta vez, quem jogou foi Serginho, improvisado no setor, talvez até por ser um jogador mais forte fisicamente do que Marcos Rocha. O Galo mostrou ter time e elenco e é líder com justiça do Brasileirão-12.

Imagem: Foto: Vinícius Costa / Agência Estado

sábado, 30 de junho de 2012

São Paulo FC vence Cruzeiro em BH e respira


Foi o melhor jogo do Brasileirão-12 até então. O São Paulo FC venceu o até então líder invicto Cruzeiro, graças a Milton Cruz, que conseguiu unir novamente os jogadores do São Paulo e, com a mudança de esquema tático para o 3-5-2, o time ficou mais compacto em campo, com os jogadores bem mais próximos do que na Era Leão. Mesmo assim, o Tricolor mostrou suas velhas falhas defensivas, principalmente na bola aérea, que se mostrou um verdadeiro terror para o torcedor.


Já o Cruzeiro também apresentou falhas consideráveis. O zagueiro Rafael Donato se mostrou muito bom na bola aera, anotando dois gols, mas é lento atrás. Se não tiver um companheiro jovem e rápido atrás, passará muitos sustos ao torcedor. O Cruzeiro não tem laterais, já que Léo jogou mais uma vez improvisado na direita e Éverton é meia de origem, ataca bem, mas defende muito mal. O time não tem um parceiro para Wellington Paulista no ataque e só Montillo arma o jogo. É claramente um time aguerrido, mas de contra-ataques.

Aguerrido e compacto

Como disse, o 3-5-2 compactou o São Paulo, mas não escondeu velhas falhas. Depois que Rhodolfo saiu machucado, o trio defensivo Tricolor teve Edson Silva, Paulo Miranda e João Filipe, que falharam por diversas vezes e só não entregaram o resultado de bandeja porque deram sorte e Denis fez ótima partida. Cortez e Denílson voltaram a jogar bem, com garra e discretos. Douglas foi um dos melhores em campo na parte ofensiva, mas voltou a pecar na defesa e ainda não teve uma cobertura adequada com João Filipe.

No meio, Maicon fez sua melhor partida com a camisa do clube, marcando bem e ditando o ritmo de jogo. Foi lento às vezes no ataque, mas compensou com bons passes e mais participativo. Lucas foi outro muito bem, aparecendo mais no ataque, adentrando a área adversária e criando chances, pena que não teve Jadson bem ao seu lado,sendo novamente muito omisso, apesar do gol da vitória marcado. Luis Fabiano foi o de sempre. Fez gol, brigou, incomodou, perdeu pênalti para o Fábio, levou um justo cartão amarelo infantil, mas não se escondeu em momento algum. Os pontos fracos do time foram Cícero e Casemiro. O primeiro “não entrou em campo”, errando tudo o que tentou. Já Casemiro continua me enojando ao vê-lo com a camisa Tricampeã Mundial, com toda a sua displicência. Não é possível que ninguém veja isso no clube.

Enfim, a mensagem que ficou do jogo foi que ambas as equipes têm potencial e são aguerridas, mas faltam-lhe peças essenciais, principalmente na defesa. Celso Roth terá que trabalhar muito para tentar achar peças importantes no prórpio elenco, mas a diretoria já fez uma boa contratação trazend Marcos Ceará, ex-lateral direito do PSG. Já o São Paulo, comandado por Milton Cruz ou não, parece ter achado um time mais seguro, que joga mais próximo e assim, produz mais tabelas e triangulações. Só que se quiser ganhar algo em 2012, precisa de muito mais do que isso.

Imagens: Foto: Foto: Rubens Chiri / saopaulofc.net ; Douglas Magno/VIPCOMM

sábado, 9 de junho de 2012

Com cochiladas, Coritiba perde para o Flamengo




O Coxa cochilou e perdeu o jogo para o aguerrido Flamengo no Engenhão, na noite deste sábado (09). O Flamengo abriu 2 a 0 no marcador logo aos 15’, com Vágner Love – impedido - e Luiz Antônio. Logo após, o Coritiba acordou e igualou o fluxo da partida, até o ótimo zagueiro artilheiro Emerson diminuir o placar.

Veio a segunda etapa e o Coxa tomou as rédeas, mas não conseguia o passe final e Hernane, que fazia sua estreia no Flamengo, marcar o gol derradeiro da partida. O Flamengo mostrou, mais uma vez, muita disposição, mas uma defesa fraca e que Ibson e Vágner Love são “os caras” do time, resolvendo sempre. Airton faz um papel importantíssimo ao proteger a linha de zaga, que hoje contou com os temíveis Wellington Silva, Marllon, Welinton e Magal.

Já o Coritiba tem uma boa zaga, com os laterais Ayrton e Lucas Mendes (pré-convocado para as Olimpíadas) e o zagueiro que mais vezes marcou gols com a camisa do time, 19, Emerson. Em compensação, os volante são fracos e Chico deverá ganhar espaço com o tempo. Na frente, Everton Ribeiro é rápido e conta com os passes de Lincoln, juntamente com a disposição de Everton Costa. Mas, se quiser passar pelo São Paulo na Copa do Brasil, deverá jogar mais atento do que apresentou nesta noite no Rio de Janeiro.

FLAMENGO 3 X 1 CORITIBA

Renda e público: R$ 112.165,00 / 4.066 pagantes
Árbitro: Rodrigo Braghetto (SP)
Assistentes: Márcio Luiz Augusto (SP) e Carlos Nogueira Júnior (SP)
Cartões amarelos: Aírton e Hernane (Flamengo) e Roberto, William e Tcheco (Coritiba)

Gols: FLAMENGO - Vagner Love aos 6 e Luiz Antonio aos 12 minutos do 1º Tempo e Hernane aos 46 minutos do 2º Tempo; CORITIBA - Emerson aos 25 minutos do 1º Tempo

FLAMENGO: Paulo Victor; Wellington Silva, Welinton, Marllon e Magal (Bottinelli); Aírton, Luiz Antonio (Muralha), Renato Abreu e Ibson; Diego Maurício (Hernane) e Vagner Love
Técnico: Joel Santana

CORITIBA: Vanderlei; Ayrton, Demerson, Emerson e Lucas Mendes (Tcheco); William, Sergio Manoel (Chico), Lincoln (Robinho) e Everton Ribeiro; Roberto e Everton Costa
Técnico: Marcelo Oliveira

Imagem: Alexandre Loureiro / VIPCOMM

domingo, 27 de maio de 2012

Em prévia, Grêmio vence o Palmeiras no Sul




Os clubes eram os mesmos. Os técnicos também, só que de lados invertidos. Mas o futebol apresentado nem de longe lembrou o dos clássicos dos anos 1990 entre Grêmio e Palmeiras. No Estádio Olímpico, as duas equipes fizeram um jogo fraco e, se esta for a prévia das semifinais da Copa do Brasil, os torcedores de ambas as equipes sofrerão com o futebol praticado.




As duas equipes jogaram no 4-2-3-1, mas sem uma boa atuação do meia armador de cada time. O Palmeiras tinha seus jogadores muito distantes na linha ofensiva e pecava na saída de bola, enquanto o Grêmio errava na armação ofensiva, ainda mais sem Miralles, substituído no início do jogo com dores na parte posterior da coxa. O Grêmio invertia Pará e Léo Gago de posições às vezes, o que dava certo. Léo Gago ainda desperdiçou uma cobrança (bem marcada) de pênalti, mandando a bola no travessão.

Veio o segundo tempo e Valdívia entrou no lugar de Felipe, ex-Mogi Mirim, que fazia sua reestreia pelo Palmeiras. Mas tanto ele quanto o chileno foram anulados pelo ótimo volante Fernando, que bateu a falta para André Lima desviar para as redes e anotar o único gol do jogo. Pouco antes, Felipão havia mexido mal ao trocar Barcos por Maikon Leite, na tentativa de puxar contra-ataques e segurar mais a bola no campo ofensivo. No final do jogo, o árbitro Marcelo de Lima Henrique deixou de anotar um pênalti para o Palmeiras em cima de Henrique.

Na próxima rodada, o Grêmio vai à Goiânia enfrentar o Atlético, enquanto o Palmeiras jogará em Recife contra o Sport. Os dois jogos serão às 19h30 de quarta-feira (06).

Imagem: Edu Andrade / Agência Estado

Luis Fabiano salva o São Paulo FC em vitória magra




O São Paulo venceu o Bahia pelo placar magro no Morumbi, neste domingo (27). Jogando com 13 desfalques, o Tricolor entrou em campo no 4-2-3-1 com Paulo Miranda e Edson Silva na zaga, Piris na direita e o meio ofensivo com Jadson pelo centro, Rafinha e Maicon abertos pelas pontas. Mesmo com Rafinha razoavelmente bem em campo, o time era lento e não apresentava perigo, muito por conta de Maicon. Piris tinha liberdade para avançar, mas apresentou os mesmos defeitos nos cruzamentos.

Na volta do intervalo, Leão deu uma bronca no apático time, além de trocar Rafinha e o lento Maicon por Fernandinho e Osvaldo, dois pontas de verdade. A dupla infernizou a zaga baiana e deu mais opções para Jadson armar. O camisa 10 foi, mais uma vez, um dos melhores em campo com seus passes precisos, ditando o ritmo de jogo e ajudando na marcação. O Soberano fez o seu gol da vitória com Luis Fabiano aproveitando boa jogada de Osvaldo. Já o Bahia apostou nas duas linhas de quatro o jogo inteiro, mas sofreu pela falta de talento. Sem o jovem Gabriel, o Tricolor Baiano teve Lulinha, Magno, Zé Roberto e depois Ciro, que não apresentaram muito perigo à zaga são-paulina, que teve o ex-baiano e contestado Paulo Miranda como um dos melhores em campo.



Imagem: Werther Santana / Agência Estado; Tom Dib

sábado, 26 de maio de 2012

Flamengo e Inter se enchem de volantes em jogão




Flamengo e Internacional fizeram um grande jogo na noite deste sábado (26) no Estádio Engenhão. Em campo, as equipes inverteram os papéis tradicionalistas de suas respectivas regiões. O Flamengo tinha a pegada e a raça da escola gaúcha, enquanto o Inter tinha o toque de bola e a ginga da escola carioca. Talvez por isso o empate em 3 a 3 cheio de emoções.

Fla cheio de volantes no 4-1-4-1

Jogando com quatro volantes, o Flamengo de Joel veio no 4-1-4-1, com Vágner Love sozinho no ataque e Ibson fazendo sua reestreia, desta vez como ponta direita. Pelo o lado do Inter, Dorival Júnior também encheu o meio com volantes, três, mas tinha o inspirado Dátolo na criação.

Inter melhor organizado e com Dátolo inspirado
Mesmo o Inter estando melhor em campo, o Flamengo abriu 2 a 0 na raça e marcação sob pressão na saída de bola adversária. O Inter descontou quando Gilberto teve a primeira oportunidade na área. Veio o segundo tempo e Vágner Love fez mais um com a mesma receita de raça e oportunismo. Mas o Inter aproveitou os espaços dados entre a zaga e o meio do Flamengo e empatou o jogo, o terceiro gol saindo em uma falha de Ronaldinho, que depois saiu vaiado pela torcida.

O jogo mostrou um Inter mais arrumado e melhor tecnicamente, mesmo sem Oscar, D’Alessandro, Damião e mais cinco desfalques. Já o Flamengo encheu o time de volantes, mas dava espaços incríveis no meio, deixando o setor de criação adversário com liberdade e inibindo as subidas de Léo Moura. Luiz Antônio e, principalmente, Kleberson foram nulos em campo, deixando toda a tarefa de marcação para o limitado Aírton. Já o time gaúcho conseguiu um bom empate fora de casa e tem em Dátolo uma esperança maior para o restante da temporada.

Imagens: Internacional.com.br; Footballuser.com

domingo, 20 de maio de 2012

Herrera e garra goleiam o displicente São Paulo




Na estreia do Brasileirão-12, Botafogo e São Paulo fizeram um grande jogo no Engenhão. O São Paulo era um time melhor tecnicamente, mas tomou uma goleada de atitude e vergonha. O Fogão, mesmo mais limitado, deu um banho de vontade e saiu de campo com a vitória de 4 a 2.

O Botafogo começou marcando a saída de bola, mas foi parado por um São Paulo melhor organizado e com Jadson inspirado, abrindo o placar. Depois do gol, Leão resolveu inventar de novo e inverteu Jadson de posição com Cícero, fazendo o camisa 10 virar ponta-esquerda e o 16 o meia armador, para marcar a saída de bola adversária. Mesmo fora do lugar onde rende muito mais, Jadson era o melhor em campo armando, se movimentando e marcando. O Tricolor era melhor em campo e perdia várias chances, enquanto o Fogo não criava nem se movimentava em campo, sem saída de bola.

Veio a segunda etapa e o jogo mudou. Herrera entrou no lugar de Loco Abreu e empatou a partida, aproveitando o espaço e a sonolência do adversário em campo. Luis Fabiano não, este corria e agia, até aproveitar mais uma assistência de Jadson e fazer o 2 a 1. Perdendo ainda mais chances, o São Paulo viu Rhodolfo dormir e demorar para fazer a linha de impedimento e Paulo Miranda, que vinha fazendo boa partida, fazer pênalti bobo. Herrera empatou. O Botafogo continuou incendiado, ao contrário do displicente São Paulo, que viu Denílson fazer falta desnecessária na entrada da área e Vítor Junior virar o jogo. A coisa piorou para o Tricolor quando Leão retirou Jadson, um dos melhores em campo, e Casemiro para as entradas de Maicon e Fernandinho. Em uma saída de bola, o sempre displicente São Paulo entregou a bola de mão beijada para Herrera fazer o terceiro e dar números finais.

A vitória premiou o Botafogo limitado, porém valente e aguerrido, ao contrário do São Paulo sem atitude, displicente e sem vergonha, merecedor da goleada sofrida. O botafoguense que não se engane, o time é tecnicamente fraco, desorganizado e deve lutar por uma vaga na sul-americana apenas. O são-paulino também não se engane, tem um time com um sistema defensível vergonhoso, jogadores que somem quando se precisa (Lucas e Casemiro, os principais), um técnico que mexe mal e reservas atrapalhados e uma equipe que beira a vergonha da displicência e moleza.

Será que os inteligentes cartolas tricolores afastarão agora o sonolento Maicon? Ou os limitados Paulo Miranda e Fernandinho? Talvez os displicentes Lucas, Rhodolfo e Casemiro?

sábado, 19 de maio de 2012

Brasileirão começa com injustiça monetária


Vai começar neste sábado (19) mais um Campeonato Brasileiro, o 10º de sua história com o formato de pontos corridos. De lá pra cá, foram seis títulos paulistas, dois cariocas e um mineiro. A fórmula claramente prevalece as equipes mais regulares durante o torneio, com o objetivo de ser justa, premiando os melhores. Para ser o melhor, o clube deve ser organizado internamente e ter um elenco poderoso. Para ter um bom elenco, você deve ter dinheiro. A maior fonte de receita dos clubes atualmente são os direitos de TV.  E é aí que o Brasileirão está começando a ser injusto.
A partir deste ano, a emissora de TV que detém os direitos do campeonato passou a pagar de forma diferente as equipes. Flamengo e Corinthians, as maiores torcidas do país, ganharão cerca de R$90 milhões por ano. São Paulo, Palmeiras, Santos e Vasco da Gama ganharão R$75 milhões. Botafogo, Fluminense, Atlético-MG, Cruzeiro, Grêmio e Internacional, R$55 milhões. Ou seja, os grandes de Minas, Rio Grande do Sul e dois cariocas terão quase metade da grana para montarem seus respectivos elencos e competirem com Flamengo e Corinthians.
E o abismo fica maior ainda quando se compara com os outros clubes do torneio. Bahia, Coritiba, Portuguesa e Sport receberão R$30 milhões, enquanto Náutico, Ponte Preta, Figueirense e Atlético-GO ganharão R$18 milhões, cinco vezes menos do que os dois de maior torcida. Como estas equipes poderão competir com os clubes do principal eixo do futebol nacional? Eles já têm menos estrutura, prestígio, publicidade e agora ganharão absurdamente menos do que os principais clubes? Onde estará o equilíbrio?
O Brasileirão é mundialmente reconhecido por seu equilíbrio, com vários clubes grandes e, mesmo os menores, conseguem surpreender os maiores. Ao redor da Europa, os países caminham cada vez mais para uma cota justa para os times, para diminuírem a disparidade dos clubes. A Espanha, sempre reconhecida por ter apenas dois gigantes, agora já começa a estudar uma divisão de dinheiro mais justa entre os afiliados. Porque o Brasil começa a caminhar na contramão? Porque não seguir o exemplo da Premier League, que divide os direitos de TV da seguinte forma: 50% repartidos igualmente entre os clubes e os outros 50% divididos proporcionalmente entre as equipes com as melhores campanhas nos anos anteriores. Assim, a diferença de grana entre as equipes é menor, os pequenos têm uma cota mínima mais segura e são premiados por melhores campanhas. Lá, se um time fica em 13º ganha bem mais dinheiro do que o 14º, por isso vale a briga até o final por uma posição, ao contrário do Brasil, em que quem termina nestas posições fica na “Zona do Limbo”, não se classificando para nenhum campeonato, nem sendo rebaixado e ganhando a mesma grana.
Quando nosso campeonato passa a ser exemplo para os gringos, resolvemos seguir o caminho contrário e andar na contramão. Se continuar assim, teremos mais dez anos de domínio do eixo Rio-São Paulo no Brasileirão, cada vez mais se distanciando dos demais.

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