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domingo, 28 de abril de 2013

Mão na taça: Aos trancos e barrancos e com 3 expulsos, PSG vence o Evian


Dez dias depois do Evian TG eliminar o Paris SG da Copa da França, as equipes voltaram a se enfrentar no Estádio Parc des Sports, agora pela Ligue 1. Em campo, o PSG mostrou os mesmos erros de sempre e só garantiu a vitória sobre um dos piores times do torneio graças ao talento individual de alguns de seus jogadores. Para piorar, o time teve três jogadores expulsos, sofreu pressão no final e protagonizou confusão após o apito. Nada diferente do que o time demonstra durante a temporada, sob o comando de Carlo Ancelotti.

Mais do mesmo

O PSG fez mais um primeiro tempo modorrento. Sem Lucas (ainda com dores na costela), Ménez ganhou a vaga e fez o time atuar ora no 4-4-2, ora no 4-2-3-1, com o francês trocando de posição com Pastore pelo meio. Sem criatividade nenhuma e com os atacantes dispersos e omissos, o PSG teve dificuldades e só acelerava quando Jallet subia ao ataque, mas mesmo assim a equipe não organizou nenhuma boa jogada. Já o Evian começou melhor, mas foi se fechando com o passar do tempo e apostando nos contragolpes com Barbosa e Khelifa.

O Paris SG votou mais ligado ao segundo tempo e a jogada do primeiro gol começou e terminou em dois jogadores apagados no início do jogo, mas que mostram sua importância quando querem. Ménez começou a jogada pela esquerda e inverteu o jogo para Jallet (que fez boa partida) tocar para Pastore emendar de primeira para as redes, abrindo o placar. Depois do gol, o PSG voltou a demonstrar displicência para matar o jogo, com Ibrahimović e Lavezzi perdendo gols incríveis. Com o passar do tempo, o Evian foi crescendo e o PSG se encolhendo, como Ancelotti gosta.

A situação piorou quando Verratti foi expulso após mais uma falta e reclamação (além de ter tomado uma bronca colossal de Ancelotti ao deixar o gramado). Nos acréscimos, até Beckham foi expulso pelo árbitro Olivier Thual, em atuação pífia. Após o apito final, confusão no gramado entre jogadores das duas equipes, culminando com a expulsão de Sirigu. Com o resultado, o PSG depende só de si mesmo para garantir sua terceira taça da Ligue 1, caso vença o Valenciennes no próximo domingo (5).

Imagem: Le 10 Sport; Divulgação PSG

quarta-feira, 6 de março de 2013

Mesmo com retranca de Ancelotti, PSG sofre, mas se classifica na Champions


Foi mais sofrido do que o esperado. Mesmo com a vantagem por ter vencido o jogo de ida por 2 a 1 fora de casa, o PSG quase jogou tudo por água abaixo com uma escalação medrosa e retranqueira de Carlo Ancelotti na partida diante do Valencia, no Parc des Princes. Mas, mesmo assim, arrancou um empate e se classificou às quartas de finais da Uefa Champions League.

Ancelotti escalou a equipe de forma surpreendente. Sem Verratti e Ibrahimović (suspensos), o técnico italiano armou o meio com Matuidi, T. Motta, Chantôme e Pastore. Quatro jogadores lentos que faziam a transição entre defesa e ataque ser morosa. Lavezzi e Lucas formavam um ataque sem centroavante. Assim, os dois (que são pontas de origem), jogavam muito distantes um do outro e o Paris não armou nenhuma jogada de perigo. Aliás, não deu nenhum chute a gol no primeiro tempo. Jallet, machucado, saiu aos 27’ para a entrada de Van der Wiel.

Com 56% da posse de bola, o Valencia foi a única equipe que quis jogar, mas esbarrou na falta de qualidade e criatividade ofensiva. As únicas chances criadas foram nas costas dos laterais parisienses, mas sem muito perigo. Assim, com uma equipe retrancada e outra sem saber criar, o primeiro tempo foi fraquíssimo, com o zero persistindo no placar.

Sofrimento 

Na segunda etapa, o sofrimento tomou conta de parisienses e valencianos. Os Ches conseguiram abrir o placar aos 55’, em belo chute de fora da área de Jonas. Só assim Ancelotti acordou e liberou um pouco a equipe, trocando Motta por Gameiro. O camisa 19 mudou a partida, trazendo mais velocidade e ofensividade ao Paris. Aos 66’, Gameiro roubou a bola no meio e serviu Lavezzi, que chutou duas vezes para empatar a partida e explodir o Parc des Princes. Foi o quinto gol de Lavezzi nos últimos quatro jogos do PSG na Champions, o artilheiro da equipe na competição.

Depois do gol, o PSG voltou a se fechar para segurar o resultado. Blaise Matuidi, o volante da camisa 14, tem de ser louvado e lembrado para sempre por mais esta partida. Um verdadeiro leão em campo, fazendo uma partida lendária (foram 12 desarmes e 89% de aproveitamento nos passes).

Fim de jogo e classificação Rouge et Bleu às quartas de finais da Champions, algo que não acontecia há 18 anos.



Imagens: LP/Olivier Lejeune; L'Équipe, Fifa

sábado, 17 de novembro de 2012

PSG 1x2 Rennes - Humilhante para uns, heróico para outros



O Parc des Princes foi o palco de um jogo histórico neste sábado (17). Mesmo com dois jogadores a menos e fora de casa, o Stade Rennais venceu o poderoso PSG. De que adianta ter um elenco milionário, mas um técnico teimoso, ultrapassado e incapaz (para não usar outros adjetivos)? A derrota humilhante parisiense não pode ser contestada pela falta de Ibra, mas exaltada pelo jogo histórico de um Rennes organizado e unido. Que sirva de lição aos Rouge et Bleus.

Mais uma vez, Ancelotti armou o Paris no 4-3-3 que ele tanto aposta e vem dando errado. E, desta vez, com Camara na lateral direita e Pastore de volta à ser volante pela esquerda. Não deu outra. O Rennes dominou o meio e abriu o placar aos 13’, com um golaço de Alessandrini (bom jogador), aproveitando uma bola mal rebatida por Camara. O PSG demonstrava muita vontade em campo, diferentemente das últimas partidas e empatou o jogo aos 21’. Pastore deu belo passe para Nenê, o “Zorro” de Paris, que encobriu o goleiro com categoria. Aos 25’, o lance mais polêmico da partida. Ménez foi lançado em velocidade e o goleiro Costil deu um carrinho, pegando na bola e, em seguida, o adversário. O árbitro Fredy Fautrel não só deu falta como expulsou o arqueiro (pra mim, injustamente, pois nem falta eu marcaria).

Mesmo com um a mais, o Paris tinha dificuldade pelo meio, completamente inabitado e só criava com Pastore lançando pela esquerda, mesmo jogando recuado em campo. Aos 35’, Matuidi falhou feio em uma saída de bola (assim como no jogo passado contra o Montpellier) e fez falta na sequência. Féret cobrou com categoria e fez 2 a 1 para os visitantes. Ancelotti ainda trocou Ménez por Hoarau aintes do intervalo, mas viu seu time continuar sofrendo os mesmos defeitos de sempre. A única saída era com a correria de Lavezzi pela direita. EL Pocho percorreu 5,7 Km só em 45 minutos.

No segundo tempo, Ancelotti trocou o amarelado Chantôme pelo jovem Rabiot e trocou Pastore de posição. Agora, o argentino fazia a função de primeiro volante, como Verratti costuma jogar. O Paris voltou com mais disposição ainda, mas esbarrava na sólida defesa do Rennes e no goleiro N'Diaye, um gigante em campo. Aos 52’, Makoun levou o segundo amarelo e foi expulso. Mais fácil para o PSG? Que nada! O time continuou com dificuldades de criar, sem um meia central e Gameiro só foi entrar em campo dez minutos depois. O Paris pressionou, principalmente na bola aérea, acertou a trave duas vezes, teve Hoarau sendo Hoarau, furando uma bola de frente ao gol, mas acima de tudo, parou em N'Diaye e nos guerreiros de Rennes.

Fim de jogo e derrota humilhante para o PSG, vitória histórica para o Stade Rennais. Agora, a batata começou a assar de vez para os lados da capital. O time perdeu de vez a liderança, com um jogo a mais e tem agora a torcida protestando de vez. Carlo Ancelotti não pode, nem de longe, ser considerado o único culpado, mas é o grande principal.

Imagens: L'Equipe; AFP

domingo, 19 de agosto de 2012

PSG joga muito mal e empata mais uma



Já são sete jogos na temporada 2012/2013 para o PSG. No primeiro, o time da capital francesa venceu o inexpressivo Stegersbach. Depois, empatou os outros seis, sendo os dois últimos os jogos oficiais pela Ligue 1. Neste domingo, o adversário foi o Ajaccio, no Estádio François Coty, na Ilha de Córsega. E se houvesse de ter um vencedor por merecimento, seria o time da terra de Napoleão.

PSG com o ataque distante do meio
Sem Ibra, Carlo Ancelotti escalou Nenê como centroavante e Matuidi no lugar de Verratti, em relação ao primeiro jogo, além de contar com a volta de Javier Pastore. Mas alguns problemas parecem ser os mesmos. As três linhas do 4-3-3 continuam muito distantes umas das outras, o time continua sem saída de bola, errando muitos passes e sem criar, já que a mente mais criativa, Pastore, joga muito recuado como volante pela esquerda. O PSG foi dominado na primeira etapa, com apenas 55% de posse de bola e criou apenas uma chance, em um belo lançamento de longe de Pastore, que Nenê (pela direita) cruzou para Ménez (pelo meio) desviar em cima de Ochoa.

Mais do mesmo. E Lavezzi é expulso

Na volta do intervalo, mais do mesmo. Lavezzi só apareceu quando foi expulso por entrada irresponsável. Nenê ficava isolado e inoperante pelo centro. Jallet e Maxwell faziam o costumeiro show de horrores, totalmente atrapalhados. O Ajaccio ainda mandou uma bola na trave, em mais um erro de saída de bola parisiense. E Ancelotti também foi expulso, mas não sem tirar Nenê, o mais criativo do time.

Antes do final, a luz acabou no François Coty, o que foi bom para poupar o torcedor do mal futebol apresentado. O PSG tem agora dois pontos em dois jogos e começa a ficar distante dos líderes. O time está claramente em formação, mas algumas decisões e apostas de Ancelotti me preocupam. Jallet continua destoando pateticamente negativamente em campo e Pastore muito longe da frente, sendo subutilizado. Com isso, o time mal cria para os atacantes e só vencerá se tiver um talento individual destoante. Mas Ibrahimovic não esteve em campo para salvar o dia novamente.

Imagem: Reuters

sábado, 28 de julho de 2012

Ibra marca na estreia, mas PSG empata mais uma




Terminando o tour pelos EUA, o PSG disputou o segundo amistoso em terras estadunidenses justamente na capital do país, Washington. O adversário era o DC United, apenas o 11º colocado da MLS. Na estreia do sueco Zlatan Ibrahimovic com a camisa tricolor, o PSG voltou a decepcionar com um novo empate após sair na frente do placar.

Talento de Ibra logo no início

Analisando os jogos do PSG nesta pré-temporada, fica bem claro que o treinador Carlo Ancelotti planeja o time no 4-3-3 (ou 4-3-2-1) para o restante do ano esportivo. Em campo, o técnico mais uma vez mesclou titulares com reservas, com destaque para Ibrahimovic, que começou como vestindo pela primeira vez a camisa 18. No segundo toque do sueco na bola, aos 2’, o atacante cortou e gingou para cima do defensor e abriu o placar para o PSG. O trio de ataque, composto por Ibra, Nenê e Ménez, se destacou pela intensa movimentação e troca de posições, dificultando a marcação. Com o placar favorável, o Paris passou a jogar no erro do adversário até o jogo ser interrompido aos 22’, devida a forte chuva que caia em campo. Na volta, Alex deu lugar a Sakho, mas a defesa continuava segura, com destaque para Lugano.

A saída de bola do PSG é que não era boa, com pouca participação dos volantes de lado, Bodmer e Maxwell. O PSG se comportava bem sem a bola, compactando e marcando bem, com destaque para Ibra, que voltava para ajudar. Com a bola, a equipe se mostrava displicente e sem objetividade, profundidade e apoio dos laterais. Aos 32’, o árbitro deu um pênalti discutível de Bisevac, ao tocar a bola na mão. O DC empatou, com De Rosário. Aos 38’, Ibra saiu para a entrada de Hoarau, que juntamente a Bisevac, mostraram mais uma vez que não são jogadores a altura do novo PSG.

2ª etapa morna

Na volta do intervalo, Ancelotti mexeu bastante na equipe. Em campo, fica claro também que Pastore atuará como um volante pelos lados no esquema de Ancelotti. Com o argentino em campo, o time começou verticalizando mais as jogadas e mais criativo, além de mais disposto. Aos 60’ o jogo foi parado após uma dividida que Chantôme levou a pior e foi substituído por Rabiot. O Paris voltou da paralisação totalmente apático e sem vontade, criando pouco. Hoarau ainda foi substituído aos 67’ por Luyindula, que deu mais movimentação ao ataque. O time só acordou nos acréscimos, quando perdeu chances com Luyindula e Sakho, mas era tarde demais para uma vitória.

Este foi o terceiro empate em quatro jogos de pré-temporada do PSG. É claro que não PE preocupante, por serem amistosos ainda, mas já deixa o torcedor desconfiado, com uma pulga atrás da orelha pela falta de vitórias. O Tricolor voltará a campo no dia 4 de agosto, quando jogará no Parc des Princes contra o FC Barcelona.

Imagens: Divulgação PSG ; Footballuser

domingo, 22 de julho de 2012

PSG e Chelsea ficam no empate em amistoso



O cenário era o ideal. A cosmopolita Nova Iorque, centro financeiro do mundo, recebeu o “amistoso” entre Chelsea e Paris Saint-Germain, dois dos clubes mais ricos do mundo, graças aos seus acionistas bilionários. A palavra amistoso foi destacada entre aspas porque, dentro de campo, as duas equipes buscaram a vitória e jogaram para valer, com divididas duras e bastante correria. E quem decidiu a partida foram dois brasileiros.

1º Tempo – Chelsea quase reserva, PSG quase titular



Por ser um amistoso de pré-temporada, é normal que os dois técnicos intercalem titulares com reservas no time titular. Mas a diferença de postura era clara. Do lado inglês, Cech, David Luiz, Lampar e Obi Mikel eram os jogadores considerados titulares na temporada passada e que começaram o amistoso (4-2-3-1 - Cech – Hutchinson, D. Luiz, Cahill e P. Ferreira – Lampard, Mikel, De Bruyne, Hazard, Kakuta e Lukaku). Enquanto isso, o PSG mandou quase o que tinha de melhor (4-3-3 - Douchez - Jallet, Alex, Sakho, Jallet, Armand - Bodmer, Chantome - Pastore, Nene, Lavezzi – Gameiro).

Em campo, a diferença técnica acabou aparecendo e o PSG dominou amplamente, com intensa movimentação e entrega. O Chelsea não se encontrava e Nenê e Lavezzi, nas duas pontas ofensivas, infernizavam os Blues com correria e troca de posições. Pastore,que jogou como um volante pela esquerda, era a saída de bola do Tricolor e, quando avançava, alternava o esquema para um 4-4-2. Aos 30’, o camisa 27 fez bela jogada, passou por três marcadores e bateu na trave. No rebote, Nenê foi oportunista e abriu o placar.

2º Tempo – Chelsea melhor e estrela de brasileiro

Na volta do intervalo, o Chelsea foi com o que tinha de melhor, com Ivanovic, Terry, Ramires, Essien, Malouda, Marin e Lucas Piazon. Já o PSG de Ancelotti voltou com várias alterações, como Lugano, Areola, Bisevac, Camara, Tiéné, Verrati, Mawell, Luyindula e Hoarau. Apenas Chantôme e Pastore continuaram, e o time sentiu isso.

O Chelsea voltou mais ligado e dominou as ações, até Piazon tabelar com Ramires e empatar o jogo, aos 82’. O trabalho de renovação de elenco do Chelsea é louvável, com jovens valores como Piazon, Hazard, Marin e Oscar. Pelo lado do PSG, Verratti mostrou a habilidade e o controle de bola que o consagrou no Pescara, mostrando que será uma boa alternativa para a temporada.

O empate acabou sendo justo pelos dois tempos distintos apresentados. E deu para saber que Carlo Ancelotti apostará no 4-3-3 para o PSG, pelo fato de ter escalado esse esquema nos três amistosos da pré-temporada até então. Pastore é quem me parece perdido, ao atuar na segunda linha do time, como no primeiro tempo. No segundo, quando virou ponta-direita, rendeu bem mais. Resta saber também se, com Ibrahimovic, o ataque terá a mesma movimentação apresentada nos amistosos.

Imagens: Divulgação / PSG

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