Mostrando postagens com marcador Xavi. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Xavi. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 2 de abril de 2013

PSG 2-2 Barça: Jogão em Paris


Um grande jogo. Foi assim a noite em Paris, fazendo jus ao clássico entre PSG e Barcelona. PSG atacando mais do que o esperado, erros de arbitragem, Messi, Ibra, Xavi, Lucas, Iniesta, Beckham, todos os ingredientes possíveis se juntando ao caldeirão pulsante do Parc des Princes. No final, o empate em 2 a 2 foi justo e emocionante, deixando a vaga ainda aberta.

Primeiramente, há de se ressaltar Carlo Ancelotti. Muito criticado nesta temporada por suas retrancas, desta vez foi contra a maré, justamente diante do melhor time do mundo. Armou a equipe no 4-4-2 habitual, mas deu liberdade para avançar as linhas e compactar a equipe. Com isso, o Paris criou as melhores chances na primeira etapa, com Lavezzi acertando a trave e Lucas infernizando pelo lado direito. Mesmo assim, quem abriu o placar foi o Barça. Dani Alves fez um passe primoroso para Messi, que não perdoou. Apesar disso, ficou a ótima impressão do PSG, com Beckham e Pastore também muito bem e Thiago Silva mostrando sua categoria.

O Barcelona voltou para o segundo tempo sem Messi, contundido. Mesmo assim, os Blaugranas dominaram o jogo, mas criaram pouco. O meio do PSG parecia cansado e era engolido pelo adversário. Ancelotti fez de tudo, ao colocar Verratti, Ménez e Gameiro. E Ibrahimović, que vinha fazendo mais uma partida apagada em mata-matas da Champions, empatou o jogo aos 79’, após aproveitar (impedido) cabeçada de Thiago Silva.

Quando a partida parecia definida, tudo mudou. Aos 89’, Sirigu fez pênalti bobo em Alexis Sánchez e Xavi aproveitou para cobrar com categoria. Mas os minutos finais reservavam mais emoções. No último lance, aos 94’, o PSG jogou a bola para a área. Ibra (em sua sexta assistência nesta UCL) escorou para Matuidi acertar um chute (com desvio do jovem Bartra) e vencer Valdés, empatando o jogo. Destaque também para Thiago Silva, um gigante em campo.

O empate serviu para mostrar que o PSG pode jogar de igual contra o Barcelona e que o time ainda está vivo para o jogo de volta, na quarta-feira (10) no Camp Nou. Matuidi e Mascherano serão os desfalques, por suspensão, enquanto Messi e Puyol são dúvidas. Mas a vaga ainda está aberta.

Imagens: AFP; L'Équipe

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

FC Barcelona e Man U ficam no zero em Gotemburgo


Foi um típico jogo de pré-temporada. Jogando em Gotemburgo, na Suécia, FC Barcelona e Manchester United ficaram no zero, com vitória do Barça na decisão por pênalti por 2 a 0 – a série era de três, não de cinco como o costumeiro. Some o fato de ser um amistoso a um Barça que só tocava a bola, com pouca objetividade e um United procurando jogar no erro do adversário e você imagina como foi a partida.

Na primeira etapa, as duas equipes começaram em marcha lenta até Scholes dar uma entrada pesada no meio e os jogadores, enfim, começaram a encarar a partida mais seriamente. Messi até tentou dar o ar da graça, com uma bela assistência para Tello e um chute que obrigou De Gea fazer uma boa defesa. O Manchester, quando tinha a bola, procurava tocá-la e teve um pênalti duvidoso nos acréscimos, mas Rooney parou nas mãos de Valdés e errou bisonhamente o rebote.

Na volta do intervalo, Kagawa forçou Pinto a fazer boa defesa, mas só deu Barça – que não voltou com Messi - com 61% de posse de bola, mas mesmo assim pouco criou e quando fez parou nas mãos de De Gea. Como o amistoso valia um troféu, o ganhador foi decidio em uma série de três pênaltis para cada. Nani e Young perderam, enquanto Xavi e Piqué decidiram para os culés.

Imagem: Divulgação / Barcelona

domingo, 1 de julho de 2012

Espanha goleia a Itália e ganha mais uma Euro


                                                                                                                                                                    
Nunca na história uma equipe havia sido bicampeã consecutiva da Eurocopa. Há 33 anos a Itália não sofria quatro gols em um só jogo. Pela primeira vez em quatro anos, a Espanha passou mais de 3/4 do jogo com a posse de bola menor do que o adversário. Quebrar paradigmas parece ser cada vez mais a sina da Fúria, a melhor seleção de futebol no século XXI.

Prova disso foi o passeio sobre a forte Itália, em Kiev, com os 4 a 0 que garantiram o tricampeonato da história espanhola na Euro. Bem mais objetiva do que o comum, a Espanha jogou mais verticalmente e buscando o gol, algo que não havia ocorrido na competição. A seleção chegou até a arriscar vários chutes de fora da área. Afobação? Não, objetividade e foco certo. Pontos para Del Bosque.
Quem brilhou na grande final foi ele, Xavi Hernández. Se não vinha jogando bem na Euro-12, o camisa 8 resolveu despejar seu talento genial justamente na grande final, com duas assistências, tocando 101 vezes na bola, acertando 93% dos 86 passes tentados, três interceptações (a última gerou o terceiro gol da Fúria), além de 60% de aproveitamento nos cruzamentos (3/5), 85% nos lançamentos (6/7) e 66% em enfiadas de bola (2/3). Esplêndido!

A Espanha conseguiu terminar o jogo com 52% da posse de bola, muito por conta de a Itália ter jogado 30 minutos com dez em campo, devido à contusão de Thiago Motta. A Itália nada pode fazer contra mais uma atuação de gala espanhola, apenas assistino o jogo e cometendo erros incomuns, como a perdida de bola de Pirlo, que ocasionou no gol de Fernando Torres. David Silva, Jordi Alba e Juan Mata também anotaram gols na partida.

Espanha tricampeã europeia, duas vezes consecutivas, e com um título mundial no intervalo. Não teve em campo David Villa, Carles Puyol e Thiago Alcântara. Realmente, é um seleção que já fez história e não dá sinais de que vá parar tão cedo.

                                                                                                     
Imagens: Reuters

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Torcerei por Balotelli na final da Euro-12


Quem me conhece, sabe da admiração que tenho por tudo o que envolve a França, ou pelo Barcelona de Xavi, Messi e Iniesta. Mas, nesta final da Euro-12, reconheço: torcerei por Mario Balotelli. Sem medo. Não me importo se a Itália ou a Espanha ganhar. Quero apenas que Balotelli brilhe e cale a boca dos imbecis.





Mario é italiano, mas filho de ganeses, como seu nome do meio – Barwuah – sugere. O pequeno garoto foi abandonado após o nascimento e cuidado pela equipe médica do hospital ao qual veio ao mundo até os dois anos de idade. Foi adotado então por uma família em Brescia e, de acordo com as leis locais, tornou-se cidadão italiano aos 18 anos.

Negro, abandonado, descendente de africanos pobres. O pequeno Mario conviveu com isso a vida inteira, talvez por isso tenha este estilo imprevisível, infantil e completamente louco. Mas um bom louco. Desde quando surgiu na Internazionale, torço o nariz para ele. O garoto joga muito, mas se acha demais. Causa muita encrenca, se mostra mascarado por muitas vezes e é irresponsável. Tudo o que odeio em um atleta. Mas, hoje, vejo um novo Mario.

Confesso que Mario ganhou meu respeito nesta Euro-12. Não pelos gols ou futebol jogado, pois isso eu já sabia que ele poderia fazer, ao vê-lo na Europa há quatro anos. Mas sim pela sua história e determinação. Mario é vaiado, xingado, achincalhado em todos os jogos pela torcida adversária – e muitas vezes até a sua. Mas dá a resposta ao seu jeito, da forma que a vida o ensinou.

Por isso, torcerei por ele. Para que cale a boca dos idiotas, estúpidos e frustrados. Torcerei até mais por ele do que pelo meu ídolo Xavi, da Espanha. Porque Mario merece. Pelo menos desta vez, Mario pode ser o avatar esportivo de algo muito maior do que uma vitória ou derrota.

                                         Balotelli abraçou a mãe após o jogo contra a Alemanha

Imagem: Reuters

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Xavi alcança marca histórica no Barça


400 jogos pelo Campeonato Espanhol foi o marco alcançado por Xavi no último domingo, quando ele abriu o marcador do triunfo do Barcelona sobre o Betis, por 4 a 2. O meia de 31 anos é o primeiro na história do clube a atingir essa impressionante quantidade, mas não foi o único no Camp Nou a comemorar um recorde. Isso porque o gol que ele marcou ajudou Pep Guardiola a chegar a sua 100ª vitória no campeonato nacional à frente do Barça, feito que deixou o técnico de apenas 40 anos mais perto dos primeiros colocados dessa lista: Johan Cruyff (179), Frank Rijkaard (112) e Rinus Michels (105). Já Lionel Messi, que fará sua 300ª apresentação com a camisa do clube catalão nesta quarta-feira, no clássico contra o Real Madrid pela Copa do Rei, balançou a rede duas vezes diante do Betis e acumula 86 gols em 85 partidas desde o início da temporada passada. A única sombra que pairou sobre o atual campeão europeu e mundial foi a interrupção de uma sequência de 12 jogos sem levar gols em casa, que o impediu de igualar sua melhor marca neste critério (13).


Fonte: Fifa
Imagem: Getty Images


Imagem: Getty Images

domingo, 18 de dezembro de 2011

Mundial 2011 - FC Barcelona 4 x 0 Santos FC - Lendários



"Foi uma aula de como jogar futebol". Foi assim que Neymar definiu o jogo final entre FC Barcelona e Santos FC pelo Mundial Interclubes 2011. Com 71% de posse de bola, futebol envolvente, movimentação do Carrossel e toda  a genialidade de Xavi e Messi, o FC Barcelona passeou em campo e só não fez mais por ter se poupado na segunda etapa. Foram 4 a 0, mas poderiam ser mais. E para aqueles secadores brasileiros, os frustrados que tentam dizer que os europeus não dão valor à conquista do Mundial, a festa catalã em campo após a vitória foi para calar muitos. E a arrogância de alguns companheiros de pátria, abusando do velho pachequismo, dizendo antes do jogo que o Barcelona não ela lá essa coisa, que contra time brasileiro seria diferente, que o Barça só goleia porque na Espanha só tem time pequeno, fora o Real Madrid, ficou uma aula de futebol.

Muricy surpreende e Pep mantém os três zagueiros

Pep Guardiola armou o Barça no seu esquema 3-1-3-3 habitual, com a diferença de não ter nenhum atacante de ofício no time. Thiago entrou na vaga de David Villa / Alexis Sánchez e jogou pela ponta esquerda, recuando um pouco mais às vezes. Fàbregas era mais centralizado e Messi mais pela direita, também vindo pelo meio. Iniesta e Xavi regiam a orquestra, que ainda tinha Dani Alves como um autêntico ponta direita.



Já Muricy surpreendeu. Sacou Elano e colocou Léo na esquerda, com Bruno Rodrigo como falso lateral direito, uma linha de três no meio, Ganso na armação e Neymar na frente com Borges. Com isso, perdeu o meio campo, eram muitas vezes três santistas contra seis blaugranas e o Barça deitou e rolou por aí.


1º Tempo - Domínio do Carrossel e jogo definido


O FC Barcelona não deu chances e humilhou o Santos na primeira etapa. Com 73% da posse de bola, os catalães monopolizaram o jogo enquanto os santistas só olharam o adversário jogar, se oferecer  resistência e sem combater o meio de campo catalão.
Tiago teve total liberdade pela esquerda, enquanto Durval, Henrique e Léo ficaram tontos com o toque de bola e velocidade pela direita do Barça, com Dani Alves, Xavi e ele, Lionel Messi. O Santos respeitou muito o adversário e o meio de campo não combateu, só assistindo de camarote. Com isso, Xavi Hernández e cia passearam em campo, tocando a bola e girando o Carrossel Catalão. Borges e Neymar ficaram completamente isolados na frente, com Ganso sumido sem poder armar os homens de frente.

Com isso. Messi, Xavi e Fàbregas fizeram gol e o Barça saiu de campo com 3 a 0 no placar e uma mão na taça. 



2º Tempo - Aula controlada e taça na mão

Com o jogo definido, o Barça voltou com o freio de mão puxado, valorizando a posse para deixar o tempo passar. O Santos tentou crescer, mas não assustou. Mesmo assim, Messi fez mais um, em um lindo corte em cima de Rafael, que ainda fez belas defesas e viu Dani Alves mandar uma bola na trave.

Mesmo com o resultado e o passeio, não deve-se desmerecer o Santos, que é o campeão da América e o melhor time indiscutível do continente. Perdeu e foi goleado pelo maior time do mundo, que fez cinco no Madrid, quatro no United na final da Champions e, acima de tudo, faz história a cada jogo. Quem poderia parar este Barça? O Santos de Pelé? O Flamengo de Zico? Ou o São Paulo FC de Mestre Telê?

O que importa é que este FC Barcelona já faz historia, virou lenda e quebra paradigmas táticos e morais, afinal, é um time que não tem concentração pré-jogo, leva as famílias para o Japão e não tem soberba, sabe ser humilde mesmo quando ganha. O Brasil e o mundo tem de aprender com o Barcelona.



Imagens: GE; Olho Tático/André Rocha; EFE

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Estrelas do Superclássico - Xavi Hernández



Um maestro. O toque de romantismo ao futebol moderno cada vez mais físico. Um baixinho de 1,70 m com um talento do tamanho do orgulho do povo da Catalunha.

Xavier Hernández i Creu nasceu no dia 25 de janeiro de 1980 em Terrasa, uma cidade catalã com pouco mais de 198 mil pessoas. Desde pequeno, Xavi mostrava ser diferenciado. Aos 5 anos de idade, Xavi começou a jogar numa escolinha de futebol, e nessa idade é comum que as crianças não tenham noção de posicionamento, portanto correm todos para o ataque, vão aonde a bola está. Só que o menino Xavi ficava parado no meio de campo e os adultos estranhavam esse comportamento. Certo dia seu pai lhe perguntou: "Filho, porque você está aí parado e não vai ao ataque como os outros meninos?", Xavi, com 5 anos de idade respondeu: "Porque se eu não estiver aqui, a bola não chegará até lá".Seis anos depois, em 1991, o pai de Xavi, resolveu colocá-lo nas categorias de base do Barcelona.



Começava assim a trajetória de um dos maiores atletas do FC Barcelona. Em 18 de agosto de 1998 o técnico holandês Louis Van Gaal resolveu apostar na joia das categorias de base de la Masia, apontado por Pep Guardiola como o seu futuro sucessor no time principal.Xavi participou da vitória contra o Mallorca pela Supercopa da Espanha e ainda marcou um gol em sua estreia. No ano seguinte, comemorou ao lado de estrelas já consagradas como Rivaldo e Kluivert o título de La Liga no ano do centenário culé.

Guardiola saiu do Barça em 2001 e, como "profetizado", Xavi assumiu o seu lugar. Desde então, comanda o meio de campo culé com maestria, sendo apontado como um dos maiores jogadores da história do Barça e do futebol mundial. Xavi também exerce um papel de liderança, sendo uma espécie de vice-capitão do time, depois de Carles Puyol. No dia 2 de janeiro de 2011, Xavi ultrapassou a marca de Migueli e se tornou o jogador que mais vestiu a camisa blaugrana na história, com 549 partidas (são 599 até a data deste post).



Xavi Hernández tem muitos títulos em seu currículo, como uma Copa do Mundo, seis La Ligas, um Mundial Interclubes e três Champions League. Mas a sua sede de vitórias parece ser inesgotável, o transformando talvez no maior simbolo do FC Barcelona desta geração e no maior meio campista do futebol moderno. Gênio.

Confira dois vídeos especiais sobre Xavi Hernández. O primeiro é sobre uma garotinha holandesa que tinha o sonho de conhecê-lo, após o título mundial da Espanha em 2010.



Os dois próximos são homenagens ao craque.







terça-feira, 20 de setembro de 2011

Um time que ganha de 8x0 e tira os zagueiros



Quem leu o título da matéria, pode duvidar que esse time exista de fato. Mas existe. E, ano após ano, título após título, jogo após jogo, o FC BArcelona continua a quebrar todos os paradigmas que nós, comentaristas esportivos (afinal, todo torcedor é um) fizemos durante mais de 100 anos de história futebolística.

"Mordido" após dois empates seguidos, algo raríssimo hoje em dia pelos lados do Camp Nou, o Barça entrou em campo contra o Osasuna, que acabou pagando o preço. O time que Pep Guardiola mandou á campo era incrívelmente ofensivo. O 4-3-3 inicial era o de sempre, com Dani Alves mais como meia do que como lateral. Puyol, Mascherano e Abidal completavam a defesa. No meio, Busquets fazia a proteção, com Xavi na direita e Thiago Alcântara na esquerda. Messi e Fábregas ficavam mais a frente na armação e conclusão, enquanto David Villa era o único atacante de ofício. O Barça comandava a posse de bola e o jogo, como virou praxe, e a primeira etapa terminou em incíveis cinco gols a zero para os donos da casa, gols estes marcados por Messi (5' e 41'), Fábregas (13'), David Villa (34') e até Roversio, zagueiro do Osasuna resolveu marcar a favor do Barça, aos 41'.


Veio a segunda etapa e o Barcelona continuou com intensidade e força, parecendo que o jogo estava 0x0. Xavi encobriu o goleiro aos 12' e aumentou. Guardiola queria mais. Time ganhando de 6 a 0, jogo fácil e... o técnico jogou o time mais para frente, tirando os dois zagueiros de origem!

Vieram Adriano, Maxwell e Afellay e saíram Puyol Abidal e Xavi. O esquema agora era uma espécie de 3-5-2, com Adriano, Mascherano e Maxwell na zaga, Dani Alves e Afellay nas alas, Busquets como protetor no meio, e um losango mais a frente, com Thiago, Fábregas e Messi mais adiantado. Villa continuava como ponta esquerda. COm bastnate movimentação, o carrosel catalão fez mais dois gols, com Villa aos 31' e Messi aos 33', completando o hat-trick do argentino.

 

A goleada parou por aí mesmo, mas o futebol apresentado pelo Barça foi algo de outro mundo, inexplicável e estúpidamente ofensivo. Quem acompanhou o jogo, agradece.

Imagens: EFE; Gustau Nacarino/Reuters

sábado, 28 de maio de 2011

UCL 2011 - FC Barcelona 3x1 Manchester United FC - "Messi" que un club


Foi um espetáculo! 
Barça e Man U fizeram o jogo que se esperava em Londres. Uma festa do início ao fim e nós, meros espectadores e torcedores, temos de nos sentir privilegiados por assistir esta festa, principalmente à este FC Barcelona único e incomparável.

Surpresas nas escalações
O Barça surpreendeu ao deixar o capitão Carles Puyol no banco. O camisa 5 sentiu dores musculares e teve de ficar como opção. Para Puyol não entrar em campo, principalmente em uma final de Champions, a dor deveria ser insuportável. Masch foi titular na zaga e o valente Eric Abidal jogou na lateral esquerda. Pedro e David Villa mudaram de lado no ataque.
O United surpreendeu no banco. Os titulares foram os mesmos previstos, com Giggs no meio. Mas na relação dos suplentes, Sir Alex Ferguson deixou o artilheiro Dimitar Berbatov de fora e preferindo Michael Owen.


1º Tempo – Culés melhores, placar igual
O jogo começou com um déjà vu. A sensação era a mesma da final entre os dois time em Roma 2009. O Man U era melhor, marcava a saída de bola adversária e não dava espaços para o Barça criar. Só que a partir dos 10’, os catalães acalmaram o jogo e dominaram, impondo seu ritmo de jogo. Aos 15’, Xavi cruzou para Pedro finalizar para fora. Era um sinal de que o predestinado camisa 17, sumido durante grande parte do jogo, poderia aparecer no momento mais precioso. Aos 25’, isso aconteceu. Iniesta passou para Xavi que conduziu a bola. Enquanto a zaga do United se preocupava em marcar o camisa 6 ou Messi, Pedro se deslocou da marcação e fiocu livre quando recebeu a bola de Xavi. Com sangue frio, bateu no contrapé de Van der Sar e abrir o marcador.
Pedrito, o predestinado!
O Barça dominava e não dava chances, até os 34’, quando em uma cobrança de lateralna defesa Culé, o United marca sob pressão e rouba a bola. Rooney tabelou com Giggs (ligeiramente impedido) e bateu com prefeição, empatando o jogo. Os catalães não se abalaram e aos 43, Messi toca para Villa que cruza de volta para o argentino, que por muito pouco não marca. Messi fez belas jogadas na etapa inicial, mas era muito marcado pelo forte esquema montado por Ferguson. Park e Giggs se revesavam como volantes, ajudando a marcar Messi.
Rooney brilhou sozinho no Man U!
2º Tempo – Simplesmente Barça!
Após o intervalo, Sir Alex ferguson, que teve méritos ao armar o time na primeira etapa, teve deméritos totais na volta dos vestiários. Chicharito era nulo em campo, aparecendo apenas quando estava em impedimento. Já Pep Guardiola foi bem. Deu mais liberdade para Dani Alves avançar e quem tinhha de marcá-lo era Giggs, que não aguentou marca-lo.


Aos 8’, aconteceu o esperado. Lionel Messi recebou na entrada da área, teve espaço de frações de segundos para pensar e arriscar o chute. Van der Sar, mal colocado, não chegou a tempo e o camisa 10 correu para extravasar a alegria de um gol como pouco havia se visto antes no tímido argentino.
Messi vibra com gol salvador!
Pouco depois, aos 19’, Messi quase fez um gol de letra, após cruzamento de Dani Alves. Fábio tirou em cima da linha. O FC Barcelona era soberano em campo e, aos 23’, David Villa pegou uma sobra na entrada da área, após mais uma linda jogada de Messi, e fez um golaço, calando a todos que o criticaram antes do jogo.
David Villa comemora seu golaço!
Ferguson pecava mais ainda. Chicharito era completamente nulo, Valencia só batia em campo, Giggs não aguentava marcar Dani Alves e Ainda subir e Park se cansou, dando cada vez mais espaços para Messi. Era a hora de pensar em colocar Anderson no meio, adiantando Rooney. Ou então colocando Nani em campo, no lugar de park, Giggs ou Valencia. Sir Alex só mudou quando Fáio se machucou e o trocou por Nani. Valencia viroulateral. Paul Scholes também entrou, no lugar de Carrick. Pouco fez. Pep trocou Dani por Puyol, Pedro por Affelay e Villa por Keita. Apenas para gastar o tempo e privilegiar o capitão.


Fim de jogo e o Tetra era Blaugrana. Na hora de levantar a taça, algo mais lindo aconteceu. Puyol, capitão e bandeira catalã deixou a honra de levantar a Champiosn par Eric Abidal, que se recuperou de uma cirurgia de retirada de tumor no fígado 10 semana antes e jogou (e bem) os 90 minutos hoje. Foi emocionante!


Abidal levanta a taça!
O lema doFC Barcelona tem um lema que é “Mas que un club”. Isso se deve ao time carrehar a bandeira da Catalunha mesmo nos monetos mais difíceis, como na ditadura franquista, além de ser uma agremiação que preza pela vitória e pelo espetáculo. Antes do jogo, o mosaico Culé dizia “We Love Football”. No novo wembley. E é de se amar mesmo. É de se amar seus gestos e ele, LIONEL MESSI. O baixinho foi GENIAL em campo, msotrando que é uma honra vê-lo e todo o time do Barça jogando. Estamos participando da história ao assisti-los. E ao vermos alguém com a bola e o caráter de messi. É gênio e discreto, tímido extracampo. Um verdadeiro MESSIAS em termos de futebol. Definitivamente, este FC Barcelona é MESSI QUE UN CLUB.


MESSIAS!
NOS VIMOS NO WEMBLEY!!!!

BARCELONA 3 X 1 MANCHESTER UNITED
Local: Estádio de Wembley, em Londres (Inglaterra)
Data: 28/05/2011 (sábado)
Horário: 15h45 (de Brasília)
Árbitro: Viktor Kassai (Hungria)
Auxiliares: Gabor Eros e Gyorgy Ring (ambos da Hungria)
Gols: Pedro aos 21; Rooney aos 33 minutos do primeiro tempo; Messi aos 8; David Villa aos 25 minutos do segundo tempo.
Cartões amarelos: Daniel Alves e Valdés (Barcelona); Carrick e Valencia (Manchester United).
Público: 87.695 pessoas

BARCELONA: Valdés, Daniel Alves (Puyol), Piqué, Mascherano e Abidal; Busquets, Xavi e Iniesta; Messi, Pedro (Affelay) e David Villa (Keita).
Técnico: Josep Guardiola

MANCHESTER UNITED: Van der Sar, Fábio (Nani), Vidic, Ferdinand e Evra; Valencia, Carrick (Scholes), Giggs e Park; Wayne Rooney e Chicharito Hernández.
Técnico: Alex Ferguson



terça-feira, 8 de março de 2011

UCL - FC Barcelona 3x1 Arsenal FC - Vitória do futebol arte!


Como o previsto, Barça e Gunners fizeram mais um jogo para cardíacos nesta terça-feira no Estádio Camp Nou. No final, venceu a equipe que quis jogar futebol e faz isso melhor do que todo mundo hoje em dia.

Escalções - Barça improvisado atrás e Arsenal retrancado

O FC Barcelona veio à campo com Busquets e Abidal na zaga, Mascherano no meio e Adriano na lateral esquerda, no lugar do também brasileiro Maxwell. Masch era quase um terceiro zagueiro e Messi jogava pelo meio, entre as duas linhas defensivas dos Gunners.

Já o Arsenal surpreendeu pela sua falta de ofensividade. Wenger armou o time com duas linhas de quatro jogadores, mais Fàbregas à frente e Van Persie um pouco mais adiantado. Rosicky entrou no lugar de Walcott e, assim como Nasri, tinha a obrigação e marcar a subida dos alas blaugranas. Se sobrasse espaço, subiria, mas essa não era a função principal. Uma opção realmente defensiva para um time acostumado a ser ofensivo.


1º Tempo - Barça encaixotado

A proposta do time londrino era a mais clara possível: repetir o feito da Internazionale no ano passado e segurar o Barça com uma retranca daquelas. Messi ficou preso entre as duas linhas inglesas, enquanto os volantes de amarelo marcavam os cérebros catalães, Xavi Hernández e A.Iniesta. Com isso, o Barça rodava a bola, mas não saía do lugar. A melhor opção era jogar com os alas, já que Rosicky e Nasri não conseguiam acompanhar Adriano e Dani Alves, respectivamente, mas os laterais barcelonistas não avançaram tanto como se era esperado.

Pouco foi feito na primeira etapa. O goleiro Szcesny acabou sendo substituído aos 20' por Almunia devido a uma contusão em um chute de D.Alves, Adriano acertou a trave londrina e Messi sofreu um pênalti claro que acabou não sendo assinalado pelo árbitro suíço Massimo Bussaca. Mas, aos 48', Fábregas saiu jogando errado e a bola ficou para A.Iniesta, pegando a zaga inglesa desprevinida. O espanhol fez bela jogada e lançou para o sumido Lionel Messi chapelar o goleiro e marcar um GOLAÇO como só ele sabe fazer hoje em dia, levando o Camp Nou ao delírio!

2º Tempo - Pegou fogo!

Veio a segunda etapa e o Arsenal FC mudou de postura. Precisando pelo menos empatar, o time avançou a marcação, mas mesmo assim não arriscava muito. O Barça continuava marcando sob pressão a saída de bola adversária, não os deixando passar do meio campo. Só que aos 7', em rara jogada ofensiva, os Gunners conseguiram um escanteio. Na cobrança de Nasri, Busquets acabou desviando contra a própria meta, empatando o jogo.

O Arsenal voltou a se retrancar, mas Van Persie, que já tinha amarelo, tratou de complicar as coisas, chutando a bola depois de assinalado impedimento. Segundo amarelo e vermelho para o holandês. Aí o Barça cresceu mais. Villa perdeu chances claras que não costuma desperdiçar, Dani Alves e Adriano deitaravam e rolavam nas costas da zaga inglesa e o excesso de preciosismo atrapalhava os catalães. Almunia fazia uma partidaça e fechava o gol londrino. Só que, aos 23', Iniesta (de novo ele) começa boa jogada e tabela com Villa que deixa o capitão Xavi na cara do gol para colocar o Barça na frente de novo.

O Arsenal continuou retrancado, mas o Barça não tava a fim de jogar prorrogação. Logo aos 26', Pedro sofreu pênalti de Koscielny. Lionel Messi cobrou e converteu, marcando seu 35º gol em 33 jogos nesta temporada. INCRÍVEL!

Wenger ainda tentou mexer, colocando Arshavin e Bendtner nos lugares de Rosicky e Fàbregas, mas o Arsenal não esboçava ofensividade nenhuma em campo. O FC Barcelona perdia mais chances, mas acabou saindo com a classificação.

Venceu o único time que quis jogar futebol nesta terça à noite no Camp Nou  e que é o grande favorito para conquistar absolutamente tudo de novo este ano. Senhoras e senhores, este é o FC Barcelona.

BARCELONA 3 X 1 ARSENAL
Local:
Estádio Camp Nou, em Barcelona (Espanha)
Data: 08/03/2011
Árbitro: Massimo Busacca (SUI)
Assistentes: Francesco Buragina e Manuel Navarro (ambos SUI)
Cartões amarelos: Sagna, Koscielny, Van Persie e Wilshere (Arsenal)
Cartão vermelho: Van Persie (Arsenal)
Gols: BARCELONA: Messi, aos 48 do primeiro e aos 26 do segundo tempo, e Xavi, aos 24 do segundo tempo; ARSENAL: Busquets (contra), aos 8 do segundo tempo

BARCELONA: Victor Valdés; Daniel Alves, Busquets, Abidal e Adriano (Maxwell); Mascherano (Keita), Xavi e Iniesta; Pedro, Messi e David Villa (Afellay). Técnico: Josep Guardiola.

ARSENAL: Szczesny (Almunia); Sagna, Djourou, Koscielny e Clichy; Diaby, Wilshere, Fàbregas (Bendtner), Rosicky (Arshavin) e Nasri; Van Persie. Técnico: Arsène Wenger.

Fotos: EFE; Reuters.


terça-feira, 30 de novembro de 2010

La Liga - FC Barcelona 5x0 Real Madrid CF - Humilhante!


Dani Alves traduziu o jogo com apenas uma frase, na entrevista coletiva: "Foi um banho". E foi!
O Barça passeou, deitou e rolou ontem no Camp Nou, como poucas vezes havia visto na história do Superclássico. O Madrid ficou completamente perdido, desnorteado em campo, do início ao fim do jogo. Nem parecia um time grande, muito menos o líder da competição, invicto na temporada, que vinha agradando todos.
Jornais catalães estamparam em suas capas frases como "Orgasmo de futebol" e "Monólogo do Barça" e, sinceramente, foi essa a impressão que tive ao ver o jogo ontem. Este Barcá, como costumo dizer, é uma ópera em acmpo, tudo muito bem organizado, cada um fazendo a sua parte genialmente, sem ninguém querer fazer um solo para aparecer mais, e tudo muito bem orquestrado pelo Maestro Pep Guardiola.


Imposição

O Barcelona joga na base da imposição, por meio da posse de bola e seu estilo "tique-taca", com passes de primeira e muita movimentação. Mesmo sem uma referência, o time é ofensivo e verticaliza muito as jogadas, com lançamentos precisos. Foi isso que ocorreu nos mais de 90 minutos de ontem, e o Madrid, coitado, ficou perdido.

O meio campo madridista não apareceu, volantes ficaram perdidos, Di María e Özil foram nulos e Ronaldo, por melhor que seja, não faz milagres sozinho contra quatro ou cinco defensores.

Lionel Messi não marcou, mas fez um partidaço! Deu assistências geniais, uma bola na trave que só ele é capaz, dançou pra cima de seus marcadores, enfim, foi Messi! Villa marcou dois, deu uma assistência, Iniesa e Sergio foram muito bem, e está vitória foi do coletivo blaugraná. Porém, se houve um destaque, ele se chama Vaxi Hernandéz. O camisa 6 marca, compôe espaço, se movimenta, dribla, arma e finaliza à gol com a mesma eficiência. É outro GÊNIO. Sua qualidade de passe é impressionante.

Papelão Merengue

Durante o jogo inteiro, o Madrid não viu a cor da bola e apelou para a violência. Como a maioria dos jogadores do Barça é de origem espanhola, e estavam no grupo campeão mundial, a impressão que dava era de que Messi, por ser argentino ( e craque, é lógico), viou o catalizador das porradas.
Porém, no final, após os 5x0, sobrou pra todo mundo, quando Sérgio Ramos deu entrada criminosa em Messi e brigou com os compatriotas Puyol e Xavi. Um papelão de Ramos que, com a expulsão de ontem, se tornou o jogador mais expulso da história do Real Madrid. Espero que o tribunal desportivo espanhol puna severamente o lateral, pois a entrada em Messi foi um crime ao futebol arte.

Inesquecível

Para quem viu o jogo, ficará a marca de uma partida inesquecível, de um time que também pode ser adjetivado assim. Foram 5x0, humilhantes e históricos para quem presenciou eta obra de arte esportiva chamada Barcelona FC.

BARCELONA 5 X 0 REAL MADRID
Estádio: Camp Nou, em Barcelona (ESP)
Data:
29/11/2010
Árbitro:
Eduardo Iturralde (ESP)
Público:
98.255 espectadores
Cartões amarelos:
Valdés, Villa, Messi, Puyol e Xavi (BAR); Cristiano Ronaldo, Pepe, Xabi Alonso, Casillas, Ricardo Carvalho, Sergio Ramos e Khedira (RMA)
Cartões vermelhos: Sergio Ramos 47'/2ºT (RMA)
GOLS:
Xavi 9'/1ºT (1-0), Pedro 18'/1ºT (2-0), Villa 9'/2°T (3-0), Villa 12'/2°T (4-0) e Jeffren 45'/2°T (5-0)
BARCELONA: Valdés, Daniel Alves, Piqué, Puyol e Abidal; Busquets, Xavi (Keita 42'/2°T) e Iniesta; Messi, Pedro (Jeffren 42'/2°T) e Villa (Bojan 30'/2°T). Técnico: Pep Guardiola.
REAL MADRID: Casillas, Sergio Ramos, Pepe, Ricardo Carvalho e Marcelo (Arbeloa 14'/2°T); Xabi Alonso e Khedira; Di María, Özil (Lass Diarra - Intervalo) e Cristiano Ronaldo; Benzema. Técnico: José Mourinho


Imagens: Reuteurs; Olho Tático; EFE

Twitter Delicious Facebook Digg Stumbleupon Favorites More

 
Design by Free WordPress Themes | Bloggerized by Lasantha - Premium Blogger Themes | Affiliate Network Reviews