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sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Maestro Messi comanda goleada da Argentina sobre o Uruguai


Lionel Messi continua calando a boca dos críticos. Com a camisa da Argentina, “La Pulga” já anotou 30 gols, dez apenas em 2012 (o único no mundo a fazer isso na temporada). Nesta sexta-feira (12), no clássico do Rio da Prata, o camisa 10 brilhou novamente e foi o maestro dos Albicelestes.

No 4-3-2-1 de Sabella, a Argentina tomou as rédeas desde o início, contra um Uruguai armado no 4-4-2, sem a bola, e 4-3-3, nas raras vezes em que teve a bola a seus pés, se defendendo e buscando o erro do adversário. As duas equipes pouco criaram no primeiro tempo, que terminou sem gols.

Na volta do intervalo, a partida esquentou, como era de se esperar. O capitão celeste Diego Lugano mostrou que não sentiu a falta de ritmo e era um leão na marcação uruguaia, mas também abusou do excesso de raça e protagonizou uma confusão em campo. Mas o próprio Lugano levou a pior em uma dividida com Messi e saiu substituído aos 18’, bastante decepcionado com a contusão. Coincidentemente, ou não, a Argentina passou a passear depois da saída de Lugano. Messi fez o primeiro gol, deu um passe magistral para Di María cruzar e Aguero completar para as redes aos 29’ e ainda cobrou uma falta ao estilo Ronaldinho, por debaixo da barreira, para fechar o placar aos 34’.

Partida que comprovou a boa fase argentina, muito bem montada, com um ataque excepcional e um Messi genial. Do outro lado do Rio da Prata, o Uruguai mostrou os mesmos defeitos, com a carência de armação no meio e o desaparecimento de Diego Forlán em campo.

Imagem: Reuters

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

França e Uruguai não saem do zero em Le Havre




De bonito mesmo, só o Estádio Océane em Le Havre, porque o nível técnico do amistoso entre França e Uruguai foi abaixo do esperado. Duas equipes com muita vontade, mas pouca classe, não saíram do zero no amistoso, para as vaias da torcida após o apito final.

Em campo, o estreante Didier Deschamps armou o time no 4-4-2 inglês, com dois pontas e dois centroavantes. Do outro lado, “El Maestro” Oscar Tabárez apostou no 3-6-1, com Forlán e C.Rodríguez como meias ofensivos que encostavam no centroavante Loco Abreu. A semelhança entre os dois esquemas era que não havia ninguém para armar e pensar as jogadas pelo meio. Com isso, muita correria e vontade, mas pouco toque de classe e armação para ambos os lados.



A França chegou apenas uma vez na primeira etapa, em um cruzamento que Muslera deu um tapa na bola, após cabeçada de Yanga-Mbiwa que ainda beijou a trave. No segundo tempo, o cenário foi o mesmo. O Uruguai chegou após um cochilo da defesa francesa, mas Loco Abreu parou nos pés de Lloris, que enfim sujava o uniforme. Já Les Bleus também aproveitaram vaciladas dos zagueiros laterais uruguaios, mas Valbuena (defesa de Muslera) e Benzema (no pé da trave) não fizeram gol.
Ficou óbvio que Didier e El Maestro terão muito que trabalhar nestas eliminatórias. A França ainda tem a esperança de recuperar Nasri ou Gourcuff para pensar o jogo pelo meio. Já a Celeste não tem um jogador com estas características desde Álvaro Recoba, e Diego Forlán não tem mais condições físicas de desempenhar esta função.

Imagens: AFP/Alain Jocard

segunda-feira, 26 de março de 2012

Lugano: "Um dia voltarei ao Brasil e ao São Paulo"



Com 31 anos de idade e 12 de carreira, Diego Lugano já faz parte de uma classe de jogadores que transformou o futebol uruguaio num dos mais respeitados do mundo. Tanto com a camisa da seleção como defendendo as cores de clubes como São Paulo, Fenerbahçe e Paris Saint-Germain, La Tota deixou a sua marca, ganhando títulos e transformando-se em referência, principalmente pela garra demonstrada em qualquer partida.

Direto da França, o capitão do selecionado celeste, quarto colocado na Copa do Mundo da FIFA 2010 e campeão da Copa América 2011, conversou com o FIFA.com sobre o bom momento da seleção, sobre sua atual fase no PSG e fez uma revelação para deixar qualquer são-paulino esperançoso: "Um dia voltarei ao Brasil para jogar no São Paulo". Confira a entrevista completa:

FIFA.com: O que significa para você fazer parte deste momento de tanto sucesso da Celeste?
Diego Lugano: É um orgulho muito grande fazer parte deste processo, que está de acordo com o nível da cultura e da história do futebol do Uruguai. Recolocamos a seleção entre as melhores do futebol mundial, não só com títulos e boas atuações, mas impondo respeito. Agora todos jogam contra o Uruguai como se estivessem em uma final para ganhar prestígio. Isso nos deixa feliz e nos motiva para seguir por este caminho.

Vocês se consideram a melhor seleção da América do Sul?
Independentemente do que sentimos ou deixamos de sentir, é o que os números indicam. Fomos os melhores na Copa do Mundo, ganhamos a Copa América e estamos em primeiro nas eliminatórias sul-americanas. Além disso, não é qualquer seleção que chega a 14 partidas sem derrotas. Por isso digo que hoje somos a equipe a ser batida na América do Sul, mas não deixamos o sucesso subir à cabeça. Este grupo trabalha todos os dias com humildade para manter-se, o que já é difícil, e para alcançar novas metas. Este ano, além das eliminatórias temos os Jogos Olímpicos, uma competição que o Uruguai conquistou por duas vezes, o que a torna muito especial.

As boas campanhas despertam expectativas, mas também geram obrigações. Classificar-se ao Brasil 2014 é uma delas?
Conquistar uma vaga para a Copa do Mundo não é uma obrigação atual e sim histórica. A diferença é que hoje estamos num ótimo momento. Se tivemos dificuldades é porque as eliminatórias sul-americanas são as mais difíceis do mundo. E estas não serão diferentes, mesmo que tenhamos iniciado bem.

É difícil pensar nas duas próximas partidas da seleção faltando tanto tempo?
Para nós não é difícil, pois são as mais importantes que temos pela frente. A Venezuela deixou de ser simplesmente uma equipe que pode tirar pontos, passou a ser um rival direto na briga pela vaga, e o mesmo ocorre com o Peru. Nas últimas três eliminatórias não conseguimos conquistar, em Montevidéu, os seis pontos contra essas duas seleções. Vencê-las nos deixaria muito bem colocados para a sequência da competição, mesmo que as outras seis partidas deste ano também sejam decisivas, pois o objetivo é a classificação direta.

Muitos pensam que, por ser o anfitrião, o Brasil será o grande favorito em 2014. Você, que já jogou e foi ídolo no futebol brasileiro, o que pensa a respeito?
Pela grandeza que tem e pela necessidade de ganhar um título em casa, sem dúvida o Brasil deverá conviver com muita pressão e responsabilidade, o que é difícil de administrar. Eu gosto de ter esse tipo de pressão, pois nos direciona a grandes feitos. O Brasil já demonstrou no passado que sabe conduzir esse tipo de situação, mas é difícil apontar hoje se o grupo que vai à Copa do Mundo saberá lidar com isso. O que houve em 1950 não quer dizer nada.

Em relação a 1950, você acredita que o Uruguai pode repetir semelhante façanha?
Espere, primeiro precisamos nos classificar (risos). Mas, se o Uruguai garantir vaga na Copa do Mundo e chegar lá no mesmo nível em que estamos hoje, seguramente será protagonista. Não sei se favorito, mas sem dúvida será muito respeitado.

A Copa do Mundo da FIFA 1950 fez com que Obdulio Varela, capitão daquela seleção, fosse praticamente imortalizado. Você se inspira nele?
O futebol uruguaio tem mais de 100 anos de história e revelou grandes capitães, algo que se transmite de geração em geração. Herdamos essas coisas de jogadores mais recentes, como Enzo Francescoli, por exemplo, que deu tudo por esta camisa. Varela foi uma das maiores referências, e estou orgulhoso de ser o sucessor de todos os que já ostentaram a braçadeira de capitão e da responsabilidade que isso exige. O ideal é ser um capitão como os de antes, mas adaptado aos tempos modernos.

Vamos falar do seu atual momento na França. Você se imagina ídolo do Paris Saint-Germain como foi nos clubes anteriores?
No ano passado aceitei a mudança como um desafio, como uma meta de que eu precisava. Queria começar do zero, me motivar outra vez, sentir a adrenalina e a pressão de jogar numa equipe diferente, num clube grande, que não ganha títulos há anos e precisa deles urgentemente. Vou dar o máximo e tomara que todos reconheçam isso. Tenho um grande compromisso com a causa.

Algo que nos causa estranheza é que você não parece fazer um grande esforço para jogar na Espanha, Inglaterra ou Itália...
Não faço nenhum grande esforço. Joguei no São Paulo, o clube mais importante do Brasil. Atuei na Turquia, onde se vive o futebol com uma paixão incrível, e num clube como o Fenerbahçe, que mobiliza mais gente do que você pode imaginar. Agora estou no PSG, o maior clube da França, participando de um projeto muito ambicioso. Prefiro realmente desfrutar do lugar onde estou a sonhar com outra coisa.

Não pensa em voltar a atuar na América do Sul antes de parar de jogar?
Sim, um dia voltarei ao Brasil para jogar no São Paulo, que é a equipe que me projetou na carreira. Sou identificado com o clube, os torcedores pedem para eu voltar. Na Turquia também foi marcante, mas creio que a única chance de voltar à América do Sul é para o São Paulo.

Deixando o futebol um pouco de lado, o que é mais difícil: jogar uma Copa do Mundo, ser o único filho homem entre cinco irmãs ou ser pai?
As três tarefas são dificílimas (risos). Ser pai é para toda a vida e envolve uma responsabilidade muito maior que jogar bem. É complicado, pois nós jogadores vivemos numa espécie de bolha. Os nossos filhos crescem nesta situação irreal e precisam saber que a maioria de nós precisou lutar para crescer. E não é fácil, pois ficamos longe de casa, às vezes em outro país, numa luta diária e complicada. Não se tem certeza de que vai dar certo, mas ainda assim se luta por esse objetivo.

Quando criança, deve ter sido difícil falar de futebol com tantas mulheres ao redor, não? Claro que ajudava ter um pai jogador...
Falava-se pouco, e fala-se pouco agora também. É necessário ter os pés no chão, e esse é o papel da família. Com o meu pai sempre acabamos discutindo, pois ele nunca está satisfeito, nem comigo, nem com a minha equipe, nem com a seleção. É difícil dialogar com quem pertenceu a outra época, quem viveu outras coisas, mas sei que ele está orgulhoso de mim.

Para concluir, se o FIFA.com esfregasse a lâmpada mágica, o gênio aparecesse e você tivesse três desejos esportivos para 2012, o que pediria?
O que mais me motiva é ir aos Jogos Olímpicos, por tudo o que a competição representa para o povo uruguaio. É difícil, porque só entram três jogadores acima da idade, mas desejo de coração. Depois, que os meus compatriotas sigam jogando bem nas suas equipes, pois isso é proveitoso para todos nós e deixa o futebol uruguaio em alto nível. E também gostaria muito de me firmar no PSG conquistando um título.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Frase do dia




"Ganhamos o troféu Fair Play, e quem recebeu foi o Lugano. É como dar o prêmio da paz ao Bin Laden" - Loco Abreu

domingo, 24 de julho de 2011

Na base da raça e da mística, Celeste volta ao lugar merecido!



Dezesseis anos depois, o Uruguai conquista um título de expressão no cenário do futebol mundial. A Copa América-2011 foi vencida por um time guerreiro, entrosado, unido e com talentos individuais que se sacrificam pelo próximo e pela pátria, jogando sem firula e com padrão tático. 

El Maestro Óscar Tabárez continua um trabalho iniciado em 2006, ainda nas Eliminatória da Copa da Alemanha. Com isso, o time uruguaio tem uma força que poucas seleções no mundo possuem, mesmo não tendo tantos talentos individuais assim. Tabárez tem o time nas mãos, e consegue reformular aos poucos. O melhor exemplo disso é o jovem Sebastián Coates, zagueiro de apenas 21 anos que ganhou a vaga de titular nesta Copa América e foi eleito a Revelação do torneio.
Coates recebe o troféu de Revelação
Falando em Coates, como é promissor este zagueiro! Já disse uma vez, mas repito, Coates é alto (tem 1,98m), rápido, guerreiro e sabe sair jogando. É uma pena ele não vir jogar no Brasil este ano, já que provavelmente fechará com o City para a próxima temporada.

Forlán e Suárez formam uma das mais mortais duplas de ataques do mundo, e foram os dois melhores jogadores da competição. Luisito Suárez ganhou, merecidamente, o prêmio de melhor do torneio. Foi goleador, brigador e incisivo, superando seu companheiro de ataque como estrela da Celeste desta vez. 
Suárez, o melhor do torneio!
Forlán, por sua vez, desencantou somente na final, marcando duas vezes, porém seu papel em campo como armador e garçom deram um fôlego enorme para o time no torneio. E é sempre bom lembrar que Diego, filho de Pablo Forlán, se tornou o maio artilheiro da HISTÓRIA da Celeste, com 31 gols marcados. Sua família tem o DNA da Celeste, visto que seu avô materno Juan Carlos Corazo, e seu pai, Pablo Forlán, foram campeões e ídolos do futebol uruguaio.
Forlán entrou de vez na história Celeste
Existem vários outros nomes que devem ser citados neste elenco, como Maxi Pereira, Diego Pérez, Arévalo Rios, Loco Abreu e Edinson Cavani. Mas nenhum deles representa melhor uma Seleção do Uruguai, ou o povo uruguaio de uma forma geral, como o zagueiro e capitão Diego LUGANO
Lugano: Capitão e símbolo
O camisa 2 tem uma raça e liderança excepcionais, algo raramente visto no futebol mundial. Não é à toa que vira ídolo por onde quer que jogue. É a cara deste time vitorioso. Deu orgulho ver um jogador assim, e ainda com caráter fora do comum para um jogador de futebol profissional nos dias atuais, levantar a taça. Parabéns à Lugano e todo o povo Celeste!





quarta-feira, 20 de julho de 2011

Celeste promete e cumpre!



Ao contrário dos outros gigantes Brasil e Argentina, o Uruguai vêm correspondendo as expectativas e está na final da Copa América. Começou cambaleando, empatando com o Peru, Chile e vencendo o sub-22 do México. Porém, engrenou justo quando uma de suas estrelas, o atacante Edinson Cavani, se lesionou. A partir daí, o técnico Oscar Tabárez, conhecido como El Maestro, pôde armar a equipe com 2 atacantes, reforçando o meio campo e ganhado força no setor. O Uruguai cresceu muito e tem em Diego Forlán e Luis Suárez suas estrelas na frente, sempre resolvendo. Ah se um deles jogasse na Seleção Brasileira...

Outro ponto forte é a zaga. Os dois laterais, Maxi Pereira e Cáceres protegem bem e Pereira ainda avança bastante e com qualidade, enquanto Cáceres vira uma espécie de terceiro zagueiro. Diego Lugano é o xerife  de sempre, sempre com uma raça e liderança que intimidam e são a cara do povo uruguaio, compensando até a sua lentidão em lances de profundidade. Sebastian Coates, que foi fortemente pretendido pelo São Paulo FC e está de malas prontas para a Europa, é a revelação desta Copa América pra mim. Zagueiro alto, rápido e raçudo, deu uma outra cara à zaga uruguaia, a partir que entrou não deu mais condições para os experientes Victorino e Scotti.

O Uruguai é um time unido, entrosado, experiente e que conta com talentos individuais. Vai ser difícil segurar a Celeste este ano!


Imagens: AndresStapff/Reuters; Marcos Brindicci/ Reuters

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Copa América 2011 - Apostas e certezas

Vai começar mais uma Copa América. E este ano, o torcedor terá alguns atrativos a mais para assistir a maior competição sulamericana de futebol.

Bolívia, Peru, Equador e Venezuela deverão ser os sacos de pancada mais uma vez. Após figurar em 2 Copas do Mundo consecutivas, o Equador tem uma geração fraca e não deve surpreender muito. A principal força da seleção equatoriana é o fator casa, principalmente em se tratando de altitude. Ali eles se dão bem. Fora de lá, nem tanto. O mesmo pode-se dizer da Bolívia. Já o Peru, não consegue se dar bem há tempos.
A Venezuela é quem mais pode surpreender dentre essas equipes. O país vem apostando muito no futebol, que nunca foi um esporte popular por lá. O resultado disso é a crescente evolução do futebol nos últimos anos, fazendo com que a seleção Vinho Tinto cresça.

O Chile é uma incógnita. O time conta com bons jogadores, como Valdívia, Beausejaour e Humberto Suazo, mas o melhor do elenco é o atacante Alexis Sánchez, da Udinese. Sánchez é rápido, habilidoso e incisivo, fazendo com que ele seja fortemente pretendido pelo poderoso FC Barcelona. A seleção chilena vem mostrando ultimamente um futebol vistoso, bonito e ofensivo, só que tem uma defesa fraca. Sempre quando enfrenta os grandes do continente, acaba perdendo, muitas vezes sendo goleado. Concorre a, no máximo, uma vaga na semifinal.

A Colômbia é a minha aposta para este ano. A seleção tem a melhor geração dos últimos anos, mais precisamente desde 2001, quando conquistou seu único título sulamericano. Este ano, Los Cafeteros contam com uma dupla que fez muito sucesso nesta temporada pelo FC Porto: Falcao Garcia e Freddy Guarín.
Falcao é o típico fazedor de gols. Camisa 9 que pega todos os rebotes dentro da área e é quase infalível nas jogadas aéreas. Chega até a lembra outro ídolo do porto, o brasileiro Jardel.
Guarín é uma das mais gratas surpresas no futebol latino nos últimos anos. O meia tem inteligência, sabe marcar, chega bem ao ataque (tendo uma bomba no pé direito) e uma qualidade enorme nos passes e lançamentos. tem tudo para crescer com o FC Porto na Uefa Champions League este ano e na Colômbia nesta Copa América.


O Paraguai vem forte mais uma vez. Não podemos esquecer que os Guaranis terminaram em 2º nas últimas Eliminatórias e quase desclassificaram a campeã Espanha nas quartas de final da Copa-10. O time tem como principal jogador o atacante grandalhão Óscar Cardozo. Porém, sem dúvidas, a principal estrela paraguaia este ano deverá ser a modelo Larissa Riquelme, mais uma vez.


Pra completar, temos a Santíssima Trindade das Américas. Brasil, Uruguai e Argentina vêm em momentos distintos nesta Copa América. 

O Brasil é a 3ª potência. Calma que explico. A Seleção tem uma equipe jovem, reformulada desde a Copa-10. A maioria dos craques dos últimos anos não figuram mais com a camisa amarela. Não temos mais nenhum grande atacante ou meia de destaque no futebol mundial. Por isso, todo o peso da camisa pentacampeã recai sobre jovens de grande futuro, mas que ainda não estão preparados para jogar um futebol de primeiro nível mundial, casos de Neymar, Ganso e Lucas. A aposta é no talento deste trio e de Alexandre Pato, um pouco mais preparado para a competição deste ano.

O Uruguai vem com tudo. O futebol celeste está em pleno crescimento, visto que a seleção foi 4ª colocada na Copa-10 (melhor classificação de uma equipe sulamericana no torneio); teve o melhor jogador (Diego Forlán); se classificou para o Mundial sub-20 deste ano e tem, após 23 anos, um finalista na Libertadores da América (o Peñarol). La Celeste vem preparada com a mesma equipe da última Copa do Mundo, um time pronto e competitivo, além de ter a tradicional e temida raça uruguaia. Diego Lugano, Diego Forlán, Edinson Cavai e Loco Abreu são os destaques.

A grande favorita é a Argentina. La Albiceleste não ganha um torneio importante com a seleção principal desde 1993, quando levantou o caneco da Copa América no Equador. Este ano, jogará em seus domínios e tem a obrigação de ser campeã, principalmente depois das seguidas derrotas em finais para o arquirrival Brasil. Além disso, o time passa por uma fase de reformulação, só que de forma amena do que a nossa. Sergio Batista conta com a espinha dorsal dos últimos anos e aposta em um esquema 4-4-3 igual ao do FC Barcelona, tudo para dar mais apoio ao super-craque Lionel Messi brilhar, enfim, com a camisa bicampeã mundial. Tévez, Higuaín, Agüero, Cambiasso, Diego Milito e o capitão Javier Mascherano, além de Messi, são os destaques. Podem aparecer como revelações os jogadores Lavezzi, Di María e Javier Pastore, principal joia argentina. São os grandes favoritos e a principal aposta no torneio.




A Copa América-2011 tem tudo para ferver as rivalidades sempre à flor da pele, com grandes craques e promessas.




sábado, 10 de julho de 2010

3º Lugar - Alemanha 3x2 Uruguai - Prêmio de consolação


Alemanha e Uruguai fizeram um jogo típico de uma disputa pelo 3º lugar. Partida aberta, cheia de gols e emoções de sobra. Os alemães entraram em campo mostrando que não estavam muito animados pela disputa de bronze. Neuer, Lahm, Podolski e Klose ficaram no banco.Já a Celeste não tinha A.Pereira, que acabou sendo substituído por Cáceres, deslocando o ótimo Fucile de volta para a direita.

O Jogo

O Uruguai entrou em campo com mais vontade e raça, como sempre. Mas não conseguia transformar isso em oportunidades de gol. A Alemanha tinha o craque da camisa 7 Schweinsteiger, que aos 17min arriscou um chute de longe para uma falha do até então impecável Muslera, e Müller pegar o rebote para abrir o placar. A Alemanha passou a gostar do jogo, mas em uma cochilada do camisa 7 germânico, Pérez lhe roubou a bola no meio campo e armou o contra-ataque tocando para Suárez (muito vaiado durante o jogo pelos sulafricanos, por causa da defesa com a mão no jogo contra Gana). Luisito Suárez tocou para Cavani, que ficou frente à frente com Butt, e bateu rasteito para empatar o placar.

2º Tempo

Na volta do intervalo, Suárez, o "Chino", cruzou a Jabulani para o craque da camisa 10 Celeste, Diego Forlán, marcar um dos gols mais bonitos da Copa-10, de voleio. Mas durou pouco a festa uruguaia. Aos 11min, Muslera falha mais uma vez, saindo mal do gol em um cruzamento e Jansen escora "meio sem querer" para o fundo das redes. Os tricampeões mundiais cresceram, e aos 37min, Sami Khedira escorou de cabeça, após um bate-rebate na área em uma cobrança de escanteio. Após isso, faltou pernas para o Uruguai empatar a partida. Aos 47min, Suárez sofre falta na meia lua, para Diego Forlán bater e a bola explodir no travessão. Fim de jogo, e a Alemanha coroou sua bela campanha com um 3º lugar, enquanto o Uruguai ficou em 4º, muito além do que se esperava da Celeste antes da Copa. E Paul, o "polvo profeta" inglês erradicado na Alemanha, segunda maior sensação desta Copa-10 (atrás apenas da delícia da Larissa Riquelme), acertou mais uma vez um resultado deste Mundial. Eita polvo sobrenatural!

sábado, 26 de junho de 2010

Uruguai 2x1 Coreia do Sul - Celeste Histórica

Foi sofrido. Aguerrido. E com um pitaco de ténica. Foi a cara de um país. A cara do URUGUAI.

Depois de 40 anos, esse nome pode ser escrito novamente em caixa alta em um texto futebolístico. Tudo graças ao 4-3-3 formado por: Muslera; Maxi Pereira, Lugano, Godín (Victorino, intervalo) e Fucile; Pérez, Arevalo, Álvaro Pereira (Lodeiro, 28'/2ºT) e Forlán; Suárez (Fernández, 39'/2ºT) e Cavani, comandados pelo "maestro" Oscar Tabárez.

Suárez, herói do jogo passado contra o México, repetiu a dose contra os sulcoreanos. O avante chegou como uma das estrelas da Celeste na Copa-10, sendo o artilheiro do último Campeonato Holandês pelo Ajax, mas havia decepcionado um pouco nos dois primeiros jogos. Agora, aparenta ter mais estrela do que o badalado (e com muita razão, diga-se de passagem) Forlán. Marcou os 2 gols uruguaios de hoje, o 2º deles um golaço, aos 35min do 2º tempo, limpando dois zagueiros e tirando o peso das costas uruguaia. Desde 1970, o Uruguai não chegava às quartas de final de uma Copa do Mundo (naquela ocasião, foi semi finalista, perdendo apenas para o Brasil).

Diego Lugano, como sempre, foi um LEÃO na zaga, Fucile fez outra partida exemplar, Godín e depois Victorino, jogaram muito também. O meio de campo foi combatente, e o ataque, objetivo e preciso, com as já habituais triangulações entre os 3 homens de frente, com destaque para a visão de jogo e liderança do astro do time Diego Forlán e o oportunismo de Luís Suárez.


Agora é esperar o adversário das quartas, que sairá do confronto entre EUA e Gana. Mas de uma coisa tenho certeza, o Uruguai veio à esta Copa para recuperar o orgulho de um país, e complicará muito a vida de seu oponente na próxima fase.

terça-feira, 22 de junho de 2010

México 0x1 Uruguai - Celeste da raça!


No estádio Royal Bakofen, em Rustemburg, México e Uruguai entraram em campo precisando de um empate para ambos se classificarem para as oitavas da Copa-10. Seria este mais um jogo ruim, ou as duas equipes entrariam para empatarem e se classificarem juntos? Sinceramente, pensei isso antes do jogo e, felizmente, me enganei feio.

As duas equipes fizeram um jogo aberto, partindo pra cima, tentando garantir a primeira colocação e fugir da Argentina nas oitavas.

O técnico Óscar Tabárez, do Uruguai, conseguiu corrigir alguns erros das Eliminatórias, fazendo um time aguerrido, como sempre é a Celeste Olímpica, mas criando jogadas principalmente pelas pontas, com Suárez pela esquerda, Cavani pela direita e Forlán voltando mais pelo meio.

O Uruguai venceu por 1x0, gol de Suárez no 1º tempo, mas os destaques foram Diego Lugano e Fucile, dois leões pela zaga sulamericana.Esse time uruguaio vai longe, pra mim, é a melhor surpresa nesta Copa do Mundo até agora.

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