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domingo, 17 de abril de 2011

La Liga - Real Madrid CF 1x1 FC Barcelona - A primeira batalha


O Superclássico entre Real Madrid CF e FC Barcelona será algo comum nas próximas semanas. Em 18 dias, os eternos rivais se enfrentarão 4 vezes, em jogos extremamente decisivos e em três torneios difrentes (La Liga, Final da Copa do Rei e semifinais da Uefa Champions League). E neste primeiro duelo, deu empate, no Santiago Benabéu, decidido pelas maiores estrelas das equipes.

Táticas - Mourinho surpreende e Puyol  retorna!


Mourinho deve ter passado os 5 meses desde a goleada de 5x0 sofrida no primeiro turno pensando em como frear o Barça. Com isso, o português mudou totalmente a forma do Madrid jogar. Os Merengues vieram no 4-3-3, com Benzema, Ronaldo e Di María na frente, Alonso Khedira e Pepe no meio. Os três atacantes marcavam a saída de bola e os três do meio marcavam Xavi (Alonso), Iniesta (Khedira) e Pepe no meio, ocupando o espaço sempre muito utilizado por Lionel Messi, entre as duas linhas defensivas. Sem a bola, Benzema marcava Busquets. Com isso, o Madrid conseguiu dificultar a saída de bola catalã.

O Barça não teve muitas novidades. Adriano ganhou de vez a vaga deixada por Abidal (fez uma séria cirurgia de retirada de tumor no fígado)  e Carles Puyol, capitão e símbolo barcelonista voltou ao time após 4 meses, recuperado de uma tendinite. Puyol mudou a cara da zaga do time, dando aquela força e segurança.

O jogo

Marcando a saída de bola adversária, o Madrid conseguiu diminuir o ímpeto ofensivo do Barça, mas o time blaugraná ainda conseguia se impor. Tocando a bola, se movimentando e envolvendo, o Barça fazia o seu jogo, enquanto o Madrid apostava em bolas lançadas para a frente, se preocupando mais em marcar do que em jogar. Até os 20', o Barça tinha incríveis 83% de posse de bola, enquanto o Madrid marcava incansavelmente.

O jogo foi muito embolado no meio campo e as chances foram esporádicas. Messi teve uma clara, aos 18', porém não conseguiu encobrir Casillas. Aos 25', lance polêmico. David Villa se choca com Casillas na área e o juiz (erroneamente) não marca pênalti. A chance mais clara foi aos 44', em cabeçada de C.Ronaldo que Adriano tirou em cima da linha.

No 2º tempo, o jogo melhorou. Ronaldo mandou uma bomba no pé da trave aos 4'. Aos 6', Villa foi lançado, driblou Albiol e foi derrubado na área. O zagueiro foi expulso e Lionel Messi marcou de pênalti o primeiro gol do jogo.



Depois, o Barça encontrou espaços, e o Madrid parecia não ter forças para reagir. Mourinho trocou o nulo Benzema por Özil, Di María por Arbeloa e Xabi Alonso por Adebayor. O Real cresceu, e aos 36' foi a vez de Marcelo ser derrubado por Dani Alves dentro da área. Ronaldo bateu e converteu. O pênalti em si foi duvidoso (eu marcaria), mas o árbitro não teve critério em expulsar Dani Alves, que já tinha cartão amarelo.



Fim de jogo, e o 1 a 1 foi extremamente favorável ao FC Barcelona, que continua 8 pontos a frente faltando seis rodadas (18 pontos em disputa), sendo que o Barça tem a vantagem no primeiro critério de desempate, que é o confronto direto (5x0 e 1x1). Na quarta, as equipes decidem a Copa do Rei, no Estádio Mestala, em Valência, enquanto nas próximas semanas os gigantes se enfrenta pela UCL. Puyol e Abidal, que sentiram uma contratura, são dúvidas. Mourinho só não terá Albiol, que mesmo tendo sido expulso em La Liga terá de cumprir pena na Copa do Rei, mas José pode ter começado a descobrir o caminho das pedras para finalmente, o Madrid derrotar os rivais após quase três anos. Desde 7/05/2008 isso não acontece.Foram 6 jogos e, na soma, humilhantes 17 a 3 para o FC Barcelona.




REAL MADRID 1 X 1 BARCELONA
Estádio: Santiago Bernabéu, Madri (ESP)
Data/hora: 16/4/2011 - 17h (de Brasília)
Árbitro: Muñiz Fernández (ESP)
Cartões amarelos: Adriano, Piqué, Daniel Alves, Valdés, Xavi (BAR); Marcelo, Arbeloa (REA)
Cartão vermelho: Albiol, 6'21ºT (REA)
GOLS: Messi, 7'/2ºT (0-1); Cristiano Ronaldo, 36'/2ºT(1-1)
REAL MADRID: Casillas, Sergio Ramos, Albiol, Ricardo Carvalho e Marcelo; Pepe, Xabi Alonso (Adebayor, 22'/2ºT) e Khedira; Di María (Arbeloa, 22'/2ºT), Benzema (Özil, 11'/2ºT) e Cristiano Ronaldo. Técnico: José Mourinho.
BARCELONA: Valdés, Daniel Alves, Piqué, Puyol (Keita, 13'/2ºT) e Adriano; Xavi, Busquets e Iniesta; Pedro (Afellay, 21'/2ºT), Messi e Villa. Técnico: Pep Guardiola.

Imagens: Reuteurs, Blog Olho Tático, EFE, Reprodução

sábado, 27 de novembro de 2010

Pré Jogo - El Superclássico


FC Barcelona e Real Madrid FC são duas das maiores equipes do planeta. Não à toa o superclássico entre os dois é visto como um campeonato a parte. Pra mim, é o maior clássico do planeta bola. Craques, títulos, torcida e história futebolística e política desenham o superclássico e dão um charme a mais para o jogo.

Este ano, o primeiro superclássico será disputado no Camp Nou, em Barcelona. Porém, mesmo sendo fora de casa, já fazem alguns anos que o Real Madrid não encara o seu maior rival de igual para igual como se espera este ano. Cristiano Ronaldo e cia. vivem grande fase, com a liderança de La Liga e de seu "grupo da morte" na Liga dos Campeões, além de estarem invictos na temporada e contarem com o técnico José Murinho, que por si só já é uma atração a parte. Mas do outro lado está o Barça, time sensação dos últimos anos e que voltou a viver grande fase.

Barcelona - Futebol bem jogado

O Barça de hoje encanta. Seu futebol é rápido, ofensivo, inteligente e envolvente. Assistir a um jogo seu é como ir a uma ópera.
O time atual de Pep Guardiola conta com um lateral que mais parece um zagueiro (Abidal) e assim libera outro, que mais parece um ponta (Dani Alves), além de um meio campo extremamente criativo e a genialidade de um baixinho argentino da camisa 10, Lionel Messi.
O Barça deverá entrar em campo no seu famoso 4-3-3, sem nenhum centroavante, mas com Messi fazendo o papel de "falso nove" e Pedro e David Villa pelos lados afunilando.

Madrid - Força total

O Madrid se encontrou com José Mourinho nesta temporada. Desde que começou com a política de "galáticos", nunca um treinador pareceu mais apropriado para comandar um time de estrelas como o português.
Os Merengues jogam no 4-2-3-1, e deverão contar com os retornos de Khedira e Higuain, que não jogaram pelo meio de semana. Ronaldo é a estrela do time, mas Di María e Özil são o motor e maestro do time, respetivamente, e sem eles a "máquina" não funciona. Os madridistas estão confiantes em uma vitória, já que seu time apresenta um futebol vencedor e convincente, seguro lá atrás e criativo na frente.


Números na temporada

Em La Liga, os dois rivais empatam no número de gols marcados, 33, porém o Madrid sofreu menos gols, 6 contra 8. Mas nem por isso a defesa do Barcelona seja mais fraca do que a do Madrid, já que nenhuma das duas foi realmente testada no campeonato até agora.


Ronaldo x Messi - Um duelo a parte


Os dois craques são os dois últimos melhores jogadores do mundo, segundo eleição feita pela Fifa. E não é por menos. Cristiano e Lionel vivem grande fase, com gols, assistências e belas jogadas.
O português marcou 15 gols em 12 jogos em La Liga, média de 1,25, sendo o artilheiro da competição. O argentino tem 13 gols em 10 jogos, média de 1,30. Na Champions, messi leva vantagem, com 6 gols contra 3 do rival, ambos com cinco jogos disputados.

Durante a temporada, Messi participou diretamente em 58% dos gols da equipe Blaugrana (23 gols e 6 assistências), enquanto Ronaldo teve 54% de participação (18 gols e 6 assistências) dos 44 gols Merengues.


"Coadjuvantes" de luxo


Em quais outras equipes Xavi, Iniesta, Villa, Xabi Alonso, Özil e Di María seriam considerados coadjuvantes em um clássico?
Tais jogadores citados são responsáveis, em grande parte, pelo sucesso de seus respectivos times nesta temporada, sendo quase ou tão imprtantes quanto as estrelas Messi e Ronaldo. São eles que dão o balanço que um time precisa, sendo o algo a mais quando as principais estrelas se encontram em dificuldades.
E serão eles que penderão a balança no superclássico desta segunda-feira.


Expectativa

O Madrid joga no melhor estilo Mourinho. Defesa sólida, marcação forte, e ataque rápido, mortal e preciso na frente. É um time bastante balançeado, que não se retranca atrás nem se expõe na frente. Dita o ritmo do jogo.

Já o Barcelona costuma impor seu estilo com uma posse de bola rápida e envolvente, botando os adversários "na roda". Xavi e Iniesta são os cérebros do time, e não existem dois outros meio campistas no mundo que façam o que eles fazem, ainda mais com sua eficiência.

A expectativa é de um grande jogo, um espetáculo que só FC Barcelona e Real Madrid FC podem nos proporcionar. E que vença o melhor, já que é quase impossível dizer quem é antes desse superclássico!


Imagem: A Visão do Jogo

sábado, 30 de outubro de 2010

La Liga - FC Barcelona 5x0 Sevilla FC - Para Maradona tirar o chapéu

No estádio Camp Nou, em Barcelona, os donos da casa tinham a missão de vencer e encostarem no arquirrival Real Madrid pela Liga Espanhola. O adversário era o perigoso Sevilla, de Renato e Luís Fabiano, porém, ganhar do Barça completo em casa é uma das mais intragáveis tarefas no mundo desportivo. No dia em que Diego Armando Maradona, maior jogador argentino da história completa 50 anos, seu discípulo Lionel Messi, mais uma vez, comandou o show na Catalunha.









Táticas - Barça completo, Sevilla desfalcado

O FC Barcelona, após um longo tempo, teve todos os seus principais jogadores à disposição. Com isso, Pep Guardiola não inventou e escalou o time principal, no seu famoso esquema 4-3-3. Na linha de frente, Messi, David Villa e Pedro se movimentam bastante e constantemente trocavam de posição, confundindo a zaga adversária. Pedro até ficava um pouco mais fixo na esquerda, porém Messi e Villa revezavam e quebravam qualquer marcação.
Dani Alves também merece destaque taticamente, pois atua como um ala, quase um ponta direita, muito presente no ataque, posição essa ajudada por Abidal (lateral esquerdo que funciona como um zagueiro) e Xavi, que cobre bem o avanço do brasileiro.
1-V.Valdés; 2-Dani Alves, 3-Piqué, 5-Puyol, 22-Abidal; 16-Sergio Busquets, 6-Xavi, 8-A.Iniesta; 10-Messi, 17-Pedro e 7-David Villa. Téc: Pep Guardiola.

Já o Sevilla FC sofreu com ausências importantes, como Palop, Dragotinovic e, principalmente, Jesus Navas. Os visitantes jogaram no 4-4-2, com seus atacantes bem isolados e mal municiados.
13- Varas; 24-Konko, 4-Cáceres, 23-Ruano, 20-Dabo; 6-Romaric,  8-Zokora, 11-Renato, 16-Capel; 12-Kanouté e 10-L.Fabiano. Téc: Antonio Álvares.

1º Tempo: Pressão Blaugrana

Como era de se esperar, o FC Barcelona pressionou nos minutos iniciais, usando seu toque de bola, movimentação e talentos únicos. Logo aos 4, bombardeio barcelonista na área adversária e a "pelota"sobrou logo para ele, Lionel Messi abrir o placar.

O Barça continuava a frente, com sua linha de marcação avançada, não dando espaços para o Sevilla. Os visitantes até assustaram em um chute de Capel que Valdés defendeu bem. Porém, aos 23, Messi faz boa jogada pela direita, dribla dois em um toque só, carrega para o meio e rola para David Villa. O camisa 7 corta o defensor e arrisca de longe, mandando uma bola indefensável para o goleiro Varas. GOLAÇO de David MaraVilla.

Para completar, Konko faz duas faltas duras seguidamente e é expulso de campo. Se com onze já tava difícil, imagina como seria com apenas dez em campo...

2º Tempo: E continua o baile barcelonista

Na volta do intervalo, o técnico Antonio Álvarez fez duas alterações: tirou L.Fabiano e Dabo para colocar Luna e Cala. A ideia era se fechar melhor e apostar em Kanouté resolver lá na frente. Não deu certo.

Aos 7, Romaric recuou bizarramente a bola e antes do goleiro Varas chegar, Dani Alves se antecipou e encobriu o arqueiro. Nada de comemoração para o brasileiro que passou seis anos jogando no time da Andaluzia.


Guardiola começou a poupar seus jogadores, tirando Pedro e Xavi para as entradas de Mascherano e Bojan. O Barcelona agora jogava no 4-4-2 e não diminuiu o ritmo. Aos 19, Lionel Messi roubou a bola no meio campo e partiu para cima da zaga, no melhor estilo Maradona, para bater cruzado da meia lua e marcar mais um GOLAÇO. Foi o seu sétimo em La Liga, estando atrás apenas de C.Ronaldo (doze gols) na artilharia.


Com a vitória já garantida, o FC Barcelona diminuiu o ritmo e passou a tocar a bola. Villa perdeu uma boa chance aos 38, mas aos 45, o avante bateu de fora da área e deu números finais para o passeio Blaugrana.


Madrid vence e mantém a liderança


Jogando fora de casa, o real Madrid bateu o Hércules de virada, com dois gols de C.Ronaldo e um de Di María. Apesar da pressão madridista no jogo inteiro, o goleiro Calatayud se destacou ao fazer belas defesas, e falhar no gol de empate merengue. O criticado Benzema entrou bem aos 37 e mudou a cara do Madrid, participando diretamente dos dois gols finais do time branco, que continua líder de La Liga com 23 pontos, um a frente do Barcelona.


Imagens: Reuters; AFP; AP

sábado, 23 de outubro de 2010

La Liga - Real Madrid CF 6x1 Racing Santander - Passeio Madridista


Táticas - Racing defensivo
O Madrid entrou em campo no costumeiro 4-2-3-1, com o mesmo time que venceu o AC Milan no meio de semana pela Champions.
Casillas; Marcelo, Ricardo Carvalho, Pepe, Arbeloa; Xabi Alonso, Khedira, Özil (Canales, 29'/2ºT); Di María, Cristiano Ronaldo e Higuaín (Benzema, 31'/2ºT). T: José Mourinho.

O Racing Santander foi à campo para se defender e conseguir no máximo um empate. O esquema escolhido foi o 5-3-2.
Tono; Cisma, Torrejón (Ariel, 1'/2ºT), Ponce, Henrique e Francis; Minitis (Arana, 11'/2ºT), Colsa, Diop e Kennedy; Rosenberg. T: Miguel Ángel Portugal

1º Tempo – Madrid mortal

O Madrid impôs seu estilo rápido e mortal na primeira etapa. O Santander terminou até com maior posse de bola, 56%, porém todas as vezes que os Merengues tinham a “pelota” era mortal, principalmente porque o adversário jogava em linha, o que facilitou a vida do Real.
Aos 9, Di María acertou um lindo lançamento para Higuaín, com tranquilidade, abrir o marcador.
Aos 14, o mesmo Higuaín foi lançado na direita e cruzou para Cristiano Ronaldo marcar.
Aos 27, em jogada parecida com a do segundo gol, Özil apareceu livre na direita após novo lançamento de Di María e cruzou para Ronaldo marcar mais um.

Após os gols, o Madrid se segurou um pouco e administrou o placar na etapa inicial.

2º Tempo – Vira três, acaba seis

Na volta do intervalo, o ídolo recente do Coritiba Ariel entrou para dar ofensividade ao Racing.Mas o principal problema do time, seu lado esquerdo defensivo, continuava o mesmo. Aos 2, Di María, sempre ele, fez boa jogada por ali e cruzou para o inspirado C.Ronaldo marcar mais um.
Aos 10, pelo mesmo buraco, Di María sofreu pênalti claro. Adivinha quem cobrou e converteu? O craque da camisa 7, Cristiano Ronaldo, marcando seu décimo gol em La Liga e se isolando de uma vez por todas na artilharia.
Para completar, Özil fez boa jogada e marcou o seu tento, aos 26.
O gol de honra do Racing saiu apenas aos 36, quando P.Diop arrisocu de longe e contou com um desvio no meio do caminho.



Barça vence em Zaragoza
Mesmo jogando mal, o FC Barcelona venceu fora de casa o Zaragoza por 2 x 0 com dois gols de Lionel Messi e segue na disputa de La Liga. O time Blaugrana não contou mais uma vez com o maestro Xavi, mas teve em Messi o seu ponto de inspiração que lhe valeu os três pontos.


Imagens: AFP; Reuters

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Champions League - Real Madrid CF 2x0 AC Milan - Passeio Merengue

Real Madrid CF e AC Milan são os dois maiores vencedores da Uefa Champions League, com nove e sete títulos, respectivamente. E pelo segundo ano consecutivo, caíram no mesmo grupo na primeira fase. O grande clássico desta terça-feira (19) fez jus ao apelido, pelo menos pelo lado espanhol.

Táticamente - Apostando nos talentos ofensivos

O Madrid apostou no 4-2-3-1, com C.Ronaldo pela ponta esquerda, Özil pelo meio e Di María pela direita. Os dois primeiros encostavam um no outro e criavam as principais jogadas madridistas.Sérgio Ramos, lesiaonado, ficou de fora. Arbeloa foi seu substituto.
1- Casillas; 17- Arbeloa, R.Carvalho, 6-Pepe, 12-Marcelo; 14-Xabi Alonso, 24-Khedira, 22-Di María, 23-Özil, 7-C.Ronaldo; 20-Higuaín. Técnico: José Mourinho

O Milan sofreu com seus fracos laterais e atacantes que não voltavam para compor espaço. O técnico Allegri armou a equipe diferentemente dos últimos jogos. Ao invés do 4-3-3, veio o 4-4-2, com uma linha de três no meio, Ronaldinho de meia atacante pelo centro, tentando achar um buraco na segunda linha madridista e Pato revezando de centroavante com Ibrahimovic. O goleiro titular Abbiati e o zagueiro T.Silva se lesionaram e desfalcaram a equipe rossonera.
1-Amelia; 19-Zambrotta, 13-Nesta, 25-Bonera, 77-Antonini; 21-Pirlo, 8-Gattuso, 10-Seedorf, 80-Ronaldinho; 7-Pato e 11-Ibrahimovic. Técnico: Massimiliano Allegri

1º Tempo - Relâmpago Merengue

O Madrid começou a mil. C.Ronaldo e Özil tomaram conta do jogo, com destaque para o português. Logo aos 12, Pato cometeu falta infantil na entrada da área. C.Ronaldo bateu e a barreira milanista abriu, matando o goleiro Amelia. No minuto seguinte, Ronaldo tabela com Özil que chuta ao gol, a bola desviou em Bonera e o goleiro italiano nada pôde fazer novamente. 2 a 0.
Minutos depois, de novo Ronaldo parte pra cima da fraca zaga adversária e é atropelado por Gattuso. O árbitro português Pedro Lourenço fez vista grossa e deixou de marca pênalti claro para os donos da casa.

Os espanhóis recuaram e apostaram nos contra golpes, continuando a levar muito perigo ao Milan. O time rossonero sofria com seus fracos laterais e com o zagueiro Bonera, além dos atacantes que não marcavam sem a bola. No ataque, não levavam perigo ao Madrid. A única jogada foi em uma cobrança de falta de Pirlo, que Casillas defendeu bem. A primeira etapa foi de domínio total dos merengues.

2º Tempo - Só dava Madrid

Na volta do intervalo, nada mudou. O Madrid tinha o domínio das ações e só não goleou porque perdeu inúmeras chances de gol, principalmente com os argentinos Di María e Higuaín. Ronaldinho só apareceu ao dar um carrinho violento em cima de C.Ronaldo e ao ser substituído pelo ex-madridista Robinho, que também nada fez.

Fim de jogo, e o placar não refletiu o que foi o jogo. O Real Madrid CF só não goleou porque "não quis"
 o perdido AC Milan. O português Cristiano Ronaldo e o alemão Mesut Özil deram um show a parte no Santiago Bernabéu, com destaque também para o lateral Marcelo, que fez grande partida e merece mais do que nunca uma vaga de titular na Seleção.

Imagens: AFP, EFE e Blog Olho Tático

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