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terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Ilegal ou imoral? Escolha seu lado no julgamento da Lusa

Não é tão simples como muitos tentam pintar. O caso Héverton está causando um reboliço no futebol brasileiro e a possibilidade da Portuguesa cair, com um salvamento do Fluminense, mexe mais na ferida gangrenada do futebol brasileiro. A “vitória” do Flu por goleada de 5-0 no julgamento desta segunda-feira (16) trouxe mais indignação para muitos defensores do clube paulista em questão.

Porém, nada é preto no branco nesta história. Se o Flu se salvar, não será uma virada de mesa como ocorreu nos anos 1990. Naquela época, os cariocas tiraram vantagem de algo que não existia, inventado para salvar sua pele, o que é bem diferente do que vemos em 2013. Se a Lusa for punida, será pela aplicação fria da lei em vigor. Pode ser imoral, mas não será de forma alguma ilegal.

Me parece que, mais do que a justiça em si, muitos (inclusive da imprensa) tomam partido pelo Davi contra o Golias, multiplicado a enésima potência por se tratar da simpática Lusa, prima pobre dos grandes paulistas, contra o Fluminense e seu histórico sujo em um passado não muito distante.

Devemos separar as coisas. Não é trabalho do jornalista tomar partidos por afinidade. A Lusa já foi muito prejudicada sim por fatores extracampo, mas não é o mártir que tentam pintar por aí. Errou sim, descumpriu a lei e não é coitadinha. Se não houve dolo, má fé e coisa e tal, é outra história. Já o Flu não é o único a usar artimanhas obscuras para se dar bem. Atlético-PR, Botafogo, Corinthians e Internacional foram alguns times também ajudados pela “justiça” não muito tempo atrás, mas muita gente esquece. Aliás, aposto que, se você não torce para algum destes times citados, pode ter certeza de que seu time também tem sujeira no tapete. 
Porque é assim o futebol brasileiro. Todos nossos clubes têm um lado vilão.

O Palmeiras, por exemplo, protagonizou um escândalo em 1968 juntamente com o Guarani que poucos se lembram, mas consta como um dos atos mais podres do futebol brasileiro. O Santos de Pelé também, ao fugir de campo em uma goleada para o São Paulo, que também tem suas tentativas de obter vantagem no tapetão. Todos têm, não só os clubes cariocas, muitas vezes beneficiados também por decisões esdrúxulas do tribunal.

Assim sendo, a sinuca de bico vai se afunilando quanto mais se pensa sobre o caso. Se a Lusa se safar, será ilegal e abrirá precedente para qualquer clube dizer que não houve má fé em erro próprio. Se o Flu se safar, será imoral, pois o clube que fez campanha pífia e mereceu a queda continuará na Série A, enquanto outro, que foi 12º colocado, cairá por um erro primário e sem sentido.

A impressão que fica é de que o perdedor será o futebol brasileiro, de uma forma ou outra. Nada é tão simples neste caso quanto parece. Sem vilões e mocinhos maniqueístas. E quem se dará bem, mais uma vez, será o STJD, com sua chance ao estrelato e seus advogados vestindo a camisa 10, não importando o resultado do dia 26 de dezembro.

domingo, 11 de março de 2012

Camisa 10, Jadson foi o diferencial do São Paulo FC em Campo




O São Paulo FC venceu a Portuguesa nesse domingo (11) no Estádio do Morumbi em partida de dois tempos distintos. A chave do jogo foi o meia armador Jadson, o camisa 10 que a torcida Tricolor tanto esperou que, no segundo tempo, finalmente fez a sua “estreia” com a camisa Soberana. No primeiro tempo, jogou mais uma vez fora de posição e mal apareceu. Na etapa complementar, jogou aonde gosta e foi o camisa 10 tão aguardado pelos tricolores

De novo, Leão inventa na disposição tática

Emerson Leão tem uma filosofia extremamente válida para o São Paulo em 2012: armar um time ofensivo que vença e convença. Até agora, foram quatorze jogos e apenas uma apresentação convincente, justamente na estreia. Para o jogo contra a Lusa, Leão inventou mais uma vez na armação do time. No meio, Denílson era o primeiro volante pela esquerda e Casemiro o segundo pela direita; Cícero era um volante pelo meio, a frente dos dois citados; Jadson era meia esquerda e Lucas pela direita, enquanto Luis Fabiano era o isolado centroavante.
Com isso, Jadson jogava totalmente fora de posição, sem armar, mas com a função de ser um terceiro atacante do time. As linhas ofensivas eram distantes. O trio de volantes jogava junto, mas com bastante distancia para os meias que, por sua vez, se isolavam de Luis Fabiano, sempre sozinho no meio de dois ou três defensores adversários. Distantes, ficou mais difícil para haver as tabelas e triangulações, e o time mais uma vez dependia das jogadas individuais, mas nem isso aconteceu.

Enquanto isso, a Lusa era quem dominava as ações e empurrava o São Paulo em seu campo de defesa, com Boquita tendo liberdade entre os volantes adversários e criando as jogadas. Soma-se a isso um São Paulo apático e sonolento, exceto por Rhodolfo, Casemiro e Luis Fabiano.

Leão corrige e Jadson comanda o time

No intervalo, Leão corrigiu seus erros capitais do time em campo. Armou a equipe como se espera, no 4-2-3-1 em que cada um fazia a função esperada. Jadson veio para o meio, na armação central (posição em que se destacou no Shaktar Donetsk e que foi contratado para jogar pelo Soberano), Fernandinho (que entrou no lugar de Casemiro) foi o ponta esquerda e Lucas continuou na ponta direita. 
Só que a Lusa abriu o placar em mais uma pane aérea da defesa são-paulina. Ricardo Jesus apareceu nas costas de Edson Silva, que marcava a bola, e abriu o placar. Cortez, que deveria estar atrás de Ricardo, estava no meio marcando Boquita ocupando a posição esperada de Denílson. Desarrumado desse jeito, o gol foi sofrido.

Destaque para o mal posicionamento de Cortez
Sorte do Tricolor que a reação veio logo depois, em jogada chave de Jadson. O armador apareceu entre as duas linhas defensivas da Lusa, atrás dos volantes e recebeu livre para concluir para o gol. O São Paulo era melhor em campo, melhor distribuído e com mais vontade, mas ainda sofria perigo quando Ananias fazia o que queria sobre o afobado Piris. Aos 21’, Jadson lançou Luis Fabiano que perdeu boa chance, em mais uma jogada bem trabalhada do time.

Jadson aonde se espera no 1º gol
Leão trocou Piris por Rodrigo Caio na lateral direita e Jorginho mexeu com Diego Silva no lugar de Henrique. Aos 27’, aconteceu a jogada que a torcida são-paulina tanto aguardava este ano. Jadson recebeu na meia direita e lançou para Luis Fabiano, que cortou o zagueiro e virou o jogo. Osvaldo ainda entrou na vaga do apagado Lucas, e melhorou o time, já que se apresentava mais para o jogo e voltava para compor a marcação, coisa que o camisa 7 não faz e ajuda a complicar o fraco setor direito defensivo Tricolor. Rodrigo Caio e Denílson agradeceram a ajuda de Osvaldo e o time passou a sofrer bem menos pelo setor. Fernandinho fazia a mesma função pela esquerda, ajudando Cícero e Cortez, só que com a bola o camisa 12 continuou  mesmo fominha de sempre.

O jogo terminou com a virada tricolor, onde Jadson foi o maestro da camisa 10 esperado, fazendo um ótimo segundo tempo e Luis Fabiano teve com quem tabelar, fazendo também a sua parte. Resta saber se Leão não vai inventar mais e deixar cada jogador em sua posição, além de conseguir mais vibração para o time. Lucas, pela direita, também é um “problema” se continuar prendendo demais a bola e não recompondo o time pelo setor. Osvaldo começa a merecer uma vaga.

Imagens: Facebook/SãoPauloFC; footballuser.com; Reprodução; Wander Roberto/VIPCOMM

terça-feira, 6 de março de 2012

Quem são os candidatos a zebra da Copa do Brasil 2012?


Em 2005, Santo André surpreendeu em pleno Maracanã


A pergunta feita no título não é de fácil resposta. A Copa do Brasil é um torneio já tradicionalmente conhecido por suas zebras, como no campeonato vencido pelo Criciúma em 1989, ou por Juventude (1999), Santo André (2004) e Paulista (2005) ganhos em pleno Rio de Janeiro contra Botafogo, Flamengo e Fluminense, respectivamente. Mas e em 2012, quem são os candidatos à surpresa? E quem são os favoritos? O Tabela Online usa a sua bola de cristal para fazer um raio-x do torneio mais democrático do país.


Zebras:

Atlético – GO: A boa campanha no Brasileirão-11 credencia o Dragão à zebra este ano. Bida e Marcão continuam na equipe, que perdeu o bom zagueiro Anderson para o Fluminense mas trouxe Fernando Bob, revelação do Tricolor Carioca.

Atlético – PR: Rebaixado em 2011, o Furacão tenta se reerguer este ano e aposta mais uma vez no talento do experiente Paulo Baier e de Marcinho. O atacante Bruno Mineiro vem se destacando no time que conquistou o primeiro turno do Campeonato Paranaense. A Arena da Baixada seria um trunfo para o time se não estivesse em reformas para a Copa de 2014.

Bahia: Quase rebaixado em 2011, o time agora é comandado por Paulo Roberto Falcão. Vem jogando bem no Campeonato Bahiano com um time de jogadores “exilados dos grandes”, como Fahel, Lulinha, Ciro, Morais, Zé Roberto e Souza. Quem sabe este ano?

Figueirense: O Alvinegro surpreendeu ao quase se classificar para a Libertadores em 2011, na excelente campanha do Brasileirão. Com o destaque, o time sofreu com as perdas importantes de Bruno, Roger Carvalho, Edson Silva, Juninho, Maicon e Wellington Nem. Um time desconfigurado e que terá de se reconstruir para brigar por um título nacional em 2012.

Goiás: Ainda na Série B do Brasileirão, o Esmeraldino não parece ter força para ser campeão nacional este ano. Iarley é a carta na manga. Muito pouco.

Guarani: A ótima campanha no Campeonato Paulista credencia o Bugre a voar mais alto na Copa do Brasil também. O zagueiro Domingos é o líder deste time, que também conta com o experiente Fumagalli e a revelação Ronaldo.

Náutico: A maior aposta do Alvirrubro deverá ser, de novo, o Estádio dos Aflitos. Mesmo assim, os comandados de Waldemar Lemos  não parecem ter forças para derrubar nenhum grande este ano.

Ponte Preta: Subiu da Série B para a A no Brasileirão em 2011, mas não vem empolgando no Campeonato Paulista. Está bem atrás do rival Guarani e depende muito de Renato Cajá, que parece outro quando veste a camisa da Macaca. Candidato a zebra, no máximo.

Portuguesa: A “Barcelusa” de 2011 ficou no passado. O time de 2012 vem tendo dificuldades no Campeonato Paulista e está longe de empolgar como no ano passado. Além disso, perdeu talentos como Marco Antônio e Edno. Pode ser mero espectador este ano se não se reforçar.

Sport: Campeão em 2008, o time não tem o caldeirão da Ilha do Retiro – ou Ilha de Lost na campanha vitoriosa de quatro anos atrás – como uma arma tão importante desta vez. A experiência de Marcelinho Paraíba e do goleiro Magrão são as principais armas do Leão de Recife.

Vitória: Comandado por Toninho Cerezo (que já está balançando no cargo), o Leão Baiano vem tropeçando no Campeonato Baiano. A exemplo de seu rival, é mais um clube de exilados da bola, como os zagueiros Rodrigo (ex São Paulo) e Victor Ramos (ex Vasco e mais conhecido como namorado da ex-panicat Nicole Bahls) e os meias Lúcio Flávio, Pedro Ken e Tartá. Não parece ser o Vitória de anos atrás que assustava os grandes.

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