Mostrando postagens com marcador Pep Guardiola. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Pep Guardiola. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Obrigado por nos fazer sonhar com o futebol mais uma vez, Pep!


Foram quatro anos. 18 campeonatos disputados e 13 conquistados, seis deles em 2011. Saldo de gols acumulado de 440 gols, com porcentagem de apenas 8,6% de derrotas em partidas oficiais. Números incríveis que fizeram Pep Guardiola e o seu FC Barcelona sinônimos inseparáveis, tas quais sucesso, alegria, discrição, educação, arte e vitórias.


Nesta sexta-feira (27), uma era chegou ao fim, com o anúncio oficial do desligamento de Guardiola do clube catalão. O ex-técnico disse que o tempo foi o que o desgastou no comando da equipe. “Quatro anos no banco do Barcelona é uma eternidade. Eu preciso descansar. A exigência foi muito alta e o treinador tem que ser muito forte. Sei que o Barça é um lugar privilegiado, mas acho que consegui cumprir meu papel. Quero agradecer aos jogadores que tornaram realidade aquilo que havíamos imaginado. Tenho que recuperar a paixão no primeiro ano. O culpado? O tempo”, diz para, logo após, abraçar o presidente Sandro Rossell e o diretor-esportivo Andoni Zubizarreta.

A era do primeiro time de futebol arte do século XXl chega ao fim neste dia 27 de abril. Isso não quer dizer que o novo técnico do Barça, o ex-assistente de Pep, Tito Vilanova, não consiga dar continuidade ao trabalho. Pelo contrário, até acredito que o FC Barcelona voltará mais “esfomeado” do que nunca por títulos na próxima temporada, após os recentes fracassos. Mas o Barcelona de Pep Guardiola, pelo menos de sua primeira passagem, chegou ao fim.

Obrigado Pep, por nos fazer acreditar que é possível jogar, encantar, ganhar e sonhar com o futebol mais uma vez.


segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Piqué: "Guardiola é o segredo do sucesso"

Gerard Piqué ocupa lugar de destaque em qualquer lista dos melhores jogadores de defesa da atualidade. O elegante camisa 3 do Barcelona conseguiu combinar força, inteligência e habilidade para transformar-se em um dos zagueiros mais completos dos últimos anos.

Ganhador de tudo quanto é título com a equipe azul-grená, e eleito pela segunda vez consecutiva para a Seleção Mundial da FIFA/FIFPro, Piqué conversou com o FIFA.com sobre o extraordinário momento e os desafios pela frente em nível individual e coletivo.

FIFA.com: Como se sente por fazer parte da seleção do mundo?

Gerard Piqué: É um orgulho estar ao lado dos melhores do mundo. Mais ainda porque os onze jogadores foram eleitos pelos próprios colegas, que são quem mais entende.

O prêmio foi a conclusão de um ano incrível, em que você ganhou quase tudo com o Barcelona. Qual foi o segredo dos sucessos?

Pep Guardiola. Desde que ele chegou ao clube, o que nos mantém no patamar mais alto é a forma como ele nos motiva e enxerga o futebol. No ano passado ganhamos quase tudo, o que me enche de orgulho e satisfação, até porque estou em casa, no clube onde nasci e pelo qual sempre torci.

Falando de Guardiola, poderia nos explicar um pouco mais o que faz dele um treinador especial?

Ele vê o futebol melhor do que ninguém, e ainda explica melhor do que ninguém. Muitos técnicos dizem para se movimentar pela direita ou pela esquerda, mas ele dá os motivos e faz com que a gente entenda claramente o porquê. Sem que a gente se dê conta, cada dia aprendemos mais e começamos a tomar as próprias decisões dentro de campo. E então vem a motivação que ele nos dá. Muitas equipes meio que perderam a fome de vitória depois de muitos títulos. No nosso caso, a fome é cada vez maior. Queremos voltar a sentir o prazer e a sensação de ser os melhores. O Pep não nos deixa relaxar demais e está sempre atrás de nós para que possamos dar tudo.

O próprio Guardiola nos falou sobre a importância de tratar os jogadores como adultos e responsabilizá-los pelo que fazem...

Ele nos faz sentir como profissionais. Parece nos dar mais liberdade, mas na verdade o que ele nos dá é poder de decisão. É como se dissesse: 'Quer mesmo estar entre os maiores e ganhar muitos títulos? Depende de você. Pode voltar para casa na véspera do jogo, fazer o que quiser, mas você sabe que, se não fizer as coisas direito, não vai jogar no dia seguinte.' Deste modo, amadurecemos muito mais. É como se devêssemos algo a ele, o que faz com que a gente precise render bem em campo.

Chama a atenção o fato de que este Barcelona conseguiu render o máximo nas partidas decisivas, como contra o Manchester United ou nos clássicos contra o Real Madrid...

Contra o Manchester, na minha opinião fizemos uma partida brilhante. Não apenas uma das melhores de que participei, mas também uma das melhores que já vi. Não foi só o resultado, mas a forma como atuamos, jogando bem, dominando a partida, criando chances. Uma final costuma ser muito nervosa, com as duas equipes tentando buscar um gol para depois segurar o 1 a 0. Contra o Real acontece o mesmo. Como já estamos acostumados a jogar tantas partidas como se fossem finais, a equipe sabe render nesses grandes momentos, e são essas as pequenas diferenças entre ganhar e não ganhar um título.



Nesta temporada, o Barcelona passou a usar três zagueiros. Quando surgiu a ideia e como ela foi desenvolvida?

Foi mais ou menos na pré-temporada. O professor resolveu assim porque achou que éramos previsíveis demais, todo mundo nos conhecia e se fechava atrás quando nos enfrentava. A ideia do 3-4-3 é ser mais ofensivo, ter a posse de bola por mais tempo e criar mais chances de gol. Começamos a trabalhar na pré-temporada. Durante a temporada foi necessário ganhar confiança, porque não é um sistema fácil.

Especialmente para um zagueiro...

É necessário correr muito mais. No fim dos jogos, noto que estou mais cansado porque há mais ataques e é necessário cobrir as laterais. É mais desgastante para os zagueiros. Mas tem sido muito bom para mim no aspecto individual, porque me deu versatilidade.

Você já teve o privilégio de trabalhar com Guardiola e Alex Ferguson. Os dois são muito diferentes?

Sim. O Ferguson é um manager, muitos dias nem vai para o gramado, fica no escritório e atua em diversas funções dentro do clube. Acho que é mais como um pai, pelo menos assim foi comigo, quando cheguei lá com apenas 17 anos. Era um grande motivador. As palestras dele antes da partida eram sensacionais. O Guardiola passa o dia todo com os jogadores e depois assiste a dez horas de vídeos para nos oferecer algumas imagens dos adversários, de como atacá-los. Talvez a diferença esteja no tempo de carreira de cada um: o Pep está apenas começando, enquanto "Sir" Alex tem muito mais experiência.

Também há grandes diferenças quanto às funções do técnico na Espanha e na Inglaterra...

Sim, inclusive os bancos na Inglaterra são elevados e não têm proteção, fica todo mundo sentado praticamente ao lado do torcedor. As culturas são diferentes. O futebol também é diferente. Na Inglaterra tudo é muito passional, é uma festa: o clima é espetacular, o estádio está cheio, a torcida apoia sempre, mesmo na derrota. Na Espanha, culturalmente, é mais complicado, porque as pessoas ficam mais em casa, e os estádios só ficam cheios nos jogos mais importantes. Talvez nesse sentido sejamos um pouco mais frios, apoiemos menos, mas certamente somos mais exigentes.

O ano de 2011 foi excelente, mas 2012 começa com grandes desafios, já que o Real lidera o campeonato com boa vantagem. Quais são as suas reflexões?

Quando você ganha o que nós já ganhamos, acho que as coisas ficam mais complicadas, porque os rivais dão 110%. Para eles, conseguir nos derrotar é uma conquista. Além disso, o mundo inteiro vê as nossas partidas e as analisa. Por mais que a gente queira tentar coisas novas, mudar detalhes, o adversário sabe como jogamos, se posiciona atrás, tenta se defender com seis ou sete, especialmente quando jogamos fora de casa. No Camp Nou, o campo é bem maior, há muitos espaços, a torcida aperta e é mais fácil. Ultimamente também tem faltado sorte. Só o que podemos fazer é continuar trabalhando. Os triunfos chegarão e os títulos voltarão, não tenho dúvida.

Fonte: Fifa
Imagens: AFP

domingo, 25 de dezembro de 2011

Jogos históricos - FC Barcelona 1 x 2 São Paulo FC - Dentre os grandes, és o primeiro



A partir de hoje o Tabela Online começa com uma série que há muito tempo sonhava em fazer. São análises de jogos históricos, partidas, equipes e jogadores que viraram lendas no futebol. E para começar, nada melhor do que uma final de Mundial Interclubes do time que que é moda, o FC Barcelona, contra outro time brasileiro, só que com um final bem diferente. Era o Dream Team do Barça de Laudrup e Guardiola, chefiados por Johan Cruijff contra o São Paulo FC de Raí, Zetti e do maior técnico do futebol brasileiro, Mestre Telê Santana.

Táticas - Os embriões do futebol moderno

Para a minha surpresa, ao analisar os times em campo, percebi a disposição tática que é usada hoje em dia e tido como "nova". Enquanto o Barça jogava em um 3-4-3 muito parecido com o usado por Pep Guardiola hoje em dia, que encanta a todos, Telê dispôs o São Paulo em uma espécie de 4-2-3-1 que virou moda de 2009 para cá na Europa e, consequentemente, no mundo. Não é exagero dizer que estas duas equipes moldaram o que vemos de melhor no futebol atual.

O FC Barcelona apostava na segurança de Zubizarreta e em três zagueiros que saíam para jogar, Guardiola comandando o meio e a saída de bola, dois volantes com saída, um "camisa 10" para articular o meio ofensivo e chegar como falso 9 às vezes e dois pontas no ataque. Coincidência com o Barça de hoje em dia? Não creio.

Já o São Paulo FC se moldou para esta partida, em relação à equipe que havia ganho a Libertadores aquele ano. Se antigamente o time jogava no 4-4-2, agora o Tricolor de Mestre Telê havia mudado seu esquema para o 4-2-3-1, com Raí mais centralizado e com liberdade para encostar no ataque, Adilson passando de volante para zagueiro, Palhinha de atacante para meia, Cafu de lateral para meia e ainda os acréscimos de Vítor na lateral direita e o experiente Toninho Cerezo no meio, dando o toque de qualidade que faltava paa ajudar Raí na armação qualificada.

1º Tempo - Barça com mais posse, Sampa mais objetivo

O DNA que Johan Cruijff implantou no Barcelona e resiste até hoje era o de manter a posse de bola, girando até achar um espaço para entrar tocando na área adversária. Koenman era o líbero do time, mas quem comandava a orquestra era o jovem Gradiola, de 21 anos, e a lenda dinamarquesa Michael Laudrup, com Hristo Stoichkov, o maior jogador da história do futebol búlgaro na ponta esquerda. A troca de posicionamento em campo era algo comum neste time também. Com isso, o Barça dominou o início de jogo, contando ainda com um golaço de Stoichkov de fora da área aos 12.

Depois do gol, o São Paulo se acalmou e entrou mais no jogo. O Tricolor tinha um estilo também de toque de bola, mas era mais objetivo e vertical, quando tinha a bola ia sempre em direção ao gol. Muller ficava um pouco isolado na frente, mas usava a velocidade para partir pra cima, principalmente de Ferrer, que o marcava pela faixa esquerda. Em uma jogada destas, o camisa 7 "quebrou" Ferrer e cruzou para Raí entrar na área e, de cintura, empatar o jogo.

Ao contrário do que se vê hoje em se tratando de Mundial Interclubes, o clube sulamericano não ficou se defendendo e jogando no erro adversário. Pelo contrário, o São Paulo foi até ligeiramente melhor em campo, se impondo e jogando de igual para igual. Ronaldão era um monstro na zaga, não perdia uma e até deu um carrinho perigoso em cima de Stoichkov, que o deixou "miúdo" o resto do jogo. Cafu era boa opção pela ponta direita, enquanto o Barça dependia muito de Guardiola, já que Laudrup jogava muito avançado e pouco armava. Mesmo assim, o jogo era sensacional, a ponto de Ferrer e Ronaldo Luiz salvarem uma bola em cima da linha de cada lado. Muller quase fez um gol antológico de cobertura, se não fosse o zagueiro catalão.

2º Tempo - Raí decide!


Veio o segundo tempo e o jogo pegou mais fogo ainda. Ambas as equipes voltaram melhores e mais dispostas, com seus técnicos arrumando seus times no intervalo. Cruijff recuou Laudrup para armar o jogo e deu mais liberdade para o zagueiro Witschge avançar pela esquerda, em cima de Cafu.
Enquanto isso, o São Paulo tinha Ronaldo Luiz avançando mais pela lateral esquerda e Muller se movimentando mais na frente, segurando Koenman e Ferrer.

O jogo ainda era lá e cá, com o São Paulo mais objetivo em campo, até Palinha sofrer falta na entrada da área aos 34'. Em jogada ensaiada exaustivamente durante a temporada por Telê, Raí rolou, Cafu parou a bola e Raí mandou a redonda no ângulo de Zubizarretta, que nem se mexeu. Golaço!

Com o 2 a 1, Telê tirou o experiente Cerezo e colocou Dinho, para reforçar a marcação. Mas o Barça não ofereceu mais perigo, enquanto o São Paulo esteve muito perto de matar o jogo em contra-ataques, principalmente com a velocidade de Cafu. Mesmo estando no final de temporada e jogado mais de 90 (!) partidas no ano, o time do São Paulo estava muito mais inteiro fisicamente em campo do que o Barcelona. Grande parte disso se devia ao trabalho de Moracy Santana, preparador físico do time e braço direito de Telê.


Foi o primeiro título mundial do São Paulo FC, ganhado indiscutivelmente e com superioridade sobre o melhor time do momento na Europa e, até então, o maior time do gigante FC Barcelona em sua história. Mesmo Cruijff, que havia desdenhado do São Paulo em público anteriormente, chamando os jogadores de lentos e dizendo que o seu time era imbatível, se rendeu ao São Paulo FC e disse: "fomos atropelados por uma Ferrari". E foram. Para desespero de jogadores como Ferrer, que choraram no vestiário após o jogo. Para a alegria de um clube que, a partir daí, se tornava um Soberano e, dentre os grandes, o primeiro.



Imagens: Reprodução

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Um time que ganha de 8x0 e tira os zagueiros



Quem leu o título da matéria, pode duvidar que esse time exista de fato. Mas existe. E, ano após ano, título após título, jogo após jogo, o FC BArcelona continua a quebrar todos os paradigmas que nós, comentaristas esportivos (afinal, todo torcedor é um) fizemos durante mais de 100 anos de história futebolística.

"Mordido" após dois empates seguidos, algo raríssimo hoje em dia pelos lados do Camp Nou, o Barça entrou em campo contra o Osasuna, que acabou pagando o preço. O time que Pep Guardiola mandou á campo era incrívelmente ofensivo. O 4-3-3 inicial era o de sempre, com Dani Alves mais como meia do que como lateral. Puyol, Mascherano e Abidal completavam a defesa. No meio, Busquets fazia a proteção, com Xavi na direita e Thiago Alcântara na esquerda. Messi e Fábregas ficavam mais a frente na armação e conclusão, enquanto David Villa era o único atacante de ofício. O Barça comandava a posse de bola e o jogo, como virou praxe, e a primeira etapa terminou em incíveis cinco gols a zero para os donos da casa, gols estes marcados por Messi (5' e 41'), Fábregas (13'), David Villa (34') e até Roversio, zagueiro do Osasuna resolveu marcar a favor do Barça, aos 41'.


Veio a segunda etapa e o Barcelona continuou com intensidade e força, parecendo que o jogo estava 0x0. Xavi encobriu o goleiro aos 12' e aumentou. Guardiola queria mais. Time ganhando de 6 a 0, jogo fácil e... o técnico jogou o time mais para frente, tirando os dois zagueiros de origem!

Vieram Adriano, Maxwell e Afellay e saíram Puyol Abidal e Xavi. O esquema agora era uma espécie de 3-5-2, com Adriano, Mascherano e Maxwell na zaga, Dani Alves e Afellay nas alas, Busquets como protetor no meio, e um losango mais a frente, com Thiago, Fábregas e Messi mais adiantado. Villa continuava como ponta esquerda. COm bastnate movimentação, o carrosel catalão fez mais dois gols, com Villa aos 31' e Messi aos 33', completando o hat-trick do argentino.

 

A goleada parou por aí mesmo, mas o futebol apresentado pelo Barça foi algo de outro mundo, inexplicável e estúpidamente ofensivo. Quem acompanhou o jogo, agradece.

Imagens: EFE; Gustau Nacarino/Reuters

Twitter Delicious Facebook Digg Stumbleupon Favorites More

 
Design by Free WordPress Themes | Bloggerized by Lasantha - Premium Blogger Themes | Affiliate Network Reviews