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sábado, 9 de novembro de 2013

Ibra faz 3, Lucas entra bem e PSG vence o OGC Nice


Jogando no Parc des Princes, o PSG venceu mais uma partida na Ligue 1 e continua abrindo vantagem na liderança do torneio. A vítima da vez foi o OGC Nice, em mais um dia de show de Zlatan Ibrahimović e de uma breve, porém marcante atuação de Lucas Moura.

Começo preguiçoso

Após um início sonolento, o PSG foi acordando no jogo e começou a dominar o território como de costume O Nice apostava na linha de impedimento, o que dava muito espaço para o ataque parisiense, mas os donos da casa quase sempre caiam na armadilha adversária. O Paria só conseguiu um ataque eficiente aos 39’, quando Van der Wiel fez um cruzamento maravilhoso de primeira para Zlatan Ibrahimović, que dividiu com o goleiro para abrir o placar no Parc.

Ibra continua a festa e Lucas muda o jogo

Na segunda etapa, o PSG tratou de aumentar a vantagem logo aos 57’, quando Cavani recebeu belo passe de Ibra, mas foi derrubado pelo goleiro Veronese dentro da área. Zlatan cobrou com qualidade e fez o segundo no jogo, ultrapassando assim Nenê e se tornando o 10º maior artilheiro da história do PSG. O Nice chegou a diminuir aos 75’ com Pejcinovic, após um cruzamento rasteiro de Puel.

Porém, aos 75’, Lucas entraria em campo e mudaria o jogo. O brasileiro substituiu o apagado Pastore e, com 15 segundos em campo, fez boa jogada na linha de fundo e cruzou na cabeça de Ibrahimović, que só escorou para a rede, marcando seu terceiro gol em campo, o oitavo nesta Ligue 1 e o 50º com a camisa do PSG. Lucas ainda proporcionou outras belas jogadas, sempre acelerando pela direita e infernizando a defesa do Nice, para a alegria dos torcedores parisienses.

Vitória final do PSG, que mantém a liderança e, de quebra, aumenta a vantagem para o rival Monaco (que só empatou em casa com o Evian). Destaque negativo para mais uma partida apagada de Pastore, mas destaque positivo para o jogaço de Thiago Motta, Grégory Van der Wiel Lucas Moura e, é claro, Zlatan Ibrahimović.

Imagens: L'Équipe; WhoScored.com

sábado, 17 de agosto de 2013

Just Fontaine, maior artilheiro de uma Copa, completa 80 anos


O recorde mais antigo da história do esporte continua de pé. Desde 1958, ninguém conseguiu bater a marca de Just Fontaine, marroquino que defendeu as cores da França no Mundial da Suécia daquele ano, fazendo 13 gols em uma única edição.

Natural de Marrakech, Fontaine é filho de pai francês e mãe espanhola. Começou a carreira no tradicional USM de Casablanca (Marrocos), mas logo se transferiu para o Nice em 1953 e iniciou sua aventura na França. Por Les Aiglons, fez 43 gols em 69 jogos, ganhando a Copa da França em 1954 e o Campeonato Francês em 1956. Assim, acabou se transferindo para o maior clube francês da época, o Stade de Reims. 

No Rouge et Blanc, chegou para substituir o ídolo Raymond Kopa, que havia se transferido ao Real Madrid. Foram 122 gols em 131 jogos durante seis temporadas arrasadoras que culminaram em três Campeonatos Franceses, uma Copa da França, duas Supercopas da França e um vice da Liga dos Campeões da Europa.

Mas seu momento mais iluminado foi em 1958, na mítica Copa do Mundo da Suécia. Com a contusão de Thadée Cisowski, o técnico dos Bleus Albert Batteaux escalou Just Fontaine ao lado de Kopa. E não se arrependeu.

"O Justo era o atacante que correspondia perfeitamente ao meu estilo de jogo, porque ele pressentia o que eu estava fazendo e eu tinha certeza de que iria achá-lo ao final de um drible", disse Kopa, melhor jogador daquele Mundial.

Baixinho (1,74m), Fontaine mostrou seu repertório de velocidade, dribles curtos, chutes certeiros e boa impulsão. "Pulo tão alto para cabecear a bola que, quando desço, tenho neve nos cabelos", brincou uma vez. O “Justo”, como era chamado, estava endiabrado naquele Mundial. Com a camisa 17, fez 13 gols - sete de direita, cinco de canhota e um de cabeça -, marca até hoje insuperável. A França só foi eliminada nas semifinais para o Brasil de Pelé, Didi e Garrincha.

Todos os 13 gols de Fontaine na Suécia em 1958

“Fiz os gols porque o meu entrosamento com o Kopa foi bom desde o começo, porque todos estávamos felizes de jogar juntos e porque a equipe praticava um futebol ofensivo. Em seis partidas, chegamos a fazer 23 gols", disse o artilheiro.

Fontaine e Jairzinho - em 1970 - são os únicos jogadores a marcarem ao menos um gol por partida de Copa do Mundo. Just marcou 30 gols em 21 jogos pelos Bleus, média de 1,43 gol por jogo, e é atualmente o quinto maior artilheiro da história da seleção, ao lado de Jean-Pierre Papin.

Sua carreira foi abreviada em março de 1960, quando fraturou a tíbia e o perônio da perna direita em jogo contra o Sochaux e nunca conseguiu se recuperar totalmente da lesão, tendo problemas até hoje. Depois de se aposentar como atleta, fundou a União Nacional dos Futebolistas Profissionais, o sindicato dos jogadores da França. Foi também técnico, assumindo a França – sendo demitido após dois jogos -, Paris Saint-Germain, Toulouse e a seleção de Marrocos.

Hoje, mora na Rue Franc 13, centro de Toulouse, cercado de troféus como um fuzil entregue por um jornal sueco pela artilharia de 58 e uma chuteira de ouro presenteada pelo inglês Gary Lineker, artilheiro do Mundial de 1986.

Neste domingo, 18 de agosto de 2013, Just Fontaine completa 80 anos com muita lucidez e ainda colhendo as glórias de manter o recorde mais antigo da história do esporte mundial. “Eu achei, por muito tempo, que alguém fosse capaz de bater meu recorde, mas já se passaram 55 anos e até agora nada. Atualmente, eu começo a duvidar dessa possibilidade”, afirmou a lenda ao site Globoesporte.com.

Curiosidade: 

Fontaine quase atuou no Brasil. “Em 1959, um ano depois de eu ter vivido meu auge na Copa da Suécia, o Botafogo ligou para o presidente do Reims porque queria me contratar. A transferência, infelizmente, não aconteceu porque o Kopa já havia saído alguns anos antes para Real Madrid. E o presidente não queria que outro atacante da equipe saísse. Tanto que eu tinha um contrato de três anos, assinado. Acho que o dinheiro era pouco para garantir a transferência, não sei. Nesse período de 'indecisão', já em 1960, quebrei minha perna e não pude seguir com a minha carreira depois. Eu gostaria muito de ter jogado no Brasil porque adoro o futebol brasileiro”, afirmou o atacante, que chegou até a pedir para Pelé autografar seu gesso em 1960.

Artilharia da Copa do Mundo

13 gols: Just Fontaine (FRA) em 1958
11 gols: Sandor Kocsis (HUN) em 1954
10 gols: Gerd Müller (GER) em 1970
9 gols: Ademir (BRA) em 1950 e Eusébio (POR) em 1966
8 gols: Guillermo Stábile (ARG) em 1930 e Ronaldo (BRA) em 2002

Jogadores com mais gols na história da Copa do Mundo

15 gols: Ronaldo (BRA) em três edições (1998, 2002 e 2006)
14 gols: Gerd Müller (GER) em duas edições (1970 e 1974) e Miroslav Klose (GER) em três edições (2002, 2006 e 2010)
13 gols: Just Fontaine (FRA) em 1958 
12 gols: Pelé (BRA) em quatro edições (1958, 1962, 1966 e 1970)
11 gols: Sandor Kocsis (HUN) em 1954 e Jürgen Klinsmann (GER) em três edições (1990, 1994 e 1998)

Imagens: Getty Images

domingo, 21 de abril de 2013

Ibra desequilibra e PSG derrota o Nice


Jogando em casa, o PSG não encontrou muitas dificuldades para derrotar o bom time do Nice. Mesmo sem Lucas (com dores na costela), mas com Zlatan Ibrahimović inspirado, o Paris deu mais um grande passo rumo ao título francês.

Parece que o PSG sentiu os efeitos da eliminação da Copa da França no meio de semana e entrou em campo mais ligado diante do Nice. Nos dez primeiros minutos, os donos da casa fizeram a pressão costumeira, mas com mais vontade do que anteriormente. O resultado foi um gol de Ménez, após Ibra puxar contragolpe e cruzar para Pastore, que limpou belamente o goleiro e deixou o francês de frente ao gol. Mas foi só.

Após o gol, o PSG foi se acomodando e perdendo o interesse na partida, como de costume. Criou apenas mais uma chance, após mais uma boa jogada de Ibra, que serviu Ménez de novo, mas este desperdiçou. Aliás, o camisa sete foi um dos destaques positivos, mostrando mais vontade em campo do que nos últimos jogos e fazendo o PSG ter uma mais presença na definição de jogadas. Já o Nice não conseguiu furar a boa defesa parisiense, com Cvitanich bem apagado. O lance mais curioso da primeira etapa foi o beijo no pescoço de Civelli em Ibrahimović, que não gostou nada e o empurrou. Ambos se estranharam desde o primeiro minuto, com várias provocações e receberam cartão amarelo após o emblemático lance.

No segundo tempo, o Paris voltou disposto a não dar chance ao adversário. Com boa atuação do sistema defensivo, o time era seguro e criava em contra-ataques, mas Ménez desperdiçava boas chances. Até que, aos 63’, o goleiro Ospina (que vinha fazendo grande partida) se atrapalhou em saída de bola e fez pênalti em Lavezzi, além de ser expulso. Zlatan Ibrahimović converteu com categoria. Antes do apito final, Ibra tabelou com Matuidi e tocou para Chantôme fechar o placar.

Boa vitória do PSG sobre o Nice, que briga por uma vaga na Liga Europa. Agora, o tricampeonato parisiense parece ser questão de tempo, com nove pontos de vantagem faltando apenas cinco jogos.

Imagens: AFP; L'Équipe; Franck Fife

sábado, 1 de dezembro de 2012

OG Nice 2x1 PSG – A gota d’água


Há coisas que o dinheiro não compra. Organização tática, vontade de vencer, determinação e sabedoria são algumas destas coisas que não vêm de graça. E o multimilionário Paris Saint-Germain está aprendendo isso.

Neste sábado (1º), os Rouge et Bleus fizeram mais uma apresentação patética e perderam para o OG Nice, oitavo colocado e muito inferior tecnicamente (e financeiramente). Mais uma vez, Ancelotti apostou na involução de seu time, escalando-o no 4-3-3 (esquema que se mostrou N vezes estar errado) e viu seus comandados entrarem em campo como se estivessem passeando em uma loja da capital francesa.

Cvitanich, ótimo jogador argentino, abriu o placar para os donos da casa aos 76’, dando um baile no sempre inoperante Van der Wiel. Ibrahimović esboçou uma reação parisiense seis minutos depois, em forte cobrança de falta. Mas Cvitanich continuou seu baile em cima do lateral holandês do Paris e cruzou para Eysseric dar a vitória ao Nice aos 86’.

Resultado justíssimo. Ao Paris, resta recolher os cacos mais uma vez. Foi a terceira derrota do time na Ligue 1, além da eliminação da Copa da Liga Francesa e conviver com um time que não convence em hora nenhuma, não evolui (pelo contrário, só involui), tem sérios problemas no vestiário e um técnico que vive de passado, com um PÉSSIMO trabalho a frente do clube, com decisões erradas e muita teimosia.

Se a diretoria não tomar nenhuma atitude o mais rápido possível, descobrirá que nem os milhões despejados por xeiques árabes compram o sucesso no futebol.

Imagens: AF; L'Equipe

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