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quarta-feira, 10 de abril de 2013

De cabeça erguida: PSG empata com Barça e é eliminado da UCL


Dois jogos muito disputados. Dois empates com as equipes jogando de igual para igual. O vencedor só foi definido pelo critério de gols fora. Quem, há meses, imaginaria que este seria o roteiro de um duelo de quartas de finais da Uefa Champions League entre Barcelona e PSG?

Como no jogo de ida, Barcelona e PSG começaram jogando para vencer. Com maior posse de bola, o Barça tocava bem, mas não conseguia adentrar a defesa parisiense, sentindo a falta da mágica de Messi, no banco de reservas. Já o Paris apostava nos contragolpes puxados por Lucas (direita) e Lavezzi (esquerda), sempre nas costas dos laterais.

E foi o PSG que criou as principais oportunidades, mas esbarrou em Valdés. A marcação funcionava com Motta mais recuado ao lado de Verratti, mas com Pastore voltando bastante para ajudar na marcação em especial sobre Dani Alves. No final, o empate sem gols não fez jus ao ótimo nível técnico da etapa inicial.

Na volta do intervalo, o PSG abriu o placar logo aos 50’, em contra-ataque que Pastore definiu com categoria. O sonho estava próximo. Mas, na sequência, entrou Messi em campo. Mesmo visivelmente machucado, andando em campo, o camisa 10 fez a jogada que resultou no gol de empate culé, feito pelo predestinado Pedro, aos 70’. O PSG tentou ir para cima nos minutos finais, fazendo a torcida catalã ficar apreensiva, mas não deu tempo. Empate e classificação do poderosíssimo FC Barcelona.

Porém, a imagem que fica é de triunfo para os parisienses, que jogaram sem medo diante do fantástico Barça e não perdeu nenhum dos dois jogos. Prova de que o projeto está no caminho certo e que o clube será muito mais respeitado a partir de agora. Já está no nível dos grandes.

Imagens: Reuters; L'Équipe

terça-feira, 2 de abril de 2013

PSG 2-2 Barça: Jogão em Paris


Um grande jogo. Foi assim a noite em Paris, fazendo jus ao clássico entre PSG e Barcelona. PSG atacando mais do que o esperado, erros de arbitragem, Messi, Ibra, Xavi, Lucas, Iniesta, Beckham, todos os ingredientes possíveis se juntando ao caldeirão pulsante do Parc des Princes. No final, o empate em 2 a 2 foi justo e emocionante, deixando a vaga ainda aberta.

Primeiramente, há de se ressaltar Carlo Ancelotti. Muito criticado nesta temporada por suas retrancas, desta vez foi contra a maré, justamente diante do melhor time do mundo. Armou a equipe no 4-4-2 habitual, mas deu liberdade para avançar as linhas e compactar a equipe. Com isso, o Paris criou as melhores chances na primeira etapa, com Lavezzi acertando a trave e Lucas infernizando pelo lado direito. Mesmo assim, quem abriu o placar foi o Barça. Dani Alves fez um passe primoroso para Messi, que não perdoou. Apesar disso, ficou a ótima impressão do PSG, com Beckham e Pastore também muito bem e Thiago Silva mostrando sua categoria.

O Barcelona voltou para o segundo tempo sem Messi, contundido. Mesmo assim, os Blaugranas dominaram o jogo, mas criaram pouco. O meio do PSG parecia cansado e era engolido pelo adversário. Ancelotti fez de tudo, ao colocar Verratti, Ménez e Gameiro. E Ibrahimović, que vinha fazendo mais uma partida apagada em mata-matas da Champions, empatou o jogo aos 79’, após aproveitar (impedido) cabeçada de Thiago Silva.

Quando a partida parecia definida, tudo mudou. Aos 89’, Sirigu fez pênalti bobo em Alexis Sánchez e Xavi aproveitou para cobrar com categoria. Mas os minutos finais reservavam mais emoções. No último lance, aos 94’, o PSG jogou a bola para a área. Ibra (em sua sexta assistência nesta UCL) escorou para Matuidi acertar um chute (com desvio do jovem Bartra) e vencer Valdés, empatando o jogo. Destaque também para Thiago Silva, um gigante em campo.

O empate serviu para mostrar que o PSG pode jogar de igual contra o Barcelona e que o time ainda está vivo para o jogo de volta, na quarta-feira (10) no Camp Nou. Matuidi e Mascherano serão os desfalques, por suspensão, enquanto Messi e Puyol são dúvidas. Mas a vaga ainda está aberta.

Imagens: AFP; L'Équipe

terça-feira, 12 de março de 2013

La màgia està de tornada!


O time que encanta o mundo desde 2009 vive seu maior momento de crise desde então nos últimos dias. Após insucessos diante do maior rival, o Real Madrid CF, e derrota por 2 a 0 no jogo de ida para o AC Milan, jogando futebol fraco, tudo levava a crer que aquele incrível FC Barcelona estaria com os dias contados. Mas a magia está de volta, como diz em catalão o título deste texto. Pelo menos foi o que vimos a noite desta terça-feira (12).

Diferentemente do jogo de ida, o Barça foi outro no Camp Nou. Jogando ofensivamente, com objetividade, apoio nas laterais, infiltrações, Messi no lugar que rende mais (entre as duas linhas defensivas adversárias) e Villa como uma referência tão ausente ultimamente, os Culés dominaram o Milan e abriram a vantagem de 2 a 0 logo na primeira etapa, com dois gols de Messi.


Na segunda etapa, o Barcelona aumentou a vantagem com David Villa e continuou o domínio. Sem qualidade ofensiva, o Milan não soube atacar ou pressionar, sofrendo o gol derradeiro de Jordi Alba no minuto final.

Mais do que qualquer aspecto tático já citado, talvez outro fator tenha sido mais importante: a fome pela vitória. O próprio Daniel Alves havia ressaltado que a equipe não estava mantendo esta vontade de vencer como anteriormente, mas hoje foi diferente. O Barça marcou em cima, com vontade, disputando todas as divididas. Um Barça de Jordi Roura, com o dedo de Tito Vilanova e a cara de Pep Guardiola.

Imagens: Fifa

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Maestro Messi comanda goleada da Argentina sobre o Uruguai


Lionel Messi continua calando a boca dos críticos. Com a camisa da Argentina, “La Pulga” já anotou 30 gols, dez apenas em 2012 (o único no mundo a fazer isso na temporada). Nesta sexta-feira (12), no clássico do Rio da Prata, o camisa 10 brilhou novamente e foi o maestro dos Albicelestes.

No 4-3-2-1 de Sabella, a Argentina tomou as rédeas desde o início, contra um Uruguai armado no 4-4-2, sem a bola, e 4-3-3, nas raras vezes em que teve a bola a seus pés, se defendendo e buscando o erro do adversário. As duas equipes pouco criaram no primeiro tempo, que terminou sem gols.

Na volta do intervalo, a partida esquentou, como era de se esperar. O capitão celeste Diego Lugano mostrou que não sentiu a falta de ritmo e era um leão na marcação uruguaia, mas também abusou do excesso de raça e protagonizou uma confusão em campo. Mas o próprio Lugano levou a pior em uma dividida com Messi e saiu substituído aos 18’, bastante decepcionado com a contusão. Coincidentemente, ou não, a Argentina passou a passear depois da saída de Lugano. Messi fez o primeiro gol, deu um passe magistral para Di María cruzar e Aguero completar para as redes aos 29’ e ainda cobrou uma falta ao estilo Ronaldinho, por debaixo da barreira, para fechar o placar aos 34’.

Partida que comprovou a boa fase argentina, muito bem montada, com um ataque excepcional e um Messi genial. Do outro lado do Rio da Prata, o Uruguai mostrou os mesmos defeitos, com a carência de armação no meio e o desaparecimento de Diego Forlán em campo.

Imagem: Reuters

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Messi e Tello decidem em estreia suada do Barça na Champions 12/13



Duas gerações diferentes de La Masia decidiram para o FC Barcelona na estreia dos Blaugranas na Champions League 2012/2013. Cristian Tello e Lionel Messi foram os diferenciais na vitória do Barça sobre o Spartak Moscou, nesta quarta-feira (19).

Foi um jogo de um campo só. Como o esperado, quem enfrentar o FC Barcelona agora usará da mesma tática do Chelsea. Todo mundo atrás da linha da bola e aproveitando um erro do adversário para buscar o gol em contragolpes. Assim, o Spartak jogou e até se saiu bem, anotando dois gols e quase surpreendendo os catalães em pleno Camp Nou.

O futebol apresentado pelo Barça chega a preocupar. De novo, a equipe teve dificuldades para furar o bloqueio de handebol adversário e criou pouco, além de sofrer nos contra-ataques, principalmente pela esquerda da defesa. Mas os talentos individuais do Barça sobressaíram mais uma vez. O capitão Xavi, na ausência de Carles Puyol, foi o maestro da equipe. Tello, muito criticado na temporada passada, principalmente nos grandes jogos contra Chelsea e Real Madrid, fez talvez sua melhor partida com a camisa blaugrana, anotando um belo gol e fazendo a jogada para outro. Já Messi, mesmo longe de ter uma noite das mais inspiradas, foi decisivo. Fez dois gols, um deles de cabeça no meio da zaga russa e deu a vitória para o Barça começar bem a Champions. Mas com um futebol que, diferente de outros tempos, não encantou.

Será que o time conseguirá uma fórmula de quebrar as retrancas absolutas dos adversários? A Champions deve responder esta questão mais para frente.

Imagens: Sport.es; AFP

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Comandado por Iniesta, Barça vence Madrid




Foi mais um Superclássico daqueles entre Barcelona e Real Madrid. As duas melhores equipes do mundo fizeram um jogo de muita pegada, aplicação tática e altíssimo nível técnico. Melhor para o FC Barcelona, que tem Busquets (em grande noite) e Iniesta, um mostro em campo.

Na primeira etapa, o jogo foi mais estudado. Pedro, na ponta esquerda, mal rendia e o Barça só aparecia pela direita, com Dani Alves e Alexis Sánchez. Messi e Iniesta eram muito bem marcados, mas Xavi e Busquets armavam bem o jogo. O camisa 16 teve mais liberdade do que costumava ter com Guardiola, revezando de posição com Xavi. Belíssima partida da dupla.

Já o Madrid jogou no 4-3-2-1, com uma linha de três pelo meio formada por Xabi Alonso, Khedira e Callejón. Cristiano Ronaldo e Ozileram os meias ofensivos. Para Ronaldo, a nova função tática pode ser interessante, pois lhe dá mais liberdade em campo ao invés de engessá-lo na ponta. Já Ozil não se saiu bem de costas para a zaga adversária.

Após um nada empolgante 0 a 0 no primeiro tempo, as equipes voltaram com mais pegada e ousadia do intervalo. O resultado foi um 3 a 2 para o Barça, com um show do espetacular Iniesta, erro de arbitragem ao validar gol ilegal de Pedro e uma falha bisonha de Valdés que pode custar caro no final. Os 91.728 espectadores no Camp Nou viram o Barcelona empatar em 87 vitórias os duelos contra os Merengues na história.


O título ficou em aberto para a próxima semana, no lendário Estádio Santiago Bernabéu, principalmente com o gol marcado por Di María, aproveitando a falha de Valdés no final. Mas alguns erros táticos deverão ser corrigidos pelos treinadores na próxima partida e emoções nos esperam mais uma vez, quando estes dois gigantes voltarão a se enfrentar.



Imagens: AFP; Getty Images

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

FC Barcelona e Man U ficam no zero em Gotemburgo


Foi um típico jogo de pré-temporada. Jogando em Gotemburgo, na Suécia, FC Barcelona e Manchester United ficaram no zero, com vitória do Barça na decisão por pênalti por 2 a 0 – a série era de três, não de cinco como o costumeiro. Some o fato de ser um amistoso a um Barça que só tocava a bola, com pouca objetividade e um United procurando jogar no erro do adversário e você imagina como foi a partida.

Na primeira etapa, as duas equipes começaram em marcha lenta até Scholes dar uma entrada pesada no meio e os jogadores, enfim, começaram a encarar a partida mais seriamente. Messi até tentou dar o ar da graça, com uma bela assistência para Tello e um chute que obrigou De Gea fazer uma boa defesa. O Manchester, quando tinha a bola, procurava tocá-la e teve um pênalti duvidoso nos acréscimos, mas Rooney parou nas mãos de Valdés e errou bisonhamente o rebote.

Na volta do intervalo, Kagawa forçou Pinto a fazer boa defesa, mas só deu Barça – que não voltou com Messi - com 61% de posse de bola, mas mesmo assim pouco criou e quando fez parou nas mãos de De Gea. Como o amistoso valia um troféu, o ganhador foi decidio em uma série de três pênaltis para cada. Nani e Young perderam, enquanto Xavi e Piqué decidiram para os culés.

Imagem: Divulgação / Barcelona

sábado, 4 de agosto de 2012

PSG empata outra, mas desta vez contra o Barça




Em cinco amistosos de pré-temporada, o Paris Saint-Germain venceu primeiro (contra o inexpressível Stegersbach) e empatou os quatro últimos. Nada mal, se pensar que dois destes foram contra o campeão europeu Chelsea e o melhor time do mundo, o FC Barcelona, na tarde deste sábado (4), no Parc des Princes. Ao final do jogo, o Barça – com um uniforme berrantemente horroroso -  levou o Troféu de Paris, dado ao vencedor do jogo, já que o time blaugrana ganhou nas cobranças de pênaltis.

1º Tempo de domínio Culé

O PSG começou com dificuldades de parar o tike-taka culé e logo aos 6’, sofreu o primeiro gol após falha de Alex que Rafinha aproveitou. O restante da primeira etapa continuou com o Barça pressionando a saída de bola e impedindo o PSG de jogar. Detalhe para o PSG mais uma vez no 4-3-3 e não 4-3-2-1, já que Lavezzi e Nenê jogavam como pontas e quem vinha pelo meio eram Rabiot e Pastore. Com a dupla argentina pela esquerda, mais Maxell de lateral, o PSG jogava quase que apenas por aquele lado. Mas o que mais se viu foi um Barcelona se movimentando e trocando de posições. Dá para ver que Tito Vilanova continuará o trabalho feito por Pep Guardiola.

Em destaque  4-3-3 do PSG, com os volantes (azul) mais pelo meio e os atacantes (vermelho) abertos pelas pontas

2º Tempo com PSG melhor

As habituais substituições em excesso em jogos de pré-temporada aconteceu no intervalo, mas nem assim o Barça voltou pior. Aos 53, Sakho fez pênalti em cima de Alexis Sánchez que Lionel Messi converteu. O PSG até melhorou, marcando mais no campo de ataque e em uma roubada de bola, Ezequiel Lavezi sofreu pênalti. Ibrahimović, muito ovacionado em seu primeiro jogo em Paris, cobrou forte e diminuiu. O sueco saiu logo em seguida para mais uma leva de substituições e o jogo ficou equilibrado. Aos 81’, Camara aproveitou uma cobrança de escanteio e empatou a partida, levando o Parc des Princes à loucura. O PSG cresceu e demonstrava mais raça em campo, mas era tarde para sair mais gols. A decisão do Troféu de Paris ficou para os pênaltis, em que Hoarau, Gameiro perderam para o PSG, enquanto Armand converteu e Messi, Xavi, Fàbregas e Piqué converteram para os culés.

Números do jogo:
PSG                                                       Barcelona
35%                  Posse de bola                    65%
8                         Finalizações                     14
0                        Impedimentos                    4
7                            Faltas                              9
47                 Recuperação de bola             53
69                     Perdas de bola                    64








  Imagens: AFP; Reprodução; Divulgação/PSG

sábado, 9 de junho de 2012

Messi brilha em um verdadeiro Superclássico das Américas!




Em Nova Jersey, Brasil e Argentina fizeram jus ao nome de Superclássico das Américas. O resultado final de 4 a 3 para os argentinos se deu unicamente porque, do outro lado, estava o GÊNIO Lionel Messi, autor de três gols. Mas o jovem Brasil, com uma zaga formada por Bruno Uvini e Juan, jogou muito bem e encarou a Argentina de igual para igual. Mas perdeu para Messi. Será que ainda tem algum imbecil duvidando de sua capacidade ou dizendo que ele pipoca quando joga pela Argentina?

Mano Menezes mexeu taticamente na Seleção. Jogou no 4-4-2, com Neymar livre na armação ao lado de Oscar, um pouco mais recuado. Com isso, a Joia teve liberdade para jogar e confundir a fraquíssima zaga argentina. Do outro lado, a defesa brasileira até segurava bem o ataque adversário.
Mas, com o tempo, a defesa do Brasil foi mostrando sua fragilidade, juntamente a dupla de volantes, principalmente Sandro, que fez péssima partida. O Brasil fez 1 a 0, levou a virada de Messi, empatou com Oscar no segundo tempo, virou com Hulk, mas levou a virada de Fernández e ele, Messi, marcando um golaço.

A Seleção mostrou uma boa força, principalmente na frente, mas também demonstrou que a zaga necessita demais de Thiago Silva e que as falhas individuais dos jovens serão um problemão, além de que não pode contar com o bom, porém estúpido Marcelo.

Já a Argentina tem Messi, Di María, Higuaín, Lavezzi, Aguero e Cia, mas contam com uma zaga sofrível, que precisa urgentemente de melhores jogadores.  

terça-feira, 24 de abril de 2012

Chelsea épico e muralha de handball param o Barcelona


O "Monstro" Ramires comemora a vitória. Imagem: Reuters


O desenho tático do jogo em si foi o esperado por todos na partida desta terça-feira (24) pelas semifinais da Uefa Champion League: O Barcelona atacava com nove, as vezes dez jogadores tentando achar um espaço enquanto o Chelsea tinha onze leões atrás da linha da bola, tentando se defender. Parecia estar vendo um jogo de handball, com um muro a frente do gol e o outro time rodando pacientemente a bola até achar uma brecha.

O Barça perdeu algumas chances, mas conseguiu abrir 2 a 0 com Busquets e Iniesta, até Ramires disparar pela direita e fazer um golaço por cobertura. Depois, Messi ainda perdeu um pênalti no segundo tempo, contra um Chelsea sem o zagueiro e capitão John Terry, que havia sido estupidamente expulso. Messi jogou aquém do esperado? Sim. Mas mandou duas bolas na trave e deu uma assistência, jogando contra a marcação de quatro defensores. Perdeu um pênalti, mas se ele tremeu, então Zico, Sócrates e Baggio também “pipocaram” em outras vezes. Bobagem. Messi é humano e não um semideus. Mas é gênio e já mostrou para quem tem olhos que é lendário.

Parabéns ao Chelsea que soube se defender e de suas limitações ao jogar contra este Barcelona. Não jogou como time pequeno, apenas foi racional e teve sorte em vários lances. Merece estar na final. E Ramires, bom, este merece um busto em frente ao Stamford Bridge. Não acredito que este Barça esteja acabado. Ninguém é imbatível, nem foi e muito menos será. O Santos de Pelé não ganhava tudo. O Real Madrid de Di Stéfano também não. Nem o Ajax e a Holanda de Cruijff, o Flamengo de Zico, o Milan de Van Basten, o São Paulo de Telê e nem mesmo este Barcelona de Guardiola. Cantar o fim de uma era me parece cedo demais.

Mas duas coisas me incomodaram muito após esta derrota. Uma foi a exaltação da retranca do Chelsea. Ora, se o Real Madrid de Mourinho e o Santos de Muricy, que tentaram fazer a mesma coisa que Di Matteo, foram tão criticados de covardes, apequenados e tudo mais, porque quando funciona a retranca os mesmo a exaltam? E o Barcelona, que revive os dias de um futebol romântico, ofensivo, sem nenhuma “estrelinha” no elenco, quando eliminado causa certa “comoção nacional”? Até parece que quem havia caído era um time burocrático, que só fez mal ao futebol. Um dia todos exaltam o mítico time, mas no primeiro fracasso, soltam foguetes. Fora os torcedores do Chelsea, não entendo quem esbravejou tanto pelo resultado. Parece uma frase que vi em algum filme, do qual não me lembro agora: “Existe apenas uma coisa que as pessoas gostam mais do que ver alguém fazer sucesso: vê-los caírem”.

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Messi "Potter" e seus amigos

Saiu nesta segunda-feira (23) mais uma edição dom "Barça Toons", famoso desenho animado feito pelo FC Barcelona em seu site oficial. E o tema da vez é o jogo decisivo pela Champions League contra o Chelsea, na terça (24). Para conseguir reverter a desvantagem de um gol, os Culés terão a ajuda e um bruxo da camisa 10 em campo.

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Chelsea para o Barcelona com garra, sorte e erro de Messi


                                                                                                             Reuters
O Chelsea FC entrou em campo fechadinho, com apenas Drogba na frente, no esquema 4-1-4-1. A idéia era simples: se fechar, povoando o meio campo, e apostar em Drogba em um lançamento. Ironicamente, foi isso o que aconteceu aos 45’, quando Ramires cruzou para o marfinense completar para o gol e abrir o placar.


O FC Barcelona veio com o time principal do meio para frente, com Fàbregas, Iniesta, Alexis e Messi. O argentino foi muito apagado em campo na primeira etapa, aparecendo mais na perdida de bola que ocasionou o gol do Chelsea. Mesmo assim, o Barça dominou amplamente o primeiro tempo, perdendo três chances claríssimas, contra um Chelsea totalmente recuado. A diferença de posse de bola era tamanha (68% a 32%) que, a cada troca de passes do Chelsea, a torcida gritava “olé”. Dentro de sua proposta, o Chelsea foi eficiente.

Na garra e na sorte azul
                                                                      AP
Debaixo de um temporal, o jogo voltou o mesmo. Domínio do Barça com o Chelsea encolhido, esperando um erro dos catalães, que cansavam de perder incríveis oportunidades.

Destaque para a excelente partida de Didier Drogba, que se multiplicou em campo. Realmente, o marfinense provou mais uma vez ser um jogador de grandes jogos.

A impressão dada após o final do jogo era de que as equipes poderiam jogar por mais 90 minutos que o Barcelona não venceria o Chelsea, tamanha a superioridade catalã, mas igualmente grande a teimosia da bola em não entrar. A vitória foi comemorada pelos londrinos como um título. Realmente, o resultado dá uma boa vantagem para o Chelsea, que se fizer um gol fora de casa obrigará o Barça a fazer três. Não há dúvidas que o roteiro do jogo no Camp Nou será quase o mesmo do jogo em Stamford Bridge: Chelsea encolhido e Barça dominando a posse de bola, pressionando muito. Resta saber se os Culés desperdiçarão tantas chances quanto no jogo de ida e se os Blues conseguirão aproveitar os espaços dos contra ataques. Mas a semifinal está mais indecisa do que nunca!

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Arbitragem “estraga” clássico e prejudica o AC Milan


                                                                                      Reprodução/Tv

Ninguém duvida que o FC Barcelona é o melhor time do mundo. O esquadrão de Xavi, Messi e cia é quase diariamente dito como um dos melhores de todos os tempos. Mas nesta terça-feira (03), os Blaugranas enfrentaram o poderoso Milan pelas quartas da Champions League em um jogo bastante aguardado pelos fãs do futebol. E não foi Messi, Ibra, Robinho ou Iniesta o protagonista do jogo, mas sim um holandês chamado Bjorn Kuipers, o árbitro da peleja. 

Jogando em casa, o Barça dominou o jogo, mantendo a posse de bola, as inversões de jogo e a pressão na marcação no campo adversário. O Milan atuava acuado, marcando forte e apostando em um contra-ataque. Foi quando o juiz entrou em jogo. No primeiro tempo, Mexes falhou e Messi foi derrubado dentro da área. Tem gente reclamando de impedimento do argentino. Discordo. Após o passe de Xavi, a bola bateu no zagueiro do Milan e sobrou para Messi. Não foi um simples desvio, mas praticamente um passe involuntário. Lance interpretativo, é verdade.

Após o empate do Milan com Nocerino, com bela jogada de Robinho, veio o lance mais polêmico do jogo. Cobrança de escanteio e agarra-agarra na área, todo mundo puxando todo mundo. O juiz viu Busquets caindo e marcou pênalti.Também é lance interpretativo, já que o catalão foi sim puxado, mas da mesma forma que Puyol faz falta em Nesta e tantos outros, dos dois times, na área. Pênalti e mais um gol de Messi, agora maior artilheiro isolado de uma edição da Champions. 

Poderíamos estar falando de mais esse recorde de Messi hoje, se não fosse os erros da arbitragem, que prejudicou os italianos ainda mais uma vez no segundo tempo, inventando toque de mão de Robinho. Que o Barcelona é um time bem melhor do que o Milan hoje, todo mundo sabe. Não precisava desta ajuda da arbitragem. Mas o clássico foi manchado por um holandês que quis aparecer demais.

                                                                                                                       Divulgação

quinta-feira, 8 de março de 2012

Números da noite histórica de Messias



Messi proporcionou um fim de tarde/início de noite inesquecível para os fãs de futebol. Golaços, dribles, arrancadas, classe, elegância, show. De encher os olhos!

Na Catalunha, o Barcelona precisava segurar a ótima vantagem de dois gols de diferença, e três marcados fora de casa, para eliminar o Leverkusen. Mas Pep Guardiola conseguiu motivar mais uma vez seus comandados a vencer e não se acomodarem com a vantagem. E Messi foi, mais uma vez, o exponencial da filosofia culé de se jogar futebol. A cada gol feito, era um recorde garantido.

No primeiro, de cobertura e com o pé esquerdo, o argentino ultrapassou o peruano Cláudio Pizzarro e se tornou o sulamericano com o maior número de gols na história da Liga dos Campeões da Uefa (UCL), com 45. No segundo, tornou-se o artilheiro da UCL desta edição. Como já foi o goleador máximo das outras três edições anteriores, pode igualar Gerd Muller se repetir a dose pelo quarto ano seguido. No terceiro, encobriu de novo o goleiro, agora com o pé direito, e foi o primeiro a fazer três gols por três vezes no torneio. Quando fez o quarto, virou o único a fazer quatro gols em dois jogos da UCL. E ainda fez o quinto, de fora da área. Jamais um jogador havia feito cinco gols em um só jogo do torneio.

Messi agora tem 12 gols na Champions e está a um de ultrapassar ele mesmo (em 2011) e Van Nistelrooy ( 2003) como o maior goleador isolado de uma edição da Liga. Messi é  ainda o quarto artilheiro da história da competição, com 49 gols, 21 atrás do goleador máximo Raúl. E tem mais, Lionel alcançou agora a marca de 228 gols, apenas sete atrás de César Rodríguez, o maior artilheiro da história do Futbol Club Barcelona em todos os tempos. César conseguiu a marca em 16 anos de Barça, enquanto Lionel pode alcançar o feito com apenas sete, e 24 anos de idade.



Um Messias da bola.

domingo, 19 de fevereiro de 2012

Regido pelo Mestre Messi, FC Barcelona goleia Valência CF



Quem disse que não tem bom futebol no domingo de Carnaval? Lionel Messi e o Barcelona quebraram a teoria negativa e o tédio do domingo de folia para quem é apaixonado pelo esporte bretão. O argentino jogou como um verdadeiro dono da camisa 10, ditando o ritmo do jogo e fazendo chover gols no Estádio Camp Nou.

Vendo o quarto título consecutivo da Espanha escapar rodada a rodada, o Barcelona entrou em campo para encarar o sempre complicado Valência com 13 pontos de desvantagem para o líder Real Madrid CF. O Barça entrou desligado em campo, principalmente na defesa com Piqué. O defensor, que não ficou nem no banco no jogo da Champions League de terça passada (14), dava indícios de um marasmo em campo, problema percebido por Pep Guardiola nos últimos jogos do camisa 3 culé. Aos 9', Piqué e Montoya (jovem lateral direito que jogou no lugar do suspenso Dani Alves) falharam e Piatti abriu o placar.

O Barça acordou com Messi, que virou o jogo aos 22' e 27'. No segundo tempo, o argentino voltou a reger o time catalão que dominou a partida, até Messi fazer 3 a 1 aos 30', momento em que o Valência parecia querer incomodar em campo para buscar o empate. Com o gol, o jogo estava praticamente decidido até Messi encobrir Diego Alves e marcar mais um belo gol, aos 39'. E ainda teve mais, com Xavi, também de cobertura, nos acréscimos. E só não foi uma goleada maior porque Diego Alves, goleiro brasileiro do Valência, fez pelo menos cinco defesas incríveis no jogo. Mais uma aula de futebol do Barcelona de Iniesta, Fàbregas e dele, Messi.



Como se não bastasse, Messi alcançou mais uma marca histórica na carreira, ao tornar-se o jogador mais jovem a completar 200 partidas pelo campeonato espanhol com a camisa do FC Barcelona, com 24 anos e 240 dias de idade, 361 dias a frente de Xavi, antigo detentor do recorde. Este também foi a segunda vez que Messi fez quatro gols em uma partida, e 11ª vez que "La Pulga" marcou três ou mais tentos em um único jogo. Na disputa pela artilharia de La Liga-2011/2012, Messi tem 27 gols, apenas um tento atrás de Cristiano Ronaldo. Se o campeonato espanhol parece estar decidido, a briga pela artilharia (e por mais marcas históricas) parece estar longe do fim.

Imagens: Getty Images

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Copa do Rei 2011/2012 - FC Barcelona 2 x 2 Real Madrid CF - O mais emocionante



Foi um jogo tenso. Quente. Emocionante. Barcelona e Real Madrid fizeram mais um clássico daqueles no Camp Nou nesta quarta (25). Precisando de vencer, o Madrid encarou de frente o algoz Barça. E os merengues jogaram melhor durante boa parte do jogo. Mas no final, deu Barcelona. Mas nem por isso o jogo deixou de ter sua carga dramática no final da partida.

Táticas - Pep mantêm o time. Mou tenta mais uma surpresa, com Kaká e Pepe

Em time que está ganhando não se mexe. Pep Guardiola seguiu a risca esse ditado e manteve a equipe que ganhou do Madrid no jogo de ida. Sem nenhuma surpresa ou novidade tática. O velho 4-3-3.

Já Mourinho, cansado de inovar e perder para o Barça, resolveu mudar o time de novo. Kaká e Ozil jogaram juntos, com o brasileiro armando no centro e o alemão aberto na ponta direita. Na frente, Higuaín ganhou a disputa com Benzema, escolha esta que Mou deve ter se arrependido depois. Mas a maior surpresa foi a escalação do zagueiro Pepe, pivô de toda a confusão durante a semana após o clássico de ida.

1º Tempo - Madrid domina. Barça cria pouco, mas resolve. Pepe apanha

O Madrid começou como sempre, pressionando a saída de bola e a todo gás. Logo aos 7", Higuaín perdeu sua primeira chance cara a cara. Aos 3', Higuaín perde outra chance de frente com Pinto, que faz boa defesa. O Barcelona dormia em campo, enquanto o adversário dominava as chances. Aos 11', Kaká puxou mais um contra ataque e lançou Ronaldo, que quase fez de novo.

O jogo equilibrou depois disso, com o Barcelona conseguindo encaixar seu estilo de jogo, com o toque de bola. Mas a chance seguinte foi do Real Madrid de novo, dessa vez com o até então apagado Ozil. O camisa 10 arriscou um chute de longe e a bola explodiu no travessão, para depois quicar fora da linha. Aos 27', Pinto tenta sair tocando e a bola sobra para Higuaín perder mais uma chance no jogo, a terceira do argentina, quinta do Madrid.

Aos 28', tudo começou a mudar. Iniesta, machucado, foi substituído por Pedro. Iniesta havia sido eleito o melhor dos últimos dois jogos contra o Real Madrid e sua saída preocupava os culés. Mas em seu lugar havia entrado o "Predestinado Pedro", autor de gols em TODAS as finais em que o Barcelona foi campeão na temporada passada.  E aos 42', Pedro decidiu de novo. Messi fez linda jogada e rolou para Pedro definir. 1 a o. Logo após a saída de bola, um lance curioso ocorreu. Messi deu uma rasteira em Pepe, uma clara retaliação pelo pisão do português no argentino no jogo de ida. Cartão amarelo para o "Messias" catalão.



Aos 47', mais um lance quente na partida. Lass Diarra comete falta dura em Messi e o juiz não aplicou o cartão, para reclamação dos culés e confusão em campo. No agito, Casillas, tomou cartão amarelo. Quem bate não pe advertido, quem tenta separar a confusão leva o cartão. Essa foi a arbitragem de Teixeira Vitienes em campo. Na cobrança, talvez o lance mais emblemático de Barcelona e Real Madrid nos últimos anos. Xavi cobra, a bola desvia na zaga merengue e sobra limpa para Daniel Alves vir de longe e acertar um chutaço de primeira. GOLAÇO. A bola de Ozil, bate na trave, quica e sai, A de Dani Alves entra direto na forquilha. Isso representa bem de que lado o destino parece estar nos últimos Superclássicos.

2º Tempo -  Barça relaxa. Madrid ressuscita e transforma o jogo

Na volta do intervalo, o Real Madrid parecia ter sentido o golpe de mais uma eliminação eminente para seu maior rival. O Barcelona dominava, mas não criava. Aos 4', talvez o lance mais polêmico do jogo. Em uma cobrança de falta, Sergio Ramos desvia para o gol e faz, mas o árbitro marca uma falta  duvidosa em cima de Dani Alves. Mou resolve mexer de vez, ao trocar Lass por Granero e, na sequência, Kaká e Higuaín por Callejón e Benzema. A mexida surte efeito quando a defesa do Barça cochila e Ronaldo diminui o placar, aos  22'. Aos 26', nova cochilada da zaga catalã e Benzema aplica um chapéu em Puyol e completa com classe para o gol. GOLAÇO e 2 a 2 no placar. Real Madrid renascia na partida.

O que se viu depois foi um sufoco do Real Madrid e um Barcelona perdido, rezando para a partida acabar. Pep ainda trocou Alexis por Mascherano para fechar o time de vez. Era um sufoco sem fim. Sobrou tempo ainda para, no final Sergio Ramos ser expulso e Pepe levar cartão amarelo. E o empate persistiu no marcador em um jogo que o Madrid foi superior durante 3/4 do jogo, mas o Barça foi mais eficiente e, de novo, levou a melhor frente ao seu maior rival.





Imagens: AFP; EFE

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Copa do Rei 2011/2012 - Real Madrid FC 1 x 2 FC Barcelona - Rotina!



Nesta quarta-feira (18), válido pela Copa do Rei, aconteceu mais um Superclássico cercado de rivalidade entre Real Madrid CF e FC Barcelona. O quarto só esta temporada, oitavo se contar de 2011 pra cá. E, mais uma vez, deu FC Barcelona. Em Madri. Com Pepe deixando de jogar para bater. Com um lance fantástico de Messi. Está virando rotina.

Tática - Mourinha inova; Dani Alves deixa corredor

José Mourinho arriscou duas vezes tentar impor o seu estilo Madridista contra o Barça. Perdeu de 5 a 0 em 2010 e 3 a 1 em 2011. Por isso, tentou a tática em que chegou mais perto de vencer o Barça: encher o meio campo de volantes e apostar nos contra ataques. Pepe virou volante e Altintop foi a surpresa na lateral direita, com Coentrão na esquerda.


Real Madrid com a bola no 1º Tempo

Já o Barça veio com o time titular, a força total. Só que Dani Alves parecia não saber que o esquema era o 4-3-3, ao invés do 3-4-3 desta temporada. Com isso, a direita virou uma avenida para Ronaldo ficar no mano a mano com Piqué. Deu no que deu.


Barcelona com a bola no 1º Tempo
 1º Tempo - Madrid melhor, Ronaldo decide. Barça tenta se encontrar por 45 minutos

O Madrid não começou marcando a saída de bola catalã como o esperado. Ao invés disso, se apoiava nos três volantes, não deixando o Barça tocar e se movimentar. O Barcelona tentava chegar, mas dava espaços atrás. Aos 11', Ronaldo recebe lançamento de Benzema e parte para o mano a mano com Piqué. Na ginga, o português passou e chutou embaixo das pernas de Pinto. 1 a 0 Madrid.

O Barça tentou reagir, mas esbarrava na tática defensiva do Madrid, com cinco zagueiros sem a bola. Messi e Fàbregas eram bem marcados, enquanto Iniesta ficava isolado na ponta esquerda. O Barcelona passou a jogar mais com Iniesta pela esquerda e criou as principais chances por ali. Alexis ainda mandou uma bola na trave, de cabeça. Pepe batia em todo mundo, enquanto o Madrid jogava com muita raça se doando em campo. Ronaldo era lateral esquerdo sem a bola, anulando Dani Alves e as jogadas do adversário por ali. O lateral brasileiro do Barça corrigiu a marcação e passou a dar poucos espaços para o português.

2º Tempo - Madrid cansa e Barcelona se impõe



O Barcelona voltou com a marcação corrigida, principalmente pela direita com Alves. Messi fazia o papel de "falso nove" e Alexis na direita. O Madrid parecia ter se cansado, com um gás menor do que apresentava na etapa anterior. O Barça avançava e, aos 4', Puyol aproveitou um escanteio e mergulhou na área adversária para fazer, de cabeça, o gol de empate. 1 a 1.


O Barça pressionava, principalmente pela esquerda, em cima de Altintop. Aos 8' Iniesta chegou a mandar uma bola na trave após passe magistral de Cesc Fàbregas.Quatro minutos depois, Benzema deu o troco e cabeceou na trave também, assustando os catalães. Se no primeiro tempo só houveram nove faltas, na segunda etapa o jogo esquentou e ficou pegado.

Aos 20', Mourinho tenta fazer o Madrid se impor e recuperar o território, colocando Callejón e Ozil nos lugares de Higuaín e Diarra, mudando o esquema tático para o 4-2-3-1, com Ronaldo na direita e Callejón na esquerda. Mas, aos 31', Messi resolveu fazer a diferença. O argentino  dominou a bola pelo meio e em sua frente Alexis fazia a parede, enquanto Fàbregas se posicionava na frente para chamar a marcação. Com isso, Abidal entrou livre pela esquerda e, em posição normal, teve frieza para completar para o gol. 2 a 1 Barça. E tome "Ai se eu te pego" na comemoração de Abidal com Dani Alves.






Mourinho mexeu de novo, tirando Pepe (que havia acabado de dar um pisão maldoso na mão de Messi) para colocar Granero. De nada adiantou e o FC Barcelona ganhou de novo.


Foi o sétimo jogo seguido sem derrota do Barça contra o Madrid no Santiago Bernabéu, um recorde. Aliás, mais um recorde para este FC Barcelona. Messi não marcou, mais brilhou na assistência do segundo gol, no 300º jogo dele com a camisa blaugrana. No dia do aniversário de Pep Guardiola. Em mais uma vitória catalã sobre os madrilenhos.


Imagens: Getty Images, AFP

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Messi é o melhor do mundo e Neymar ganha o prêmio de gol mais bonito de 2011



A cerimônia realizada na tarde desta segunda-feira (09) serviu para consagrar pela terceira vez um dos maiores jogadores da história do futebol. O argentino Lionel Messi conseguiu o feito que apenas Cruyff (1971, 1973 e 1974), Platini (1982, 1983 e 1984), Van Basten (1988, 1989 e 1992), Ronaldo (1996, 1997 e 2002) e Zidane (1998, 2000 e 2003) haviam conquistado.
Aos 24 anos, Messi é o jogador mais jovem a levar o tricampeonato, superando Ronaldo, que tinha 26 anos na época. E foi justo o Fenômeno quem entregou o prêmio ao argentino na Suiça. “É uma emoção muito grande, é o meu terceiro prêmio. É um honra muito grande. Quero agradecer e compartilhar com meus companheiros, técnico. Quero compartilhar especialmente com meu companheiro Xavi, para mim é um prazer atuar ao lado dele em campo”, disse Messi ao receber o troféu.
Na votação em que participaram o técnico, o capitão e um jornalista de cada uma das federações afiliadas à Fifa, Messi ficou em primeiro lugar (47,88% dos votos), seguido por Cristiano Ronaldo (21,6%), do Real Madrid, e por Xavi (9,23%), do Barcelona. O brasileiro Neymar, do Santos, ficou na décima colocação.
Neymar fez o gol mais bonito do ano
Se o Brasil não teve, pela quarta vez consecutiva, um jogador na final dentre os melhores do mundo, o “país do futebol” conseguiu emplacar um prêmio na fria noite suíça. Neymar, ganhou o troféu Puskas, referente  ao gol mais bonito da temporada passada. O Gol foi feito contra o Flamengo, no dia 27 de julho. Na ocasião, o jogador havia acabado de voltar da seleção brasileira, no fiasco da Copa América e eliminação para o Paraguai. "É uma honra concorrer com dois grandes craques, que sou fã", declarou Neymar, que concorreu com Messi e Rooney.
Nos outros prêmios da noite, Pep Guardiola ganhou como o melhor técnico de futebol masculino em 2011, superando José Mourinho, do Real Madrid e Alex Ferguson, do Manchester United. Como melhor técnico do futebol feminino, o vencedor foi o japonês Norio Sasaki, campeão asiático e mundial com a seleção de seu país. A japonesa Homare Sawa, destaque no Mundial Feminino, destronou Marta, pentacampeã do prêmio, e se tornou a melhor jogadora de futebol feminino em 2011.
Confira o gol premiado de Neymar e alguns lances do ano de 2011 de Messi pelo FC Barcelona:


domingo, 18 de dezembro de 2011

Mundial 2011 - FC Barcelona 4 x 0 Santos FC - Lendários



"Foi uma aula de como jogar futebol". Foi assim que Neymar definiu o jogo final entre FC Barcelona e Santos FC pelo Mundial Interclubes 2011. Com 71% de posse de bola, futebol envolvente, movimentação do Carrossel e toda  a genialidade de Xavi e Messi, o FC Barcelona passeou em campo e só não fez mais por ter se poupado na segunda etapa. Foram 4 a 0, mas poderiam ser mais. E para aqueles secadores brasileiros, os frustrados que tentam dizer que os europeus não dão valor à conquista do Mundial, a festa catalã em campo após a vitória foi para calar muitos. E a arrogância de alguns companheiros de pátria, abusando do velho pachequismo, dizendo antes do jogo que o Barcelona não ela lá essa coisa, que contra time brasileiro seria diferente, que o Barça só goleia porque na Espanha só tem time pequeno, fora o Real Madrid, ficou uma aula de futebol.

Muricy surpreende e Pep mantém os três zagueiros

Pep Guardiola armou o Barça no seu esquema 3-1-3-3 habitual, com a diferença de não ter nenhum atacante de ofício no time. Thiago entrou na vaga de David Villa / Alexis Sánchez e jogou pela ponta esquerda, recuando um pouco mais às vezes. Fàbregas era mais centralizado e Messi mais pela direita, também vindo pelo meio. Iniesta e Xavi regiam a orquestra, que ainda tinha Dani Alves como um autêntico ponta direita.



Já Muricy surpreendeu. Sacou Elano e colocou Léo na esquerda, com Bruno Rodrigo como falso lateral direito, uma linha de três no meio, Ganso na armação e Neymar na frente com Borges. Com isso, perdeu o meio campo, eram muitas vezes três santistas contra seis blaugranas e o Barça deitou e rolou por aí.


1º Tempo - Domínio do Carrossel e jogo definido


O FC Barcelona não deu chances e humilhou o Santos na primeira etapa. Com 73% da posse de bola, os catalães monopolizaram o jogo enquanto os santistas só olharam o adversário jogar, se oferecer  resistência e sem combater o meio de campo catalão.
Tiago teve total liberdade pela esquerda, enquanto Durval, Henrique e Léo ficaram tontos com o toque de bola e velocidade pela direita do Barça, com Dani Alves, Xavi e ele, Lionel Messi. O Santos respeitou muito o adversário e o meio de campo não combateu, só assistindo de camarote. Com isso, Xavi Hernández e cia passearam em campo, tocando a bola e girando o Carrossel Catalão. Borges e Neymar ficaram completamente isolados na frente, com Ganso sumido sem poder armar os homens de frente.

Com isso. Messi, Xavi e Fàbregas fizeram gol e o Barça saiu de campo com 3 a 0 no placar e uma mão na taça. 



2º Tempo - Aula controlada e taça na mão

Com o jogo definido, o Barça voltou com o freio de mão puxado, valorizando a posse para deixar o tempo passar. O Santos tentou crescer, mas não assustou. Mesmo assim, Messi fez mais um, em um lindo corte em cima de Rafael, que ainda fez belas defesas e viu Dani Alves mandar uma bola na trave.

Mesmo com o resultado e o passeio, não deve-se desmerecer o Santos, que é o campeão da América e o melhor time indiscutível do continente. Perdeu e foi goleado pelo maior time do mundo, que fez cinco no Madrid, quatro no United na final da Champions e, acima de tudo, faz história a cada jogo. Quem poderia parar este Barça? O Santos de Pelé? O Flamengo de Zico? Ou o São Paulo FC de Mestre Telê?

O que importa é que este FC Barcelona já faz historia, virou lenda e quebra paradigmas táticos e morais, afinal, é um time que não tem concentração pré-jogo, leva as famílias para o Japão e não tem soberba, sabe ser humilde mesmo quando ganha. O Brasil e o mundo tem de aprender com o Barcelona.



Imagens: GE; Olho Tático/André Rocha; EFE

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

La Liga começa pegando fogo!

Roque Santa Cruz é a esperança do líder Real Bétis

Quem poderia iamginar que o líder do Campeonato Espanhol, vulgo La Liga ou Liga das Estrelas, seria o recém-promovido Real Bétis? E com um jogo a menos, abriu distância dos poderosos Barcelona, Real Madrid e Valência? Ainda mais depois da primeira rodada, onde a discussão era se Barça e Madrid estariam tão acima dos demais que deveriam ser freados financeiramente nos bastidores para dar graça no campeonato?


Para se ter uma ideia, no campeonato do ano passado, o Barcelona (campeão) fez 38 jogos, com 30 vitórias, 6 empates e 2 derrotas. O Real Madrid (vice) teve 29 vitórias, 5 empates e 4 derrotas.

Nesta temporada 2011/2012, já foram 5 jogos para os dois gigantes, com 3 vitórias e 2 empates para o Barça, enquanto o Madrid tem 3 vitórias, 1 empate e 1 derrota. O Barcelona é o segundo colocado, enquanto o rival da capital espanhola ocupa a singela quinta posição na tabela.


Já a briga pela artilharia da competição promete ser protagonizada mais uma vez pelas duas mairoes estrelas do futebol mundia: Lionel Messi e Cristiano Ronaldo. O argentino já soma 8 gols, contra 7 do português. Na temporada passada, Messi terminou com 31 gols contra incríveis 40 tentos assinalados por Ronaldo.



Com o passar das rodadas, é provável que FC Barcelona e Real Madrid CF voltem a polarizar as atenções e a ponta da tabela. Mas que este início de campeonato com o Real Bétis na liderança surpreende, isso é fato!



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