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terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Lugano: ‘Ibra é um animal, uma força da natureza’


Poucas semanas após deixar o PSG rumo ao Málaga por empréstimo, o defensor uruguaio Diego Lugano elogiou o antigo companheiro, Zlatan Ibrahimović, em entrevista ao jornal espanhol ‘El País’.

“Se nossos treinamentos eram espetaculares? Era isso que eu e meus companheiros pensávamos. Ibra é um animal, uma força da natureza. Aprendemos a nos respeitar e a nos conhecer”, disse o zagueiro.

Imagem: Divulgação

sábado, 10 de novembro de 2012

Saiba mais sobre a vida de Diego Lugano em Paris


Em fase complicada no Paris SG, o zagueiro uruguaio Diego Lugano concedeu entrevista para o programa Esporte Fantástico, da TV Record. O jogador falou sobre o momento na carreira, PSG, São Paulo FC, Paris, Celeste e muito mais. Confira:


sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Maestro Messi comanda goleada da Argentina sobre o Uruguai


Lionel Messi continua calando a boca dos críticos. Com a camisa da Argentina, “La Pulga” já anotou 30 gols, dez apenas em 2012 (o único no mundo a fazer isso na temporada). Nesta sexta-feira (12), no clássico do Rio da Prata, o camisa 10 brilhou novamente e foi o maestro dos Albicelestes.

No 4-3-2-1 de Sabella, a Argentina tomou as rédeas desde o início, contra um Uruguai armado no 4-4-2, sem a bola, e 4-3-3, nas raras vezes em que teve a bola a seus pés, se defendendo e buscando o erro do adversário. As duas equipes pouco criaram no primeiro tempo, que terminou sem gols.

Na volta do intervalo, a partida esquentou, como era de se esperar. O capitão celeste Diego Lugano mostrou que não sentiu a falta de ritmo e era um leão na marcação uruguaia, mas também abusou do excesso de raça e protagonizou uma confusão em campo. Mas o próprio Lugano levou a pior em uma dividida com Messi e saiu substituído aos 18’, bastante decepcionado com a contusão. Coincidentemente, ou não, a Argentina passou a passear depois da saída de Lugano. Messi fez o primeiro gol, deu um passe magistral para Di María cruzar e Aguero completar para as redes aos 29’ e ainda cobrou uma falta ao estilo Ronaldinho, por debaixo da barreira, para fechar o placar aos 34’.

Partida que comprovou a boa fase argentina, muito bem montada, com um ataque excepcional e um Messi genial. Do outro lado do Rio da Prata, o Uruguai mostrou os mesmos defeitos, com a carência de armação no meio e o desaparecimento de Diego Forlán em campo.

Imagem: Reuters

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Dias de Lugano estão contados no PSG. Clube errou com o uruguaio




Diego Lugano foi um dos primeiros reforços de peso da era milionária do Paris Saint-Germain. Em 2011, o zagueiro chegou ao clube por cerca de 3 milhões de euros, vindo diretamente do Fenerbahçe. Desde então, Lugano jogou apenas 12 partidas pelo clube e deve se despedir dos Rouge et Bleus em janeiro de 2013.


O uruguaio não foi inscrito na Liga dos Campeões nesta temporada e se mostrou muito chateado com isso. “O pior de tudo foi ficar sabendo pela imprensa que eu não estava na lista para a Liga dos Campeões”, afirmou o jogador. Diego tem um dos maiores salários do clube, algo em torno de 330 mil euros por mês e, mesmo assim, não figurou em nenhuma lista de relacionados nesta temporada.

É verdade que Diego jogou mal no clube na temporada 2011/2012, tomando muitos cartões amarelos e abusando da raça. Mas não é o caso para deixá-lo encostado e não ter mais chances. É normal, para qualquer um, ter dificuldades de adaptação em um novo país, com um novo local de trabalho, idioma, moradia e etc. Raramente um jogador consegue se dar bem logo na primeira temporada. Vide Pastore, que ainda é inconstante em campo, mas segue dentre os titulares. Ibra é um caso a parte de jogadores fora do comum.

“Penso que eu merecia outro tipo de tratamento, mas vou ser paciente e esperar pela próxima janela de transferências”, disse Lugano em entrevista pela Seleção Uruguaia. Concordo com ele, já que não tem espaço no Paris e tem bola para ser ídolo em outro lugar. Acompanho Diego desde que chegou ao Brasil, chamado de “jogador do presidente” em 2003 no São Paulo FC. O zagueiro, de cintura dura e violento, ouvia críticas de dentro do próprio clube, mas deu a volta por cima com determinação, treinamentos incessantes e um caráter fora do comum para jogadores atuais. Virou um dos maiores ídolos da história do São Paulo FC e assim foi também no Fenerbahçe, no Nacional-URU e na Celeste, onde é capitão.

Se tivessem paciência com Diego, não tenho dúvidas de que se tornaria ídolo também no Tricolor Parisiense. Lugano pode não ser o zagueiro mais técnico que há, mas seu senso de cobertura, sua postura, liderança e raça fazem toda a diferença dentro e fora de campo. Pena que Carlo Ancelotti não goste de seu futebol.

Imagens: C.Gavelle/PSG

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

França e Uruguai não saem do zero em Le Havre




De bonito mesmo, só o Estádio Océane em Le Havre, porque o nível técnico do amistoso entre França e Uruguai foi abaixo do esperado. Duas equipes com muita vontade, mas pouca classe, não saíram do zero no amistoso, para as vaias da torcida após o apito final.

Em campo, o estreante Didier Deschamps armou o time no 4-4-2 inglês, com dois pontas e dois centroavantes. Do outro lado, “El Maestro” Oscar Tabárez apostou no 3-6-1, com Forlán e C.Rodríguez como meias ofensivos que encostavam no centroavante Loco Abreu. A semelhança entre os dois esquemas era que não havia ninguém para armar e pensar as jogadas pelo meio. Com isso, muita correria e vontade, mas pouco toque de classe e armação para ambos os lados.



A França chegou apenas uma vez na primeira etapa, em um cruzamento que Muslera deu um tapa na bola, após cabeçada de Yanga-Mbiwa que ainda beijou a trave. No segundo tempo, o cenário foi o mesmo. O Uruguai chegou após um cochilo da defesa francesa, mas Loco Abreu parou nos pés de Lloris, que enfim sujava o uniforme. Já Les Bleus também aproveitaram vaciladas dos zagueiros laterais uruguaios, mas Valbuena (defesa de Muslera) e Benzema (no pé da trave) não fizeram gol.
Ficou óbvio que Didier e El Maestro terão muito que trabalhar nestas eliminatórias. A França ainda tem a esperança de recuperar Nasri ou Gourcuff para pensar o jogo pelo meio. Já a Celeste não tem um jogador com estas características desde Álvaro Recoba, e Diego Forlán não tem mais condições físicas de desempenhar esta função.

Imagens: AFP/Alain Jocard

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Pré-análise do PSG temporada 2012/2013




Começa neste sábado (11) a caminhada do Paris Saint-Germain rumo ao terceiro campeonato francês. Com bastante dinheiro na conta, vindos do xeque Nasser Al-Khelaïfi, o PSG foi quem mais gastou não só na França, mas no continente europeu inteiro. Thiago Silva, Ibrahimovic, Lucas, Lavezzi e Verrati somaram juntos cerca de € 155 milhões aos cofres do bilionário do Catar. Tudo isso para elevar o nome Tricolor por todo o mundo. Mas para ganhar a Europa, o Paris precisa vencer a França primeiro, algo que não ocorre desde 1994.

Esquema tático

O 4-3-3 (ou 4-2-3-1) "torto" de Ancelotti
Ancelotti sempre foi adepto ao 4-3-2-1. Foi assim que construiu o supertime do AC Milan em 2007, apoiado nos talentos de Pirlo, Seedorf e de um espetacular Kaká. No PSG, a ideia pode se repetir. Mas algo diferente vem acontecendo nos amistosos de pré-temporada. O Paris vem jogando em um 4-3-3 "torto", esquema bem parecido ao preferido de Ancelotti, a não ser pelo fato de os dois jogadores da terceira linha atuarem como pontas ao invés de meia-atacantes. Com isso, abrem espaço para os volantes armarem e é aí que Pastore entra. O argentino vem atuando como volante pela esquerda, muito distante da frente. Assim, o time ganha bastante na saída de bola - além do que Pastore vem fazendo um bom trabalho na marcação, com dedicação. Mas perde na qualidade ao ataque. Pode ser algo que Ancelotti mude no futuro, mas por enquanto é este o esquema.



Defesa

Sirigu e Douchez são dois goleiros muito bons, estão entre os melhores da França. Nas laterais, Jallet e Tiené não convencem totalmente o torcedor, mas são opções razoavelmente boas, principalmente em termos de França. Quanto a Europa, tenho minhas dúvidas. Maxwell ainda não jogou o que se espera e pode atuar até como um terceiro volante no esquema. Bisevac, como lateral-direito reserva, é fraquíssimo. O miolo de zaga é invejável, com Diego Lugano, Alex, Sakho e o melhor do mundo, Thiago Silva. Opções de sobra para corrigir os defeitos da temporada passada.

Meio


Verratti é uma joia a ser lapidada. Marca bem, distribui, tem habilidade e um domínio de bola que é impressionante, mas deve demorar a se destacar na Ligue 1, até por vir de uma segunda divisão italiana. Matuidi, Bodmer e Chantôme são bons jogadores, podendo ajudar Thiago Motta, de quem se espera mais. O meio parisiense sabe marcar e armar. Pastore é outro que deve crescer bastante em sua segunda temporada francesa, mais ambientado e maduro. Espera-se que ele não oscile tanto. Rabiot e Lucas, em janeiro, são jovens opções para temporadas futuras. O são-paulino chegará no meio do campeonato e não deverá ter tanto espaço no início.

Ataque
O Paris aposta na velocidade/habilidade dos pontas Lavezzi e Nenê – este se continuar no clube – e na movimentação do trio ofensivo, também composto por Ibrahimovic, que é certeza de gols. Gameiro, Ménez e Luyindula são ótimas opções, mas o mesmo não pode-se dizer do fraco Hoarau.

Todas as atenções estarão voltadas para o gigante da capital. Com tanto investimento, publicidade e talentos, este é um ano decisivo para o PSG. E o Tabela Online acompanhará a temporada inteira do time parisiense, junto aos amigos do PSG Brasil e os outros fãs do clube.

Twiters: @RamosVinicius01
             @ParisSG_Brasil
             @PSG_BRASIL

Imagens: C.Gavelle/PSG

sábado, 28 de julho de 2012

Ibra marca na estreia, mas PSG empata mais uma




Terminando o tour pelos EUA, o PSG disputou o segundo amistoso em terras estadunidenses justamente na capital do país, Washington. O adversário era o DC United, apenas o 11º colocado da MLS. Na estreia do sueco Zlatan Ibrahimovic com a camisa tricolor, o PSG voltou a decepcionar com um novo empate após sair na frente do placar.

Talento de Ibra logo no início

Analisando os jogos do PSG nesta pré-temporada, fica bem claro que o treinador Carlo Ancelotti planeja o time no 4-3-3 (ou 4-3-2-1) para o restante do ano esportivo. Em campo, o técnico mais uma vez mesclou titulares com reservas, com destaque para Ibrahimovic, que começou como vestindo pela primeira vez a camisa 18. No segundo toque do sueco na bola, aos 2’, o atacante cortou e gingou para cima do defensor e abriu o placar para o PSG. O trio de ataque, composto por Ibra, Nenê e Ménez, se destacou pela intensa movimentação e troca de posições, dificultando a marcação. Com o placar favorável, o Paris passou a jogar no erro do adversário até o jogo ser interrompido aos 22’, devida a forte chuva que caia em campo. Na volta, Alex deu lugar a Sakho, mas a defesa continuava segura, com destaque para Lugano.

A saída de bola do PSG é que não era boa, com pouca participação dos volantes de lado, Bodmer e Maxwell. O PSG se comportava bem sem a bola, compactando e marcando bem, com destaque para Ibra, que voltava para ajudar. Com a bola, a equipe se mostrava displicente e sem objetividade, profundidade e apoio dos laterais. Aos 32’, o árbitro deu um pênalti discutível de Bisevac, ao tocar a bola na mão. O DC empatou, com De Rosário. Aos 38’, Ibra saiu para a entrada de Hoarau, que juntamente a Bisevac, mostraram mais uma vez que não são jogadores a altura do novo PSG.

2ª etapa morna

Na volta do intervalo, Ancelotti mexeu bastante na equipe. Em campo, fica claro também que Pastore atuará como um volante pelos lados no esquema de Ancelotti. Com o argentino em campo, o time começou verticalizando mais as jogadas e mais criativo, além de mais disposto. Aos 60’ o jogo foi parado após uma dividida que Chantôme levou a pior e foi substituído por Rabiot. O Paris voltou da paralisação totalmente apático e sem vontade, criando pouco. Hoarau ainda foi substituído aos 67’ por Luyindula, que deu mais movimentação ao ataque. O time só acordou nos acréscimos, quando perdeu chances com Luyindula e Sakho, mas era tarde demais para uma vitória.

Este foi o terceiro empate em quatro jogos de pré-temporada do PSG. É claro que não PE preocupante, por serem amistosos ainda, mas já deixa o torcedor desconfiado, com uma pulga atrás da orelha pela falta de vitórias. O Tricolor voltará a campo no dia 4 de agosto, quando jogará no Parc des Princes contra o FC Barcelona.

Imagens: Divulgação PSG ; Footballuser

segunda-feira, 26 de março de 2012

Lugano: "Um dia voltarei ao Brasil e ao São Paulo"



Com 31 anos de idade e 12 de carreira, Diego Lugano já faz parte de uma classe de jogadores que transformou o futebol uruguaio num dos mais respeitados do mundo. Tanto com a camisa da seleção como defendendo as cores de clubes como São Paulo, Fenerbahçe e Paris Saint-Germain, La Tota deixou a sua marca, ganhando títulos e transformando-se em referência, principalmente pela garra demonstrada em qualquer partida.

Direto da França, o capitão do selecionado celeste, quarto colocado na Copa do Mundo da FIFA 2010 e campeão da Copa América 2011, conversou com o FIFA.com sobre o bom momento da seleção, sobre sua atual fase no PSG e fez uma revelação para deixar qualquer são-paulino esperançoso: "Um dia voltarei ao Brasil para jogar no São Paulo". Confira a entrevista completa:

FIFA.com: O que significa para você fazer parte deste momento de tanto sucesso da Celeste?
Diego Lugano: É um orgulho muito grande fazer parte deste processo, que está de acordo com o nível da cultura e da história do futebol do Uruguai. Recolocamos a seleção entre as melhores do futebol mundial, não só com títulos e boas atuações, mas impondo respeito. Agora todos jogam contra o Uruguai como se estivessem em uma final para ganhar prestígio. Isso nos deixa feliz e nos motiva para seguir por este caminho.

Vocês se consideram a melhor seleção da América do Sul?
Independentemente do que sentimos ou deixamos de sentir, é o que os números indicam. Fomos os melhores na Copa do Mundo, ganhamos a Copa América e estamos em primeiro nas eliminatórias sul-americanas. Além disso, não é qualquer seleção que chega a 14 partidas sem derrotas. Por isso digo que hoje somos a equipe a ser batida na América do Sul, mas não deixamos o sucesso subir à cabeça. Este grupo trabalha todos os dias com humildade para manter-se, o que já é difícil, e para alcançar novas metas. Este ano, além das eliminatórias temos os Jogos Olímpicos, uma competição que o Uruguai conquistou por duas vezes, o que a torna muito especial.

As boas campanhas despertam expectativas, mas também geram obrigações. Classificar-se ao Brasil 2014 é uma delas?
Conquistar uma vaga para a Copa do Mundo não é uma obrigação atual e sim histórica. A diferença é que hoje estamos num ótimo momento. Se tivemos dificuldades é porque as eliminatórias sul-americanas são as mais difíceis do mundo. E estas não serão diferentes, mesmo que tenhamos iniciado bem.

É difícil pensar nas duas próximas partidas da seleção faltando tanto tempo?
Para nós não é difícil, pois são as mais importantes que temos pela frente. A Venezuela deixou de ser simplesmente uma equipe que pode tirar pontos, passou a ser um rival direto na briga pela vaga, e o mesmo ocorre com o Peru. Nas últimas três eliminatórias não conseguimos conquistar, em Montevidéu, os seis pontos contra essas duas seleções. Vencê-las nos deixaria muito bem colocados para a sequência da competição, mesmo que as outras seis partidas deste ano também sejam decisivas, pois o objetivo é a classificação direta.

Muitos pensam que, por ser o anfitrião, o Brasil será o grande favorito em 2014. Você, que já jogou e foi ídolo no futebol brasileiro, o que pensa a respeito?
Pela grandeza que tem e pela necessidade de ganhar um título em casa, sem dúvida o Brasil deverá conviver com muita pressão e responsabilidade, o que é difícil de administrar. Eu gosto de ter esse tipo de pressão, pois nos direciona a grandes feitos. O Brasil já demonstrou no passado que sabe conduzir esse tipo de situação, mas é difícil apontar hoje se o grupo que vai à Copa do Mundo saberá lidar com isso. O que houve em 1950 não quer dizer nada.

Em relação a 1950, você acredita que o Uruguai pode repetir semelhante façanha?
Espere, primeiro precisamos nos classificar (risos). Mas, se o Uruguai garantir vaga na Copa do Mundo e chegar lá no mesmo nível em que estamos hoje, seguramente será protagonista. Não sei se favorito, mas sem dúvida será muito respeitado.

A Copa do Mundo da FIFA 1950 fez com que Obdulio Varela, capitão daquela seleção, fosse praticamente imortalizado. Você se inspira nele?
O futebol uruguaio tem mais de 100 anos de história e revelou grandes capitães, algo que se transmite de geração em geração. Herdamos essas coisas de jogadores mais recentes, como Enzo Francescoli, por exemplo, que deu tudo por esta camisa. Varela foi uma das maiores referências, e estou orgulhoso de ser o sucessor de todos os que já ostentaram a braçadeira de capitão e da responsabilidade que isso exige. O ideal é ser um capitão como os de antes, mas adaptado aos tempos modernos.

Vamos falar do seu atual momento na França. Você se imagina ídolo do Paris Saint-Germain como foi nos clubes anteriores?
No ano passado aceitei a mudança como um desafio, como uma meta de que eu precisava. Queria começar do zero, me motivar outra vez, sentir a adrenalina e a pressão de jogar numa equipe diferente, num clube grande, que não ganha títulos há anos e precisa deles urgentemente. Vou dar o máximo e tomara que todos reconheçam isso. Tenho um grande compromisso com a causa.

Algo que nos causa estranheza é que você não parece fazer um grande esforço para jogar na Espanha, Inglaterra ou Itália...
Não faço nenhum grande esforço. Joguei no São Paulo, o clube mais importante do Brasil. Atuei na Turquia, onde se vive o futebol com uma paixão incrível, e num clube como o Fenerbahçe, que mobiliza mais gente do que você pode imaginar. Agora estou no PSG, o maior clube da França, participando de um projeto muito ambicioso. Prefiro realmente desfrutar do lugar onde estou a sonhar com outra coisa.

Não pensa em voltar a atuar na América do Sul antes de parar de jogar?
Sim, um dia voltarei ao Brasil para jogar no São Paulo, que é a equipe que me projetou na carreira. Sou identificado com o clube, os torcedores pedem para eu voltar. Na Turquia também foi marcante, mas creio que a única chance de voltar à América do Sul é para o São Paulo.

Deixando o futebol um pouco de lado, o que é mais difícil: jogar uma Copa do Mundo, ser o único filho homem entre cinco irmãs ou ser pai?
As três tarefas são dificílimas (risos). Ser pai é para toda a vida e envolve uma responsabilidade muito maior que jogar bem. É complicado, pois nós jogadores vivemos numa espécie de bolha. Os nossos filhos crescem nesta situação irreal e precisam saber que a maioria de nós precisou lutar para crescer. E não é fácil, pois ficamos longe de casa, às vezes em outro país, numa luta diária e complicada. Não se tem certeza de que vai dar certo, mas ainda assim se luta por esse objetivo.

Quando criança, deve ter sido difícil falar de futebol com tantas mulheres ao redor, não? Claro que ajudava ter um pai jogador...
Falava-se pouco, e fala-se pouco agora também. É necessário ter os pés no chão, e esse é o papel da família. Com o meu pai sempre acabamos discutindo, pois ele nunca está satisfeito, nem comigo, nem com a minha equipe, nem com a seleção. É difícil dialogar com quem pertenceu a outra época, quem viveu outras coisas, mas sei que ele está orgulhoso de mim.

Para concluir, se o FIFA.com esfregasse a lâmpada mágica, o gênio aparecesse e você tivesse três desejos esportivos para 2012, o que pediria?
O que mais me motiva é ir aos Jogos Olímpicos, por tudo o que a competição representa para o povo uruguaio. É difícil, porque só entram três jogadores acima da idade, mas desejo de coração. Depois, que os meus compatriotas sigam jogando bem nas suas equipes, pois isso é proveitoso para todos nós e deixa o futebol uruguaio em alto nível. E também gostaria muito de me firmar no PSG conquistando um título.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Frase do dia




"Ganhamos o troféu Fair Play, e quem recebeu foi o Lugano. É como dar o prêmio da paz ao Bin Laden" - Loco Abreu

domingo, 24 de julho de 2011

Na base da raça e da mística, Celeste volta ao lugar merecido!



Dezesseis anos depois, o Uruguai conquista um título de expressão no cenário do futebol mundial. A Copa América-2011 foi vencida por um time guerreiro, entrosado, unido e com talentos individuais que se sacrificam pelo próximo e pela pátria, jogando sem firula e com padrão tático. 

El Maestro Óscar Tabárez continua um trabalho iniciado em 2006, ainda nas Eliminatória da Copa da Alemanha. Com isso, o time uruguaio tem uma força que poucas seleções no mundo possuem, mesmo não tendo tantos talentos individuais assim. Tabárez tem o time nas mãos, e consegue reformular aos poucos. O melhor exemplo disso é o jovem Sebastián Coates, zagueiro de apenas 21 anos que ganhou a vaga de titular nesta Copa América e foi eleito a Revelação do torneio.
Coates recebe o troféu de Revelação
Falando em Coates, como é promissor este zagueiro! Já disse uma vez, mas repito, Coates é alto (tem 1,98m), rápido, guerreiro e sabe sair jogando. É uma pena ele não vir jogar no Brasil este ano, já que provavelmente fechará com o City para a próxima temporada.

Forlán e Suárez formam uma das mais mortais duplas de ataques do mundo, e foram os dois melhores jogadores da competição. Luisito Suárez ganhou, merecidamente, o prêmio de melhor do torneio. Foi goleador, brigador e incisivo, superando seu companheiro de ataque como estrela da Celeste desta vez. 
Suárez, o melhor do torneio!
Forlán, por sua vez, desencantou somente na final, marcando duas vezes, porém seu papel em campo como armador e garçom deram um fôlego enorme para o time no torneio. E é sempre bom lembrar que Diego, filho de Pablo Forlán, se tornou o maio artilheiro da HISTÓRIA da Celeste, com 31 gols marcados. Sua família tem o DNA da Celeste, visto que seu avô materno Juan Carlos Corazo, e seu pai, Pablo Forlán, foram campeões e ídolos do futebol uruguaio.
Forlán entrou de vez na história Celeste
Existem vários outros nomes que devem ser citados neste elenco, como Maxi Pereira, Diego Pérez, Arévalo Rios, Loco Abreu e Edinson Cavani. Mas nenhum deles representa melhor uma Seleção do Uruguai, ou o povo uruguaio de uma forma geral, como o zagueiro e capitão Diego LUGANO
Lugano: Capitão e símbolo
O camisa 2 tem uma raça e liderança excepcionais, algo raramente visto no futebol mundial. Não é à toa que vira ídolo por onde quer que jogue. É a cara deste time vitorioso. Deu orgulho ver um jogador assim, e ainda com caráter fora do comum para um jogador de futebol profissional nos dias atuais, levantar a taça. Parabéns à Lugano e todo o povo Celeste!





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