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sábado, 14 de maio de 2011

La Liga 2011 - Visca el Barça!



Os espanhóis já conhecem o seu campeão da temporada 2010/2011. Pela terceira vez consecutiva, o FC Barcelona ganhou e com sobras o título nacional. Com um empate sem brilho em 1x1 contra o Levante em Valência( Keita fez o gol do título), os Culés comemoraram seu 21º tíitulo espanhol, dez a menos do que o arqui-rival Real Madrid.



O Barça venceu, convenceu, encantou e encheu os olhos de todos nesta temporada mais uma vez. A defesa foi pouco exigida devido ao sistema de marcação na saída de bola adversária e a posse da mesma, mas sempre quando Váldez, Dani Alves, Piqué, Puyol e Abidal foram acionados, se saíram muito bem, mostrando solidez.



O meio campo foi o destaque da equipe. Sergio Busquets mostrou grande personalidade, força na marcação e qualidade na saída de bola. É quase sempre um coadjuvante quando se fala em Barça, porém é um dos mais importantes jogadores para o estilo Tique-Taca da equipe. Iniesta foi o craque de sempre, marcando, armando e concluindo com uma facilidade incrível. No dia em que comemorou seus 27 anos, o herói do título da Espanha na Copa do Mundo-10 pode comemorar mais uma conquista nacional. Xavi Hernández, pra mim, continua sendo o melhor volante que já vi jogar. Marca bem, arma jogadas, chega à frente, cruza com perfeição, conclue com facilidade e é frio com a bola nos pés, nunca se afobando. Além disso, sua qualidade nos passes é algo de outro mundo, ditando o ritmo desta geração Culé. Um verdadeiro maestro.

Na frente, Pedro e David Villa fizeram um primeiro turno impecável. Com rapidez e precisão, a dupla deu o toque final ao time. Caíram de produção na reta final, mas nunca deixaram de se esforçar e ajudar a equipe. E ainda tiveram ele ao lado...LIONEL MESSI.



"Messias" foi, mais uma vez, o craque da competição. Com 31 gols marcados até agora e 18 assistências, o argentino fez gols e partidas memoráveis. O camisa 10 jogou este ano em uma posição completamente diferente da que jogava no time Blaugrana. Antes, ele fazia o papel de ponta direita, mas com liberdade de cair às vezes pelo meio. Esta temporada, Messi jogou pelo meio. Faz a função de camisa 10 quando o time tem o domínio de bola, armando e jogando entre as duas linhas defensivas adversárias. Quando o Barça chega próximo ao gol, Messi, de apenas 1,69m, vira o centroavante do time, apoveitando de sua habilidade e velocidade.



Méritos ao técnico Pep Gardiola, que em 3 anos no FC Barcelona, conquistou 3 títulos de La Liga. Pep pegou um time em que a maioria havia acabado de conquistar uma Copa do Mundo, jogadores fisicamente esgotados e que tinham ganho tudo o de mais importante no clube. Mesmo assim, os motivou e mudou o esquema ofensivo da equipe, trazendo David Villa para a ponta esquerda, Pedro para a direita e Messi pelo meio. Essa simples alteração confundiu os adversários que, até hoje, não sabem como neutralizar o esquema montado por Guardiola. O banco de reservas foi muito importante para o Barça mais uma vez, contando com jogadores como Mascherano (virou um 12º jogador), Adriano, Maxwell, Keita, Afellay e os jovens vindo de La Bacia (divisão de base barcelonista) como Bojan, Thiago Alcântara, Jeffrén, Fontás entre outros.



Mais uma taça para a sala de troféus Culé e com muita justiça.

Para terminar, fiquem com 2 vídeos. O primeiro é, segundo L.Messi, a música que embalou o FC Barcelona nesta conquista. É um hip hop da banda espanhola Delahoja. A música se chama Nuestra BSO. Segundo o argentino, em sua página no Facebook, a música foi um ‘talismã em toda a temporada, nos vestiários e também no Camp Nou’.





Depois, assistam o vídeo lançado pela TV Barça com os jogadores da equipe em uma banda comemorando o título tocando Satisfaction dos Rolling Stones.




VISCA EL BARÇA!



Imagens: EFE

domingo, 17 de abril de 2011

La Liga - Real Madrid CF 1x1 FC Barcelona - A primeira batalha


O Superclássico entre Real Madrid CF e FC Barcelona será algo comum nas próximas semanas. Em 18 dias, os eternos rivais se enfrentarão 4 vezes, em jogos extremamente decisivos e em três torneios difrentes (La Liga, Final da Copa do Rei e semifinais da Uefa Champions League). E neste primeiro duelo, deu empate, no Santiago Benabéu, decidido pelas maiores estrelas das equipes.

Táticas - Mourinho surpreende e Puyol  retorna!


Mourinho deve ter passado os 5 meses desde a goleada de 5x0 sofrida no primeiro turno pensando em como frear o Barça. Com isso, o português mudou totalmente a forma do Madrid jogar. Os Merengues vieram no 4-3-3, com Benzema, Ronaldo e Di María na frente, Alonso Khedira e Pepe no meio. Os três atacantes marcavam a saída de bola e os três do meio marcavam Xavi (Alonso), Iniesta (Khedira) e Pepe no meio, ocupando o espaço sempre muito utilizado por Lionel Messi, entre as duas linhas defensivas. Sem a bola, Benzema marcava Busquets. Com isso, o Madrid conseguiu dificultar a saída de bola catalã.

O Barça não teve muitas novidades. Adriano ganhou de vez a vaga deixada por Abidal (fez uma séria cirurgia de retirada de tumor no fígado)  e Carles Puyol, capitão e símbolo barcelonista voltou ao time após 4 meses, recuperado de uma tendinite. Puyol mudou a cara da zaga do time, dando aquela força e segurança.

O jogo

Marcando a saída de bola adversária, o Madrid conseguiu diminuir o ímpeto ofensivo do Barça, mas o time blaugraná ainda conseguia se impor. Tocando a bola, se movimentando e envolvendo, o Barça fazia o seu jogo, enquanto o Madrid apostava em bolas lançadas para a frente, se preocupando mais em marcar do que em jogar. Até os 20', o Barça tinha incríveis 83% de posse de bola, enquanto o Madrid marcava incansavelmente.

O jogo foi muito embolado no meio campo e as chances foram esporádicas. Messi teve uma clara, aos 18', porém não conseguiu encobrir Casillas. Aos 25', lance polêmico. David Villa se choca com Casillas na área e o juiz (erroneamente) não marca pênalti. A chance mais clara foi aos 44', em cabeçada de C.Ronaldo que Adriano tirou em cima da linha.

No 2º tempo, o jogo melhorou. Ronaldo mandou uma bomba no pé da trave aos 4'. Aos 6', Villa foi lançado, driblou Albiol e foi derrubado na área. O zagueiro foi expulso e Lionel Messi marcou de pênalti o primeiro gol do jogo.



Depois, o Barça encontrou espaços, e o Madrid parecia não ter forças para reagir. Mourinho trocou o nulo Benzema por Özil, Di María por Arbeloa e Xabi Alonso por Adebayor. O Real cresceu, e aos 36' foi a vez de Marcelo ser derrubado por Dani Alves dentro da área. Ronaldo bateu e converteu. O pênalti em si foi duvidoso (eu marcaria), mas o árbitro não teve critério em expulsar Dani Alves, que já tinha cartão amarelo.



Fim de jogo, e o 1 a 1 foi extremamente favorável ao FC Barcelona, que continua 8 pontos a frente faltando seis rodadas (18 pontos em disputa), sendo que o Barça tem a vantagem no primeiro critério de desempate, que é o confronto direto (5x0 e 1x1). Na quarta, as equipes decidem a Copa do Rei, no Estádio Mestala, em Valência, enquanto nas próximas semanas os gigantes se enfrenta pela UCL. Puyol e Abidal, que sentiram uma contratura, são dúvidas. Mourinho só não terá Albiol, que mesmo tendo sido expulso em La Liga terá de cumprir pena na Copa do Rei, mas José pode ter começado a descobrir o caminho das pedras para finalmente, o Madrid derrotar os rivais após quase três anos. Desde 7/05/2008 isso não acontece.Foram 6 jogos e, na soma, humilhantes 17 a 3 para o FC Barcelona.




REAL MADRID 1 X 1 BARCELONA
Estádio: Santiago Bernabéu, Madri (ESP)
Data/hora: 16/4/2011 - 17h (de Brasília)
Árbitro: Muñiz Fernández (ESP)
Cartões amarelos: Adriano, Piqué, Daniel Alves, Valdés, Xavi (BAR); Marcelo, Arbeloa (REA)
Cartão vermelho: Albiol, 6'21ºT (REA)
GOLS: Messi, 7'/2ºT (0-1); Cristiano Ronaldo, 36'/2ºT(1-1)
REAL MADRID: Casillas, Sergio Ramos, Albiol, Ricardo Carvalho e Marcelo; Pepe, Xabi Alonso (Adebayor, 22'/2ºT) e Khedira; Di María (Arbeloa, 22'/2ºT), Benzema (Özil, 11'/2ºT) e Cristiano Ronaldo. Técnico: José Mourinho.
BARCELONA: Valdés, Daniel Alves, Piqué, Puyol (Keita, 13'/2ºT) e Adriano; Xavi, Busquets e Iniesta; Pedro (Afellay, 21'/2ºT), Messi e Villa. Técnico: Pep Guardiola.

Imagens: Reuteurs, Blog Olho Tático, EFE, Reprodução

sábado, 5 de março de 2011

La Liga - FC Barcelona 1x0 Zaragoza - Vitória sem o encanto habitual



Foi uma vitória simples e magra. O Barça, em casa, enfrentou o Zaragoza (15º colocado), com a esperança de vencer e continuar na liderança isolada de La Liga10/11.

Sem Puyol (machucado), Busquets, Iniesta, Abidal e Villa (poupados), o Barça encontrou muitas dificuldades para passar pela retranca do Zaragoza, que veio no esquema 5-3-2. As melhores chances dos barcelonistas foram em jogadas pelas linhas de fundo, sempre cruzando para quem vinha de trás. Foi em um lance assim que Messi cruzou para Keita fazer o único gol do jogo.

No 2º tempo, o ex-barcelonista Edmílson entrou em campo pelos visitantes e deu uma qualidade maior para o meio campo do Zaragoza, mostrando que é um absurdo o brasileiro ser reserva desta equipe. Messi,  melhor do mundo, fez apenas algumas jogadas individuais isoladas (como a do gol) e esteve longe de ser "La Pulga" de sempre. Bojan ficou devendo mais uma vez, mostrando que ainda não tem cacife para ser titular deste time. Os melhores em campo foram Keita (autor do gol da vitória, sendo que já havia feito um minutos antes, mas o assistente anulou erroneamente), Dani Alves (com velocidade e passes precisos, mostrando porque é o melhor lateral direito do mundo no momento) e Mascherano. Continuo achando que Masch não encaixa no estilo de jogo deste Braça, porque ele é um ótimo cão de guarda, mas não tem muita qualidade com a bola nos pés. Porém, hoje, o camisa 14 jogou muito e não perdeu uma dividida sequer, sendo um dos destaques em campo. O goleiro Tony Doblas, do Zaragosa, também se destacou em campo.

Para o FC Barcelona resta agora aguardar e se preparar para o confronto de terça pela Champions League contra o poderoso Arsenal, onde o Barça precisa vencer em casa para se classificar. Sem Piqué (suspenso) e com a dúvida de Puyol (machucado, não sabe se terá condições de jogo), a zaga dos Culés preocupa, já que Abidal pode jogar bem por ali, mas Gabri Milito, que foi titular hoje, ainda está sem ritmo de jogo e bem longe de manter o nível dos titulares.

Foto: EFE

terça-feira, 30 de novembro de 2010

La Liga - FC Barcelona 5x0 Real Madrid CF - Humilhante!


Dani Alves traduziu o jogo com apenas uma frase, na entrevista coletiva: "Foi um banho". E foi!
O Barça passeou, deitou e rolou ontem no Camp Nou, como poucas vezes havia visto na história do Superclássico. O Madrid ficou completamente perdido, desnorteado em campo, do início ao fim do jogo. Nem parecia um time grande, muito menos o líder da competição, invicto na temporada, que vinha agradando todos.
Jornais catalães estamparam em suas capas frases como "Orgasmo de futebol" e "Monólogo do Barça" e, sinceramente, foi essa a impressão que tive ao ver o jogo ontem. Este Barcá, como costumo dizer, é uma ópera em acmpo, tudo muito bem organizado, cada um fazendo a sua parte genialmente, sem ninguém querer fazer um solo para aparecer mais, e tudo muito bem orquestrado pelo Maestro Pep Guardiola.


Imposição

O Barcelona joga na base da imposição, por meio da posse de bola e seu estilo "tique-taca", com passes de primeira e muita movimentação. Mesmo sem uma referência, o time é ofensivo e verticaliza muito as jogadas, com lançamentos precisos. Foi isso que ocorreu nos mais de 90 minutos de ontem, e o Madrid, coitado, ficou perdido.

O meio campo madridista não apareceu, volantes ficaram perdidos, Di María e Özil foram nulos e Ronaldo, por melhor que seja, não faz milagres sozinho contra quatro ou cinco defensores.

Lionel Messi não marcou, mas fez um partidaço! Deu assistências geniais, uma bola na trave que só ele é capaz, dançou pra cima de seus marcadores, enfim, foi Messi! Villa marcou dois, deu uma assistência, Iniesa e Sergio foram muito bem, e está vitória foi do coletivo blaugraná. Porém, se houve um destaque, ele se chama Vaxi Hernandéz. O camisa 6 marca, compôe espaço, se movimenta, dribla, arma e finaliza à gol com a mesma eficiência. É outro GÊNIO. Sua qualidade de passe é impressionante.

Papelão Merengue

Durante o jogo inteiro, o Madrid não viu a cor da bola e apelou para a violência. Como a maioria dos jogadores do Barça é de origem espanhola, e estavam no grupo campeão mundial, a impressão que dava era de que Messi, por ser argentino ( e craque, é lógico), viou o catalizador das porradas.
Porém, no final, após os 5x0, sobrou pra todo mundo, quando Sérgio Ramos deu entrada criminosa em Messi e brigou com os compatriotas Puyol e Xavi. Um papelão de Ramos que, com a expulsão de ontem, se tornou o jogador mais expulso da história do Real Madrid. Espero que o tribunal desportivo espanhol puna severamente o lateral, pois a entrada em Messi foi um crime ao futebol arte.

Inesquecível

Para quem viu o jogo, ficará a marca de uma partida inesquecível, de um time que também pode ser adjetivado assim. Foram 5x0, humilhantes e históricos para quem presenciou eta obra de arte esportiva chamada Barcelona FC.

BARCELONA 5 X 0 REAL MADRID
Estádio: Camp Nou, em Barcelona (ESP)
Data:
29/11/2010
Árbitro:
Eduardo Iturralde (ESP)
Público:
98.255 espectadores
Cartões amarelos:
Valdés, Villa, Messi, Puyol e Xavi (BAR); Cristiano Ronaldo, Pepe, Xabi Alonso, Casillas, Ricardo Carvalho, Sergio Ramos e Khedira (RMA)
Cartões vermelhos: Sergio Ramos 47'/2ºT (RMA)
GOLS:
Xavi 9'/1ºT (1-0), Pedro 18'/1ºT (2-0), Villa 9'/2°T (3-0), Villa 12'/2°T (4-0) e Jeffren 45'/2°T (5-0)
BARCELONA: Valdés, Daniel Alves, Piqué, Puyol e Abidal; Busquets, Xavi (Keita 42'/2°T) e Iniesta; Messi, Pedro (Jeffren 42'/2°T) e Villa (Bojan 30'/2°T). Técnico: Pep Guardiola.
REAL MADRID: Casillas, Sergio Ramos, Pepe, Ricardo Carvalho e Marcelo (Arbeloa 14'/2°T); Xabi Alonso e Khedira; Di María, Özil (Lass Diarra - Intervalo) e Cristiano Ronaldo; Benzema. Técnico: José Mourinho


Imagens: Reuteurs; Olho Tático; EFE

domingo, 28 de novembro de 2010

Histórico - El Superclássico

O Superclássico espanhol transcende as esferas esportivas. O FC Barcelona representa a Catalunha, um estado separatista que tem cultura, objetivos, visões e até língua própria.

O Real Madrid FC representa o governo centralizador madrilenho, o orgulho espanhol e sua realeza.

Por isso, o jogo é cercado de rivalidade, esportiva e histórica.

Durante a ditadura franquista, de 1939 até 1976, o ditador Francisco Franco poribia quaisquer manifestação catalã. Exceto em jogos do FC Barcelona, donde bandeiras poderiam ser hasteadas, cânticos serem girtados e o orgulho catalão poderia ser demonstrado. Isso porque Franco acreditava que seria mais cômodo tolerar manifestações confinadoas dentro de um estádio do que se forem feitas nas ruas. Era o famoso "dar um dedo para não dar uma mão inteira".

Com o tempo, após várias transferências de atletas de um time para o outro acirraram mais ainda o confronto. As principais transferências foram de Alfredo Di Stéfano, do Barça para o Madrid, em 1953. O argentino depois acabou se tornando o maior jogador da história dos Merengues.

Outra transferência polêmica foi do português Luís Figo, também do Barça para o Madrid, em 2000. Na oportunidade, Figo era o melhor jogador do mundo e ídolo incontestável da torcida Blaugraná. NO primeiro confronto  de Figo com a camisa branca, no Camp Nou, a torcida atirou vários objetos em campo, principalmente em cobranças de escanteio, que  o português batia. Até uma cabeça de porco foi atirada!

Ao todo, 33 jogadores trocaram de cores entre Madrid e Barcelona.

Um outro momento clássico vivido pelas duas torcidas foi em  2005, quando Ronaldinho, na época jogador do Barcelona, foi APLAUDIDO DE PÉ pela torcida merengue no Estádio Santiago Bernabeu, após marcar dois gols antológicos na goleada de 3x0 dos catalães.


Números do Superclássico

Jogos: 240
Vitórias do FC Barcelona: 109
Vitórias do Real Madrid CF: 79
Empates: 52

Taça dos Campeões Europeus / Liga dos Campeões Europeus

Número de partidas: 6
Vitórias do FC Barcelona: 1
Vitórias do Real Madrid CF: 3
 Empates: 2

Campeonato Espanhol:

   Número de partidas: 160
   Vitórias do FC Barcelona: 78
   Vitórias do Real Madrid CF: 52
   Empates: 30

Campeonato Espanhol no Estádio Camp Nou:

    Número de partidas: 80
    Vitórias do Barcelona: 41
    Vitórias do Real Madrid: 23
    Empates: 16

Campeonato Espanhol no Estádio Santiago Bernabéu:

    Número de partidas: 80
    Vitórias do FC Barcelona: 21
    Vitórias do Real Madrid CF: 45
    Empates : 14

Taça de Espanha:

    Número de partidas: 28
    Vitórias do FC Barcelona: 14
    Vitórias do Real Madrid CF: 9
    Empates: 5

Taça da Liga:

    Número de partidas: 6
    Vitórias do FC Barcelona: 2
    Vitórias do Real Madrid CF: 0
    Empates: 4

Supertaça Espanhola:

    Número de partidas: 8
    Vitórias do FC Barcelona: 2
    Vitórias do Real Madrid CF: 5
    Empates: 1

 Maiores goleadas do Real Madrid:

    No Santiado Bernabéu: 11 a 1 na temporada 1942/1943
    No Santiago Bernabéu: 6 a 2 na temporada 1934/1935
    No Camp Nou: 5 a 2 na Temporada 1962/1963

 Maiores goleadas do Barcelona:

    No Camp Nou: 7 a 2 na temporada 1950/1951
    No Santiago Bernabéu : 6 a 2 na temporada 2008/2009
    No Santiago Bernabéu : 8 a 1 na temporada 1947/1948

Maior empate:


    5 a 5 em 10 de Janeiro de 1943, no Estádio Camp Nou

    Maior artilheiro:

Di Stéfano do Real Madrid, com 18 gols

sábado, 27 de novembro de 2010

Pré Jogo - El Superclássico


FC Barcelona e Real Madrid FC são duas das maiores equipes do planeta. Não à toa o superclássico entre os dois é visto como um campeonato a parte. Pra mim, é o maior clássico do planeta bola. Craques, títulos, torcida e história futebolística e política desenham o superclássico e dão um charme a mais para o jogo.

Este ano, o primeiro superclássico será disputado no Camp Nou, em Barcelona. Porém, mesmo sendo fora de casa, já fazem alguns anos que o Real Madrid não encara o seu maior rival de igual para igual como se espera este ano. Cristiano Ronaldo e cia. vivem grande fase, com a liderança de La Liga e de seu "grupo da morte" na Liga dos Campeões, além de estarem invictos na temporada e contarem com o técnico José Murinho, que por si só já é uma atração a parte. Mas do outro lado está o Barça, time sensação dos últimos anos e que voltou a viver grande fase.

Barcelona - Futebol bem jogado

O Barça de hoje encanta. Seu futebol é rápido, ofensivo, inteligente e envolvente. Assistir a um jogo seu é como ir a uma ópera.
O time atual de Pep Guardiola conta com um lateral que mais parece um zagueiro (Abidal) e assim libera outro, que mais parece um ponta (Dani Alves), além de um meio campo extremamente criativo e a genialidade de um baixinho argentino da camisa 10, Lionel Messi.
O Barça deverá entrar em campo no seu famoso 4-3-3, sem nenhum centroavante, mas com Messi fazendo o papel de "falso nove" e Pedro e David Villa pelos lados afunilando.

Madrid - Força total

O Madrid se encontrou com José Mourinho nesta temporada. Desde que começou com a política de "galáticos", nunca um treinador pareceu mais apropriado para comandar um time de estrelas como o português.
Os Merengues jogam no 4-2-3-1, e deverão contar com os retornos de Khedira e Higuain, que não jogaram pelo meio de semana. Ronaldo é a estrela do time, mas Di María e Özil são o motor e maestro do time, respetivamente, e sem eles a "máquina" não funciona. Os madridistas estão confiantes em uma vitória, já que seu time apresenta um futebol vencedor e convincente, seguro lá atrás e criativo na frente.


Números na temporada

Em La Liga, os dois rivais empatam no número de gols marcados, 33, porém o Madrid sofreu menos gols, 6 contra 8. Mas nem por isso a defesa do Barcelona seja mais fraca do que a do Madrid, já que nenhuma das duas foi realmente testada no campeonato até agora.


Ronaldo x Messi - Um duelo a parte


Os dois craques são os dois últimos melhores jogadores do mundo, segundo eleição feita pela Fifa. E não é por menos. Cristiano e Lionel vivem grande fase, com gols, assistências e belas jogadas.
O português marcou 15 gols em 12 jogos em La Liga, média de 1,25, sendo o artilheiro da competição. O argentino tem 13 gols em 10 jogos, média de 1,30. Na Champions, messi leva vantagem, com 6 gols contra 3 do rival, ambos com cinco jogos disputados.

Durante a temporada, Messi participou diretamente em 58% dos gols da equipe Blaugrana (23 gols e 6 assistências), enquanto Ronaldo teve 54% de participação (18 gols e 6 assistências) dos 44 gols Merengues.


"Coadjuvantes" de luxo


Em quais outras equipes Xavi, Iniesta, Villa, Xabi Alonso, Özil e Di María seriam considerados coadjuvantes em um clássico?
Tais jogadores citados são responsáveis, em grande parte, pelo sucesso de seus respectivos times nesta temporada, sendo quase ou tão imprtantes quanto as estrelas Messi e Ronaldo. São eles que dão o balanço que um time precisa, sendo o algo a mais quando as principais estrelas se encontram em dificuldades.
E serão eles que penderão a balança no superclássico desta segunda-feira.


Expectativa

O Madrid joga no melhor estilo Mourinho. Defesa sólida, marcação forte, e ataque rápido, mortal e preciso na frente. É um time bastante balançeado, que não se retranca atrás nem se expõe na frente. Dita o ritmo do jogo.

Já o Barcelona costuma impor seu estilo com uma posse de bola rápida e envolvente, botando os adversários "na roda". Xavi e Iniesta são os cérebros do time, e não existem dois outros meio campistas no mundo que façam o que eles fazem, ainda mais com sua eficiência.

A expectativa é de um grande jogo, um espetáculo que só FC Barcelona e Real Madrid FC podem nos proporcionar. E que vença o melhor, já que é quase impossível dizer quem é antes desse superclássico!


Imagem: A Visão do Jogo

sábado, 30 de outubro de 2010

La Liga - FC Barcelona 5x0 Sevilla FC - Para Maradona tirar o chapéu

No estádio Camp Nou, em Barcelona, os donos da casa tinham a missão de vencer e encostarem no arquirrival Real Madrid pela Liga Espanhola. O adversário era o perigoso Sevilla, de Renato e Luís Fabiano, porém, ganhar do Barça completo em casa é uma das mais intragáveis tarefas no mundo desportivo. No dia em que Diego Armando Maradona, maior jogador argentino da história completa 50 anos, seu discípulo Lionel Messi, mais uma vez, comandou o show na Catalunha.









Táticas - Barça completo, Sevilla desfalcado

O FC Barcelona, após um longo tempo, teve todos os seus principais jogadores à disposição. Com isso, Pep Guardiola não inventou e escalou o time principal, no seu famoso esquema 4-3-3. Na linha de frente, Messi, David Villa e Pedro se movimentam bastante e constantemente trocavam de posição, confundindo a zaga adversária. Pedro até ficava um pouco mais fixo na esquerda, porém Messi e Villa revezavam e quebravam qualquer marcação.
Dani Alves também merece destaque taticamente, pois atua como um ala, quase um ponta direita, muito presente no ataque, posição essa ajudada por Abidal (lateral esquerdo que funciona como um zagueiro) e Xavi, que cobre bem o avanço do brasileiro.
1-V.Valdés; 2-Dani Alves, 3-Piqué, 5-Puyol, 22-Abidal; 16-Sergio Busquets, 6-Xavi, 8-A.Iniesta; 10-Messi, 17-Pedro e 7-David Villa. Téc: Pep Guardiola.

Já o Sevilla FC sofreu com ausências importantes, como Palop, Dragotinovic e, principalmente, Jesus Navas. Os visitantes jogaram no 4-4-2, com seus atacantes bem isolados e mal municiados.
13- Varas; 24-Konko, 4-Cáceres, 23-Ruano, 20-Dabo; 6-Romaric,  8-Zokora, 11-Renato, 16-Capel; 12-Kanouté e 10-L.Fabiano. Téc: Antonio Álvares.

1º Tempo: Pressão Blaugrana

Como era de se esperar, o FC Barcelona pressionou nos minutos iniciais, usando seu toque de bola, movimentação e talentos únicos. Logo aos 4, bombardeio barcelonista na área adversária e a "pelota"sobrou logo para ele, Lionel Messi abrir o placar.

O Barça continuava a frente, com sua linha de marcação avançada, não dando espaços para o Sevilla. Os visitantes até assustaram em um chute de Capel que Valdés defendeu bem. Porém, aos 23, Messi faz boa jogada pela direita, dribla dois em um toque só, carrega para o meio e rola para David Villa. O camisa 7 corta o defensor e arrisca de longe, mandando uma bola indefensável para o goleiro Varas. GOLAÇO de David MaraVilla.

Para completar, Konko faz duas faltas duras seguidamente e é expulso de campo. Se com onze já tava difícil, imagina como seria com apenas dez em campo...

2º Tempo: E continua o baile barcelonista

Na volta do intervalo, o técnico Antonio Álvarez fez duas alterações: tirou L.Fabiano e Dabo para colocar Luna e Cala. A ideia era se fechar melhor e apostar em Kanouté resolver lá na frente. Não deu certo.

Aos 7, Romaric recuou bizarramente a bola e antes do goleiro Varas chegar, Dani Alves se antecipou e encobriu o arqueiro. Nada de comemoração para o brasileiro que passou seis anos jogando no time da Andaluzia.


Guardiola começou a poupar seus jogadores, tirando Pedro e Xavi para as entradas de Mascherano e Bojan. O Barcelona agora jogava no 4-4-2 e não diminuiu o ritmo. Aos 19, Lionel Messi roubou a bola no meio campo e partiu para cima da zaga, no melhor estilo Maradona, para bater cruzado da meia lua e marcar mais um GOLAÇO. Foi o seu sétimo em La Liga, estando atrás apenas de C.Ronaldo (doze gols) na artilharia.


Com a vitória já garantida, o FC Barcelona diminuiu o ritmo e passou a tocar a bola. Villa perdeu uma boa chance aos 38, mas aos 45, o avante bateu de fora da área e deu números finais para o passeio Blaugrana.


Madrid vence e mantém a liderança


Jogando fora de casa, o real Madrid bateu o Hércules de virada, com dois gols de C.Ronaldo e um de Di María. Apesar da pressão madridista no jogo inteiro, o goleiro Calatayud se destacou ao fazer belas defesas, e falhar no gol de empate merengue. O criticado Benzema entrou bem aos 37 e mudou a cara do Madrid, participando diretamente dos dois gols finais do time branco, que continua líder de La Liga com 23 pontos, um a frente do Barcelona.


Imagens: Reuters; AFP; AP

sábado, 23 de outubro de 2010

La Liga - Real Madrid CF 6x1 Racing Santander - Passeio Madridista


Táticas - Racing defensivo
O Madrid entrou em campo no costumeiro 4-2-3-1, com o mesmo time que venceu o AC Milan no meio de semana pela Champions.
Casillas; Marcelo, Ricardo Carvalho, Pepe, Arbeloa; Xabi Alonso, Khedira, Özil (Canales, 29'/2ºT); Di María, Cristiano Ronaldo e Higuaín (Benzema, 31'/2ºT). T: José Mourinho.

O Racing Santander foi à campo para se defender e conseguir no máximo um empate. O esquema escolhido foi o 5-3-2.
Tono; Cisma, Torrejón (Ariel, 1'/2ºT), Ponce, Henrique e Francis; Minitis (Arana, 11'/2ºT), Colsa, Diop e Kennedy; Rosenberg. T: Miguel Ángel Portugal

1º Tempo – Madrid mortal

O Madrid impôs seu estilo rápido e mortal na primeira etapa. O Santander terminou até com maior posse de bola, 56%, porém todas as vezes que os Merengues tinham a “pelota” era mortal, principalmente porque o adversário jogava em linha, o que facilitou a vida do Real.
Aos 9, Di María acertou um lindo lançamento para Higuaín, com tranquilidade, abrir o marcador.
Aos 14, o mesmo Higuaín foi lançado na direita e cruzou para Cristiano Ronaldo marcar.
Aos 27, em jogada parecida com a do segundo gol, Özil apareceu livre na direita após novo lançamento de Di María e cruzou para Ronaldo marcar mais um.

Após os gols, o Madrid se segurou um pouco e administrou o placar na etapa inicial.

2º Tempo – Vira três, acaba seis

Na volta do intervalo, o ídolo recente do Coritiba Ariel entrou para dar ofensividade ao Racing.Mas o principal problema do time, seu lado esquerdo defensivo, continuava o mesmo. Aos 2, Di María, sempre ele, fez boa jogada por ali e cruzou para o inspirado C.Ronaldo marcar mais um.
Aos 10, pelo mesmo buraco, Di María sofreu pênalti claro. Adivinha quem cobrou e converteu? O craque da camisa 7, Cristiano Ronaldo, marcando seu décimo gol em La Liga e se isolando de uma vez por todas na artilharia.
Para completar, Özil fez boa jogada e marcou o seu tento, aos 26.
O gol de honra do Racing saiu apenas aos 36, quando P.Diop arrisocu de longe e contou com um desvio no meio do caminho.



Barça vence em Zaragoza
Mesmo jogando mal, o FC Barcelona venceu fora de casa o Zaragoza por 2 x 0 com dois gols de Lionel Messi e segue na disputa de La Liga. O time Blaugrana não contou mais uma vez com o maestro Xavi, mas teve em Messi o seu ponto de inspiração que lhe valeu os três pontos.


Imagens: AFP; Reuters

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