COPA DO MUNDO 2014 - NOTAS PARA O BRASIL X COLÔMBIA
No melhor jogo da Seleção neste Mundial, o Brasil soube dominar a forte Colômbia durante grande parte do tempo e se classificou para as semifinais da Copa do Mundo 2014. Méritos para Felipão, que corrigiu alguns erros da equipe.
COPA DO MUNDO 2014 - NOTAS PARA A FRANÇA X ALEMANHA
No clássico diante da Alemanha, a França voltou a ser eliminada por seu maior carrasco em Mundiais nesta sexta-feira (4). Sob forte calor no Maracanã, uma bola parada decidiu a partida que acabou com o sonho francês.
JUST FONTAINE, MAIOR ARTILHEIRO DE UMA COPA, COMPLETA 80 ANOS
O recorde mais antigo da história do esporte continua de pé. Desde 1958, ninguém conseguiu bater a marca de Just Fontaine, marroquino que defendeu as cores da França no Mundial da Suécia daquele ano, fazendo 13 gols em uma única edição.
ILEGAL OU IMORAL? ESCOLHA SEU LADO NO JULGAMENTO DA LUSA
Não é tão simples como muitos tentam pintar. O caso Héverton está causando um reboliço no futebol brasileiro e a possibilidade da Portuguesa cair, com um salvamento do Fluminense, mexe mais na ferida gangrenada do futebol brasileiro. A “vitória” do Flu por goleada de 5-0 no julgamento desta segunda-feira (16) trouxe mais indignação para muitos defensores do clube paulista em questão.
Quem me conhece, sabe da admiração que tenho por tudo o que envolve a França, ou
pelo Barcelona de Xavi, Messi e Iniesta. Mas, nesta final da Euro-12, reconheço:
torcerei por Mario Balotelli. Sem medo. Não me importo se a Itália ou a Espanha
ganhar. Quero apenas que Balotelli brilhe e cale a boca dos imbecis.
Mario é italiano, mas filho de ganeses, como seu nome do
meio – Barwuah – sugere. O pequeno garoto foi abandonado após o nascimento e
cuidado pela equipe médica do hospital ao qual veio ao mundo até os dois anos
de idade. Foi adotado então por uma família em Brescia e, de acordo com as leis
locais, tornou-se cidadão italiano aos 18 anos.
Negro, abandonado, descendente de africanos pobres. O
pequeno Mario conviveu com isso a vida inteira, talvez por isso tenha este
estilo imprevisível, infantil e completamente louco. Mas um bom louco. Desde
quando surgiu na Internazionale, torço o nariz para ele. O garoto joga muito,
mas se acha demais. Causa muita encrenca, se mostra mascarado por muitas vezes
e é irresponsável. Tudo o que odeio em um atleta. Mas, hoje, vejo um novo
Mario.
Confesso que Mario ganhou meu respeito nesta Euro-12. Não
pelos gols ou futebol jogado, pois isso eu já sabia que ele poderia fazer, ao
vê-lo na Europa há quatro anos. Mas sim pela sua história e determinação. Mario
é vaiado, xingado, achincalhado em todos os jogos pela torcida adversária – e muitas
vezes até a sua. Mas dá a resposta ao seu jeito, da forma que a vida o ensinou.
Por isso, torcerei por ele. Para que cale a boca dos
idiotas, estúpidos e frustrados. Torcerei até mais por ele do que pelo meu ídolo
Xavi, da Espanha. Porque Mario merece. Pelo menos desta vez, Mario pode ser o avatar
esportivo de algo muito maior do que uma vitória ou derrota.
Balotelli abraçou a mãe após o jogo contra a Alemanha
Na última decisão das quartas de finais da Euro-12, a Itália
levou a melhor sobre a Inglaterra nos pênaltis. A Azzurra fará agora a
semifinal colossal contra a Alemanha, no maior clássico europeu, que reúne sete
títulos mundiais em campo. Já pelo lado inglês, fica pelo menos a boa
impressão, muito devido à péssima expectativa criada em cima do time, com
sérios problemas para a disputa do torneio.
No jogo de hoje (24) em Kiev, as duas equipes começaram
atacando e quase abriram o placar, com De Rossi e Glen Johnson, mas pararam no
travessão e em Buffon, respectivamente. Depois, o que se viu foi a Itália
tomando a iniciativa e a Inglaterra se defendendo como podia, com mais uma
grande atuação de John Terry. A entrada de Andy Carrol até surtiu efeito
primário no English Team, mas com o passar do tempo, o time passou a adotar o
esquema 4-4-2 e, por muitas vezes, quem tinha de puxar o contra-ataque era o grandalhão
do Liverpool, o que jamais daria certo.
A Squadra Azzurra depositava suas fichas em Andrea Pirlo, o
melhor jogador do torneio até o momento. O craque de 33 anos ditou o ritmo do
jogo, marcando, armando e distribuindo as jogadas com uma elegância ímpar, sem contar a cavadinha esplêndida na cobrança do pênalti. A
Itália esbarrou na sólida defesa inglesa e criou as melhores chances nos
arremates de longe.
Mas a decisão foi para os pênaltis e Buffon foi quem acabou
a noite como herói. Defendeu a cobrança de Ashley Cole e garantiu a vaga para a
Azzurra. O goleiro, de 34 anos, sabe que esta será provavelmente a sua última
disputa de Eurocopa, por isso vibrava e chamava a atenção da zaga de maneira
ríspida. Se dedicou como nunca e foi recompensado, com uma defesa espetacular
no primeiro tempo e nas penalidades.
Acompanhei o amistoso entre Itália e EUA na terça-feira, com Gênova. Estava curioso para ver como o treinador Cesare Prandelli está armando a Seleção Italiana, que jogará a Euro 2012 no forte grupo com Espanha, Croácia e Irlanda. O que vi foram duas equipes muito bem montadas, com velocidade nas transições defesa – meio campo – ataque, times que vão dar muito trabalho nas próximas competições.
Apesar do resultado final – vitória dos EUA por 1 a o, gol de Dempsey -, a Itália mostrou um bom futebol e poderia ter saído com a vitória de campo. A Azurra de 2012 é bem diferente da que jogou a Copa do Mundo 2010. Aquele time sem meio campo e ataque inoperante deu lugar a um time renovado e rápido.
O meio de campo tem o toque de classe de Pirlo na cabeça de área, um diferencial ante as outras seleções do mundo. Marchisio e Nocerino completam o trio de volantes, caindo pelos lados e apoiando bastante o ataque. Com isso, a transição pelo meio campo fica ágil e com muita qualidade. Pena para os italianos que quem faz a armação central do time é o ítalo-brasileiro Thiago Motta, que começou a carreira como primeiro volante e virou meia atacante na Azurra. Motta é bom jogador, mas não parece ter a capacidade necessária para fazer bem esta função. Já o ataque italiano contou com dois jovens que vem se destacando no Calcio: Giovionco (Parma) e Matri (Juventus). Os dois formam uma boa dupla de frente, com rapidez e finalização mortal. Isso porque as primeiras opções de Prandelli para o setor estavam de fora do amistoso, Cassano e Balotelli. Pazzini, da Internazionale, também é boa opção.
Depois dos últimos fracassos da Itália, os tetracampeões parecem ter uma geração nova e promissora, que misturada com a força da camisa Azurra, pode voltar a surpreender o mundo da bola.
A Itália, tetracampeã mundial, atual detentora do título de melhor do mundo na Copa-06, está eliminada na primeira fase da Copa-10. Com apenas 2 pontos, 4 gols marcados e a lanterna de um fraco grupo, a Azzurra vive um drama já enunciado há muito tempo.
Com um time velho, sem talento no meio campo(com a ausência de Pirlo), zaga lenta e ataque inoperante, os italianos sofreram muito nesta Copa-10, e vão para casa mais cedo. Pela primeira vez, os últimos dois finalistas da Copa estão eliminados na primeira fase, graças à Itália e França.
A Azzurra de 2006 era um time com idade já um pouco avançada, mas seus jogadores estavam no auge, e com muito talento, esforço e aplicação tática, os italianos conquistaram o mundo. Após esta Copa, era necessária uma renovação. Mas novos talentos não apareceram na Velha Bota e a equipe de 2010 foi praticamente a mesma de quatro anos atrás. Muito disso se deve ao fato dos principais times italianos contarem com demasiados estrangeiros em seu elenco. Exemplo disso é a Internazionale, campeão de tudo nos últimos anos, e que não conta com NENHUM italiano dentre os titulares.
Mais uma triste ópera foi tocada ao som da tarantella na África do Sul em 2010. Resta saber como os italianos irão reagir à essa eliminação precoce e, sem dúvida nenhuma, traumática.
No Estádio Mbombela, em Nelspruit, a Itália tropeçou novamente contra a inexpressiva seleção da Nova Zelândia. O 1x1 evidenciou uma Azzurra fraca, sem criação, dependendo apenas de bolas alçadas na área e de um pênalti descutível. A Nova Zelândia se defendeu o jogo inteiro, como era de se esperar, mas teve até chances mais claras de vencer a partida no 2º tempo. Parece que os italianos sofrerão bastante nesta Copa do Mundo, como em uma daquelas tão famosas e bela óperas que regem o país da Velha Bota.