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domingo, 24 de junho de 2012

Itália vence e vai às semis contra a Alemanha


Na última decisão das quartas de finais da Euro-12, a Itália levou a melhor sobre a Inglaterra nos pênaltis. A Azzurra fará agora a semifinal colossal contra a Alemanha, no maior clássico europeu, que reúne sete títulos mundiais em campo. Já pelo lado inglês, fica pelo menos a boa impressão, muito devido à péssima expectativa criada em cima do time, com sérios problemas para a disputa do torneio.

No jogo de hoje (24) em Kiev, as duas equipes começaram atacando e quase abriram o placar, com De Rossi e Glen Johnson, mas pararam no travessão e em Buffon, respectivamente. Depois, o que se viu foi a Itália tomando a iniciativa e a Inglaterra se defendendo como podia, com mais uma grande atuação de John Terry. A entrada de Andy Carrol até surtiu efeito primário no English Team, mas com o passar do tempo, o time passou a adotar o esquema 4-4-2 e, por muitas vezes, quem tinha de puxar o contra-ataque era o grandalhão do Liverpool, o que jamais daria certo.

A Squadra Azzurra depositava suas fichas em Andrea Pirlo, o melhor jogador do torneio até o momento. O craque de 33 anos ditou o ritmo do jogo, marcando, armando e distribuindo as jogadas com uma elegância ímpar, sem contar a cavadinha esplêndida na cobrança do pênalti. A Itália esbarrou na sólida defesa inglesa e criou as melhores chances nos arremates de longe.



Mas a decisão foi para os pênaltis e Buffon foi quem acabou a noite como herói. Defendeu a cobrança de Ashley Cole e garantiu a vaga para a Azzurra. O goleiro, de 34 anos, sabe que esta será provavelmente a sua última disputa de Eurocopa, por isso vibrava e chamava a atenção da zaga de maneira ríspida. Se dedicou como nunca e foi recompensado, com uma defesa espetacular no primeiro tempo e nas penalidades.

Imagens: Getty Images; Reuters

quarta-feira, 14 de março de 2012

Sangue, suor e vibração




Reportagem feita pelo Fifa.com 

"Disse a eles no vestiário que simplesmente não podíamos nos dar o luxo de perder aquele jogo e que eles teriam de suar a camisa pela causa", disse o técnico Bobby Robson a seus comandados da seleção da Inglaterra no jogo fora de casa contra a Suécia pelas eliminatórias para a Copa do Mundo da FIFA Itália 1990.

Um jogador em quem Robson sabia que podia confiar era Terry Butcher, um valente zagueiro central que ele vinha treinando nos 13 anos anteriores, tanto no Ipswich Town quanto na seleção. Butcher estava preparado não só para suar a camisa, como também para suar sangue – o que ele provaria de forma contundente.

A Inglaterra estava à frente da Suécia no Grupo 2 apenas no saldo de gols e somente o vencedor da chave garantia uma vaga direta na Copa do Mundo da FIFA. Os ingleses sabiam que tinham pela frente um desafio árduo naquele penúltimo compromisso, já que sua única visita anterior ao Estádio Rasunda, três anos antes, havia terminado com uma derrota por 1 a 0. Para piorar, desta vez não contavam com o carismático capitão Bryan Robson. Além disso, os suecos vinham animados com o 0 a 0 que haviam arrancado em Wembley no início do torneio classificatório.

A difícil missão se tornou ainda mais complicada logo no começo do jogo. Roger Ljung levantou a bola para Johnny Ekstrom no campo de ataque. O atacante do Cannes francês subiu alto para acertar a bola. No entanto, de forma acidental e também violenta, sua cabeça se chocou com a de Butcher.

O sangue começou a brotar de um profundo corte na testa do atleta do Glasgow Rangers, mas ele se recusou a jogar a toalha. Ao invés disso, conseguiu que lhe aplicassem sete pontos e lhe protegessem a cabeça com bandagem antes de voltar à disputa. "Precisariam ter me matado para me tirarem daquele jogo", diria mais tarde.

Desafortunadamente para o capitão substituto da Inglaterra, a Suécia, que contava com dois jogadores altos no setor ofensivo – Ekstrom e Mats Magnusson –, não parou de mandar bolas aéreas para o ataque no segundo tempo, forçando Butcher a afastá-las de cabeça uma atrás da outra (com exceção de uma, que ele descaradamente tirou com a mão. "Decidi dar um pequeno descanso ao ferimento", brincou mais tarde). E cada vez que as cabeceava, o sangue escorria de sua testa e cobria a camiseta.

Quando soou o apito final, encerrando o jogo em novo empate em 0 a 0, o goleiro Peter Shilton e os nove jogadores de linha vestidos de branco comemoraram o valioso ponto. Butcher, o décimo, também vibrou, mas já vestindo uma camiseta de cor vermelho-sangue.

Imagem: Getty Images

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Escócia e Inglaterra - Inimigos de infância


Reportagem republicada do site Fifa.com

Uma corda esticada sobre duas finas traves de madeira; a ausência total de redes ou marcações no campo; uma pesada bola de couro; calças longas enfiadas para dentro das meias; jogadores correndo atrás da bola como crianças em um parque de diversões: bem-vindo à infância do futebol.



A ilustração é de uma partida jogada em 1875 entre Inglaterra e Escócia no Estádio Oval de Londres. Os dois países tinham empatado sem gols no primeiro confronto entre seleções de toda a história 27 meses antes em Glasgow. No quarto encontro entre as duas nações, os 2 mil torcedores viram outro empate, mas com quatro gols. O advogado Charles Wollaston, 25 anos, e o jornalista Charlie Alcock, 32 anos, que estava acostumado a jogar críquete no local, balançaram as redes para os anfitriões. Henry McNeil e Peter Andrews responderam para os visitantes.

Entraram para a história durante a partida os ingleses Herbert e William Rawson, que foram os primeiros irmãos e os segundos jogadores nascidos no exterior a atuarem pela Inglaterra. Os dois haviam nascido respectivamente nas Ilhas Maurício e na África do Sul, mas o indiano William Kenyon-Slaney já havia vestido a mesma camisa branca contra os escoceses dois anos antes.

Jogos que marcaram o início de grandes rivalidades internacionais:

1872 – Escócia 0 x 0 Inglaterra (Glasgow)

1901 – Uruguai 2 x 3 Argentina (Montevidéu)

1905 – Bélgica 1 x 4 Holanda (Antuérpia)

1910 – Holanda 4 x 2 Alemanha (Arnhem)

1910 – Itália 6 x 2 França (Milão)

1913 – Dinamarca 8 x 0 Suécia (Copenhague)

1914 – Argentina 3 x 0 Brasil (Buenos Aires)

1921 – Espanha 3 x 1 Portugal (Madri)

1922 – Nova Zelândia 3 x 1 Austrália (Dunedin)

1930 – Alemanha 3 x 3 Inglaterra (Berlim)

1934 – México 2 x 4 Estados Unidos (Roma)

1935 – Peru 1 x 0 Chile (Lima)

1935 – El Salvador 3 x 4 Honduras (San Salvador)

1948 – Grécia 1 x 3 Turquia (Atenas)

1954 – Japão 1 x 5 Coreia do Sul (Tóquio)

1962 – Nigéria 3 x 1 Camarões (Lagos)

1963 – Argélia 1 x 1 Egito (Algiers)
 
Imagem: Getty Images

domingo, 27 de junho de 2010

Alemanha 4x1 Inglaterra - Chocolate Alemão


O primeiro clássico entre gigantes ocorreu nesta manhã de domingo. Alemães e ingleses entraram em campo para avançarem e seguirem com o sonho do título. A Alemanha veio com mais volume de jogo, e abriu o placar com Klose. Logo após, a Inglaterra tentou vir para cima, dando espaços para o contra-golpe germânico, e Podolski ampliou o marcador. Quando tudo parecia perdido, Gerrard mandou a bola na cabeça de Upson, que diminuiu. O English Team cresceu e incorporou o espírito de favorito que rondava a terra da rainha antes da Copa, e Lampard, em um lampejo do craque que ele é, acertou uma bela bola na trave. A Jabulani quicou dentro do gol e saiu, mas o trio de arbitragem não validou o gol. A jogada lembrou, e muito, o gol marcado por Hurst na final da Copa de 1966 entre os mesmos países. Na ocasião, a bola não entrou, mas o juiz validou o gol para os ingleses, donos da casa.

Na 2ª etapa, como era de se esperar, a Inglaterra veio para empatar, e voltou a dar espaços para o rápido e incisivo ataque alemão. E não deu outra, Müller marcou mais dois e fechou a goleada do habilidoso time alemão contra o engessado inglês.

A Alemanha superou mais uma vez a desconfiança que havia sobre ela e pode emplacar de vez rumo ao tetra após esta belíssima vitória.

sábado, 12 de junho de 2010

Análise - Inglaterra 1x1 E.U.A.


Para fechar o dia de sábado, um confronto entre colonizador e colonizado. Inglaterra e Estados Unidos jogaram no Royal Bafokeng, em Rustemburgo, uma partida bem movimentada. O capitão inglês Gerard abriu o placar logo aos 4min de jogo, após um a boa tabela com Heskey. Os norte-americanos igualaram em volume a partida, mas só marcaram seu gol de empate aos 40min, após chute forte de Dempsey e frango de Green. Na segunda etapa, os ingleses tinham mais posse de bola, mas os E.U.A.criaram a mais clara chance de gol com o jovem atacante Altidore, que soltou uma bomba e a bola bateu na trave após boa defesa do arqueiro inglês. O English Team também teve suas chances, principalmente com Heskey, que bateu a bola cara a cara com o goleiro, e Tim Howard fez grande defesa, sem soltar a bola. A impressão que fica é a de que a Inglaterra precisará ser mais dinâmica se quiser ser bicampeã este ano, e os Estados Unidos podem surpreender mais uma vez, como fez na última Copa das Confederações. Destaque também para o trio de arbitragem brasileiro na partida, Carlos Eugênio Simon, Altemir Hausmann e Roberto Braatz. Aliás, porque o Simon apita tão bem jogos de Copa e só faz lambanças aqui no Brasil, hein?

Crédito da foto: Globo Esporte

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