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quarta-feira, 15 de maio de 2013

Conheça Gerard Deulofeu, a nova joia de La Masia


As canteiras de La Masia, famoso local que abriga as categoria de base do FC Barcelona, podem ter produzido mais uma pérola para o futebol mundial. Após Messi, Xavi, Iniesta, Fàbregas e outros, o nome de Gerard Deulofeu pode ser o de um próximo ídolo culé.

Catalão de apenas 19 anos, Deulofeu já é tratado com muito cuidado no Barça para subir na hora certa e estourar como outros ídolos atuais. Recentemente, o jovem prorrogou seu compromisso com o clube até junho de 2017.

Deulofeu chegou ao Barça com apenas nove anos. Desde então, já era diferenciado dos outros garotos. Com 17, já estreava pelo Barcelona B na segunda divisão espanhola. No mesmo ano, confirmava sua ascensão meteórica ao estrear também pelo time principal, em um amistoso diante do Chivas Guadalajara, e mais tarde debutou também em um jogo oficial diante do Real Mallorca, em setembro de 2011.

Gerard é um ponta-esquerda muito rápido e hábil. Naturalmente, foi comparado à Messi em seu início, apesar da grande distância que os separam. Com 18 gols em 31 jogos pelo Barça B nesta temporada e multa rescisória de € 35 milhões, fica claro a aposta alta que o Barcelona faz em seu nome. E justificada.


Alguns momentos da promissora carreira de Deulofeu

Imagens: Divulgação

quarta-feira, 10 de abril de 2013

De cabeça erguida: PSG empata com Barça e é eliminado da UCL


Dois jogos muito disputados. Dois empates com as equipes jogando de igual para igual. O vencedor só foi definido pelo critério de gols fora. Quem, há meses, imaginaria que este seria o roteiro de um duelo de quartas de finais da Uefa Champions League entre Barcelona e PSG?

Como no jogo de ida, Barcelona e PSG começaram jogando para vencer. Com maior posse de bola, o Barça tocava bem, mas não conseguia adentrar a defesa parisiense, sentindo a falta da mágica de Messi, no banco de reservas. Já o Paris apostava nos contragolpes puxados por Lucas (direita) e Lavezzi (esquerda), sempre nas costas dos laterais.

E foi o PSG que criou as principais oportunidades, mas esbarrou em Valdés. A marcação funcionava com Motta mais recuado ao lado de Verratti, mas com Pastore voltando bastante para ajudar na marcação em especial sobre Dani Alves. No final, o empate sem gols não fez jus ao ótimo nível técnico da etapa inicial.

Na volta do intervalo, o PSG abriu o placar logo aos 50’, em contra-ataque que Pastore definiu com categoria. O sonho estava próximo. Mas, na sequência, entrou Messi em campo. Mesmo visivelmente machucado, andando em campo, o camisa 10 fez a jogada que resultou no gol de empate culé, feito pelo predestinado Pedro, aos 70’. O PSG tentou ir para cima nos minutos finais, fazendo a torcida catalã ficar apreensiva, mas não deu tempo. Empate e classificação do poderosíssimo FC Barcelona.

Porém, a imagem que fica é de triunfo para os parisienses, que jogaram sem medo diante do fantástico Barça e não perdeu nenhum dos dois jogos. Prova de que o projeto está no caminho certo e que o clube será muito mais respeitado a partir de agora. Já está no nível dos grandes.

Imagens: Reuters; L'Équipe

terça-feira, 2 de abril de 2013

PSG 2-2 Barça: Jogão em Paris


Um grande jogo. Foi assim a noite em Paris, fazendo jus ao clássico entre PSG e Barcelona. PSG atacando mais do que o esperado, erros de arbitragem, Messi, Ibra, Xavi, Lucas, Iniesta, Beckham, todos os ingredientes possíveis se juntando ao caldeirão pulsante do Parc des Princes. No final, o empate em 2 a 2 foi justo e emocionante, deixando a vaga ainda aberta.

Primeiramente, há de se ressaltar Carlo Ancelotti. Muito criticado nesta temporada por suas retrancas, desta vez foi contra a maré, justamente diante do melhor time do mundo. Armou a equipe no 4-4-2 habitual, mas deu liberdade para avançar as linhas e compactar a equipe. Com isso, o Paris criou as melhores chances na primeira etapa, com Lavezzi acertando a trave e Lucas infernizando pelo lado direito. Mesmo assim, quem abriu o placar foi o Barça. Dani Alves fez um passe primoroso para Messi, que não perdoou. Apesar disso, ficou a ótima impressão do PSG, com Beckham e Pastore também muito bem e Thiago Silva mostrando sua categoria.

O Barcelona voltou para o segundo tempo sem Messi, contundido. Mesmo assim, os Blaugranas dominaram o jogo, mas criaram pouco. O meio do PSG parecia cansado e era engolido pelo adversário. Ancelotti fez de tudo, ao colocar Verratti, Ménez e Gameiro. E Ibrahimović, que vinha fazendo mais uma partida apagada em mata-matas da Champions, empatou o jogo aos 79’, após aproveitar (impedido) cabeçada de Thiago Silva.

Quando a partida parecia definida, tudo mudou. Aos 89’, Sirigu fez pênalti bobo em Alexis Sánchez e Xavi aproveitou para cobrar com categoria. Mas os minutos finais reservavam mais emoções. No último lance, aos 94’, o PSG jogou a bola para a área. Ibra (em sua sexta assistência nesta UCL) escorou para Matuidi acertar um chute (com desvio do jovem Bartra) e vencer Valdés, empatando o jogo. Destaque também para Thiago Silva, um gigante em campo.

O empate serviu para mostrar que o PSG pode jogar de igual contra o Barcelona e que o time ainda está vivo para o jogo de volta, na quarta-feira (10) no Camp Nou. Matuidi e Mascherano serão os desfalques, por suspensão, enquanto Messi e Puyol são dúvidas. Mas a vaga ainda está aberta.

Imagens: AFP; L'Équipe

sexta-feira, 22 de março de 2013

Histórico: Paris Saint-Germain FC x FC Barcelona


Paris Saint-Germain e Barcelona farão dois dos jogos mais aguardados na Europa nesta temporada. Tanto é que todos os ingressos para a partida na capital francesa foram vendidos em menos de um dia.

Apesar de serem equipes com tradição distantes em relação à competições europeias, o confronto entre PSG e Barça mostra um grande equilíbrio. Mais tradicional, o Barça venceu apenas uma vez o adversário, justo em uma final de campeonato. Em compensação, o Paris eliminou o timaço catalão de uma Liga dos Campeões, com gol do brasileiro Raí. Confira o resumo dos três jogos oficiais entre Paris Saint-Germain e Barcelona.

Empate na Catalunha 

Era apenas a segunda participação do PSG na história da Champions League, mas os Rouge et Bleus faziam campanha fantástica, com seis vitórias em seis jogos na primeira fase (batendo inclusive o poderoso Bayern de Munique na Bavária). Comandados pelos brasileiros Raí e Valdo no meio, Lama na defesa, Weah e Ginola no ataque e Luis Fernandez no banco, o PSG conseguiu arrancar um empate contra o Barcelona do técnico Cruyff na Catalunha.



Após um primeiro tempo sem gols, o Barça abriu o placar em incrível gol contra do goleiro Bernard Lama, mas George Weah, artilheiro daquela edição da UCL, empatou de cabeça, após cobrança de falta de Valdo.

Raí e Guérin brilham em noite histórica 

O ambiente para o jogo de volta, em Paris, era de uma final. Com o Parc des Princes virando um caldeirão, a noite só poderia ser épica. Seja para qual lado fosse.

No primeiro tempo, o PSG acertou a trave três vezes, com Weah, Raí e Ginola (2x), mas o Barça também teve um gol incrível perdido por Begiristain. Na volta do intervalo, o Barcelona abriu o placar logo aos 50’, com Bakero, de cabeça. O gol desestabilizou um pouco o PSG e sua torcida, até Ginola acertar mais uma vez o travessão e inflamar os parisienes. Aos 73’, Raí (ainda com a camisa 5, já que a 10 era de Valdo) subiu mais alto do que a defesa catalã e empatou o jogo. Dez minutos depois, o Parc explodiu de vez quando Vincent Guérin acertou um chute de fora da área e virou para o PSG. Era a classificação do maior time da história do clube, acabando de vez com a era do Dream Team do Barcelona de Stoichkov, Hagi, Koeman, Guardiola e companhia.



*Curiosidade: O goleiro do Barcelona em ambos os jogos era Carles Busquets, pai do hoje meio-campista culé Sergio Busquets.

Revanche na Recopa com gol de Ronaldo 

Dois anos depois, as equipes voltaram a se enfrentar, desta vez em Roterdã, na final da Recopa. Atual campeão, o PSG era regido por Raí e Leonardo e defendia o título contra o Barcelona dos jovens Figo, Luis Enrique, De La Peña e Ronaldo, além dos experientes Guardiola e Stoichkov.

O Barça fez o único gol de jogo com Ronaldo, em cobrança de pênalti sofrido por ele mesmo em falta de Bruno N'Gotty. O PSG assustou o Barça na segunda etapa, com a bola na trave de Loko, mas os catalães responderam com Luis Figo acertando o poste duas vezes na mesma jogada, já no final do jogo. Vitória e título para o Barcelona.


Melhores Momentos


Jogo Completo - Detalhe para a trilha sonora de Guerra nas Estrelas que tocou antes do início da peleja

sexta-feira, 15 de março de 2013

PSG enfrentará o Barcelona nas quartas da Champions


Depois de ter sorte nos sorteios da primeira fase e das oitavas de finais, o PSG enfrentará sua primeira pedreira na Uefa Champions League 2012-2013. E que pedreira! Justo o FC Barcelona, tido como a melhor equipe do mundo nas últimas temporadas e que vem embalado após a vitória heroica sobre o AC Milan na eliminatória passada.

Nos dias 2 (Paris) e 10 de abril (Catalunha), as equipes se enfrentarão valendo uma vaga entre os quatro melhores da Europa. PSG e Barcelona têm jogos históricos para cada lado, como as quartas de finais da UCL de 1995 (vencida pelo Paris) e a final da Recopa de 1997 (vencida pelo Barça).

Não há dúvidas de que o Barcelona é o favorito no confronto, mas se tem alguém que pode montar um ferrolho que pode parar os catalães, este alguém é Carlo Ancelotti, técnico do PSG. Contra o Barça, o PSG terá espaço para contra-atacar, se fechando todo sem precisar tomar a iniciativa, do jeito que gosta. Já o Barcelona terá de usar da paciência para vencer a melhor defesa da Europa, mas tem Messi e companhia.

PSG e Barça se enfrentaram na pré-temporada, pelo torneio amistoso Troféu de Paris. A partida terminou empatada em 2 a 2, com vitória Culé nos pênaltis.

terça-feira, 12 de março de 2013

La màgia està de tornada!


O time que encanta o mundo desde 2009 vive seu maior momento de crise desde então nos últimos dias. Após insucessos diante do maior rival, o Real Madrid CF, e derrota por 2 a 0 no jogo de ida para o AC Milan, jogando futebol fraco, tudo levava a crer que aquele incrível FC Barcelona estaria com os dias contados. Mas a magia está de volta, como diz em catalão o título deste texto. Pelo menos foi o que vimos a noite desta terça-feira (12).

Diferentemente do jogo de ida, o Barça foi outro no Camp Nou. Jogando ofensivamente, com objetividade, apoio nas laterais, infiltrações, Messi no lugar que rende mais (entre as duas linhas defensivas adversárias) e Villa como uma referência tão ausente ultimamente, os Culés dominaram o Milan e abriram a vantagem de 2 a 0 logo na primeira etapa, com dois gols de Messi.


Na segunda etapa, o Barcelona aumentou a vantagem com David Villa e continuou o domínio. Sem qualidade ofensiva, o Milan não soube atacar ou pressionar, sofrendo o gol derradeiro de Jordi Alba no minuto final.

Mais do que qualquer aspecto tático já citado, talvez outro fator tenha sido mais importante: a fome pela vitória. O próprio Daniel Alves havia ressaltado que a equipe não estava mantendo esta vontade de vencer como anteriormente, mas hoje foi diferente. O Barça marcou em cima, com vontade, disputando todas as divididas. Um Barça de Jordi Roura, com o dedo de Tito Vilanova e a cara de Pep Guardiola.

Imagens: Fifa

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

À Milanesa


A noite de 20-02-2013 no San Siro não será esquecida por quem a presenciou. O AC Milan, com um de seus times mais fracos tecnicamente dos últimos anos, conseguiu derrotar o poderoso FC Barcelona, construindo um placar gigantesco de 2 a 0.

Friamente, a disposição tática dos times era a mesma, o 4-3-3. O meio do Milan se concentrava mais em marcar, assim como todos os outros setores. O Barça massacrou na posse de bola. E foi só.

Sem infiltração, poder de decisão, velocidade, verticalização. Talvez esta seja a maior diferença entre o time de Pep Guardiola para o de Tito Vilanova e Jordi Roura. O Barça rodou a bola, de um lado ao outro, sem atacar nem finalizar perigosamente em momento algum e ainda contou com uma partida apagadíssima de Messi, Iniesta e Xavi. Do outro lado estava o Milan, com toda sua história e camisa gigantescas e um time inferior tecnicamente, mas que sobrava na tática e solidariedade.

Para os olhos mais comuns a partida poderia lembrar o Chelsea x Barcelona de 2012, em Londres. Se daquela vez o time da casa também se fechou bem e saiu com a vitória, contando com a sorte nos erros de finalização do Barça, que criou dezenas de oportunidades, em Milão o adversário foi outro. Os Culés não criaram nenhuma chance sequer, fazendo uma partida ofensivamente nula.

Bom para os Rossoneros, que abriram 2 a 0 e, quem diria, estão com uma mão na vaga para as quartas de finais.

Imagens: AP

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Com gols perdidos, El Clássico termina empatado. Porque não Villa?

O El Clássico desta quarta-feira (30), válido pela primeira partida das semifinais da Copa do Rei, terminou empatado em 1 a 1, gols de Cesc Fàbregas e Raphaël Varane (ótimo jogador francês, de apenas 19 anos e o melhor em campo).

Em jogo bastante disputado, o empate pareceu o melhor resultado, mas o que chamou bastante a atenção foi o número de oportunidades desperdiçadas. O Madrid, com Cristiano Ronaldo pouco inspirado, parou nas mãos de José Pinto e na falta de pontaria de Karim Benzema.

Já o Barça veio com uma proposta ofensiva diferente. No primeiro tempo, Messi jogou aberto pela direita e Pedro afunilava pelo meio, entre os zagueiros, sendo presa fácil. Na etapa complementar, Messi e Pedro trocaram de posição e renderam mais, enquanto Cesc Fàbregas teve maior liberdade para atacar e ser presença na área. Fez o gol, mas não impediu que o time perdesse outros tantos, principalmente pela ponta direita com Pedro e Dani Alves nas costas de Arbeloa.

No banco estava David Villa, o único centroavante do time e que vem entrando bem nos últimos jogos. Se o Barça tentou, com Pedro e Fàbregas, ter um homem como referência, porque não utilizar o único jogador do elenco que faz bem esta função? Difícil de saber, mas um erro que pode ter custado a vitória em Madri e, quem sabe, a vaga na final.

Imagem: EFE

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Messi e Tello decidem em estreia suada do Barça na Champions 12/13



Duas gerações diferentes de La Masia decidiram para o FC Barcelona na estreia dos Blaugranas na Champions League 2012/2013. Cristian Tello e Lionel Messi foram os diferenciais na vitória do Barça sobre o Spartak Moscou, nesta quarta-feira (19).

Foi um jogo de um campo só. Como o esperado, quem enfrentar o FC Barcelona agora usará da mesma tática do Chelsea. Todo mundo atrás da linha da bola e aproveitando um erro do adversário para buscar o gol em contragolpes. Assim, o Spartak jogou e até se saiu bem, anotando dois gols e quase surpreendendo os catalães em pleno Camp Nou.

O futebol apresentado pelo Barça chega a preocupar. De novo, a equipe teve dificuldades para furar o bloqueio de handebol adversário e criou pouco, além de sofrer nos contra-ataques, principalmente pela esquerda da defesa. Mas os talentos individuais do Barça sobressaíram mais uma vez. O capitão Xavi, na ausência de Carles Puyol, foi o maestro da equipe. Tello, muito criticado na temporada passada, principalmente nos grandes jogos contra Chelsea e Real Madrid, fez talvez sua melhor partida com a camisa blaugrana, anotando um belo gol e fazendo a jogada para outro. Já Messi, mesmo longe de ter uma noite das mais inspiradas, foi decisivo. Fez dois gols, um deles de cabeça no meio da zaga russa e deu a vitória para o Barça começar bem a Champions. Mas com um futebol que, diferente de outros tempos, não encantou.

Será que o time conseguirá uma fórmula de quebrar as retrancas absolutas dos adversários? A Champions deve responder esta questão mais para frente.

Imagens: Sport.es; AFP

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Madrid passeia no primeiro tempo e ganha a Supercopa da Espanha




Não há nada no futebol atual como El Superclássico. Quando vale título então, a disputa ganha mais peso ainda (se é que isso é possível). Na primeira decisão, Barça muito melhor, mas uma falha de Valdés deixou o Madrid vivo. Na volta, no Santiago Bernabéu, os Merengues passearam na primeira etapa e garantiam o 9º título da Supercopa da Espanha.

Talvez a grande diferença do campeão para o vice tenha sido as decisões dos treinadores. No post sobre o jogo passado, afirmei os técnicos deveriam tirar lições e corrigi-las no jogo da volta. O experiente Mourinho fez isso, ao colocar o ótimo Di María como titular, arrumando o meio ofensivo, e teve uma ajuda da Federação Espanhola, que puniu Coentrão horas antes da partida e, assim, abriu espaço para Marcelo voltar a ser titular e jogar um partidaço!

Já o novato Tito Vilanova manteve o mesmo time do jogo passado, com Pedro sumido na esquerda e Alexis fora de sintonia na direita. Aliás, como o chileno se joga! Sem a pegada necessária, dormindo em campo, o Barça viu o Madrid abrir 2 a 0 no início do jogo e, só não saiu de campo com uma goleada contra, por conta do golaço de falta de Lionel Messi – sempre ele – e pelas defesas espetaculares de Valdés, que se foi muito mal no jogo passado, foi o melhor em campo na capital espanhola.

Com uma zaga desatenta, Adriano corretamente expulso e um time perdido, o Barcelona perdeu para o organizado e aguerrido Real Madrid. No segundo tempo, o Barça até criou suas chances, mas parou em Casillas, assim como o Madrid parou em Valdés. Título merecido para Los Blancos, enquanto o Barcelona de Vilanova provou mais uma vez que terá muito mais dificuldades do que nos anos anteriores. E dependerá mais e mais dos talentos individuais de Xavi, Iniesta e Messi.

Imagens: Reuters

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Comandado por Iniesta, Barça vence Madrid




Foi mais um Superclássico daqueles entre Barcelona e Real Madrid. As duas melhores equipes do mundo fizeram um jogo de muita pegada, aplicação tática e altíssimo nível técnico. Melhor para o FC Barcelona, que tem Busquets (em grande noite) e Iniesta, um mostro em campo.

Na primeira etapa, o jogo foi mais estudado. Pedro, na ponta esquerda, mal rendia e o Barça só aparecia pela direita, com Dani Alves e Alexis Sánchez. Messi e Iniesta eram muito bem marcados, mas Xavi e Busquets armavam bem o jogo. O camisa 16 teve mais liberdade do que costumava ter com Guardiola, revezando de posição com Xavi. Belíssima partida da dupla.

Já o Madrid jogou no 4-3-2-1, com uma linha de três pelo meio formada por Xabi Alonso, Khedira e Callejón. Cristiano Ronaldo e Ozileram os meias ofensivos. Para Ronaldo, a nova função tática pode ser interessante, pois lhe dá mais liberdade em campo ao invés de engessá-lo na ponta. Já Ozil não se saiu bem de costas para a zaga adversária.

Após um nada empolgante 0 a 0 no primeiro tempo, as equipes voltaram com mais pegada e ousadia do intervalo. O resultado foi um 3 a 2 para o Barça, com um show do espetacular Iniesta, erro de arbitragem ao validar gol ilegal de Pedro e uma falha bisonha de Valdés que pode custar caro no final. Os 91.728 espectadores no Camp Nou viram o Barcelona empatar em 87 vitórias os duelos contra os Merengues na história.


O título ficou em aberto para a próxima semana, no lendário Estádio Santiago Bernabéu, principalmente com o gol marcado por Di María, aproveitando a falha de Valdés no final. Mas alguns erros táticos deverão ser corrigidos pelos treinadores na próxima partida e emoções nos esperam mais uma vez, quando estes dois gigantes voltarão a se enfrentar.



Imagens: AFP; Getty Images

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

FC Barcelona e Man U ficam no zero em Gotemburgo


Foi um típico jogo de pré-temporada. Jogando em Gotemburgo, na Suécia, FC Barcelona e Manchester United ficaram no zero, com vitória do Barça na decisão por pênalti por 2 a 0 – a série era de três, não de cinco como o costumeiro. Some o fato de ser um amistoso a um Barça que só tocava a bola, com pouca objetividade e um United procurando jogar no erro do adversário e você imagina como foi a partida.

Na primeira etapa, as duas equipes começaram em marcha lenta até Scholes dar uma entrada pesada no meio e os jogadores, enfim, começaram a encarar a partida mais seriamente. Messi até tentou dar o ar da graça, com uma bela assistência para Tello e um chute que obrigou De Gea fazer uma boa defesa. O Manchester, quando tinha a bola, procurava tocá-la e teve um pênalti duvidoso nos acréscimos, mas Rooney parou nas mãos de Valdés e errou bisonhamente o rebote.

Na volta do intervalo, Kagawa forçou Pinto a fazer boa defesa, mas só deu Barça – que não voltou com Messi - com 61% de posse de bola, mas mesmo assim pouco criou e quando fez parou nas mãos de De Gea. Como o amistoso valia um troféu, o ganhador foi decidio em uma série de três pênaltis para cada. Nani e Young perderam, enquanto Xavi e Piqué decidiram para os culés.

Imagem: Divulgação / Barcelona

sábado, 4 de agosto de 2012

PSG empata outra, mas desta vez contra o Barça




Em cinco amistosos de pré-temporada, o Paris Saint-Germain venceu primeiro (contra o inexpressível Stegersbach) e empatou os quatro últimos. Nada mal, se pensar que dois destes foram contra o campeão europeu Chelsea e o melhor time do mundo, o FC Barcelona, na tarde deste sábado (4), no Parc des Princes. Ao final do jogo, o Barça – com um uniforme berrantemente horroroso -  levou o Troféu de Paris, dado ao vencedor do jogo, já que o time blaugrana ganhou nas cobranças de pênaltis.

1º Tempo de domínio Culé

O PSG começou com dificuldades de parar o tike-taka culé e logo aos 6’, sofreu o primeiro gol após falha de Alex que Rafinha aproveitou. O restante da primeira etapa continuou com o Barça pressionando a saída de bola e impedindo o PSG de jogar. Detalhe para o PSG mais uma vez no 4-3-3 e não 4-3-2-1, já que Lavezzi e Nenê jogavam como pontas e quem vinha pelo meio eram Rabiot e Pastore. Com a dupla argentina pela esquerda, mais Maxell de lateral, o PSG jogava quase que apenas por aquele lado. Mas o que mais se viu foi um Barcelona se movimentando e trocando de posições. Dá para ver que Tito Vilanova continuará o trabalho feito por Pep Guardiola.

Em destaque  4-3-3 do PSG, com os volantes (azul) mais pelo meio e os atacantes (vermelho) abertos pelas pontas

2º Tempo com PSG melhor

As habituais substituições em excesso em jogos de pré-temporada aconteceu no intervalo, mas nem assim o Barça voltou pior. Aos 53, Sakho fez pênalti em cima de Alexis Sánchez que Lionel Messi converteu. O PSG até melhorou, marcando mais no campo de ataque e em uma roubada de bola, Ezequiel Lavezi sofreu pênalti. Ibrahimović, muito ovacionado em seu primeiro jogo em Paris, cobrou forte e diminuiu. O sueco saiu logo em seguida para mais uma leva de substituições e o jogo ficou equilibrado. Aos 81’, Camara aproveitou uma cobrança de escanteio e empatou a partida, levando o Parc des Princes à loucura. O PSG cresceu e demonstrava mais raça em campo, mas era tarde para sair mais gols. A decisão do Troféu de Paris ficou para os pênaltis, em que Hoarau, Gameiro perderam para o PSG, enquanto Armand converteu e Messi, Xavi, Fàbregas e Piqué converteram para os culés.

Números do jogo:
PSG                                                       Barcelona
35%                  Posse de bola                    65%
8                         Finalizações                     14
0                        Impedimentos                    4
7                            Faltas                              9
47                 Recuperação de bola             53
69                     Perdas de bola                    64








  Imagens: AFP; Reprodução; Divulgação/PSG

terça-feira, 15 de maio de 2012

"Drogbarça"? Marfinense estaria negociando com o Barcelona



O site espanhol todomercadoweb publicou nesta terça-feira (15) que o atacante marfinense Didier Drogba, um dos destaques do Chelsea FC nesta temporada estaria de olho em um possível acerto com o FC Barcelona.


O avante terá seu contrato encerrado com os Blues no dia 20 de junho. Com isto, já está livre para assinar um pré-contrato com qualquer equipe. Por se tratar de um jogador de ponta e a custo zero, o Barça se interessa bastante na negociação. Drogba também recebeu uma oferta milionária de um clube chinês e de outras equipes, mas teria repassado ao seu agente, François Gallardo, que o Barcelona é a prioridade.

Imagem: Glyn Kirk/AFP

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Obrigado por nos fazer sonhar com o futebol mais uma vez, Pep!


Foram quatro anos. 18 campeonatos disputados e 13 conquistados, seis deles em 2011. Saldo de gols acumulado de 440 gols, com porcentagem de apenas 8,6% de derrotas em partidas oficiais. Números incríveis que fizeram Pep Guardiola e o seu FC Barcelona sinônimos inseparáveis, tas quais sucesso, alegria, discrição, educação, arte e vitórias.


Nesta sexta-feira (27), uma era chegou ao fim, com o anúncio oficial do desligamento de Guardiola do clube catalão. O ex-técnico disse que o tempo foi o que o desgastou no comando da equipe. “Quatro anos no banco do Barcelona é uma eternidade. Eu preciso descansar. A exigência foi muito alta e o treinador tem que ser muito forte. Sei que o Barça é um lugar privilegiado, mas acho que consegui cumprir meu papel. Quero agradecer aos jogadores que tornaram realidade aquilo que havíamos imaginado. Tenho que recuperar a paixão no primeiro ano. O culpado? O tempo”, diz para, logo após, abraçar o presidente Sandro Rossell e o diretor-esportivo Andoni Zubizarreta.

A era do primeiro time de futebol arte do século XXl chega ao fim neste dia 27 de abril. Isso não quer dizer que o novo técnico do Barça, o ex-assistente de Pep, Tito Vilanova, não consiga dar continuidade ao trabalho. Pelo contrário, até acredito que o FC Barcelona voltará mais “esfomeado” do que nunca por títulos na próxima temporada, após os recentes fracassos. Mas o Barcelona de Pep Guardiola, pelo menos de sua primeira passagem, chegou ao fim.

Obrigado Pep, por nos fazer acreditar que é possível jogar, encantar, ganhar e sonhar com o futebol mais uma vez.


terça-feira, 24 de abril de 2012

Chelsea épico e muralha de handball param o Barcelona


O "Monstro" Ramires comemora a vitória. Imagem: Reuters


O desenho tático do jogo em si foi o esperado por todos na partida desta terça-feira (24) pelas semifinais da Uefa Champion League: O Barcelona atacava com nove, as vezes dez jogadores tentando achar um espaço enquanto o Chelsea tinha onze leões atrás da linha da bola, tentando se defender. Parecia estar vendo um jogo de handball, com um muro a frente do gol e o outro time rodando pacientemente a bola até achar uma brecha.

O Barça perdeu algumas chances, mas conseguiu abrir 2 a 0 com Busquets e Iniesta, até Ramires disparar pela direita e fazer um golaço por cobertura. Depois, Messi ainda perdeu um pênalti no segundo tempo, contra um Chelsea sem o zagueiro e capitão John Terry, que havia sido estupidamente expulso. Messi jogou aquém do esperado? Sim. Mas mandou duas bolas na trave e deu uma assistência, jogando contra a marcação de quatro defensores. Perdeu um pênalti, mas se ele tremeu, então Zico, Sócrates e Baggio também “pipocaram” em outras vezes. Bobagem. Messi é humano e não um semideus. Mas é gênio e já mostrou para quem tem olhos que é lendário.

Parabéns ao Chelsea que soube se defender e de suas limitações ao jogar contra este Barcelona. Não jogou como time pequeno, apenas foi racional e teve sorte em vários lances. Merece estar na final. E Ramires, bom, este merece um busto em frente ao Stamford Bridge. Não acredito que este Barça esteja acabado. Ninguém é imbatível, nem foi e muito menos será. O Santos de Pelé não ganhava tudo. O Real Madrid de Di Stéfano também não. Nem o Ajax e a Holanda de Cruijff, o Flamengo de Zico, o Milan de Van Basten, o São Paulo de Telê e nem mesmo este Barcelona de Guardiola. Cantar o fim de uma era me parece cedo demais.

Mas duas coisas me incomodaram muito após esta derrota. Uma foi a exaltação da retranca do Chelsea. Ora, se o Real Madrid de Mourinho e o Santos de Muricy, que tentaram fazer a mesma coisa que Di Matteo, foram tão criticados de covardes, apequenados e tudo mais, porque quando funciona a retranca os mesmo a exaltam? E o Barcelona, que revive os dias de um futebol romântico, ofensivo, sem nenhuma “estrelinha” no elenco, quando eliminado causa certa “comoção nacional”? Até parece que quem havia caído era um time burocrático, que só fez mal ao futebol. Um dia todos exaltam o mítico time, mas no primeiro fracasso, soltam foguetes. Fora os torcedores do Chelsea, não entendo quem esbravejou tanto pelo resultado. Parece uma frase que vi em algum filme, do qual não me lembro agora: “Existe apenas uma coisa que as pessoas gostam mais do que ver alguém fazer sucesso: vê-los caírem”.

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Messi "Potter" e seus amigos

Saiu nesta segunda-feira (23) mais uma edição dom "Barça Toons", famoso desenho animado feito pelo FC Barcelona em seu site oficial. E o tema da vez é o jogo decisivo pela Champions League contra o Chelsea, na terça (24). Para conseguir reverter a desvantagem de um gol, os Culés terão a ajuda e um bruxo da camisa 10 em campo.

sábado, 21 de abril de 2012

Real Madrid quebra o tabu e vence o Barça na Catalunha

                                                                                                                   Reuters
Que semana a do FC Barcelona! Na quarta (18), perdeu para o Chelsea em Londres e complicou a vida na Liga dos Campeões. Neste sábado (21), o time mais badalado do mundo tinha tudo para vencer mais uma vez o arquirrival Real Madrid CF em casa e encostar nos merengues por La Liga-12. Mas o time da capital espanhola fez belíssima partida e conseguiu vencer os catalães no Camp Nou, algo que não acontecia desde 2007.

Em campo, o Barça jogou com Puyol na lateral direita, para marcar Cristiano Ronaldo, Adriano na esquerda e a dupla de zaga improvisada Mascherano e Busquets. O camisa 16 mostrou mais uma vez que é um ótimo volante, mas ruim como zagueiro, lento e sem posicionamento adequado. Dani Alves foi um ponta direita e mal apareceu, assim como o meia Thiago Alcântara. Messi também foi discreto, apesar das boas enfiadas no primeiro tempo. Em uma delas, Xavi parou na defesaça de Iker Casillas.

Já o Madrid manteve o seu time principal, no 4-2-3-1 com os pontas auxiliando muito na marcação e embolando o meio blaugraná, apostando fortemente nos contra-ataques. Em um deles, saiu o gol da vitória, do “marrento”, mas cracaço Cristiano Ronaldo. No primeiro gol madridista, falha de Valdés que saiu mal do gol, mas se redimiu na defesa da cabeçada de Pepe e falha primorosa do capitão Carles Puyol, que quis proteger a bola e deixou Khedira abrir o placar. O gol barcelonista foi marcado por Alexis Sánchez, após duas defesas de Casillas e mais um gol perdido pelo jovem Tello.

                                                                                                                           Reu
A vitória praticamente garantiu o 32º título espanhol do Real Madrid CF. Faltando apenas quatro jogos, a diferença é de sete pontos. Pode comemorar, torcedor Merengue, La Liga 2012 é sua!

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Chelsea para o Barcelona com garra, sorte e erro de Messi


                                                                                                             Reuters
O Chelsea FC entrou em campo fechadinho, com apenas Drogba na frente, no esquema 4-1-4-1. A idéia era simples: se fechar, povoando o meio campo, e apostar em Drogba em um lançamento. Ironicamente, foi isso o que aconteceu aos 45’, quando Ramires cruzou para o marfinense completar para o gol e abrir o placar.


O FC Barcelona veio com o time principal do meio para frente, com Fàbregas, Iniesta, Alexis e Messi. O argentino foi muito apagado em campo na primeira etapa, aparecendo mais na perdida de bola que ocasionou o gol do Chelsea. Mesmo assim, o Barça dominou amplamente o primeiro tempo, perdendo três chances claríssimas, contra um Chelsea totalmente recuado. A diferença de posse de bola era tamanha (68% a 32%) que, a cada troca de passes do Chelsea, a torcida gritava “olé”. Dentro de sua proposta, o Chelsea foi eficiente.

Na garra e na sorte azul
                                                                      AP
Debaixo de um temporal, o jogo voltou o mesmo. Domínio do Barça com o Chelsea encolhido, esperando um erro dos catalães, que cansavam de perder incríveis oportunidades.

Destaque para a excelente partida de Didier Drogba, que se multiplicou em campo. Realmente, o marfinense provou mais uma vez ser um jogador de grandes jogos.

A impressão dada após o final do jogo era de que as equipes poderiam jogar por mais 90 minutos que o Barcelona não venceria o Chelsea, tamanha a superioridade catalã, mas igualmente grande a teimosia da bola em não entrar. A vitória foi comemorada pelos londrinos como um título. Realmente, o resultado dá uma boa vantagem para o Chelsea, que se fizer um gol fora de casa obrigará o Barça a fazer três. Não há dúvidas que o roteiro do jogo no Camp Nou será quase o mesmo do jogo em Stamford Bridge: Chelsea encolhido e Barça dominando a posse de bola, pressionando muito. Resta saber se os Culés desperdiçarão tantas chances quanto no jogo de ida e se os Blues conseguirão aproveitar os espaços dos contra ataques. Mas a semifinal está mais indecisa do que nunca!

terça-feira, 10 de abril de 2012

FC Barcelona mira em Van Persie para a próxima temporada



Camisa 10, artilheiro e capitão dos Gunners, Van Persie já agita o mercado europeu. Foto: Guardian
 Depois de repatriar Cesc Fàbregas no início da temporada, o Barcelona corre atrás de mais uma estrela do Arsenal FC para reforçar o time em julho. O atacante Robin Van Persie, atual artilheiro da Premier League com 26 gols – 37 somando todas as competições desta temporada – é o alvo dos Blaugranás para a próxima temporada.

Para contar com o holandês, o Barça fará uma proposta de €48 milhões. O contrato de Van Persie com o Arsenal termina em julho de 2013, o que pode facilitar a ida do atacante. O Barcelona ainda espera que Fàbregas, ex-companheiro de time de Van Persie, ajude na negociação convencendo o holandês a aceitar a oferta.

Além do FC Barcelona, Van Persie também é cogitado como possível reforço de Real Madrid CF e Manchester City FC na próxima temporada.

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