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domingo, 1 de julho de 2012

Espanha goleia a Itália e ganha mais uma Euro


                                                                                                                                                                    
Nunca na história uma equipe havia sido bicampeã consecutiva da Eurocopa. Há 33 anos a Itália não sofria quatro gols em um só jogo. Pela primeira vez em quatro anos, a Espanha passou mais de 3/4 do jogo com a posse de bola menor do que o adversário. Quebrar paradigmas parece ser cada vez mais a sina da Fúria, a melhor seleção de futebol no século XXI.

Prova disso foi o passeio sobre a forte Itália, em Kiev, com os 4 a 0 que garantiram o tricampeonato da história espanhola na Euro. Bem mais objetiva do que o comum, a Espanha jogou mais verticalmente e buscando o gol, algo que não havia ocorrido na competição. A seleção chegou até a arriscar vários chutes de fora da área. Afobação? Não, objetividade e foco certo. Pontos para Del Bosque.
Quem brilhou na grande final foi ele, Xavi Hernández. Se não vinha jogando bem na Euro-12, o camisa 8 resolveu despejar seu talento genial justamente na grande final, com duas assistências, tocando 101 vezes na bola, acertando 93% dos 86 passes tentados, três interceptações (a última gerou o terceiro gol da Fúria), além de 60% de aproveitamento nos cruzamentos (3/5), 85% nos lançamentos (6/7) e 66% em enfiadas de bola (2/3). Esplêndido!

A Espanha conseguiu terminar o jogo com 52% da posse de bola, muito por conta de a Itália ter jogado 30 minutos com dez em campo, devido à contusão de Thiago Motta. A Itália nada pode fazer contra mais uma atuação de gala espanhola, apenas assistino o jogo e cometendo erros incomuns, como a perdida de bola de Pirlo, que ocasionou no gol de Fernando Torres. David Silva, Jordi Alba e Juan Mata também anotaram gols na partida.

Espanha tricampeã europeia, duas vezes consecutivas, e com um título mundial no intervalo. Não teve em campo David Villa, Carles Puyol e Thiago Alcântara. Realmente, é um seleção que já fez história e não dá sinais de que vá parar tão cedo.

                                                                                                     
Imagens: Reuters

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Torcerei por Balotelli na final da Euro-12


Quem me conhece, sabe da admiração que tenho por tudo o que envolve a França, ou pelo Barcelona de Xavi, Messi e Iniesta. Mas, nesta final da Euro-12, reconheço: torcerei por Mario Balotelli. Sem medo. Não me importo se a Itália ou a Espanha ganhar. Quero apenas que Balotelli brilhe e cale a boca dos imbecis.





Mario é italiano, mas filho de ganeses, como seu nome do meio – Barwuah – sugere. O pequeno garoto foi abandonado após o nascimento e cuidado pela equipe médica do hospital ao qual veio ao mundo até os dois anos de idade. Foi adotado então por uma família em Brescia e, de acordo com as leis locais, tornou-se cidadão italiano aos 18 anos.

Negro, abandonado, descendente de africanos pobres. O pequeno Mario conviveu com isso a vida inteira, talvez por isso tenha este estilo imprevisível, infantil e completamente louco. Mas um bom louco. Desde quando surgiu na Internazionale, torço o nariz para ele. O garoto joga muito, mas se acha demais. Causa muita encrenca, se mostra mascarado por muitas vezes e é irresponsável. Tudo o que odeio em um atleta. Mas, hoje, vejo um novo Mario.

Confesso que Mario ganhou meu respeito nesta Euro-12. Não pelos gols ou futebol jogado, pois isso eu já sabia que ele poderia fazer, ao vê-lo na Europa há quatro anos. Mas sim pela sua história e determinação. Mario é vaiado, xingado, achincalhado em todos os jogos pela torcida adversária – e muitas vezes até a sua. Mas dá a resposta ao seu jeito, da forma que a vida o ensinou.

Por isso, torcerei por ele. Para que cale a boca dos idiotas, estúpidos e frustrados. Torcerei até mais por ele do que pelo meu ídolo Xavi, da Espanha. Porque Mario merece. Pelo menos desta vez, Mario pode ser o avatar esportivo de algo muito maior do que uma vitória ou derrota.

                                         Balotelli abraçou a mãe após o jogo contra a Alemanha

Imagem: Reuters

sábado, 23 de junho de 2012

Favorita, Espanha vence nos pés de Alonso


Atual campeã europeia e mundial, a Espanha chegou na Euro-12 com o favoritismo dividido com a Alemanha. Em campo, a Fúria tem a posse de bola e qualidade de passe como principais armas, mas nem de longe é tão incisiva quanto o Barcelona. Por muitas vezes, toca a bola demais e tem pouca profundidade. E, se contra a França Xavi e Iniesta não brilharam como de costume, a tarefa ficou a cargo de Xabi Alonso, o dono do jogo.



Blanc tenta proteger o lado direito, mas falha

Como o esperado, Laurent Blanc tentou adaptar a França ao estilo de jogo espanhol. Armou a equipe mais uma vez no 4-3-3, mas com várias mudanças. Koscielny entrou na zaga no lugar do suspenso Mexés, Reveillère jogou na lateral direita e Debuchy foi deslocado para a ponta, na tentativa de dobrarem a marcação sobre Iniesta e Malouda e Cabaye voltaram ao time, como meias. M’Villa jogou bem em sua melhor posição, a de primeiro volante.



A Espanha alterou também. Vicente Del Bosque trocou Fernando Torres por Fàbregas, alterando o esquema para o 4-3-3 e dando mais liberdade para Xabi Alonso no meio, o que definiu o jogo.
No primeiro gol espanhol, Alonso entrou na área sozinho para cabecear. Malouda, mais uma vez completamente desligado em campo, deixou o camisa 14 sem marcação. Foi também a única vez que Iniesta teve liberdade, ao voltar para buscar a bola e lançar Jordi Alba, que cruzou para Alonso. No primeiro tempo, a Espanha deu nove chutes ao gol, contra apenas dois da França. Na posse de bola, foi 60% a 40% para a Fúria, que acertou 83% (350) dos passes contra 68% (170) dos Bleus. Lembrando que, desde que Blanc assumiu a França, a seleção nunca teve menos de 49,3% de posse. Hoje, a primeira etapa chegou a registrar 34,9%.

Segundo tempo insosso

A França veio ao segundo tempo buscando ter mais atitude para empatar. Avançou em território, mas mais uma vez não criou. Rodou a bola sem criatividade, com receio de avançar demais e dar espaços para a Espanha matar o jogo. A Fúria, por sua vez, também ficou esperando o tempo passar e pouco criou. Nem as entradas de Nasri, Ménez e Giroud (França), ou Torres e Cazorla (França) mudaram algo. Apenas Pedro deu mais emoção ao jogo, ao sofrer o pênalti no minuto final que Xabi Alonso converteu.

No total, a Espanha deu 689 passes, acertando 611 (89%), contra 432 por 360 da França (83%). Em números gerais, a posse de bola ficou em 60,4% para a Espanha. Desde 1992, com a Holanda, esta é a primeira vez que um atual campeão da Euro chega a uma semifinal. Nunca uma seleção foi bicampeã consecutiva.

Pela França, fica mais uma frustração devido a problemas de convivência nos vestiários, ao que parece por conta de Samir Nasri e Ben Arfa. Laurent Blanc precisa consertar mais uma vez a casa, harmonizando a equipe. A geração é talentosa, mas precisa caminhar junta dentro e fora de campo.

Imagens: EFE; L'Equipe

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Espanha x França - Pontos-chaves



Espanha e França se preparam para o duelo mais esperado até este momento da Euro-12. Duas equipes que gostam de controlar o ritmo da partida com a posse de bola, cadenciam o jogo, trocam um alto número de passes e têm jogadores de primeira linha. Veremos alguns pontos chaves que poderão decidir a partida para lados espanhóis ou franceses:

Passes

Como dito, as duas seleções gostam de ter o instrumento do jogo em seus domínios. Para isso, se movimentam e aproximam bastante, havendo triangulações e toques curtos. No total, até agora, a Fúria tem média de 699 passes curtos por jogo, contra 501 dos Bleus. A Espanha mantém seu jogo em 36% na faixa central,com Xavi – autor de 116 passes por jogo -  ou na ponta esquerda, com Iniesta. Afunila muito e, talvez por isso, a entrada de Jesús Navas seja fundamental para abrir mais o jogo. Já a França tem 43% de seu jogo concentrado na ponta-esquerda, com Frank Ribéry.

Defesa

A defesa espanhola é bem mais forte. Tem uma dupla de centrais – Piqué e Sergio Ramos - alta, ágil, segura e com a maior média de desarmes da Euro-12, seis por jogo. Pela esquerda, Jordi Alba é bom jogador, mas Álvaro Arbeloa é limitado na direita.
Já a França tem uma situação contrária. Seus laterais – Debuchy e Clichy – estão entre os melhores do torneio e Rami, o atleta que mais cava impedimentos adversários na competição, é muito bom. Mas Koscielny – que substituirá Mexès, suspenso – ainda é uma incógnita, oscilando muito. Os goleiros das duas seleções, Casillas e Lloris, são fantásticos e vivem ótima fase.

Meio-Campo

A Espanha tem dois volantes que marcam e sabem sair para o jogo e três meias com o passe como a principal qualidade. Xavi é um gênio na função, mas Iniesta é quem vem sendo o destaque da Fúria. A França precisa ainda encontrar seu meio. M’Villa e Alou Diarra são prioritariamente marcadores e não podem jogar juntos. Cabaye é o único, e muito bom, segundo volante, que traz uma presença de criação e ofensiva maior. Nasri precisa parar de oscilar tanto nos grandes jogos na armação pelo meio e a direita é uma icógnita. Em três jogos, atuaram Malouda, Menéz – o melhor no momento – e Ben Arfa. Ribéry é garantia de bom jogo pela esquerda.

Ataque

Fernando Torres se encontrou com o bom futebol e melhorou o desempenho da Fúria no setor. Karim Benzema, dos Bleus, é quem mais arrisca a gol (5,7 chutes por jogo) e já deu duas assistências, mas não marcou nenhum gol. Mas o maior contraste pode estar na frente. Enquanto a Espanha finaliza 64% dentro da área, a França arrisca 62% de fora. Prova de que a Espanha procura fazer o gol tocando demais a bola e a França não tem criação o suficiente para adentrar a área adversária, preferindo arriscar de longe.

Suplentes

Enquanto a Fúria tem Fàbregas, Mata, Cazorla, Navas, Pedro e Llorente, a França tem um banco de reservas mais modesto, com destaque para Valbuena e Giroud, além dos meias direita que não forem titulares, já que a vaga fica entre Ménez, Malouda e Ben Arfa.

Clima
A Fúria enfrentou problemas de relacionamento no elenco após a série de clássicos entre Barcelona e Real Madrid nos últimos anos. Agora, a questão parece estar resolvida, ou pelo menos entrou em um nível suportável. Já os Bleus viveram uma crise horrorosa na Copa do Mundo-2010 sob o comando de Raymond Domenech, mas Laurent Blanc parecia ter resolvido a casa. Porém, após a derrota para a Suécia, o clima pesou.

“Sim, o clima ficou um pouco aquecido, mas depois todos tomaram uma ducha fria. Isso mostra um pouco de eletricidade. Espero que isto continue contra a Espanha, porque precisamos disso para entrar mais ligados no jogo”, disse Blanc. Malouda confirmou o atrito, dizendo que “tivemos uma discussão nos vestiários, o que demonstra que temos temperamento e caráter. O equilíbrio é frágil e, quando você começa a pensar que está na Euro para brilhar individualmente, a engrenagem pode falhr. Você paga muito caro por cada erro na Euro”. O meia ainda confirmou que Nasri foi um dos pivôs da discussão. “Samir não muda seu jeito de jogar e isso é uma de suas qualidades. Mas, como um jogador experiente, posso dizer que é preciso encontrar um equilíbrio entre o time e os objetivos pessoas. Nesses momentos, é preciso apontar o dedo para as pessoas e resolver a situação”.

Segundo o jornais franceses  L'Equipe e Le Figaro, Alou Diarra cobrou uma participação maior de Samir Nasri na marcação e trocaram ofensas. O técnico Blanc ainda perdeu a paciência com Ben Arfa, que falava no celular durante um discurso do treinador. Após a bronca, Ben Arfa teria dito “me mande para casa se você não está satisfeito comigo”. Realmente, o clima está tenso!



domingo, 11 de julho de 2010

Título FURIOSO!


Foi sofrido. Foi por pouco. Mas foi FURIOSO. A Espanha desbanca o rótulo de amarelona e fatura seu 1º título mundial na história. Já a Holanda perde sua terceira final disputada e amargurará uma ressaca que irá durar por muito tempo.

O Jogo



O 1º tempo foi como o esperado. As duas equipes tinham medo de atacar e deixar espaços lá atrás e valorizavam bastante a posse de bola, fazendo o jogo ficar preso na intermediária. As chances foram escassas, e os craques não brilharam. O que se viu foi um jogo muito violento, com várias faltas fortes para ambos os lados.
A única chance foi em uma cabeçada de Sérgio Ramos (que aliás, fez uma grande partida), defendida pelo ótimo Stekelenburg.

2º Tempo

Depois do intervalo, as equipes voltaram mais dispostas a jogar bola. O técnico espanhol Vicente del Bosque tirou Pedro e colocou Jesús Navas, outra ótima revelação do futebol espanhol ( rápido, habilidoso e incisivo), que deu muito sufoco pela ponta direita. Mas, aos 10min, Sneijder apareceu para o jogo. O carequinha da camisa 10 holandesa fez um belíssimo lançamento para Robben ficar cara a cara com Iker Casillas, e o arqueiro espanhol defender com a ponta do pé direito, mandando a Jo'bulani para escanteio. Robben vai sonhar por muito tempo com essa chance perdida...
A Espanha deu o troco, na bela jogada de Navas, que cruzou para o zagueiro holandês Heitinga falhar e Villa chutar. O holandês se recuperou e desviou a bola para escanteio, salvando o que poderia ser o gol da votória espanhola. O jogo esquentou, e Sérgio Ramos cabeceou sozinho na pequena área para fora, após escanteio cobrado por Xavi. Logo após, Robben ganhou de Puyol na corrida e teve utra chance de marcar. Mas Casillas, novamente, se agigantou na frente do avante holandês e impediu o gol.

Prorrogação- Nervos à flor da pele!

Não teve jeito, o jogo teria de ser decidido no tempo extra. E, logo de cara, Cesc Fábregas, que havia entrado no lugar de Xabi Alonso, ficou frente a frente com Stekelenburg. O camisa 10 chutou, mas foi a vez do goleiro holandês fechar o gol e salvar a Laranja.Os treinadores fizeram suas últimas substituições na tentativas de tirar o zero do placar. Bert van Marwijk pôs Van der Vaart e Braafheid nos lugares de De Jong e Van Bronckhorst, e Vicente del Bosque trocou o artilheiro David Villa por Fernando Torres.

Veio a segunda etapa da prorrogação, e a emoção só aumentava. Logo aos 4min, Heitinga perde para Iniesta na corrida e apela para uma falta, na meia lua. Como já tinha amarelo, levou o segundo e foi expulso justamente. Xavi Hernandéz cobrou para fora.

Mas o melhor ainda estava por vir.Aos 10min, Sneijder bate uma falta de longe que desvia na barreira e vai pra fora - a barreira estava claramente a menos dos 9,15m necessários. Na sequência, Fabregas rola para Iniesta entrar livremente na área e marcar o gol salvador! Na comemoração, uma mensagem para Dani Jarque, ex-zagueiro e capitão do Espanyol que morreu de ataque cardíaco em agosto de 2009, que dizia: "Dani Jarque, siempre com nosotros".

Casillas, Fabregas e vários outros não seguraram a emoção e começaram a chorar copiosamente ali mesmo.Ao apito final, muitas lágrimas e comemorações para a seleção que chegou como favorita, não amarelou e saiu de campo fazendo história. E viva o polvo Paul, que acertou mais uma previsão! Um grande viva a LA FÚRIA ROJA!!!

sábado, 10 de julho de 2010

El Grand Finale!

Chegou a hora! Espanha e Holanda farão neste domingo, 11/07, a grande final da Copa do Mundo - África do Sul - 2010. Farei aqui um resumo dos principais pontos das duas equipes que chegaram com méritos à decisão inédita . Conhecidas por "amarelarem" na hora H, uma destas duas equipes acabará com a sina. A outra a aumentará. Vamos conhecer mais a fundo cada uma delas:

Espanha

A Fúria tem um grande time. Valoriza a posse de bola, com toques rápidos e precisos, e marca pressão a saída de bola adversária. É uma equipe bem equilibrada, baseada no Barcelona. São 3 jogadores do Real Madrid, 1 do Villareal e 7 do Barça.

A defesa conta com o melhor goleira desta Copa, até agora, Iker Casillas; dois laterais medianos, Sérgio Ramos e Capdevilla; e dois do melhores zagueiros do mundo, o alto e habilidoso Piqué e o guerreiro Carles
Puyol.

Já o meio campo é um caso à parte. Um dos melhores do mundo, com quatro jogadores que marca e sabem sair jogando, com qualidade nos passes. Busquets faz a proteção frente a zaga; Xabi Alonso é o segundo volante com liberdade para atacar e chuta bem de longe; e Iniesta e Xavi são dois dos melhores meias da história do Barcelona. Marcam bem, são rápidos, habilidosos e têm uma qualidade de passe incrível.

O ataque conta com a jovem promessa Pedro, rápido, habilidoso e bom finalizador; e com o artilheiro David "MaraVilla". O craque da camisa 7 espanhola chuta com as duas pernas, é rápido, gira bem, sabe usar o corpo, cabeceia bem, enfim, é um matador de primeira classe.

O banco de reservas é um dos melhores do mundo, contando com F.Torres, Lloriente, David Silva e Cesc Fàbregas.

Holanda

A Laranja é uma equipe pragmática, diferentemente de outros tempos. Desta vez, preza pela vitória apenas, em detrimento do futebol arte. Não dá show, mas é uma das equipes mais letais do mundo.

A defesa é o ponto fraco. Seu goleiro, Stekelenburg, substituiu Van der Sar à altura. O novo camisa 1 holandês é alto e de reflexo apurado; Boulahrouz é um lateral que pouco apoia mas fecha bem os espaços pelo seu lado; Van Bronckhorst ataca e defende bem, se tornando um dos melhores em sua posição nesta Copa; já o miolo de zaga é lento. Heitinga e Mathijsen não são bons zagueiros, e sofrem sobre grande pressão e movimentação.

O meio de campo é muito bom. Van Bommel e De Jong protegem a zaga, com o primeiro tendo mais liberdade para avançar. Uma linha de três meias é feita. Kuyt é o menos habilidoso deles á esquerda, mas cumpre um papel tático de suma importância; Robben joga aberto pela direita, com muita habilidade e velocidade, e um grande arremate à gol; Já Sneijder é um clássico camisa 10. Chama a responsabilidade do jogo, até voltando para buscar a bola na zaga, é um maestro em campo, ditando o ritmo da partida, cai bem pelos dois lados, chuta bem de longe e chega bem na área.

Na frente, Van Persie joga sozinho. Este não é nem sombra de quem já foi um dia, chegou mal à esta Copa, mas tem talento e pode decidir uma partida se recuperar seu futebol.

No banco, há boas opções, como Van der Vart e os promissores Elia, Afellay e Huntelar.

O confronto

O jogo será decidido por quem conseguir ter mais a posse de bola, maior qualidade dos dois rivais. Uma marcação no campo de defesa adversário também será decisiva para os dois lados. A Holanda é mais paciente, toca a bola até achar um espaço. A Espanha é mais rápida e objetiva.
Para vencer a Holanda, a Fúria deverá achar um jeito de anular Sneijder e Robben. Para vencer a Espanha, a Laranja terá de anular os "motorzinhos" Iniesta e Xavi.
Apostaria em uma vitória espanhola, por ter mais jogadores que podem decidir uma partida -Xavi, Iniesta e David Villa, contra Sneijder e Robben pelo lado holandês.
A expectativa é de um grande jogo, digno de duas escolas tradicionais. Ao final do dia, uma das duas seleções comemorará pela primeira vez um título de Copa do Mundo!

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Espanha 0x1 Suíça


A grande favorita para muitos nesta Copa-10 sofreu um duro golpe no estádio Moses Mabhida, em Durban. Com um gol de Gelson Fernandes aos 6min do 2º tempo, a Suíça, dona de uma das melhores retrancas defesas da história das Copas, há mais de 8 horas sem sofrer gols em Copas, venceu o jogo e agora pode complicar a vida da "Fúria" espanhola.
Não entendo o medo de alguns técnicos neste Mundial. Porque jogar com só um atacante e dois volantes contra uma equipe tão retranqueira com a Suíça? Tá certo que F.Torres tava meio "baleado"para começar o jogo, mas porque então a promessa Pedro não entrou em campo desde o início?
Bom, falando do jogo em si, a Espanha se movimentou e criou mais espaços e jogadas contra uma retranca do que o Brasil, mas não converteram isso em gol. Os laterais da Espanha defendem muito bem, mas pouco atacam, e isso criou dificuldades hoje.  E a Suíça aproveitou uma bobeada da zaga espanhola para fazer o seu gol da vitória. Agora é jogar tudo contra Honduras e Chile, além de torcer contra os adversários, para que a Fúria prove que não é a seleção mais "amarelona" do mundo. Mais que tá difícil desmentir isso, ah isso tá!


Imagens: GE e Blog do MauroBetting 

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