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quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Com gols perdidos, El Clássico termina empatado. Porque não Villa?

O El Clássico desta quarta-feira (30), válido pela primeira partida das semifinais da Copa do Rei, terminou empatado em 1 a 1, gols de Cesc Fàbregas e Raphaël Varane (ótimo jogador francês, de apenas 19 anos e o melhor em campo).

Em jogo bastante disputado, o empate pareceu o melhor resultado, mas o que chamou bastante a atenção foi o número de oportunidades desperdiçadas. O Madrid, com Cristiano Ronaldo pouco inspirado, parou nas mãos de José Pinto e na falta de pontaria de Karim Benzema.

Já o Barça veio com uma proposta ofensiva diferente. No primeiro tempo, Messi jogou aberto pela direita e Pedro afunilava pelo meio, entre os zagueiros, sendo presa fácil. Na etapa complementar, Messi e Pedro trocaram de posição e renderam mais, enquanto Cesc Fàbregas teve maior liberdade para atacar e ser presença na área. Fez o gol, mas não impediu que o time perdesse outros tantos, principalmente pela ponta direita com Pedro e Dani Alves nas costas de Arbeloa.

No banco estava David Villa, o único centroavante do time e que vem entrando bem nos últimos jogos. Se o Barça tentou, com Pedro e Fàbregas, ter um homem como referência, porque não utilizar o único jogador do elenco que faz bem esta função? Difícil de saber, mas um erro que pode ter custado a vitória em Madri e, quem sabe, a vaga na final.

Imagem: EFE

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Um time que ganha de 8x0 e tira os zagueiros



Quem leu o título da matéria, pode duvidar que esse time exista de fato. Mas existe. E, ano após ano, título após título, jogo após jogo, o FC BArcelona continua a quebrar todos os paradigmas que nós, comentaristas esportivos (afinal, todo torcedor é um) fizemos durante mais de 100 anos de história futebolística.

"Mordido" após dois empates seguidos, algo raríssimo hoje em dia pelos lados do Camp Nou, o Barça entrou em campo contra o Osasuna, que acabou pagando o preço. O time que Pep Guardiola mandou á campo era incrívelmente ofensivo. O 4-3-3 inicial era o de sempre, com Dani Alves mais como meia do que como lateral. Puyol, Mascherano e Abidal completavam a defesa. No meio, Busquets fazia a proteção, com Xavi na direita e Thiago Alcântara na esquerda. Messi e Fábregas ficavam mais a frente na armação e conclusão, enquanto David Villa era o único atacante de ofício. O Barça comandava a posse de bola e o jogo, como virou praxe, e a primeira etapa terminou em incíveis cinco gols a zero para os donos da casa, gols estes marcados por Messi (5' e 41'), Fábregas (13'), David Villa (34') e até Roversio, zagueiro do Osasuna resolveu marcar a favor do Barça, aos 41'.


Veio a segunda etapa e o Barcelona continuou com intensidade e força, parecendo que o jogo estava 0x0. Xavi encobriu o goleiro aos 12' e aumentou. Guardiola queria mais. Time ganhando de 6 a 0, jogo fácil e... o técnico jogou o time mais para frente, tirando os dois zagueiros de origem!

Vieram Adriano, Maxwell e Afellay e saíram Puyol Abidal e Xavi. O esquema agora era uma espécie de 3-5-2, com Adriano, Mascherano e Maxwell na zaga, Dani Alves e Afellay nas alas, Busquets como protetor no meio, e um losango mais a frente, com Thiago, Fábregas e Messi mais adiantado. Villa continuava como ponta esquerda. COm bastnate movimentação, o carrosel catalão fez mais dois gols, com Villa aos 31' e Messi aos 33', completando o hat-trick do argentino.

 

A goleada parou por aí mesmo, mas o futebol apresentado pelo Barça foi algo de outro mundo, inexplicável e estúpidamente ofensivo. Quem acompanhou o jogo, agradece.

Imagens: EFE; Gustau Nacarino/Reuters

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