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terça-feira, 28 de maio de 2013

Análise do PSG na Ligue 1 2012/2013

                                                                                                                                       
Melhor ataque (69 gols), melhor defesa (23 gols), artilheiro (Ibrahimović, 30 gols). Melhor campanha como mandante e como visitante. Recorde de jogos seguidos sem sofrer gols quebrado pelo goleiro Sirigu, com 948 minutos sem ser vazado. Recorde histórico de jogos sem sofrer gols na Ligue 1, com 23 partidas. Melhor jogador do torneio, Zlatan Ibrahimović. É inegável que a campanha do PSG na Ligue 1 foi de um verdadeiro campeão com sobras, mas nem tanto quanto se imaginou, devido aos tropeços no início do torneio e o futebol sem brilho na maior parte do torneio.

Mas o Paris Saint-Germain conquistou seu tricampeonato francês em 2013 de forma inegável. Um time que começou tropeçando, com três empates consecutivos nas rodadas iniciais, mas se recuperou a partir da quarta rodada, diante do Lille, justamento quando mudou seu esquema tático do 4-3-3 para o 4-3-1-2, ganhando mais o meio campo e se compactando melhor entre as linhas.

Daí em diante o PSG engrenou, dividindo as primeiras posições com Lyon e Olympique de Marselha. Sofreu seu primeiro revés em casa, para o Saint-Étienne, e, em novembro, passou a conviver novamente com desconfiança, tropeçando e perdendo posições na tabela enquanto Ancelotti voltava a montar o time no 4-3-3 que provara não dar certo. Quando o treinador italiano armou o Paris no 4-4-2, o time deslanchou. Assim foi em dezembro de 2012, melhor fase da equipe na temporada inteira, com uma derrota e quatro vitórias consecutivas, apresentando um futebol agradável e ofensivo, retomando a ponta da tabela juntamente com OL e OM.

O PSG levou o título simbólico de campeão do outono, ou de melhor time do primeiro turno, empatado com os Olympiques no número de pontos, mas levando a melhor no saldo de gols. No returno, o PSG estreou com um empate sem gols diante do Ajaccio, em casa, no début de Lucas pelo clube. Mas a arrancada parisiense estava em curso. Mesmo sem jogar o futebol de dezembro, o PSG vencia a maioria de seus jogos aos trancos e barrancos, mas conseguia manter a liderança sem ser incomodado. Foi assim até a 36ª rodada, diante do rival Lyon, quando um gol de Jérémy Ménez selou o título tão esperado por 19 anos para o principal clube da capital francesa.

A temporada da Ligue 1 reservou momentos distintos para o PSG. No início, um time em formação e com uma tática que não apresentava resultados, se apoiando na defesa segura e em um Zlatan Ibrahimović inspirado para resolver. Com o tempo, o time se achou no 4-3-1-2, voltou ao 4-3-3 e perdeu a mão, mas se reencontrou no 4-4-2 com Lucas entre os titulares, um sistema defensivo quase intransponível e uma equipe menos dependente de Zlatan. Ganhou muitos de seus jogos no talento individual e nas bolas aéreas, sem encantar, apostando bastante nos contragolpes. Lembrou por várias vezes o São Paulo FC de 2005 a 2008, em especial o comandado por Muricy Ramalho. E, também, fechou a temporada com o título nacional e a conquista da meta principal traçada.

Números históricos



  • Lavezzi marcou o gol de número 3000 da história do PSG na partida diante do Evian TG, na 16ª rodada. 
  • No jogo diante do OM, na 26ª rodada, Sylvain Armand completou 400 jogos pela Ligue 1 e Beckham, que fazia sua estreia, foi o 400º jogador a vestir o “maillot” parisiense. 
  • Esta foi a primeira vez na história da Ligue 1 que o PSG ultrapassou a barreira dos 80 pontos, alcançando a marca de 83 pontos. Desde que a vitória passou a valer 3 pontos, em 1995, apenas o Lyon de 2005/2006 fez mais, com 84 pontos. 
  • O PSG atingiu a marca de 25 vitórias nesta L1, superando seu recorde de 24 vitórias em 1993-1994, quando havia conquistado o bicampeonato. 
  • Desde Jean-Pierre Papin (Bordeaux - 1989/1990) que nenhum jogador atingia a marca de 30 gols em uma edição da Ligue 1. Ibrahimović quebrou o jejum com exatos 30 tentos. 
  • Com isso, Ibra se tornou o primeiro jogador a marcar 30 gols pelo PSG em uma L1 depois de Carlos Bianchi em 1977/1978, com 37 gols. 
  • O PSG terminou como o melhor ataque e a melhor defesa da Ligue 1, algo que não acontecia desde o OL campeão de 2006/2007. 
  • O PSG alcançou a marca de 101 gols nesta temporada, computando todos os campeonatos disputados, batendo o recorde da temporada 1982/1983, que era de 100 gols. 
  • Desde que Ancelotti chegou ao PSG, em janeiro de 2012, o PSG jogou 57 vezes pela L1, ganhou 36 partidas e fez 113 gols. Nenhuma outra equipe fez o mesmo no período. 
  • O Paris Saint-Germain chegou a marca de 1500 partidas na história da Ligue 1, na última rodada diante do Lorient. São 638 vitórias, 422 empates e 440 derrotas.
Imagens: Divulgação/PSG

sábado, 18 de maio de 2013

Com Beckham como capitão em sua despedida, PSG vence o Brest


O clima no Parc des Princes era de festa. Vários jogadores com cabelos e barbas pintados das cores tricolores do PSG e da França, torcida fazendo bonito, estreia do novo uniforme, despedida de David Beckham do futebol e usando a tarja de capitão. Do outro lado, o já rebaixado Brest entrou em campo para cumprir tabela e, quem sabe, estragar a festa.

O PSG começou bem solto, sem o peso dos últimos jogos. Assim, Zlatan Ibrahimović abriu o placar logo aos 5’, após corte no zagueiro e chute forte cruzado. Logo na sequência, Beckham fez um lançamento magistral para o sueco, de uma área à outra, mas Zlatan não conseguiu driblar o goleiro Thébaux. Com esse clima de festa, o jogo era aberto, sem muita marcação pelo meio. O Paris fez o segundo gol aos 31’, com Matuidi, que aproveitou a cobrança de escanteio de Beckham. Cinco minutos depois, Ibrahimović cobrou com força uma falta e aumentou o placar, fazendo seu 29º gol em 33 partidas nesta Ligue 1.

Beckham se despede dos gramados 

Na volta para o segundo tempo, Lucas e Areola entraram nos lugares de Chantôme e Sirigu, respectivamente. O jogo caiu de ritmo, com o PSG menos insinuante como antes. O Brest diminuiu aos 81’, com Benschop, mas o grande momento do jogo ocorreu um minuto depois. David Beckham, que já não segurava o choro, foi substituído por Lavezzi. A partida parou e todos fizeram questão de abraçar o emocionado David. Não houve ânimo para mais nada no dez minutos seguintes e o árbitro Ruddy Buquet apitou o final da partida, para a festa continuar até o momento em que Thiago Silva levantou a Hexagonal, a taça de campeão francês.
A emoção de David Beckham
O momento em que Thiago Silva levanta a Hexagonal
Imagens:  Divulgação/PSG; L'Équipe; Reprodução / BeIN Sports

domingo, 28 de abril de 2013

Mão na taça: Aos trancos e barrancos e com 3 expulsos, PSG vence o Evian


Dez dias depois do Evian TG eliminar o Paris SG da Copa da França, as equipes voltaram a se enfrentar no Estádio Parc des Sports, agora pela Ligue 1. Em campo, o PSG mostrou os mesmos erros de sempre e só garantiu a vitória sobre um dos piores times do torneio graças ao talento individual de alguns de seus jogadores. Para piorar, o time teve três jogadores expulsos, sofreu pressão no final e protagonizou confusão após o apito. Nada diferente do que o time demonstra durante a temporada, sob o comando de Carlo Ancelotti.

Mais do mesmo

O PSG fez mais um primeiro tempo modorrento. Sem Lucas (ainda com dores na costela), Ménez ganhou a vaga e fez o time atuar ora no 4-4-2, ora no 4-2-3-1, com o francês trocando de posição com Pastore pelo meio. Sem criatividade nenhuma e com os atacantes dispersos e omissos, o PSG teve dificuldades e só acelerava quando Jallet subia ao ataque, mas mesmo assim a equipe não organizou nenhuma boa jogada. Já o Evian começou melhor, mas foi se fechando com o passar do tempo e apostando nos contragolpes com Barbosa e Khelifa.

O Paris SG votou mais ligado ao segundo tempo e a jogada do primeiro gol começou e terminou em dois jogadores apagados no início do jogo, mas que mostram sua importância quando querem. Ménez começou a jogada pela esquerda e inverteu o jogo para Jallet (que fez boa partida) tocar para Pastore emendar de primeira para as redes, abrindo o placar. Depois do gol, o PSG voltou a demonstrar displicência para matar o jogo, com Ibrahimović e Lavezzi perdendo gols incríveis. Com o passar do tempo, o Evian foi crescendo e o PSG se encolhendo, como Ancelotti gosta.

A situação piorou quando Verratti foi expulso após mais uma falta e reclamação (além de ter tomado uma bronca colossal de Ancelotti ao deixar o gramado). Nos acréscimos, até Beckham foi expulso pelo árbitro Olivier Thual, em atuação pífia. Após o apito final, confusão no gramado entre jogadores das duas equipes, culminando com a expulsão de Sirigu. Com o resultado, o PSG depende só de si mesmo para garantir sua terceira taça da Ligue 1, caso vença o Valenciennes no próximo domingo (5).

Imagem: Le 10 Sport; Divulgação PSG

sábado, 6 de abril de 2013

Com golaço de Ménez, PSG vence o Rennes fora de casa


Para variar, não foi uma atuação de gala do PSG na Ligue 1. Mais uma vez, o Paris jogou para o gasto e venceu pelo talento individual de seu rico elenco. Jogando em Rennes, o PSG saiu com a vitória que garante a liderança isolada do campeonato nacional francês.

Poupando alguns jogadores para o duelo diante do FC Barcelona na quarta-feira (10), Ancelotti manteve o esquema tático 4-4-2 e apostou em Ménez como meia e Gameiro na frente, ao lado de Ibra. O PSG até criou algumas chances, como em um belo giro de Ibra, mas também dava espaços para o Rennes e batia cabeça na defesa, sendo salvo por Sirigu e pela ineficiência ofensiva dos donos da casa.

Mesmo com Beckham no lugar de Verratti (que tomou mais um cartão amarelo infantil), o segundo tempo não mudou muito e ficou mais amarrado ainda. Até Jérémy Ménez resolver aparecer. Aos 56’, o camisa sete puxou contragolpe e passou por quatro defensores antes de bater no contrapé do goleiro Costil e fazer um golaço. Depois, o Rennes até tentou atacar, mas os Rouge et Noir mostraram toda sua má fase que coincide desde que seu melhor jogador, Romain Alessandrini, se machucou. No último lance do jogo, o PSG puxou mais um contra-ataque e Beckham cruzou na cabeça de Ibrahimović (em posição duvidosa), que fechou o placar fazendo seu 26º gol em 28 jogos nesta Ligue 1.

Vitória importante para o PSG, que mantém a diferença de sete pontos para o Marseille na liderança e deixa a equipe mais tranquila para a decisão diante do Barça.
Imagens: L'Équipe

domingo, 17 de março de 2013

Pedra no sapato: ASSE reage e empata com o PSG em jogo polêmico


Foram três jogos entre Saint-Etienne (ASSE) e PSG nesta temporada. Uma vitória dos Verts e dois empates, sendo que em um os Stéphanois eliminaram os parisienses nas cobranças de pênaltis, pela Copa da Liga. Neste domingo (17), o PSG (sem Lucas, Verratti, Motta e Ménez) abriu vantagem, mas sofreu o empate na apatia do segundo tempo e com uma péssima atuação do árbitro Antony Gautier.

Como era de se esperar, o clássico começou quente. A torcida do Saint-Etienne pressionava bastante e a equipe foi para cima, com muita vontade. O PSG, desta vez jogando contra um time grande, levava o jogo a sério, diferentemente de quando enfrenta os pequenos. E os parisienses abriram o placar aos 9’, em contra-ataque puxado por Matuidi, que tabelou com Ibrahimović e o sueco lançou Pastore, que com um toque de categoria, fez o primeiro do PSG.

Oito minutos depois, o mesmo Pastore lançou Lavezzi, que ganhou de Ruffier na corrida e se jogou, cavando um pênalti. Ibra teve de cobrar duas vezes (a segunda com uma bela cavadinha) para poder aumentar a vantagem dos visitantes. O PSG passou a tocar a bola pelo meio e apostar nos contragolpes puxados por Lavezzi. Mas, em falha de Alex aos 37’, Brandão confirmou a ótima fase que vive e completou cruzamento de Aubameyang, diminuindo a diferença.


No segundo tempo, vimos o que é este PSG com a cara de Ancelotti. O time se acovardou e se fechou todo, sem encaixar contragolpes. Com isso, o ASSE foi para cima e empatou o jogo aos 72’, com um golaço de Clerc (em lance que começou com pisão violento de Brandão em Thiago Silva). No final do jogo, o PSG teve duas chances em faltas para Beckham, mas uma foi para fora e a outra bateu em um jogador do ASSE que se atirou na bola, sem respeitar os 9,15m, completando mais um erro do fraquíssimo árbitro Antony Gautier.

Com o resultado, o PSG mantém a liderança isolada da Ligue 1, se aproveitando dos tropeços de Lyon e Marseille. Destaque para as boas partidas de Pastore e Beckham, que foi o segundo jogador do PSG que mais correu em campo, atrás apenas de Matuidi.


Imagens: AFP; L'Équipe

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Ibracadabra: Sueco brilha em mais uma vitória do PSG sobre o OM


Pelas oitavas de final da Copa da França, o PSG venceu mais uma vez o seu maior rival, o Olympique de Marselha, nesta temporada (foram três vitórias e um empate). Sem Lucas (com febre) e com Beckham como titular pela primeira vez, o Paris não teve muitas dificuldades para vencer o OM.

Como é a marca dos Classiques, o primeiro tempo foi bastante pegado e com pouco espaço em campo. Melhor tecnicamente, o PSG conseguiu ter maior posse de bola, diferentemente da última partida, fechando a primeira etapa com 55%. Assim, o time sofreu menos com as investidas adversárias e criou suas melhores chances pela direita, nas costas de Morel e Lucas Mendes. Gameiro foi um dos destaques em campo, com bastante movimentação e troca de posicionamento com Ibrahimović.

O sueco protagonizou uma das cenas mais engraçadas da partida, ao discutir com Joey Barton e ser chamado de “narigudo” pelo inglês. E Ibra foi mesmo o nome da etapa inicial. Após belíssimo lançamento de Chantôme, Zlatan ganhou na força de Lucas Mendes e bateu cruzado, abrindo o placar no Parc des Princes.

No segundo tempo, o PSG continuou com o domínio da posse e controlando o jogo, dando pouco espaço para o OM. Aos 64’, Ibrahimović sofreu pênalti bobo de Morel e converteu, acabando com as esperanças marselhesas. A torcida parisiense fez a festa e começou a cantar ‘olé’ desde então, enquanto o Olympique partia para a violência.

Fim de jogo e destaque para a ótima partida do lateral Gregory van der Wiel (21 roubadas de bola) e David Beckham, que deu o ritmo no meio de campo e realizou 72 passes, com incríveis 85% de aproveitamento. E, é claro, Zlatan Ibrahimović, que já soma cinco gols em três jogos pelo PSG contra o OM.


Imagens: globoesporte.com; Le Parisien

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Le Podcast du Foot #21


Le Classique, a estreia de Beckham, Lucas, o 100º jogo de Brandão pela Ligue 1 e tudo sobre o Futebol Francês você confere com @RamosVinicius01, @omadeirinha e @FilipeDidi no Le Podcast du Foot #21!

domingo, 24 de fevereiro de 2013

PSG vence o OM com "quase gol" de Lucas e estreia de Beckham


Debaixo de neve, o Paris Saint-Germain venceu o Olympique de Marselha no Le Classique da noite deste domingo (24), no Parc des Princes. O jogo, que marcou a estreia de Beckham pelo PSG, também protagonizou o “quase primeiro gol” de Lucas, mais uma vez ovacionado pelos fanáticos parisienses.

Como de costume, o Paris começou pressionando. O OM parecia sentir o peso do jogo e se acuava. Lavezzi chegou a mandar a bola na trave logo aos 2’, após bom passe de Ibra. A pressão deu resultado aos 11’, quando Lucas fez boa jogada e chutou de fora. A bola desviou em Barton e N’Koulou antes de enganar Mandanda e entrar. O árbitro Fredy Fautrel deu gol contra para o defensor camaronês.

O PSG, assim, passou a apostar em sua principal arma: o contragolpe. Lavezzi era o mais acionado pela esquerda, enquanto Lucas tinha dificuldade pelo outro lado. O Marseille foi começando a gostar da partida e tomando as rédeas, mas tinha dificuldades para criar e passar pela forte defesa parisiense.

No segundo tempo, a situação não mudou. O OM dominava a posse de bola, enquanto o PSG apostava em contra-ataques. Nas poucas vezes que chegou, os visitantes pararam em mais uma bela partida de Salvatore Sirigu. Aos 76’, o momento mais esperado na noite: a entrada de David Beckham. O inglês começou inicialmente como um meia-direita, mas terminou o jogo como um volante. Aos 91’, Ibrahimović ainda fez seu 22º gol na Ligue 1 e o 100º do PSG na história do Le Classique, após cruzamento de Ménez.

Boa vitória do PSG, que assegura a liderança e abre oito pontos de vantagem para o Marseille. É bem verdade que o Paris não jogou bem, mas teve a defesa como ponto forte e contou com a sorte no aspecto ofensivo. Javier Pastore fez uma bela partida, digna de nota, apesar do jogo truncado, como é a marca deste clássico.

Imagens: AFP; L'Équipe; Reuters

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Onde David Beckham se encaixará no PSG?


Uma das perguntas mais frequentes feitas após o anúncio oficial de David Beckham no Paris SG é onde o inglês se encaixará no time de Ancelotti. Tomando em consideração as características do jogador e suas passagens por outros clubes, fica uma análise sobre as possibilidades de utilização do novo galáctico parisiense.

Meia direita: O esquema de 4-4-2 usado atualmente se manteria, com Beckham atuando pela meia direita, mesma posição na qual se consagrou no Manchester United e Seleção Inglesa. Com isso, Lucas jogaria com mais liberdade, como segundo atacante. Resta saber se Becks terá fôlego para acompanhar o lateral adversário.






Segundo volante: No Real Madrid Galáctico, com tantos craques do meio para frente, Beckham foi recuado para jogar como segundo volante. O jogador teve até um campo de visão maior para armar as jogadas e usar de seus lançamentos longos, mas ficou sobrecarregado com a marcação (já que ninguém a frente ajudava) e não jogou bem. Pouco provável que se repita.



Meia armador: Beckham nunca foi um autêntico camisa 10. Mas, pela experiência, cadência e qualidade de passes, pode ser que se encontre na posição de meia armador central do Paris, que precisa de alguém assim. Seria uma aposta.






Terceiro homem pela direita: O esquema mais provável. No AC Milan, de Ancelotti, atuou muito bem como um volante pela direita no esquema 4-3-2-1, o preferido do atual treinador parisiense. Ancelotti tentou por duas vezes implementar esta formação tática, mas não deu certo porque Motta, Chantôme e Matuido não sai volantes com qualidade para armar o jogo ou aprofundar com lançamentos verticais e diagonais, justamente a principal característica de Beckham. Assim, Ancelotti poderia usar seu esquema favorito, com Beckham na posição que mais rende e ainda “ressuscitaria” Verratti entre os titulares, como regista interno. Esta deverá ser a opção escolhida.

Imagem: Divulgação / PSG

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

David Beckham no PSG: Uma escolha certeira!


Parecia tudo muito quieto em Paris. O PSG, turbinado com os petrodólares catarianos, havia contratado apenas Lucas nesta janela de janeiro, mas uma transação concluída em agosto de 2012. Até que a habitual bomba do último dia de transferências de inverno caiu do alto da Torre Eiffel e atende pelo nome de David Beckham.

Achei uma contratação certeira em vários sentidos. Explico em tópicos:

Experiência: Mesmo com jogadores como Ibrahimović e Thiago Silva no elenco, o PSG carece de maior experiência no time, principalmente no meio de campo. Alguém que saiba dar cadência e ritmo no setor cerebral do campo. Não que Beckham seja o “camisa 10” tradicional que o time necessite, mas pode dar um toque de experiência com seus 37 anos ao setor e ao vestiário, servindo como um para-raios.

Visão de jogo: Nunca concordei com a opinião de que “Beckham é puro marketing, um jogador comum apenas”. Discordo totalmente. Becks é um dos maiores atletas da história do Manchester United e do English Team. Isso não é pouco e nem pode ser construído só com propaganda. David sempre mostrou uma larga visão de jogo e qualidade de passes em profundidade, algo que o PSG precisa muito. Pode cair como uma luva pelo meio.

Marketing: Como o dito, acho Beckham um grande jogador. Um craque. Mas é inegável também seu apelo publicitário. Não que o PSG precise de grana, mas uma boa publicidade é essencial para o clube neste momento de transição, especialmente em uma liga que não está dentre as principais da Europa.

Lembrando que esta é apenas minha opinião. Sintam-se livres para discordarem ou concordarem nos comentários.

Imagens: Divulgação / Reuters

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