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terça-feira, 17 de setembro de 2013

Sul-americanos dão a vitória ao PSG em goleada sobre o Olympiakos na estreia da Champions


Jogando no caldeirão do Estádio Georgios Karaïskakis, o PSG estreou na Champions 2013/2014  encontrando muitas dificuldades na primeira etapa diante do Olympiakos, mas dominando o segundo tempo e goleando os donos da casa, com grande participação dos sul-americanos do time, autores dos quatro gols e das quatro assistências da equipe na partida.

Dificuldades no 1º Tempo



Armado no 4-3-3, o time de Blanc teve apenas as novidades de Marquinhos (no lugar do lesionado Alex) e Lucas, que ganhou a vaga de Lavezzi após a ótima apresentação na última rodada da Ligue 1. Do lado do Olympiakos, o time atuava no 4-2-3-1 com a bola e se fechava todo no 4-4-2 quando não tinha a posse, marcando sobre pressão a saída de jogo adversária.

Pressão é a palavra que melhor define os 15 minutos iniciais. Empurrado pela torcida grega, o Olympiakos chegou a mandar duas bolas na trave no primeiro quarto de hora, enquanto o Paris não conseguia sair da defesa. Quando conseguiu se organizar e tocar a bola, a qualidade individual do PSG fez a diferença. Aos 18’, Ibra saiu da posição de centroavante para armador e tocou bela bola para Maxwell entrar sozinho na área adversária (o brasileiro está tendo muito mais liberdade ofensiva com Blanc do que tinha com Ancelotti) e servir Cavani, que só teve o trabalho de tocar para a rede.

Aos 24’, o Olympiakos empatou em lance belíssimo. Weiss aproveitou mais uma série de desatenções da zaga parisiense e, pela direita do ataque, ganhou de Maxwell, aplicou uma “caneta” no estreante Marquinhos, deu um corte seco em Thiago Silva e tocou na saída de Sirigu, igualando o marcador com um golaço.

PSG domina a segunda etapa

Na volta para o segundo tempo, Blanc trocou o apagado Lucas por Lavezzi. O PSG passou a tomar a iniciativa e ganhar o meio-campo, com maior liberdade para Matuidi e Verratti, mas o velho problema da falta de qualidade na armação persistia. A salvação veio em outra característica bem conhecida do Paris: jogada aérea provinda de bola parada. Em cobrança de escanteio de Lavezzi, Thiago Motta mergulhou de peixinho para fazer o segundo gol aos 68’. Quatro minutos depois, um déjà vu. Escanteio na esquerda, Lavezzi na cobrança e peixinho de Motta, que sozinho, fez o terceiro. Parecia replay.

O Olympiakos parecia entregue. Aos 81’, Ibrahimović sofreu pênalti e foi para a cobrança, mas bateu mal e parou na defesa de Roberto. Aos 85’, os brasileiros voltaram a fazer a diferença. O brilhante Motta cobrou escanteio para Marquinhos subir sozinho e, em sua estreia, retificar-se do erro no gol grego e fazer o seu tento, transformando a vitória em goleada.

Ótima vitória do PSG na estreia. Resultado que não pode apagar a ineficiência do meio de campo e a desatenção da defesa no primeiro tempo, além da falta de proximidade e criatividade na partida. Mas há de se ressaltar a melhora considerável na segunda etapa, principalmente pela entrada de Lavezzi e a partida espetacular de Thiago Motta, com dois gols e uma assistência. A eficiência do Paris na bola aérea é impressionante, talvez seja a maior do mundo hoje, mas o time não poderá depender apenas disso para ganhar a Europa.



Imagem: Divulgação/PSG; L'Équipe

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

PSG joga para empatar e perde do Porto no Dragão



A invencibilidade do Paris SG na temporada 2012/2013 acabou nesta quarta-feira (3). No Estádio do Dragão, os parisienses entraram em campo procurando claramente um empate e perderam para o Porto, por 1 a 0, com gol do colombiano James Rodríguez. E, se não fosse a partidaça do goleiro Salvatore Sirigu, o resultado teria sido bem mais elástico. Justo para a apatia parisiense.

Ancelotti armou o time no 4-3-1-2 com Van der Wiel e Nenê entre os titulares, procurando dar mais leveza e explorar os contra-ataques. Ledo engano. O brasileiro mal pegou na bola e o holandês tomou um baile de Varela. O Paris errou muitos passes na primeira etapa e não segurava a bola na frente, tomando um sufoco dos portugueses que, se não fosse Sirigu, teriam conseguido uma vitória tranquila logo na metade inicial. Ibra ainda perdeu duas boas chances, mas que não mascararam a péssima exibição.

Na volta do intervalo, Carlo Ancelotti deve ter dado uma bronca daquelas e o PSG voltou mais ligado, pelo menos se movimentando mais e não temendo tanto o adversário. O time até melhorou a posse de bola, mas o lado direito continuava tomando um banho. E não mudou com a entrada de Jallet no lugar de Van der Wiel nem a substituição de Varela por Atsu no Porto. O gol da partida saiu aos 84’, com o melhor em campo. James Rodríguez, o jovem colombiano que infernizou o jogo inteiro, recebeu uma bola cruzada e bateu de primeira. Maxwell, que deveria estar marcando o setor, nem apareceu na imagem.  O PSG até tentou acordar depois do gol, mas era tarde demais. Destaque positivo para Blaise Matuidi, mais uma vez um leão em campo e, de longe, o melhor jogador de linha do Paris.

Resultado merecidíssimo para quem buscou vencer e que, repito, se não fosse Sirigu, teria sido uma goleada. Para piorar a situação do PSG, Lavezzi entrou em campo aos 73’ e foi substituído aos 80’, saindo chutando tudo o que tinha pela frente. Ancelotti terá de arrumar a casa para o clássico diante do Olympique de Marselha no domingo (7).


PORTO 1 X 0 PSG

ÁRBITRO: Howard Webb (Inglaterra), auxiliado pelos compatriotas Michael Mullarkey e Darren Cann.
CARTÕES AMARELOS: Fernando (Porto); Thiago Silva e Jallet (Paris Saint-Germain).
GOL: James Rodríguez (Porto).
LOCAL: Estádio do Dragão, no Porto (Portugal)

PORTO Hélton; Danilo, Otamendi, Maicon e Alex Sandro; Fernando, João Moutinho e Lucho González (Defour); Varela (Atsu), James Rodríguez (Mangala) e Jackson Martínez. Técnico: Vítor Pereira.

PARIS SAINT-GERMAIN: Sirigu; Van der Wiel (Jallet), Sakho, Thiago Silva e Maxwell; Verratti, Chantôme e Matuidi; Ménez (Lavezzi) (Pastore), Nenê e Ibrahimovic. Técnico: Carlo Ancelotti.

Imagens: Reuters; AFP

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Messi e Tello decidem em estreia suada do Barça na Champions 12/13



Duas gerações diferentes de La Masia decidiram para o FC Barcelona na estreia dos Blaugranas na Champions League 2012/2013. Cristian Tello e Lionel Messi foram os diferenciais na vitória do Barça sobre o Spartak Moscou, nesta quarta-feira (19).

Foi um jogo de um campo só. Como o esperado, quem enfrentar o FC Barcelona agora usará da mesma tática do Chelsea. Todo mundo atrás da linha da bola e aproveitando um erro do adversário para buscar o gol em contragolpes. Assim, o Spartak jogou e até se saiu bem, anotando dois gols e quase surpreendendo os catalães em pleno Camp Nou.

O futebol apresentado pelo Barça chega a preocupar. De novo, a equipe teve dificuldades para furar o bloqueio de handebol adversário e criou pouco, além de sofrer nos contra-ataques, principalmente pela esquerda da defesa. Mas os talentos individuais do Barça sobressaíram mais uma vez. O capitão Xavi, na ausência de Carles Puyol, foi o maestro da equipe. Tello, muito criticado na temporada passada, principalmente nos grandes jogos contra Chelsea e Real Madrid, fez talvez sua melhor partida com a camisa blaugrana, anotando um belo gol e fazendo a jogada para outro. Já Messi, mesmo longe de ter uma noite das mais inspiradas, foi decisivo. Fez dois gols, um deles de cabeça no meio da zaga russa e deu a vitória para o Barça começar bem a Champions. Mas com um futebol que, diferente de outros tempos, não encantou.

Será que o time conseguirá uma fórmula de quebrar as retrancas absolutas dos adversários? A Champions deve responder esta questão mais para frente.

Imagens: Sport.es; AFP

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