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sábado, 6 de novembro de 2010

Majestoso - Pra salvar o ano


São Paulo FC e Corinthians fazem o último Majestoso do ano na tentativa de salvarem uma temporada. O Tricolor, acostumado a títulos e participações na Libertadores, não conquistou nada este ano e precisa vencer para se manter na briga por uma vaga na Liberta-11. Já o Timão é o vice líder do BR-10 e tem no torneio nacional a última chance de conquistar uma taça no ano de seu centenário. Além de tudo isso, mantém um longo tabu de 10 jogos (seis vitórias e quatro empates) em 3 anos sobre o rival. E, como sempre, as diretorias ficaram marcadas durante todo este tempo por declarações e atitudes que só apimentam cada vez mais esse grande clássico do futebol mundial.

Escalações - Dúvidas e um pouco de mistério

PC Carpegiani terá dois desfalques no time considerado o titular para amnhã. Richarlyson e Carlinhos estão suspensos. No treino deste sábado, Carpa colocou Renato Silva improvisado na lateral esqueda e Casemiro entre os 11 de colete. A tendência é de que amanhã sejam eles os titulares. Com isso, o Tricolor perde na saída e na qualidade de bola, porém ganha reforço na marcação pela esqueda, defeito crônico do time no último jogo contra o Cruzeiro em Uberlândia.
Provável time: 01-R.Ceni; 2-Jean, 3-Alex Silva, 5-Miranda, 14-R.Silva; 18-R.Souto, 29-Casemiro, 37-Lucas, 15-Fernandão; 25-Dagoberto, 99-R.Oliveira. 
Taticamente, a equipe deverá jogar no 4-4-2, assim como no jogo em Uberlândia. Fernandão é o meia esquerda e Dagoberto o companheiro de ataque de Ricardo Oliveira.



Tite terá mais tranquilidade na hora de escalar. Ralf volta de suspensão e Dentinho de contusão. Os dois deverão ser as únicas novidades no time que enfrentou o Avaí no meio de semana. Paulinho e Iarley deverão perder suas respectivas vagas. Ralf é um grande "cão de guarda"e reforçará a proteção à zaga, enquanto Dentinho deverá dar mais habilidade ao ataque.
Provável time: 12-Julio Cesar; 5- Alessandro, 3-Chicão, 4-William, 6-Roberto Carlos; 5-Ralf, 8-Jucilei, 7-Elias, 10-Bruno César; 31-Dentinho, 9-Ronaldo.
O esquema deverá ser o 4-4-2, com Elias de meia direita ao lado de B.César.

Pontos fracos
O lado fraco Tricolor é o esquerdo. Foi por lá que o time mais sofreu com as investidas cruzeirenses e agora deverá estar mais frágil, com R.Silva improvisado e sem Carlinhos que, quem diria, virou peça fundamental no esquema

Já o Corinthians tem uma defesa lenta. Alessandro, Chicão e William não são ágeis e, se o Sampa apostar em tabelas e velocidade em cima deles, pode se dar bem. R.Carlos travará uma duelo bom com Lucas pela esquerda.

Craques do Futuro












Se teremos em campo Rogério Ceni e Ronaldo, dois GÊNIOS do passado/presente do futebol mundial, o futuro também estará representado. Lucas e Bruno César são fortes candidatos ao prêmio de Revelação do BR-10, e são peças fundamentais em seus respectivos times, sendo sempre o diferencial nas vitórias.

B.César é habilidoso, tem visão de jogo e um arremate muito bom. Já possui 13 gols no BR-10 e é vice artilheiro.


Lucas tem velocidade, habilidade e muito talento. Com apenas 18 anos e três meses entre os profissionais, já é ídolo da torcida e o fator de desequilíbrio em campo.

Sera um duelo particular e tanto no Morumbi.

Previsão: Jogaço!

O Corinthians tem o melhor ataque da competição, enquanto o São Paulo FC cresceu muito nesse setor com a chegada de Carpegiani. A expectativa é de um jogo brigado, como sempre é, mas com muita ofensividade, marca registrada dos times. R.Ceni e Ronaldo são os grandes nomes que poderão fazer a diferença, mas Dagoberto, Lucas, Dentinho e Elias são "coadjuvantes" de peso que poderão roubar a cena. A expectativa é a melhor possível para o Majetoso de amanhã!

domingo, 24 de outubro de 2010

BR10 - 31ª Rodada - Flu reassume a liderança


Faltando sete rodadas para o fim do BR-10, o Tricolor Carioca voltou a figurar na ponta da tabela, após o  sofrido empate contra o Atlético-PR em Curitiba. Com gols de Marquinhos (golaço) e Conca, o Flu voltou a respirar os ares da liderança e depender só de si próprio para conquistar o bicampeonato.

Liderança conquista graças a heroica vitória do Atlético-MG no clássico em Uberlândia contra o Cruzeiro. Obina foi o grande nome do jogo, marcando três gols e se consagrando.
O primeiro tempo foi totalmente dominado pelo Galo, mesmo com Montillo perdendo um pênalti quando o jogo estava 2x0. O volume de jogo imposto pelos alvinegros foi avassalador, impondo respeito frente aos cruzeirenses.
O detalhe curioso do jogo ficou por conta da torcida. Como o combinado, apenas os cruzeirenses teriam direito de assistir ao jogo dentro do Parque do Sabiá. Porém, quando o Atlético fazia seus gols, vários atleticanos que estavam infiltrados na torcida azul não resistiam e comemoravam. A PM, como prometido, retirou os alteticanos identificados do estádio.

Nos outros jogos, destaque para a vitória incontestável do Ceará sobre o São Paulo, no Castelão e a grande virada do G.Prudente sobre o Santos na Vila, com direito a (mais um) pênalti perido por Neymar.

Voltando aos outros clássios da rodada, o Gre-Nal, como sempre, foi bastante pegado e emocionante. Com gols de André Lima e Fábio Santos (Grêmio) e Alecssandro e D'Alessandro (Inter), o empate praticamente selou as chances de título coloradas e freou os gremistas na busca pelo G3 (ou G4).

Nos lados do Pacaembu, um jogo morno deu a vitória para o Corinthians na reestreia de Tite. Bruno César foi o autor do único tento. A rodada acabou sendo ótima para os alvinegros, que voltaram a encostar nos líderes do BR-10.

Já no primeiro Clássico dos Milhões do Engenhão, Flamengo e Vasco ficaram no 1x1, com gols de Césinha (Vasco) e Renato Abreu (Flamengo). Ambas as equipes se consolidaram na parte intermediária da tabela, sem muitas pretensões.

A rodada foi muito boa para o Corinthians e algumas equipes que tentam fugir do rebaixamento, como Atlético-MG, Atlético-GO e Goiás. Mas quem se deu melhor foi o Fluminense, que recuperou a liderança e o fôlego no Brasileirão-10.

Imagem: Ag.Estado, GE

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Vasco 2x0 Corinthians- O feitiço virou contra o feiticeiro

Em jogo atrasado da 18ª rodada, o CR Vasco da Gama bateu o SC Corinthians Paulista por 2x0. O jogo ocorreu no meio da 28ª e 29ªrodada, pois o Corinthians resolveu pedir à CBF para adiar o jogo, que caía no meio das comemorações de seu centenário. Na época em que deveria ser realizado o jogo, o SCCP era o líder do campeonato, vinha embalado e atropelando todo mundo que vinha em sua frente.


Agora, o time vive um momento de crise, sem técnico e nos últimos sete jogos foram cinco derrotas e 2 empates. Pífio!
Aproveitando-se disso, o Vasco da Gama engoliu o adversário ontem, fez 2 a 0 logo no início e só não fez mais porque não quis. Os paulistas só foram dar um chute perigoso à gol aos 35 do segundo tempo. E, no final, a torcida corinthiana hostilizou o antes intocável presidente do clube Andrés Sanchez.
O momento passado pelo Corinthians nada mais é do que um espelho da falta de competência de sua diretoria e, principalmente, de seu presidente. Sanchez peca por seus “delírios de grandeza” ( que afetam até mesmo os jogadores. Ou alguém já se esqueceu das declarações de Jucilei, após a vitória sobre o Fluminense de que o Corinthians já estava com uma mão na taça, faltando ainda 16 rodadas na época?) e por se importar demais com seus rivais, com isso esquecendo de fazer o que é essencial no seu cargo, zelar por seu clube.
Enquanto isso, o Vasco aproveitou a chance e vai crescendo cada vez mais no campeonato, embalado pelos velozes Eder Luis e Zé Roberto e o maestro Felipe, que jogou muito ontem.

Pior do que o momento do Corinthians é só a transmissão esportiva da Band, com os bairristas e incompetentes Luciano do Vale, Neto e Edmundo. Fora os repórteres, a equipe de ontem da emissora foi ridícula e “puxa-saquista” ao máximo. Uma vergonha!

E o dedo do Souza para a torcida do Vasco, hein? Será que os vascaínos também se sentirão “ofendidos” e irão depor na DP, igual a torcida palmeirense fez com Renato Silva, do São Paulo? O cara é xingado e achincalhado o jogo inteiro, quando devolve a torcida tem o direito de se sentir ofendida? E quererem processar ainda o jogador? Que patético! Que os vascaínos não sigam o exemplo. E nem tentem agredir o jogador na rua...

Imagem: Lancenet

sábado, 9 de outubro de 2010

G. Prudente 2x3 São Paulo - Em dia de SWU, Lucas e Oliveira fazem o show em Prudente

O placar apertado não condiz com o que foi o jogo.O São Paulo dominou o jogo quando quis, relaxando apenas em alguns momentos, tomando assim seus dois gols na partida.
Com Richarlyson na lateral esquerda (sic) e um quarteto pra lá de ofensivo, Carpegiani conseguiu fazer o seu time dominar as ações e mandar no jogo, com destaque, é lógico, para Ricardo Oliveira, que fez um "hat-trick" e se consagrou como o nome do jogo.



Taticamente 
O Prudente foi a campo no 4-4-2 básico, sem muita inspiração individual mas muita disposição.
Giovanni, Bruno Ribeiro (Wanderley, 15'/2ºT), Anderson Luis, Diego Giaretta e Marcelo Oliveira (Artur, 40'/1ºT); Anderson Pedra, Roberto, João Vitor e Adriano Pimenta; Wesley e Willian (Araújo, 30'/2ºT). Técnico: Fábio Giuntini.

O São Paulo FC também jogou no 4-4-2, porém Richarlyson de lateral esquerdo não corresponde e Fernandinho de meia esquerda ficou muito deslocado em campo, fora de posição. O antes desértico lado direito agora era povoado por Lucas e Marlos, que ajudavam Jean pelo setor. O Soberano mostrou estar bem mais compacto e organizado em campo, em comparação aos últimos jogos sob o comando de Baresi.
01-Rogério Ceni; 2-Jean, 3-Alex Silva, 5-Miranda e 20-Richarlyson; 29-Casemiro (35-Zé Vitor, 26'/2ºT), 18-Rodrigo Souto, 37-Lucas e 12-Fernandinho (31-Carlinhos Paraíba, 11'/2ºT); 16-Marlos (15-Fernandão, 11'/2ºT) e 99-Ricardo Oliveira. Técnico: Paulo César Carpegiani.

1º tempo - Sampa ofensvio e acomodado

O São Paulo FC começou impondo o seu novo estilo de jogo, ofensivo e marcando a saída de bola. Lucas mostrou estar inspirado, ao fazer bela jogada individual e quase marcar um golaço. Lucas jogava de meia direita, e contava com o apoio do lateral Jean e de Marlos, jogando de atacante pela direita. Pela esquerda, Fernandinho virou um meia isolado, porque o "lateral" Richarlyson não avançava muito. Quando R.Oliveira saiu da área pela esquerda, sofreu falta de média distância. O camisa 99 chamou a responsabilidade e cobrou a falta com maestria, marcando o seu primeiro golaço no jogo.

O Sampa fez o que costuma fazer quando tem a vantagem, se acomodou e gastou o tempo. O Prudente aproveitou disso e, aos 32, Adriano Pimenta fez bela jogada individual e bateu para o gol. Ceni rebateu e Wesley empatou o jogo. Logo na saída de bola, Lucas deu passe primoroso para R.Oliveira pegar de primeira e botar o Tricolor de novo na frente. E antes do fim da primeira etapa, o camisa 37 Lucas fez LINDA jogada individual dentre três zagueiros do Prudente, para R.Oliveira tabelar com Marlos e os visitantes quase aumentarem o placar.

2º tempo - Mais um de Oliveira

Veio a etapa complementar e o São Paulo FC parecia disposto a liquidar a partida. Oliveira quase marcou mais um cara a cara com Giovanni. Aos 11, Carpegiani trocou os apagados (e invertidos de suas posições originais) Marlos e Fernandinho por Carlinhos e Fernandão. Assim, Carpegiani trocou o esquema de jogo para o 4-2-3-1, com Fernandão no meio, Lucas na direita e Carlinhos na esquerda no meio campo ofensivo. Logo após as alterações, Lucas, de novo ele, fez bela jogada individual e deixou o artilheiro da noite R.Oliveira na cara do gol para o camisa 99 fuzilar o goleiro do Prudente. Golaço!

Aos 20,o árbitro que mais gosta de aparecer para as câmeras no país, Rodrigo Martins Cintra, fez mais uma de suas lambanças e marcou um pênalti absolutamente RIDÍCULO de Carlinhos em cima de Roberto. O artilheiro Willian bateu forte e isolou a cobrança e as espeançaa do Prudente. O Sampa relaxou e cozinhou o jogo em banho-maria, até Wesley, já aos 46, fazer bela jogada individual e dar números finais à partida.

Fim de jogo: Carpegiani 100%

O Prudente mostrou toda a sua fragilidade e que é candidatíssimo ao rebaixamento, enquanto o São Paulo FC vai mostrando uma boa adaptação ao estilo Carpegiani, com futebol ofensivo. Porém, há muito chão pela frente se o Tricolor quiser brigar por uma vaga na Libertadores-11. No domingo, o Soberano faz o clássico contra o Santos, sem nenhum desfalque por cartão e com os retornos de C.Santana (sic) e Ilsinho.

Imagem: Ag. Estado

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Palmeiras 0x2 São Paulo - Lucas, o novo nome da fera!



Com o Parque Antartica em reformas, o Pacaembu foi o palco do Choque-Rei deste domingo, 19/09. Os dois gigantes do futebol nacional se enfrentavam em situações parecidas. Ambos estão passando por um período de reformulação e oscilam bastante neste BR-10. O jogo foi muito pegado e sem quase nenhuma técnica. Eu disse quase, se não fosse por um tal camisa 37 do São Paulo.

Tática
O Palmeiras foi a campo no 4-4-2, com três volantes e um meia armador apenas, Valdívia, ainda totalmente fora de ritmo.
Deola; Vitor, Maurício Ramos, Danilo e Fabrício (Patrik, 40'/2ºT); Pierre, Márcio Araújo (Luan, 20'/2ºT), Marcos Assunção e Valdivia; Ewerthon (Tinga, 39'/1ºT) e Tadeu. Técnico: Luiz Felipe Scolari.
O São Paulo veio em um esquema totalmente diferente do habitual. Uma espécie de 3-6-1. Só que com três linhas de três e só Fernandão à frente. R.Souto foi improvisado de zagueiro na direita; Jean, Casemiro e Richarlyson faziam a segunda linha; J.Wagner (esquerda), Marcelinho (meio) e Ilsinho (direita) faziam a terceira linha.
Rogério Ceni; Rodrigo Souto, Alex Silva (Renato Silva, 40'/2ºT) e Miranda; Jean, Casemiro e Richarlyson;  Jorge Wagner, Lucas (Dagoberto, 38'/2ºT) e Ilsinho (Zé Vitor, 18'/1ºT); Fernandão. Técnico: Sérgio Baresi.
Trio de arbitragem: José Henrique de Carvalho (CBF-SP); Emerson Carvalho (SP) e Márcio Augusto (SP).

1º Tempo
O São Paulo, com suas linhas à frente, marcava a saída de bola alviverde e detinha a posse de bola. Ilsinho era quem mais arriscava, trocando de posição com Jean várias vezes, renascendo o lado direito tricolor como há muito tempo não era visto. Mais o camisa 77 se machucou, e foi substituído pelo jovem volante Zé Vítor. Com isso, acabou a principal jogada sãopaulina.
O Palmeiras equilibrou o jogo, mas também perdeu Ewerthon, machucado. Entrou Tinga em seu lugar, avançando Valdívia ao ataque.
A 1ª etapa foi monótona, nenhuma das equipes punha a bola no chão, e o jogo era muito aguerrido, mas tecnicamente fraco.

2ºTempo
Os times voltaram sem mudanças, e o jogo também. Até que, aos 9 minutos, Rogério Ceni bate uma falta, Fernandão desvia de cabeça no círculo central para trás, J.Wagner também desvia para Lucas (ex-Marcelinho) chutar de primeira e abrir um placar. Golaço!
O Palmeiras acordou e veio para cima, e o jogo melhorou. Os times punham a bola no chão, e os espaços apareciam. Coincidentemente (ou não), o jogo ia melhorando à medida que o garoto Lucas crescia em campo.
Lucas puxou um contra ataque e deu um lindo passe para Fernadão ampliar o placar, aos 31 minutos.

Fim de papo, 2x0 para o Soberano. Os dois times até que se equivaleram em campo, mas o Tricolor se sobresaiu com os destaques para Jorge Wagner, que correu o tempo inteiro, A.Silva, que voltou de uma cirurgia no joelho e comandou a zaga e Lucas, que foi o diferencial para o São Paulo. Seria ele o novo camisa 10 do São Paulo para 2011? O garoto já tem a resposta:
- Minha função é essa. Estou pensando mais pra frente. Na base eu fazia a função da camisa 10. Estou trabalhando para ser o camisa 10 que o São Paulo procura - disse, após o jogo.

Imagens: Rubens Chiri e Bruno Miani/VIPCOMM.

sábado, 18 de setembro de 2010

Botafogo 2x2 Cruzeiro - Um jogaço de 6 pontos

O Estádio do Engenhão recebeu neste início de noite um belo clássico entre Botafogo e Cruzeiro. A partida foi equilibrada e com oportunidades amplas para os dois lados.

Tática
O Glorioso entrou no 3-6-1, com Somália na lateral esquerda, Renato Cajá e Maicossuel encostando de trás em Loco Abreu no ataque. Os dois volantes, Leandro Guerreiro e Fahel ficaram emcumbidos de marcar Montillo e Roger, respectivamente.
A Raposa veio no 4-4-2, com dois armadores, Roger e Montillo.

1º Tempo
As equipes apresentaram suas propostas logo de cara. O Cruzeiro tocava a bola pacientemente no campo de ataque, mas sem obejitivade. O Botafogo apostava nos contra ataques rápidos e fatais. Fatais mesmo, pois em um deles o lateral direito Alessandro aproveitou uma falha de Edcarlos e abriu o placar. A dupla de volantes botafoguenses anulava bem a dupla de meias cruzeirenses. O restante da primeira etapa continuou como começou, mas com as alterações de Fabrício (passando mal) por Fabinho no Cruzeiro e Danny Morais (machucado) por Caio no Botafogo.

2º Tempo
Na volta do intervalo, o Cruzeiro veio mais objetivo, trocando mais passes e aproveirtando a fragilidade de Caio na marcação pelo setor esquerdo do ataque azul, subindo bastante Diego Renan. Em um lançamento de Roger, o lateral esquerdo sofreu pênalti, que Montillo bateu muito bem. Logo após, o mesmo argentino fez uma bela jogada individual e virou o placar. O Fogo veio com tudo pra cima, e em um pênalti duvidoso (teria sido dentro ou fora da área?), Loco Abreu bateu e empatou.Os cariocas vieram pra cima, mas de nada adiantou, ficou no 2x2 mesmo.

Destaque positivo para Alessandro (Botafogo) e Jonathan (Cruzeiro) que mostraram para muitos dirigentes de times grandes que existem sim bons laterais direitos no futebol brasileiro e para os injustiçados Fábio e Diego Renan, que merecem mais do que nunca uma convocação para a Seleção Brasileira. Maicossuel é outro que, se continuar jogando deste jeito, merecerá uma oportunidade na equipe nacional.
Destaque negativo para a arbitragem, em dois lances decisivos e duvidosos. O primeiro foi um gol anulado de Farias, do Cruzeiro. Heber Roberto Lopes deu saída de bola. Para o blogueiro, a redonda não saiu por inteira na hora do cruzamento, O segundo lance foi na penalidade do Botafogo. Creio que o ótimo Maicossuel estava fora da área no lance. De qualquer forma, foram dois lances bastante difíceis, então tem que se dar um desconto para o árbitro. Mas pra mim, eles erraram e mudaram o destino do jogo. Jogo não, jogaço!

BOTAFOGO 2 X 2 CRUZEIRO
Estádio: Engenhão, Rio de Janeiro (RJ)
Árbitro: Heber Roberto Lopes (FIFA-PR)
Auxiliares: Altemir Hausmann (FIFA-PR) e José Amilton Pontarolo (PR)
GOLS: Alessandro, 04'/1ºT (1-0); Loco Abreu, 30'/2ºT (2-2); Montillo, 11'/2ºT (1-1) e aos 25'/2ºT(2-1)
BOTAFOGO: Jefferson; Antônio Carlos, Danny Morais (Caio, 38'/1ºT)(Herrera, 27'/2ºT) e Fábio Ferreira; Alessandro, Leandro Guerreiro, Fahel, Renato Cajá (Edno, 17'/2ºT)), Maicosuel e Somália; Loco Abreu. Técnico: Joel Santana
CRUZEIRO: Fábio; Jonathan, Edcarlos, Léo e Diego Renan; Fabrício (Fabinho, 36'/1ºT), Henrique, Roger e Walter Montillo; Thiago Ribeiro (Gil, 36'/2ºT) e Ernesto Farías (Wallyson, 24'/2ºT). Técnico: Cuca

Imagem: GE

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

São Paulo 2x0 Flamengo - Vitória do Soberano de Ceni contra a fanfarronice e desrespeito do Flamengo


Escrevo este relato sobre a partida de ontem em meio de uma pilha de afazeres no trabalho, por isso o texto será breve.

Tática
O Flamengo foi ao Morumbi no 4-4-2, com Willians de meia direita e o irreconhecível Renato Abreu de meia esquerda. Silas tentou mudar o estilo da equipe logo aos 20min, com Vinícius Pacheco no lugar de Correa, recuando Willians. Não deu certo.
O São Paulo jogou no 4-3-3, invertendo a posição de Marcelinho, agora na ponta esquerda. O motivo foi a entrada de Marlos, que rende mais na ponta direita. Richarlyson jogou de lateral esquerdo, abrindo uma vaga para o ótimo Jorge Wagner no meio campo.

O jogo
O Sampa dominou o jogo. Marcelinho, mais uma vez, foi o destaque. O camisa 37 deu um passe milimétrico para Marlos fintar Marcelo Lomba e abrir o placar. A inversão de lado entre os dois pontas do tricolor funcionou, assim como a aproximação entre os dois. Várias tabelas foram feitas e Fernandão não ficou sozinho na frente. O Mengo ainda teve o atacante Diogo expulso infantilmente, após uma falta na intermediária e uma cavada de pênalti ridícula. Logo após, J.Wagner cruzou para F15 ampliar para o Tricolor.

No 2º tempo, Sérgio Baresi trocou C.Santana por Renato Silva. Com isso, Jean passou a ser volante e Renato virou lateral direito. A mexida piorou o SP, que viu o Flamengo com um a menos crescer e ter a posse de bola, porém os cariocas não assustavam o gol de Ceni. Apenas em uma falta de Léo Moura o rubronegro chegou perto do gol sãopaulino. O Sampa ainda teve chances com Fernandão, Ilsinho (que entrou no final da partida) e Marcelinho, em uma belíssima jogada do jovem jogador. Marcelinho já pode ser considerado a mais nova Joia do futebol brasileiro, sendo um concorrente fortíssimo para o prêmio de Revelação do Brasileirão-10. Isso se o camisa 37 mantiver a cabeça no lugar, é claro. E ainda deu tempo para Ceni brilhar ao fazer uma defesaça no fim do jogo.

Fim de jogo, e o Soberano só não goleou o Flamengoo porque não quis, já que foi extremamento superior em campo. Uma boa resposta para as provocações do jogadores flamenguistas antes do jogo, desrespeitando o São Paulo FC. A fanfarronice virou prática no rubronegro ultimamente. Tomou a resposta dentro de campo ontem. Agora, o Tricolor parte em busca da vaga na Libertadores-11 e o Flamengo briga mais do que nunca para não entrar na zona de descenso.Menção honrosa também para as homenagens à Jorge Wagner (200 jogos pelo São Paulo) e Rogério Ceni. Os jogadores do SP entraram em campo com uma camisa homenageando o Mito, a diretoria entegou uma taça ao goleiro e de quebra, o Capitão pôde escolher as músicas tocadas no Morumbi ontem, com direito à "The Blowers Daughter" de Damien Rice, "You Shook Me All Night Long" e "Hells Bells" do AC/DC. Aliás a minha ideia de o São Paulo entrar em campo tocando "Hells Bells" no último volume, com tudo escuro e só os sinalizadores ligados pode ganhar força agora, hein?


SÃO PAULO 2 X 0 FLAMENGO
Estádio: Morumbi, São Paulo (SP)
Árbitro: Alicio Pena Junior (MG)
Auxiliares: Marcio Eustaquio Sousa (Fifa/MG) e Kleber Lucio Gil (SC)
Cartão vermelho: Diogo 40'/1ºT (FLA)
Gols: Jean 8'/1ºT (1-0) e Fernandão 41'/1ºT (2-0)
SÃO PAULO: Rogério Ceni, Jean, Xandão, Miranda e Junior Cesar; Rodrigo Souto (Zé Vitor 40'/2ºT), Richarlyson, Cleber Santana (Renato Silva - Intervalo) e Marcelinho; Marlos e Fernandão - Técnico: Sérgio Baresi.
FLAMENGO: Marcelo Lomba, Léo Moura, Jean, Ronaldo Angelim e Juan; Toró, Correa (Vinicius Pacheco 21'/1ºT) , Willians e Renato (Petkovic 31'/2ºT); Diogo e Deivid (Diego Maurício 31'/2ºT) - Técnico: Silas.

Imagem: Bruno Miani/VIPCOMM

domingo, 5 de setembro de 2010

Atlético-MG 2x3 São Paulo - Na base e na raça!

Foi um grande jogo o clássico desta noite em Ipatinga. O Galo veio para sair da zona de rebaixamento e tentar embalar no Brasileirão-10 após ter vencido o Goiás na quarta feira passada. O São Paulo FC queria confirmar a evolução apresentada nos últimos jogos. E vontade não faltou para os dois lados.

Taticamente 
O SPFC veio no 4-4-2, com Casemiro protegendo a zaga, Richarlyson como volante na esquerda, R.Souto na direita e Marcelinho no meio, encostando no ataque. Durante a partida, o time variou o esquema, fazendo o antes usado 4-3-3, com Dagoberto na esqueda e Marcelinho na direita do ataque. O Galo vinha no 4-4-2 tradicional, com dois meias abertos e boas passagens do volante Serginho.

1º Tempo 
O Sampa começou melhor, dominado o jogo, e abriu o placar com Casemiro, após falha de Fábio Costa. O Galo reagiu e virou o jogo em duas cobranças de pênalti de Obina. O primeiro, duvidoso. O segundo, indiscutível, após bela jogada de Serginho. O Atlético conseguia ganhar o meio campo, e dominava. Marcelinho até teve uma chace de gol para o SPFC, mas F.Costa fechou bem o ângulo. Obina também teve uma clara chance de cabeça, quando o jogo estava empatado, mas a bola passou rente a trave de Ceni. Os mineiros apostavam nas jogadas pela direita da defesa tricolor, em cima de Jean e R.Silva.

2º Tempo
O Tricolor voltou melhor, com C.Santana no lugar de Jr. Cesar. Com isso, Richarlyson foi para a lateral esquerda e Santana de meia esquerda, segurando Serginho, Fabiano e Diego Macedo por ali. Pela esquerda o Atlético não conseguia vir para cima como antes, porque Baresi encaixoi a marcação do Tricolor no intervalo, principalmente com Rodrigo Souto. O SPFC voltou reconquistando o meio campo e em uma jogada do "lateral" Richarlyson, Marcelinho brigou na raça e empatou o jogo, fazendo o seu 1º gol como profissional. Cinco minutos após, de novo Marcelinho deu uma meia lua em Eron e cruzou pra trás. Rafael Jataí se atrapalhou todo e  a bola sobrou para Fernandão virar o jogo. Depois do gol, o Galo veio desesperado pra cima, sem organização e dando espaços para os contra ataques, principalmente pela sua direita. O São Paulo se fechou cada vez mais e o Atlético pressionava em busca do empate. As melhores chances vieram nos acréscimos com Serginho (grande defesa com o pé direito de Ceni) e em uma cabeçada do ataque após um escanteio para fora.

Destaques
Atlético-MG:
27-Obina - 2 gols marcados e muito trabalho para a defesa Tricolor.
São Paulo:
20-Richarlyson - Muita disposição e raça em campo. Jogou muito de volante e mais ainda quando foi improvisado de lateral esquerdo. Foi muito bem na defesa e apoiou com bastante qualidade, cruzando para o 2º gol do São Paulo.
37-Marcelinho - Jovem habilidoso, rápido, incisivo, sempre buscando o gol, chuta bem e com qualidade de passe. Além disso, tem muita raça e sabe marcar e compor espaços sem a bola. Foi o grande nome da partida de hoje, com 1 gol e 1 assistência, e é uma grande aposta para o futuro.

ATLÉTICO-MG 2 X 3 SÃO PAULO
Local: Ipatingão, Ipatinga (MG)
Árbitro: André Luiz de Freitas Castro (GO)
Auxiliares: Alessandro Álvaro Rocha de Matos (Fifa-BA) e Fabrício Vilarinho da Silva (GO)
GOLS: Casemiro 9'/1°T; Obina 17'/1°T; Obina 38'/1°T; Marcelinho 10'/2°T; Fernandão 14'/2°T
ATLÉTICO-MG: Fábio Costa, Diego Macedo, Werley, Réver e Eron; Rafael Jataí (Jackson 25'/2°T), Serginho, Fabiano e Ricardinho (Mendez 18'/2°T); Neto Berola (Ricardo Bueno 25'/2°T) e Obina. Técnico: Vanderlei Luxemburgo
SÃO PAULO: Rogério Ceni, Jean, Miranda, Renato Silva e Junior Cesar (Cléber Santana - Intervalo); Richarlyson, Rodrigo Souto, Casemiro e Marcelinho (Samuel 27'/2°T); Dagoberto (Jorge Wagner 33'/2°T) e Fernandão. Técnico: Sérgio Baresi.

Imagem: Rubens Chiri

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

São Paulo 2x1 Atlético-GO - UFA!


Foi na base da estrela de Dagoberto que o São Paulo FC venceu o Atlético-GO. Sem R.Oliveira e Fernandão, machucados, o Sampa entrou em campo sem um centroavante. E pior, só com Fernandinho de atacante. Dagoberto e o jovem Lucas Gaúcho começaram no banco ninguém sabe o porque. Com isso, o Sampa entou em campo com um esquema tático diferente dos últimos jogos. Saiu o 4-2-3-1 e entrou o famoso 4-4-2, com Marlos e Fernandinho no ataque.

E o que aconteceu foi o esperado. Os goianos jogando atrás da linha da bola e o Sampa rodando a pelota de um lado ao outro, sem ninguém para concluir. Só uma bola parada poderia resolver para o SP. E foi isso que aconteceu. Xandão marcou de cabeça após um escanteio.

Com a contusão de Fernandinho, Dagoberto entrou na equipe e mudou a forma de jogar, já que o camisa 25 chamava mais o jogo e tabelava melhor. Mas o Atlético empatou, após um contra ataque, em que o perigoso Elias rolou para Juninho fintar Ceni e marcar o tento. Marlos parecia perdido em campo, fora de posição e errando muito, principalmente na retenção de bola. Aos trancos e barrancos, chutando de tudo o que era lugar e apostando na inspiração do garoto Marcelinho, o Soberano acabou fazendo seu 2º gol aos 25 minutos com o iluminado Dagoberto, de cabeça, após o cruzamento de Marlos, em um momento de lucidez. Dagoberto vem sendo muito criticado, "pegado para Cristo" por alguns, mas conta com o apoio da maior parte da torcida pela sua raça, dedicação e amor ao clube apresentados neste 3 anos com a camisa tricolor. Deu tempo ainda do Atlético pressionar no final, mas de nada adiantou.

Com a vitória, o São Paulo se afasta da zona do rebaixamento e vê sua evolução confirmada. Precisa urgentemene de uma referência contra o outro Atlético, o mineiro, no domingo, nem que seja o jovem Lucas Gaúcho. Já o Dragão de Goiânia também vem em evolução, e precisa de calma para sair do rebaixamento. E apostar suas fichas em Elias e Juninho, este último nem sei o porque de ter começado no banco, pois entrou e mudou a cara do time.

O Sampa é hoje o 13º colocado no nacional (Jason?), e tem tudo para começar a reagir depois desta vitória sofrida e suada, alçando vôos maiores na competição.

SÃO PAULO 2X1 ATLÉTICO-GO
Estádio: Morumbi, São Paulo (SP)
Árbitro: Paulo Godoy Bezerra (SC)
Auxiliares: Fernando Lopes (SC) e Luis Alberto Kallenberger (SC)
GOLS: Xandão, 23'/1ºT (1-0); Juninho, 5'/2ºT (1-1) e Dagoberto, 24'/2ºT (2-1)
SÃO PAULO: Rogério Ceni, Jean (Samuel, 39'/2ºT), Xandão, Miranda e Junior Cesar; Casemiro, Rodrigo Souto, Jorge Wagner e Marcelinho (Cleber Santana, 42'/2ºT); Marlos e Fernandinho (Dagoberto, Intervalo). Técnico: Sérgio Baresi.
ATLÉTICO-GO: Márcio, Victor Ferraz, Daniel Marques, Welton Felipe e Thiago Feltri; Ramalho, Pituca, Weslley (Agenor, Intervalo) e Diguinho; Elias e Marcão (Juninho, Intervalo). Técnico: Renê Simões.

Imagem: Ari Ferreira

Fluminense vacilão!


O Tricolor Carioca é líder do Brasileirão-10, 3 pontos ( correção: 4 pontos) à frente do Corinthians. Porém, os paulistas têm um jogo à menos. E a situação do time das Laranjeiras pode complicar.

O Fluminense tinha dois jogos em casa para vencer, embalar e se distanciar do Corinthians. Mas vacilou. Empatou com São Paulo e Palmeiras. No Maraca. Em ambos os jogos, teve em seus pés a chance de vencer. E a chance de perder também. Contra o Sampa, Marcelinho errou um gol nos minutos finais cara a cara com Fernando Henrique. Contra o Palmeiras, Ewerthon marcou o gol alviverde aos 45 min do 2º tempo, após uma pressão incrível dos visitantes. Estaria faltando atenção ao Fluminense?

Creio que não. O time das Laranjeiras joga no estilo Muricy. Faz um gol e se fecha todo atrás, esperando um erro adversário para matar o jogo, aceitando a pressão do oponente. Para piorar, o time sente muito a falta de Fred. Washington chegou bem, fazendo gols e reconquistando a torcida. Mas nos últimos jogos, perdeu chances incríveis de matar o jogo. Além do gol feito por Emerson ontem ter saído de mais uma trapalhada de W9, que se enrolou todo com a bola, mas teve sorte com a finalização do Sheik.
A dupla do volantes do Flu contrasta com a dupla de meias. Enquanto Deco e Conca encantam à todos, Fernando Bob, Diogo e Diguinho (que é o titular,mas não atuou os últimos 3 jogos por contusão) costumam passar sustos em sua torcida.

Parece que a torcida mais bonita do Brasil atualmente, com seus bandeirões, mosaicos e paródias ( de LS Jack, RPM, entre outros) vai ter que sofrer um pouco mais se quiser comemorar o bicampeonato brasileiro.

domingo, 29 de agosto de 2010

Fluminense 2x2 São Paulo - Opostos iguais

O início de noite no Maracanã parecia ser de festa. No duelo dos Tricolores, Fluminense e São Paulo se encontravam em lados opostos na tabela de classificação. O Flu era líder, embalado com o melhor futebol do Brasil e com dois dos melhores jogadores, Deco e Conca. O Sampa vinha mal. Na 15ª colocação, em crise, com protestos da torcida no CT, técnico interino e sem o principal jogador de linha, Ricardo Oliveira. Mas dentro de campo, as aparências podem enganar.


O Jogo

O Flu vinha no 4-5-1, tática errada de Muricy, com só Washington na frente. O Soberano começou melhor, em um 4-3-3 com Renato Silva de falso lateral direito e três volantes com muita movimentação no meio. O time tinha mais posse de bola, cadenciando bem a partida, e arriscando de longe. Porém, aos 8 min, Julio Cesar deitou e rolou em cima do limitadíssimo R.Silva e só rolou para Deco abrir o placar. Foi o único ataque do Flu no 1º tempo. O SP tentou responder logo em seguida, com Fernandinho fazendo sua habitual jogada de linha de fundo na esquerda. Richarlyson ficou de frente para o gol, sem goleiro, mas chutou mal em cima de Fernando Bob que tirou a bola. O Fluminense jogava como um típico time de Muricy, apostando nos erros do adversário e tentando matar o jogo em uma jogada, principalmente de bola parada.

O São Paulo não sentiu o golpe do gol como em outra vezes, e continuou apresentando o seu bom futebol, de correria, raça e cadência, porém sem o famigerado "cérebro" de sempre. O Fluminense dava espaços, principalmente em sua intermediária defensiva, para o São Paulo tocar a bola e fazer o que bem quiser com ela. Aos 34min, Jean sofre falta na entrada da área do apagado Belletti. Rogério Ceni bate rasteiro no canto do goleiro Fernando Henrique, que mal esboçou uma reação. 1x1. Logo em seguida, Richarlyson roubou uma bola na esquerda e cruzou. FH saiu mal do gol (como de costume) e o até então apagado Fernandão virou o jogo de cabeça. Virada indiscutível do São Paulo, que dominou a 1ª etapa inteira.

2º Tempo

O Flu voltou diferente. Muricy corrigiu seu erro, colocando o avante Rodriguinho no lugar do apático Belletti. Os cariocas voltaram com uma postura diferente,como era de se imaginar. Adiantaram a linha de marcação e tinham mais força ofensiva, com a velocidade de Rodriguinho. O SP perdeu logo no início o atacante Fernandão, com dores no tornozelo. Em seu lugar entrou o sempre inexpressível C.Santana. Com isso, o time ficava sem uma referência na frente e, principalmente, sem alguém para segurar a bola. O Flu atacava, o Sampa defendia, e a bola logo voltava para o ataque carioca. Era um jogo de ataque contra defesa. Aos 14min, Vuaden deu falta inexistente de Miranda pela direita. Conca cobrou com efeito e Leandro Euzébio subiu para empatar a partida. 2x2. Logo após, Vuaden volta a falhar em um lance crucial. A bola bate na mão de Richarlyson dentro da área (o próprio árbitro teria pedido desculpas ao sãopaulino pelo lance marcado após o apito final) e o juiz marca pênalti. O cobrador oficial Conca corre para bater, mas Washington o impede. W9, sempre criticado quando defendia o Sampa, queria fazer um gol para  calar os sãopaulinos. Mas não conseguiu. Ceni defendeu bem a cobrança mal feita por W9.

O Fluminense continuou pressioando, mas não conseguia marcar. No final, Jorge Wagner, que havia entrado no lugar de R.Silva, achou o esforçado Marcelinho livre na área, mas o jovem camisa 37 perdeu a chance de se consagrar no Maraca. Com o resultado, o Flu se mantém na liderança.O São Paulo tirou boas lições do jogo. O time mostrou que continua evoluindo, apesar de suas limitações. Richarlyson não pode ficar encumbido de armar o jogo, já que ele é um ótimo marcador, mas limitadíssimo com a bola nos pés. Errou vários passes, lançamentos e chutes ao gol. Jean foi o motor da equipe no 1º tempo, mas desapareceu no 2º. Marcelinho é uma boa aposta, mas precisa de mais "quilometragem". Miranda voltou a ser o craque de antes, indiscutível na zaga, ao contrário do que vinha sendo depois da Copa. E Rogério Ceni continua calando todos que insistem em condenar sua aposentadoria. Fez seu 90º gol na carreira, defendeu um pênalti e fez outras defesas brilhantes, salvando o time novamente. Mas a evolução demonstrada pelo São Paulo hoje fazem o torcedor sonhar com uma reação no BR-10.

Enfim, num clássico emocionante de Tricolores opostos em momentos e na tabela, o empate acabou sendo o resultado mais justo.

FLUMINENSE 2 X 2 SÃO PAULO
Estádio: Maracanã, Rio de Janeiro (RJ)
Árbitro: Leandro Pedro Vuaden (Fifa-RS)
Auxiliares: Carlos Berkenbrock (Fifa-SC) e Roberto Braatz (Fifa-PR)
GOLS: Deco 8'/1ºT (1-0), Rogério Ceni 34'/1ºT (1-1), Fernandão 35'/1ºT (1-2), Leandro Euzébio 14'/2ºT (2-2).
FLUMINENSE: Fernando Henrique, Mariano, Leandro Euzébio, André Luis e Julio Cesar; Diogo, Fernando Bob, Belletti (Rodriguinho, int.), Deco e Conca; Washington. Técnico: Muricy Ramalho.
SÃO PAULO: Rogério Ceni, Renato Silva (Jorge Wagner, 35'/2ºT), Xandão, Miranda e Junior Cesar; Jean, Rodrigo Souto, Richarlyson e Marcelinho; Fernandinho (Marlos, 19'/2ºT) e Fernandão (Cleber Santana, 7'/2ºT). Técnico: Sérgio Baresi.

Imagem: Maurício Val/VIPCOMM

domingo, 22 de agosto de 2010

Corinthians 3x0 São Paulo - Baile do Centenário


Foi fácil. Extremamente fácil. O Corinthians, no ano de seu centenário, voltou a vencer o São Paulo e amplia para 10 jogos o tabu. O alvinegro jogou como vem jogando, com toques envolventes, constantes descidas nas laterais e ganhando o meio campo.O tricolor também jogou como vem jogando. No 4-2-3-1, com Fernandão completamente perdido para armar o jogo, R.Oliveira trombando sozinho contra quatro defensores, Marlos mal parando em pé e C.Santana, bem, este acumulou mais uma partida patética com a camisa tricolor. O Soberano continua "burro", sem tabelas nem jogadas inteligentes para armação, apostando só nos chutões para Oliveira se virar.

No 1º tempo, a velocidade e habilidade corinthiana se somaram à uma falha de marcação no primeiro gol e um passe errado bisonho de Santana para o mesmo Elias fazer o segundo. A única chance do São Paulo nesta etapa (e no jogo inteiro) foi em uma trapalhada de William, que Oliveira desperdiçou. E foi só, durante os 90 minutos.

No 2º tempo o Corinthians tirou o pé do freio, mas ainda aumentou com Jucilei, de cabeça. Miranda, novamente, ficou "comendo mosca" na jogada, mostrando seu total desinteresse com o time. Baresi até tentou colocar Richarlyson para ganhar o meio campo e o jovem Marcelinho para tentar dar fôlego ao ataque, mas de nada adiantou. O placar só não foi mais elástico porque o Corinthians não teve um homem de área desde o início ( Iarley pouco fez na partida) e Ceni foi milagreiro durante o jogo. Fez pelo menos 3 verdadeiros milagres. Destaque também para Jorge Henrique, que mais uma vez foi um leão em campo. Correu muito, infernizando pela ponta direita e voltou para marcar na pequena área algumas vezes. Isso tudo porque sentiu dores na virilha desde os 20 minutos do 1º tempo.

Enfim, o que se viu foi um Corinthians guerreiro, valente e alegre em campo. O São Paulo foi medroso, apático, sem padrão e patético em campo. Vitória mais do que merecida. E, se não fosse Ceni, teria sido uma goleada daquelas.



CORINTHIANS 3 X 0 SÃO PAULO
Estádio: Pacaembu, São Paulo (SP)
Árbitro: Wilson Luiz Seneme (Fifa-SP)
Auxiliares: Emerson Augusto de Carvalho (Fifa-SP) e Danilo Ricardo Maniz (SP)
GOLS: Elias, 21'/1ºT (1-0) e 44'/1ºT (2-0); Jucilei, 25'/2ºT (3-0)
CORINTHIANS: Julio Cesar, Alessandro, Chicão, William e Roberto Carlos (Edu, 36'/2ºT); Ralf, Jucilei, Elias (Paulinho, 30'/2ºT) e Bruno César; Jorge Henrique e Iarley (Souza, 23'/2ºT). Técnico: Adilson Batista.
SÃO PAULO: Rogério Ceni, Jean, Xandão, Miranda e Junior Cesar (Sergio Mota, 43'/2ºT); Casemiro, Cleber Santana, Rodrigo Souto (Richarlyson, intervalo) e Marlos (Marcelinho, intervalo); Ricardo Oliveira e Fernandão. Técnico: Sergio Baresi.

Imagem: Lancenet e Olho Tático

sábado, 21 de agosto de 2010

Botafogo 1x0 Avaí - Elevador Alvinegro


O Engenhão esteve lotado neste sábado, 21 de agosto. 35 mil pessoas presenciaram o jogo entre Botafogo (até então 4º colocado) e o Avaí (até então 3º colocado).
O Fogo entrou no 3-5-2, com Leandro Guerreiro na sobra, Marcelo Mattos protegendo a zaga sozinho, Renato Cajá de meia esquerda e Maicossuel na direita. Já o Avaí vinha com duas linhas de quatro, bem posicionadas.

O 1º tempo foi bastante pegado e sem muitas emoções. As duas equipes faziam muitas faltas no meio campo, e a partida ficou embolada, sem opções no ataque. Jobson e Herrera brigavam muito na frente, e Maicossuel tentava armar, mas o Avaí marcava bem. Os catarinenses tentavam atacar também, mas não tinham criatividade suficiente. Mas o placar foi aberto aos 31 minutos. Maicossuel bateu uma falta com precisão na cabeça de Fábio Ferreira, que mandou a bola para o fundo das redes.

No 2º tempo, a partida ficou morna. O Avaí tentava avançar com Sávio, mas o ex-flamenguista não lembra nem de longe o jogador que já foi um dia. O Botafogo valorizava a posse de bola, mas também não assustava. O maior lance de perigo foi quando Jefferson fez duas belas defesas em um cruzamento na área, um milagre para Mano Menezes, presente no Engenhão, ver e aplaudir. Fim de jogo, vitória do Botafogo pelo placar mínimo, e consolidação do alvinegro como um dos melhores times do pós-Copa, agora na 3ª colocação.

BOTAFOGO 1 X 0 AVAÍ
Estádio: Engenhão, Rio de Janeiro (RJ)
Árbitro: Nielson Nogueira Dias (PE)
Auxiliares: Jossemar José Diniz Moutinho (PE) e Ubirajara Ferraz Jota (PE)
Gols: Fábio Ferreira, 31'/1ºT (1-0)
BOTAFOGO: Jefferson, Leandro Guerreiro, Antônio Carlos e Fábio Ferreira; Somália, Marcelo Mattos, Renato Cajá (Caio, 23'/2ºT), Maicosuel e Marcelo Cordeiro; Jobson e Herrera. Técnico: Joel Santana.
AVAÍ: Renan, Marcos, Gabriel, Emerson e Pará; Diogo Orlando, Bruno, Leandro Bonfim (Sávio, intervalo) e Batista; Vandinho e Cristian (Valber, 18'/2ºT). Técnico: Antônio Lopes.

Imagem: Lancenet

domingo, 15 de agosto de 2010

São Paulo 2x2 Cruzerio - Ruim para ambos


São Paulo e Cruzeiro entraram em campo com obetivos diferentes. O Tricolor queria vencer para ter uma semana calma e se curar da ressaca pós Libertadores. A Raposa vinha para vencer e entrar no G4.

1º tempo Tricolor 
No 1º tempo, o Cruzeiro veio com a tática de jogar com duas linhas de 4 atrás da linha da bola, esperando o contra-ataque e querendo mexer com os nervos do São Paulo, que jogava em casa. Se o Tricolor não conseguisse furar a defesa azul, sua torcida jogaria contra, e psicologicamente a equipe ficaria (mais) abalada. O São Paulo veio no mesmo 4-2-3-1 dos últimos jogos. R.Oliveira brigava sozinho lá no ataque contra 3 ou 4 defensores azuis. A tática eram os lançamentos para o camisa 99 "se virar" contra a zaga cruzeirense, que jogava em linha. C.Santana só fez uma jogada no jogo, quando R.Oliveira lhe deu uma assistência e o camisa 8 bateu para uma defesaça de Fábio. O arqueiro cruzeirense foi o grande nome da 1ª etapa. Fernandão só assutava nas bolas aereas. Na primeira, Fábio (mais uma vez) salvou. Na segunda, a bola desviou em Casemiro e entrou. A dupla de volantes tricolores foi o destaque do 1º tempo. Casemiro marcou muito bem e apoiou o ataque. Carlinhos Paraíba parecia outro jogador em campo. Se nas primeiras apresentações o jogador custava a ficar em pé e acertar passes de 2 metros, dessa vez o camisa 31 marcou, se movimentou, lançou e coordenou a equipe.

2º tempo Azul 
No 2º tempo, o Cruzeiro voltou diferente. O time apostou em 3 zagueiros, com Caçapa (que fez bela partida), e adiantou sua marcação empurrando o Sampa para atrás. Roger também entrou em campo, dando mais criatividade ao lado de Montillo, no meio campo.A postura diferente surgou resultado. Wellington Paulista empatou o placar após um bate-rebate e Thiago Ribeiro virou logo após, driblando Ceni e tocando para a rede. Baresi mexeu na equipe. Colocou as peças certas. Nos lugares errados...
Jorge Wagner entrou e, ao invés de ser um ponta esquerda, virou segundo volante. Fernandinho entrou no lugar de Marlos. Seis por meia dúzia. Isso porque o Cruzeiro jogava a essa altura sem um ala esquerdo, com um lado frágil na marcação. E Fernandinho entrou para jogar contra o lado direito cruzeirense, sem surtir muito efeito. E Cléber Santana, que deveria ser recuado para 2º volante, continuou pífio como ponta direita. O jovem Marcelinho ainda entrou no lugar de Casemiro. E, aos 45 minutos, Fernandinho, pela ponta direita, fez bela jogada de linha de fundo (a única que ele sabe) e cruzou para Ricardo Oliveira empatar. Fim de jogo, 2x2, e as duas torcidas saíram com raiva. A cruzeirense pois vencia o jogo até os acréscimos da etapa final e conseguia uma vaga no G4. A são paulina pois dominou o jogo, empatou em casa, e seguiu sem emplacar uma sequência positiva e se complicou mais ainda na tabela. Pelo menos a entrada do novo técnico Sérgio Baresi mudou o time, que agora ataca mais, é mais organizado,tem jogadas ensaiadas e usa mais a linha de fundo. Uma ponta de esperança surge no ar.

SÃO PAULO 2 X 2 CRUZEIRO
Estádio: Morumbi, São Paulo (SP)
Árbitro: Leandro Pedro Vuaden (Fifa-RS)
Auxiliares: Júlio César Rodrigues Santos (RS) e Fábio Pereira (TO)
GOLS: Casemiro, 41'/ 1ºT (1-0), Wellington Paulista, 26'/2ºT (1-1), Thiago Ribeiro, 38'/2ºT (1-2), Ricardo Oliveira, 46'/2ºT (2-2)
SÃO PAULO: Rogério Ceni, Jean, Renato Silva, Samuel e Junior Cesar; Casemiro (Marcelinho, 41'/2ºT), Carlinhos Paraíba (Jorge Wagner, 20'/2ºT), Cleber Santana e Marlos (Fernandinho, 20'/2ºT); Fernandão e Ricardo Oliveira. Técnico: Sérgio Baresi.
CRUZEIRO: Fábio, Rômulo, Gil, Edcarlos e Diego Renan (Claudio Caçapa, intervalo); Fabrício, Henrique, Everton (Roger, 18'/2ºT) e Montillo; Thiago Ribeiro e Wellington Paulista (Robert, 40'/2ºT). Técnico: Cuca.

Imagem: Gaspar Nóbrega/VIPCOMM

domingo, 8 de agosto de 2010

Atlético-PR 1x1 São Paulo - O tricolor tá "BURRO"!



Atlético Paranaense e São Paulo fizeram um jogo na Arena da Baixada cercado de rivalidade. Desde 2005, quando o Soberano bateu o Furacão na final da Libertadores, nenhum jogo envolvendo as duas equipes é igual. Somado ao fato de o São Paulo nunca ter vencido no estádio adversário, além de brigas nos bastidores entre as duas diretorias (na gestão passada do clube paranaense) fazem a temperatura esquentar no Caldeirão.

O Jogo 
O Tricolor entrou mais uma vez no esquema 4-2-3-1. Só mudaram as peças, em relação à formação usada na quinta contra o Inter. Renato Silva fez a lateral direita, Jean ficou de volante pela esquerda (encarregado de ser a sombra de Paulo Baier), Rodrigo Souto de volante na direita ( na cola de Netinho), Cléber Santana de ponta direita, Marlos de ponta esquerda e Fernandão no meio, encostando no ataque. O Furacão, em má fase no campeonato, apostava mais na força de sua torcida do que no time, sempre contando com P.Baier para armar e com a correria de Guerrón na ponta direita. O equatoriano, aliás, foi quem mais deu trabalho no 1º tempo. O duelo com Junior César até estava parelho, mas quando quem o marcava era Samuel, era um baile do camisa 7 rubronegro. O Sampa mostrou toda a sua velha deficiência de sempre. Ninguém sabe armar a equipe! F15 não pode mais fazer essa função, não deu certo no Goiás, e não dará agora, ele já não tem o mesmo fôlego de 4 anos atrás, quando fazia isso no Inter. O Tricolor cansou de errar viradas de jogo, saídas de bola e chutões para Ricardo Oliveira resolver, perdido em meio à 4 zagueiros atleticanos.Renato Silva foi, mais uma vez, lastimável em campo.

2º Tempo 
Na 2ª etapa, o jogo ficou morno. Para tentar acordar seu time, Carpegiani colocou Mithyuê e Maikon Leite, nos lugares de Netinho e Guerrón. Mas, em um lance isolado, o São Paulo abriu o placar. Junior Cesar cobrou rápido um lateral, a bola foi para Marlos que ganhou na corrida de Manoel e cruzou para trás para C.Santana chutar todo torto, sem jeito, mas ser o suficiente para enganar o goleiro Neto. 1x0 Sampa. Logo após, o Atlético-PR acordou. O veloz Maikon Leite briga pela bola, ganha de Samuel e Renato Silva (sempre ele) e bate sem chance para Ceni. 1x1. Para apimentar mais o jogo, Manoel leva o segundo amarelo e é expluso. O Tricolor tentou explorar o lado direito paranaense, sem um lateral e um zagueiro de ofício (Carpegiani já tinha feito as 3 alterações), e em uma jogada, R.Oliveira e C.Santana quase marcaram.

Mesmo com um a menos, o Atlético dava trabalho com M.Leite em cima do fraquíssimo lado direito tricolor. Milton Cruz, interino no cargo, custou a colocar Fernandinho para explorar a avenida que tinha no campo direito da zaga anfitriã. R.Ceni era quem mandava no time, mudando o esquema de jogo, para o 3-5-2, e "tirando" Fernandão, por cansaço. Milton Cruz mostrou que não serve para ser interino, apenas auxiliar e olheiro. Quando mudou, fez bem ao promover a estreia do promissor Marcelinho, de 17 anos e que quase fez um gol, e do terrível Carlinhos Paraíba, que mal conseguia ficar de pé em campo. Que jogador fraco!

Fim de Jogo: Raiva dos dois lados! 
O jogo ficou franco, mas terminou em 1x1 mesmo. E o ponto conquistado ficou de bom tamanho para os dois times, apesar da sensação de que cada um poderia vencer. O Atlético-PR porque jogava em casa contra um time em baixa, além de ter criado bem mais, e o São Paulo porque teve Rogério Ceni como o melhor em campo (fez 4 grandes defesas), jogou com um homem a mais e uma avenida no 2º tempo e, se forçasse mais, fosse ousado, venceria o jogo. Incrível como o São Paulo não acha um lateral direito e um meia armador há tanto tempo, o time está "BURRO" em campo, só eu vejo isso?

ATLÉTICO-PR 1 X 1 SÃO PAULO
Estádio: Arena da Baixada, Curitiba (PR)
Árbitro: Gutemberg de Paula Fonseca (RJ)
Auxiliares: Dibert Pedrosa Moises (Fifa-RJ) e Marco Aurélio Pessanha (RJ)
Gols: Cleber Santana, 22'/2ºT (0-1), Maikon Leite, 27'/2ºT (1-1)
ATLÉTICO-PR: Neto, Leandro (Branquinho, 25'/2ºT), Manoel, Rhodolfo e Paulinho; Chico, Vitor, Paulo Baier e Netinho (Maikon Leite, 16'/2ºT); Guerrón (Mithyuê, 16'/2ºT) e Nieto. Técnico: Paulo César Carpegiani.
SÃO PAULO: Rogério Ceni, Renato Silva (Carlinhos Paraíba, 45'/2ºT), Miranda e Samuel; Jean, Rodrigo Souto, Cleber Santana (Marcelinho, 44'/2ºT), Marlos e Junior Cesar; Fernandão (Fernandinho, 39'/2ºT) e Ricardo Oliveira. Técnico: Milton Cruz.

Imagem: Blog do Perrone

domingo, 1 de agosto de 2010

Grêmio Prudente 1x2 Santos - Que fase!



Quando a fase é boa...

Me lembro que, nessa mesma época, no vindouro ano de 2009, o Santos tinha as mesmas promessas Neymar e Ganso e que jogavam um Brasileirão muito disputado. Detalhe: o Peixe lutava com unhas e dentes para não cair, e seus astros eram hostilizados, apelidados de pipoqueiros.

Ano vai, ano vem e as coisas mudaram...

Após 6 anos, o Santos FC voltou a ser o Santástico. Tem um time que faz um bem danado ao futebol, que joga ofensivamente, perdendo de 1 ou ganhando de 10. Uma molecada abusada que enche nossos olhos. Tá certo que alguns, como Neymar, não ganharam nada ainda na carreira e já se acham um "Pelé", muito envaidecidos pela mídia e pelo os que os cercam.

Neste domingo, 01/08, o Peixe veio com uma equipe mista contra o G.Prudente, fora de casa. As estrelas finalistas da Copa do Brasil deram lugar à mais algumas jovens promessas da Vila. Jogando com apenas um atacante de origem, Zé Eduardo, que por sinal jogou recuado, o Santos abriu o placar logo aos 5min, com Danilo (lateral improvisado de volante), acertando um belo chute de fora da área. Quando a fase é boa...

Veio a 2ª  etapa, e o time do litoral ampliou aos 12min com Rodriguinho, após um belo passe do excelente Marquinhos. O jovem reserva acertou um sem-pulo de primeira lindo, de fora da área. Ô fase boa!
Quando tudo parecia acabado, o Prudente diminuiu aos 38min, com Róbson, de cabeça, após uma cochilada da zaga. Os donos da casa cresceram e, aos 41min, Léo fez pênalti infantil em cima de Henrique Dias. O jogador mais experiente da equipe, Paulo César, ex-Flu, bateu, e o garoto Rafael defendeu.

Acabou? Que nada! Aos 47min, novo pênalti para o Prudente. Róbson bateu forte, e a bola explodiu no travessão. Vitória do Santos.

Isso sem contar que a equipe se sagrou campeã neste domingo da Supercopa Sub-19, e tem mais uma geração de promessas que estão nos profissionais mas que não tiveram chances ainda, como o meia Alan Patrick, melhor jogador do time vice campeão da Copa São Paulo-10.

Êita fase boa!

GRÊMIO PRUDENTE 1 X 2 SANTOS
Estádio: Prudentão, Presidente Prudente (SP)
Árbitro: Gutemberg de Paula Fonseca (RJ)
Auxiliares: Gilson Bento Coutinho (PR) e Marcio Luiz Augusto (SP)

GRÊMIO PRUDENTE: Giovanni; Paulo César, Leonardo, Anderson Luís e Marcelo Oliveira; Anderson, João Vítor, Diego (Robson, Intervalo) e Deyvid Sacconi (Araujo, 22'/2ºT); Wanderley (Henrique Dias, 22'/2ºT) e Wesley. Técnico: Toninho Cecílio.
SANTOS: Rafael, Maranhão, Bruno Aguiar, Vinícius e Léo; Rodriguinho, Danilo, Marquinhos (Alan Patrick, 27'/2ºT) e Zezinho; Madson (Dimba, 32'/2ºT) e Zé Eduardo. Técnico: Dorival Júnior.

Imagem: Lancenet

sábado, 31 de julho de 2010

São Paulo 2x1 Ceará - O caminho para a redenção


Abrindo a 12ª rodada do Brasileirão-10, duas equipes com momentos bem diferentes entraram em campo. De um lado, o gigante multicampeão São Paulo FC, semifinalista da Libertadores da América, 16º colocado no nacional e em crise. Do outro, o pequeno Ceará, que volta à elite após 16 anos e se encontra na 3ª colocacão, com a melhor defesa do campeonato.

O Sampa entrou em campo no seu já tradicional 3-5-2, sem Richarlyson (machucado), Rodrigo Souto, Dagoberto e Fernandão (poupados). Já os cearenses faziam duas linhas de quatro, apostando em sua forte defesa. Tentando pressionar no início, o tricolor tinha o valente Ricardo Oliveira na frente, brigando com os adversários mesmo sem ter nitidamente as melhores condições físicas.As chances foram escassas no tempo inicial, principalmente por causa dos números excessivos de faltas no meio campo que paravam o jogo toda hora e o de passes errados.

No intervalo, Fernandão entrou no lugar do zagueiro Xandão, que sentiu uma pancada no tornozelo, mudando totalmente o jeito de o São Paulo jogar neste ano. Agora, o Tricolor jogava em um 4-2-3-1, igual ao seu rival Internacional, com Marlos pela direita, Fernandinha na esquerda, Fernandão no meio encostando no ataque e R.Oliveira sozinho lá na frente.
Aliás, aqui vai uma ideia para melhor aproveitar os meias tricolores. Eles deveriam inverter suas posições em campo. Marlos é um canhoto (que sabe usar a direita também) extremamente habilidoso e rápido, com um bom passe, mas que arremata muito mal ao gol. No Sampa, ele costuma jogar pela direita, sempre trazendo pelo meio e sem saber chutar. Gostaria de vê-lo de ponta esquerda, já que ele cria muito e chuta pouco, e na esquerda o camisa 16 usaria mais a linha de fundo e teria mais condições de usar sua habilidade e qualidade nos passes. Já Fernandinho é um canhoto que joga sempre bem aberto na esquerda. Mas por ali, ele não tem muito espaço para chutar ao gol, o que é um dos seus fortes, e é forçado a fazer a jogadinha manjada de sempre, usando a linha de fundo e cruzando para trás. Deveria jogar pela direita, trazendo a bola para o meio e chutando mais.

Voltando ao jogo, o Tricolor ainda assim não criava muito. Dagoberto chegou a entrar em campo aos 17 min no lugar de Fernandinho. Só que, aos 20 minutos, Hernanes cobrou escanteio pela direita e Fernandão escorou para o fundo das redes. Muita alegria e comemoração por parte da torcida. E tinha mais. Logo após, aos 22 minutos, Dago deu um belo lançamento para R.Oliveira ficar cara à cara com o goleiro cearense Diego. O camisa 99 deu só uma cavadinha e encobriu o arqueiro. 2x0.



Parecia que um peso havia saído das costas do Tricolor. O time ficou mais solto. Mas, mesmo assim, o flamenguista emprestado ao Ceará, Erick Flores, fez bela jogada individual e diminuiu aos 39min. O São Paulo se recolheu, tentando segurar o empate e sofreu uma pressão no final da partida. Mas, após quase 2 meses, voltou a comemorar uma vitória depois do apito final, e curou sua ressaca.

Agora, o Soberano concentra suas forças para o duelo contra o "Campeão de tudo" Colorado, nas semis da Liberta. E, vendo a entrevista do ídolo Rogério Ceni após a partida, parece que a confiança voltou:

"Nós somos o São Paulo, tricampeão da Libertadores. O Inter é bom pra caramba, deve ser melhor do que a gente, mas se eu não acreditar que podemos ganhar de 1 a 0, tenho de abandonar, largar a camisa e ficar no vestiário."

SÃO PAULO 2X1 CEARÁ
Estádio: Morumbi, São Paulo (SP)
Árbitro: Evandro Rogério Roman (Fifa-PR)
Auxiliares: Ivan Carlos Bohn (PR) e Bruno Boschilla (PR)
GOLS: Fernandão, 20'/2ºT (1-0); Ricardo Oliveira, 22'/2ºT (2-0); Erik Flores, 39'/2ºT (2-1).
SÃO PAULO: Rogério Ceni, Alex Silva, Xandão (Fernandão, Intervalo), Miranda e Junior César; Jean, Cleber Santana, Hernanes e Marlos; Fernandinho (Dagoberto, 17'/2ºT) e Ricardo Oliveira (Casemiro, 28'/2ºT). Técnico: Ricardo Gomes.
CEARÁ: Diego, Oziel, Fabricio, Anderson e Hernandes; Heleno (Ailton, 35'/2ºT), Careca, João Marcos (Erik Flores, 24'/2ºT) e Geraldo (Tony, 20'/2ºT); Misael e Washington. Técnico: Estevam Soares.

Imagens: Vipcomm e Lancenet

quarta-feira, 21 de julho de 2010

São Paulo 1x1 Grêmio Prudente - Até quando?

Foram apenas 45 segundos de bom futebol do São Paulo. E só. Para um tricampeão das Américas e do Mundo, além de hexa Brasileiro, isso é inadmissível.

Com menos de 1min jogado, Fernandinho recebe bom passe de Cléber Santana e rola para Washington abrir o placar no Morumbi. Quem pensava que viria uma goleada por aí, e que o Tricolor iria embalar de vez na volta da Copa, se enganou. E feio. O Prudente criou várias oportunidades de gol, e empatou aos 21min com Anderson Luís, de cabeça (detalhe para Miranda, que nem subiu para tentar tirar a bola).


O 2º tempo conseguiu ser pior do que o primeiro. O Prudente se contentava com o empate, e não atacava mais. O São Paulo não tinha forças para reagir e estava mais uma vez apático e irreconhecível. Isso sem contar na horrível atuação do árbitro Rodrigo Martins Cintra, que deixou de dar um pênalti escandaloso para o São Paulo no final da primeira etapa e expulsou bizonhamente Júnior César, em um lance que o latera tricolor apanhou e tomou o cartão vermelho. Mas é bom deixar claro que, apesar dos erros da arbitragem, o futebol mostrado pelo São Paulo foi ridículo e vergonhos para seus torcedores, sendo o empate justo, pelo o que foi apresentado.

Ao final do jogo, a torcida gritava "Raça", "A Libertadores é obrigação" e "Burro"para Ricardo Gomes, comandante são-paulino.
Como diria uma música de Gabriel, O Pensador, "Até quando você vai ficar levando porrada, até quando vai ser saco de pancada; até quando vai ficar sem fazer nada?" Esse, infelizmente, parece ser o retrato mais fiel do São Paulo FC nos últimos jogos, sob o comando do ridículo Ricardo Gomes, e seus jogadores sem vontade nenhuma.

Inadmissível!


Imagem: Vipcomm


SÃO PAULO 1 X 1 GRÊMIO PRUDENTE
Estádio: Morumbi, São Paulo (SP)
Árbitro: Rodrigo Martins Cintra (SP)
Auxiliares: Emerson Augusto de Carvalho (Fifa-SP) e Carlos Augustos Nogueira Junior (SP)
GOLS: Washington 49''/1°T (1-0); Anderson Luís 21'/1°T (1-1)
SÃO PAULO: Rogério Ceni; Xandão, Alex Silva e Miranda; Jean, Rodrigo Souto (Marlos 15'/2°T), Hernanes, Cleber Santana e Junior Cesar; Washington e Fernandinho (Marcelinho Paraíba 25'/2°T). Técnico: Ricardo Gomes
GRÊMIO PRUDENTE: Giovanni; Paulo César, Anderson Luís, Leonardo e Diego Giaretta; Rodrigo Mancha, Carlos Eduardo (Anderson Trindade 12'/2°T), Marcelo Oliveira e Deyvid Sacconi (Henrique Dias 11'/2°T); Wanderley e Wesley (Sasha 31'/2°T). Técnico: Toninho Cecílio

domingo, 18 de julho de 2010

Vitória 3x2 São Paulo - Vitória de quem teve vontade


Em Salvador, o Vitória bateu a equipe do São Paulo com muita eficiência. Os baianos apostaram na marcação sob pressão, principalmente na saída de bola, e no avanço de seus dois laterais, Nino e Egídio. Já o São Paulo, mais uma vez, se mostrou perdido em campo, com buracos na zaga e desligado na maior parte do tempo. O Tricolor começou no 4-4-2, com Richarlyson avançado ao lado de Rodrigo Souto. Jean e Júnior César fazendo uma linha de quatro atrás com os dois zagueiros, Hernanes de meia esquerda, Marlos de ponta direita e Dagoberto,voltando para buscar o jogo, à frente com Fernandão. Logo após tomar pressão e o 1º gol do Vitória, o time voltou a jogar no 3-5-2 usual, com Richarlyson de volta à zaga.

O que se viu foi um São Paulo desatento, jogando tal qual um jogo-treino, enquanto o Vitória vinha para ganhar, com muito mais raça e determinação. Não dá para dizer que o São Paulo está com a cabeça nas semifinais da Libertadores-10, porque os baianos também estão à beira de uma grande final, a da Copa do Brasil-10 contra o Santos. Mais uma vez, o Sampa só resolveu acordar quando estava a dois gols atrás no marcador. E, de novo, foi tarde demais.

Depois do jogo, os são-paulinos culparam, mais uma vez, o gramado. Claramente, ele estava pesado, dificultando o toque de bola e as jogadas em velocidade. Dagoberto e Marlos não conseguiam conduzir a bola, suas especialidades. Mas como explicar então o bom futebol baiano, bem organizado e envolvente? Dá pra ligar a luz amarela para a Liberta, principalmente pela desorganização, desatenção, falta de criatividade e falhas defensivas do São Paulo. Já o Vitória, jogou muito bem, e com certeza dará muito trabalho para os Meninos da Vila na Copa do Brasil. Foi o primeiro jogo que vi dos baianos no ano, e me surpreendi pelo bom futebol, aplicação tática e vontade apresentadas pelo rubronegro.

VITÓRIA 3X2 SÃO PAULO
Estádio: Barradão, Salvador (BA)
Árbitro: Marcelo de Lima Henrique (Fifa-RJ)
Auxiliares: Hilton Rodrigues (Fifa-RJ) e Dilbert Moises (Fifa-RJ)
GOLS: Elkeson, 13'/1ºT (1-0); Jean, 38'/1ºT (1-1); Schwenck, 1'/2ºT (2-1); Ramon, 12'/2ºT (3-1); Fernandão, 17'/2ºT (3-2).
VITÓRIA: Viáfara, Nino, Wallace, Anderson Martins e Egídio; Vanderson, Ricardo Conceição, Fernando (Neto Coruja, 25'/2ºT) e Ramon (Renato, 31'/2ºT); Elkeson e Schwenck. Técnico: Ricardo Silva.
SÃO PAULO: Rogério Ceni, Miranda, Xandão e Richarlyson; Jean, Rodrigo Souto, Hernanes, Marlos (Cleber Santana, 15'/2ºT) e Junior Cesar; Dagoberto (Fernandinho, 15'/2ºT) e Fernandão (Washington, 31'/2ºT) . Técnico: Ricardo Gomes.

Imagem: Vipcomm

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