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sexta-feira, 4 de julho de 2014

Copa do Mundo 2014 - Notas para a França x Alemanha


No clássico diante da Alemanha, a França voltou a ser eliminada por seu maior carrasco em Mundiais nesta sexta-feira (4). Sob forte calor no Maracanã, uma bola parada decidiu a partida que acabou com o sonho francês.

Lloris – 7 – No único lance que poderia fazer algo, salvou a equipe.

Debuchy – 6,5 – Seguro na defesa, como sempre.

Varane – 6 – Perdeu a disputa com Hummels no lance do gol, mas foi seguro no restante.

Sakho – 6 – Dentro da média.

Evra – 6 – Mais uma vez, foi sobrecarregado em seu lado. Mas se saiu bem.

Cabaye – 6 – Desarmou bastante, mas pecou na armação.

Pogba – 5,5 – Fez a falta infantil que resultou no gol alemão.

Matuidi – 6,5 – Um dos destaques no meio de campo, nos desarmes e na armação.

Valbuena – 6 – Se movimentou bastante, mas não foi o mesmo.

Griezmann – 6 – Outro que tentou levar o time à frente, mas não foi o bastante.

Benzema – 6 – Muito isolado, brigou bastante, mas parou na forte defesa alemã.

Suplentes

Rémy – 5,5 – Não mudou muita coisa em campo.

Koscielny – 5,5 – Ficou muito exposto desde o momento que entrou em campo.

Giroud – Sem Nota – Pouco tempo em campo.

Técnico

Deschamps – 5,5 – Seu time voltou a mostrar os erros na bola aérea, na marcação pela esquerda e na saída de bola contra uma marcação sob pressão. Porém, fez uma partida parelha contra os fortes alemães e pecou nos detalhes. O calor atrapalhou seus comandados e uma tentativa de pressão final. Sai de cabeça erguida pelo ótimo trabalho.

Imagem: Fifa.com

terça-feira, 1 de julho de 2014

Copa do Mundo 2014 - Notas para a França x Nigéria

Matuidi e Pogba, os melhores em campo

Após um começo difícil, a França soube controlar o jogo diante da Nigéria e conseguiu sua classificação às quartas de finais da Copa do Mundo 2014. Quando Deschamps fez o time avançar a marcação, tocar mais a bola no meio de campo e após trocar Giroud por Griezmann para corrigir o lado esquerdo e dar mais movimentação, Les Bleus fizeram o que se esperava em Brasília e mostraram um bom futebol.

Lloris – 6 – Teve trabalho no início, mas se mostrou seguro.

Debuchy – 7 – Marcou e avançou bem pelo seu lado. A saída de bola francesa é sempre com ele e Valbuena pela direita.

Varane – 7,5 – Muito seguro em campo. Impressiona pela pouca idade.

Koscielny – 7,5 – Bem em campo como seu companheiro de defesa. Mostrou que Deschamps tem um ótimo elenco em mãos.

Evra – 5,5 – O time sofreu muito por seu lado, especialmente no primeiro tempo, mas melhorou quando 
Griezmann entrou e dobrou a marcação. Ainda muito tímido no apoio.

Cabaye – 7,5 – Como todo o time, começou um pouco perdido. Mas, a partir do momento em que a marcação encaixou, dominou o meio com seus dois companheiros de posição. Ainda quase fez um golaço.

Matuidi – 8 – Jogou muito! Encontrou espaços no meio, dando sete dribles (o líder na partida) e ainda foi um leão na marcação.

Pogba – 8,5 – Não parece ter apenas 21 anos. Agigantou-se em campo, conduzindo a equipe. Ainda foi coroado com um gol. Craque!

Valbuena – 7 – O “motorzinho” do time. Foi a válvula de escape durante a partida. Cresce demais com a camisa francesa.

Giroud – 4,5 – A decepção do dia. Perdido em campo, sua dupla com Benzema não funcionou em nenhum momento.

Benzema – 6 – Não se entendeu com Giroud, deixando um buraco pela esquerda na marcação e na armação, sobrecarregando Matuidi e Evra. Quando voltou a ser centroavante, se encontrou em campo, mas mostrou ser muito “fominha” por diversas vezes.

Suplentes

Griezmann – 7 – Entrou na vaga de Giroud e consertou o time, defensivamente e ofensivamente. Teve participação direta no segundo gol. Não pode sair mais da equipe titular.

Sissoko – Sem Nota – Pouco tempo em campo.

Técnico

Deschamps – 6,5 – Escalou mal o time, com a dupla Giroud e Benzema não se entendendo. Porém, conseguiu consertar a equipe durante o 1ºT, avançando a marcação e não dando espaços aos africanos. Mexeu bem com a entrada de Griezmann, apesar de ter demorado um pouco. Tem méritos pelo ótimo funcionamento do meio de campo e por ter o elenco em mãos, o que nunca é fácil na França.

Imagem: Fifa.com

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Le Podcast du Foot 42 - Bleus na Copa!


A França conseguiu o milagre! 

Após perderem por 2-0 em Kiev, os Bleus se recuperaram na última terça-feira, venceram a Ucrânia por 3-0 e confirmaram presença na Copa do Mundo de 2014. O grande herói da partida foi o zagueiro Mamadou Sakho. O ex-atleta do Paris Saint-Germain fez o gol que iniciou a remontada e foi a “sombra” que atormentou Gusev na hora em que o ucraniano fez um gol contra.

Karim Benzema também teve sua dose de mérito. Criticado em toda campanha pela seca de gols, o atacante do Real Madrid fez dois, um em condição legal e outro ilegal. Curiosamente, apenas o tento em que estava impedido foi validado pela arbitragem.

Toda repercussão da conquista francesa foi debatida em mais uma edição de Le Podcast du Foot. A apresentação nesta semana ficou a cargo de Filipe Papini e os comentários foram de Eduardo Ramos e Flávio Botelho. Confira tudo no player abaixo:



Imagem: EuropaFootball.com

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Deschamps encontra melhor formação ofensiva e França vai à forra contra a Austrália


Criticada pela falta de gols nos últimos jogos, a França foi à forra diante da Austrália em amistoso disputado no Parc des Princes (onde os Bleus não jogavam desde 2007), em Paris.

Antes do amistoso desta sexta-feira (11), a França havia feito oito gols e sofrido quatro nos últimos seis jogos, mostrando certa eficiência defensiva, mas um ataque inconfiável, ainda mais se levarmos em conta que quatro destes oito gols foram feitos na vitória diante da Bielorrússia, no último jogo.

Didier Deschamps testou várias formações táticas para dar mais poder ofensivo ao time durante sua passagem pelos Bleus desde 2012. Começou no 4-4-2, passou pelo 4-3-3 e pelo 4-2-3-1, mas nenhum dava muito resultado. Parece que o problema era tanto técnico quanto tático e a teoria pode ser explicada pelos dois últimos jogos franceses.

No 4-3-3 do primeiro tempo diante da Bielorrússia, os Bleus não criaram e ainda saíram perdendo por 1-0. Na segunda etapa, Lloris falhou novamente e permitiu mais um gol bielorrusso, mas o time, que mudou para o 4-2-3-1 com liberdade maior para Valbuena e Ribéry, além da entrada de Samir Nasri, ganhou corpo e fez quatro gols, na vitória por 4-2 que garantiu uma vaga ao menos na repescagem europeia para a Copa 2014.

No amistoso diante da Austrália, Deschamps manteve o 4-2-3-1 com um time bastante leve e com qualidade no passe. Pogba e Cabaye foram os volantes (com liberdade para avançarem), Nasri ganhou uma vaga entre os titulares e Rémy foi a surpresa na ponta-direita. A França massacrou o adversário no primeiro tempo e logo abriu 4-0, com Ribéry, Giroud 2x e Cabaye. Na volta do intervalo, Benzema entrou e deixou o dele após 493 dias de jejum, fechando o placar que havia tido mais um gol de Debuchy.

É verdade que a Austrália tem um time fraco, mas a vitória francesa deve ser comemorada pelo futebol apresentado e o melhor funcionamento de peças fundamentais, com Cabaye, Nasri (que deu outra cara à França nos últimos jogos), Giroud e Benzema. Ribéry foi, mais uma vez, o destaque em campo. Só não entendi a razão para Deschamps deixar Mathieu Valbuena no banco, mas a tendência é que, com ele no lugar de Rémy, o time titular seja este daqui para frente.

Imagens: L'Équipe

sábado, 17 de agosto de 2013

Just Fontaine, maior artilheiro de uma Copa, completa 80 anos


O recorde mais antigo da história do esporte continua de pé. Desde 1958, ninguém conseguiu bater a marca de Just Fontaine, marroquino que defendeu as cores da França no Mundial da Suécia daquele ano, fazendo 13 gols em uma única edição.

Natural de Marrakech, Fontaine é filho de pai francês e mãe espanhola. Começou a carreira no tradicional USM de Casablanca (Marrocos), mas logo se transferiu para o Nice em 1953 e iniciou sua aventura na França. Por Les Aiglons, fez 43 gols em 69 jogos, ganhando a Copa da França em 1954 e o Campeonato Francês em 1956. Assim, acabou se transferindo para o maior clube francês da época, o Stade de Reims. 

No Rouge et Blanc, chegou para substituir o ídolo Raymond Kopa, que havia se transferido ao Real Madrid. Foram 122 gols em 131 jogos durante seis temporadas arrasadoras que culminaram em três Campeonatos Franceses, uma Copa da França, duas Supercopas da França e um vice da Liga dos Campeões da Europa.

Mas seu momento mais iluminado foi em 1958, na mítica Copa do Mundo da Suécia. Com a contusão de Thadée Cisowski, o técnico dos Bleus Albert Batteaux escalou Just Fontaine ao lado de Kopa. E não se arrependeu.

"O Justo era o atacante que correspondia perfeitamente ao meu estilo de jogo, porque ele pressentia o que eu estava fazendo e eu tinha certeza de que iria achá-lo ao final de um drible", disse Kopa, melhor jogador daquele Mundial.

Baixinho (1,74m), Fontaine mostrou seu repertório de velocidade, dribles curtos, chutes certeiros e boa impulsão. "Pulo tão alto para cabecear a bola que, quando desço, tenho neve nos cabelos", brincou uma vez. O “Justo”, como era chamado, estava endiabrado naquele Mundial. Com a camisa 17, fez 13 gols - sete de direita, cinco de canhota e um de cabeça -, marca até hoje insuperável. A França só foi eliminada nas semifinais para o Brasil de Pelé, Didi e Garrincha.

Todos os 13 gols de Fontaine na Suécia em 1958

“Fiz os gols porque o meu entrosamento com o Kopa foi bom desde o começo, porque todos estávamos felizes de jogar juntos e porque a equipe praticava um futebol ofensivo. Em seis partidas, chegamos a fazer 23 gols", disse o artilheiro.

Fontaine e Jairzinho - em 1970 - são os únicos jogadores a marcarem ao menos um gol por partida de Copa do Mundo. Just marcou 30 gols em 21 jogos pelos Bleus, média de 1,43 gol por jogo, e é atualmente o quinto maior artilheiro da história da seleção, ao lado de Jean-Pierre Papin.

Sua carreira foi abreviada em março de 1960, quando fraturou a tíbia e o perônio da perna direita em jogo contra o Sochaux e nunca conseguiu se recuperar totalmente da lesão, tendo problemas até hoje. Depois de se aposentar como atleta, fundou a União Nacional dos Futebolistas Profissionais, o sindicato dos jogadores da França. Foi também técnico, assumindo a França – sendo demitido após dois jogos -, Paris Saint-Germain, Toulouse e a seleção de Marrocos.

Hoje, mora na Rue Franc 13, centro de Toulouse, cercado de troféus como um fuzil entregue por um jornal sueco pela artilharia de 58 e uma chuteira de ouro presenteada pelo inglês Gary Lineker, artilheiro do Mundial de 1986.

Neste domingo, 18 de agosto de 2013, Just Fontaine completa 80 anos com muita lucidez e ainda colhendo as glórias de manter o recorde mais antigo da história do esporte mundial. “Eu achei, por muito tempo, que alguém fosse capaz de bater meu recorde, mas já se passaram 55 anos e até agora nada. Atualmente, eu começo a duvidar dessa possibilidade”, afirmou a lenda ao site Globoesporte.com.

Curiosidade: 

Fontaine quase atuou no Brasil. “Em 1959, um ano depois de eu ter vivido meu auge na Copa da Suécia, o Botafogo ligou para o presidente do Reims porque queria me contratar. A transferência, infelizmente, não aconteceu porque o Kopa já havia saído alguns anos antes para Real Madrid. E o presidente não queria que outro atacante da equipe saísse. Tanto que eu tinha um contrato de três anos, assinado. Acho que o dinheiro era pouco para garantir a transferência, não sei. Nesse período de 'indecisão', já em 1960, quebrei minha perna e não pude seguir com a minha carreira depois. Eu gostaria muito de ter jogado no Brasil porque adoro o futebol brasileiro”, afirmou o atacante, que chegou até a pedir para Pelé autografar seu gesso em 1960.

Artilharia da Copa do Mundo

13 gols: Just Fontaine (FRA) em 1958
11 gols: Sandor Kocsis (HUN) em 1954
10 gols: Gerd Müller (GER) em 1970
9 gols: Ademir (BRA) em 1950 e Eusébio (POR) em 1966
8 gols: Guillermo Stábile (ARG) em 1930 e Ronaldo (BRA) em 2002

Jogadores com mais gols na história da Copa do Mundo

15 gols: Ronaldo (BRA) em três edições (1998, 2002 e 2006)
14 gols: Gerd Müller (GER) em duas edições (1970 e 1974) e Miroslav Klose (GER) em três edições (2002, 2006 e 2010)
13 gols: Just Fontaine (FRA) em 1958 
12 gols: Pelé (BRA) em quatro edições (1958, 1962, 1966 e 1970)
11 gols: Sandor Kocsis (HUN) em 1954 e Jürgen Klinsmann (GER) em três edições (1990, 1994 e 1998)

Imagens: Getty Images

domingo, 9 de junho de 2013

Simbólico: Brasil vence França por 3-0 e quebra tabu


O Brasil venceu a França por um placar simbólico neste domingo (9) em Porto Alegre, na Arena Grêmio. Os 3 a 0 da Seleção “devolvem” o placar de uma das derrotas mais doídas do país, na final da Copa do Mundo 1998 para a mesma França. A vitória do Brasil sobre o seu maior carrasco no futebol vem em ótima hora, às portas da Copa das Confederações em casa, aliviando um pouco a pressão na jovem Seleção e quebrando dois tabus: o de última vitória sobre os franceses (2-0 em 1992) e de última vitória sobre uma seleção de grande porte (1-0 sobre a Inglaterra).

O primeiro tempo foi de um nível técnico bem fraco. A França começou melhor, trocando passes no meio, enquanto o Brasil abusava dos erros no mesmo fundamento. Com o tempo, o Brasil igualou o jogo, mas sem mostrar qualquer qualidade que valha ressaltar e a etapa inicial terminou sem gol. Dos poucos destaques positivos, Sakho, Guilavogui, Payet (França), Marcelo, Oscar e Hulk (Brasil) foram os “menos piores”.

Na 2ª etapa, o Brasil abriu o placar aos 54’, com Oscar, em jogada irregular que começou com falta clara de Luiz Gustavo em Valbuena. Em ritmo de fim de temporada e com o time desfalcado e bastante mexido, os franceses não tiveram forças para buscar o empate, enquanto o Brasil fazia o tempo passar. Antes do fim, Hernanes se redimiu da expulsão no último confronto entre os dois países e fez o seu gol em contragolpe, enquanto Marcelo sofreu pênalti aos 93’ que Lucas, que joga pelo PSG, chamou a responsabilidade para converter e fechar o placar, que teve a coincidência de ter os três autores dos gols formados pelo CT de Cotia, do São Paulo FC.

Enquanto o Brasil tira um peso das costas para ter mais tranquilidade para a Copa das Confederações, apesar da partida mediana, a França confirma a má fase em 2013, com 4 derrotas e 1 vitória no ano. Muito disso se passa pela falta de alguém no setor de criação e a péssima fase de Karim Benzema, que fez mais uma partida apática. Sem Ribéry, seu melhor jogador, os Bleus sofrem bastante.

Imagens: Vipcomm; L'Équipe

terça-feira, 11 de setembro de 2012

França vence Bielorrússia em noite de Ribéry




Jogando no Estádio Saint-Denis, em Paris, a França viveu dois tempos distintos contra a Bielorrúsia nas Eliminatórias para a Copa do Mundo-2014. Com a vitória por 3 a 1, Les Bleus lideram isoladamente o Grupo I com seis pontos em dois jogos. A Espanha, próxima adversária no dia 16 de outubro, tem três pontos e um jogo a menos.

Fim de primeiro tempo com vaias

Didier Deschamps tem em mente montar o time no 4-3-3. Foi assim na estreia das Eliminatórias contra a Finlândia e se repetiu contra a Bielorrússia. Em campo, os pontas Ribéry e Benzema se movimentaram bastante, mas um pouco engessados em seus lados. Cabaye e Capoue apoiavam, mas entravam pouco na área adversária. Quando fez, Cabaye perdeu chance incrível. Giroud e Sakho também desperdiçaram chances em cabeçadas e a primeira etapa terminou zerada. Apesar da atuação boa da França, o time saiu vaiado de campo. Se o jogo fosse em São Paulo, teriam jogadores, comissão técnica e jornalistas fazendo bico...

2º tempo quente

Na volta do intervalo, o jogo mudou. Ribéry teve mai liberdade para circular por todo o campo, caindo em todos os lados e fazendo a França atuar em uma espécie de 4-3-1-2. A estratégia deu certo, pois logo aos 49’, Jallet roubou uma bola na direita e serviu Ribéry, que cruzou para trás e Capoue não desperdiçou, 1 a 0. Após o gol, a Bielorrússia saiu da retranca e se adiantou mais. Aos 61’, Giroud saiu bastante vaiado para a entrada de Valbuena e o time voltou ao 4-3-3 mais engessado. Sete minutos depois, Jallet tentou cruzar uma bola na direita e acabou mandando para o gol, fazendo um golaço sem querer que premiou a boa partida do lateral, 2 a 0. Para continuar com o clima quente, Yanga-Mbiwa cometeu pênalti claro aos 72’. Lloris até defendeu a cobrança de Kornilenko, mas Putilo anotou no rebote, 2 a 1. Quando o jogo parecia ter contornos dramáticos, Ribéry aproveitou o passe de Benzema e fez mais um golaço, com uma cavadinha certeira e coroou sua grande partida. Ao final, apalusos para o ótimo segundo tempo francês e para a partidaça de Ribéry.

Imagens: AFP; Reuters

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

França e Uruguai não saem do zero em Le Havre




De bonito mesmo, só o Estádio Océane em Le Havre, porque o nível técnico do amistoso entre França e Uruguai foi abaixo do esperado. Duas equipes com muita vontade, mas pouca classe, não saíram do zero no amistoso, para as vaias da torcida após o apito final.

Em campo, o estreante Didier Deschamps armou o time no 4-4-2 inglês, com dois pontas e dois centroavantes. Do outro lado, “El Maestro” Oscar Tabárez apostou no 3-6-1, com Forlán e C.Rodríguez como meias ofensivos que encostavam no centroavante Loco Abreu. A semelhança entre os dois esquemas era que não havia ninguém para armar e pensar as jogadas pelo meio. Com isso, muita correria e vontade, mas pouco toque de classe e armação para ambos os lados.



A França chegou apenas uma vez na primeira etapa, em um cruzamento que Muslera deu um tapa na bola, após cabeçada de Yanga-Mbiwa que ainda beijou a trave. No segundo tempo, o cenário foi o mesmo. O Uruguai chegou após um cochilo da defesa francesa, mas Loco Abreu parou nos pés de Lloris, que enfim sujava o uniforme. Já Les Bleus também aproveitaram vaciladas dos zagueiros laterais uruguaios, mas Valbuena (defesa de Muslera) e Benzema (no pé da trave) não fizeram gol.
Ficou óbvio que Didier e El Maestro terão muito que trabalhar nestas eliminatórias. A França ainda tem a esperança de recuperar Nasri ou Gourcuff para pensar o jogo pelo meio. Já a Celeste não tem um jogador com estas características desde Álvaro Recoba, e Diego Forlán não tem mais condições físicas de desempenhar esta função.

Imagens: AFP/Alain Jocard

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Espanha x França - Pontos-chaves



Espanha e França se preparam para o duelo mais esperado até este momento da Euro-12. Duas equipes que gostam de controlar o ritmo da partida com a posse de bola, cadenciam o jogo, trocam um alto número de passes e têm jogadores de primeira linha. Veremos alguns pontos chaves que poderão decidir a partida para lados espanhóis ou franceses:

Passes

Como dito, as duas seleções gostam de ter o instrumento do jogo em seus domínios. Para isso, se movimentam e aproximam bastante, havendo triangulações e toques curtos. No total, até agora, a Fúria tem média de 699 passes curtos por jogo, contra 501 dos Bleus. A Espanha mantém seu jogo em 36% na faixa central,com Xavi – autor de 116 passes por jogo -  ou na ponta esquerda, com Iniesta. Afunila muito e, talvez por isso, a entrada de Jesús Navas seja fundamental para abrir mais o jogo. Já a França tem 43% de seu jogo concentrado na ponta-esquerda, com Frank Ribéry.

Defesa

A defesa espanhola é bem mais forte. Tem uma dupla de centrais – Piqué e Sergio Ramos - alta, ágil, segura e com a maior média de desarmes da Euro-12, seis por jogo. Pela esquerda, Jordi Alba é bom jogador, mas Álvaro Arbeloa é limitado na direita.
Já a França tem uma situação contrária. Seus laterais – Debuchy e Clichy – estão entre os melhores do torneio e Rami, o atleta que mais cava impedimentos adversários na competição, é muito bom. Mas Koscielny – que substituirá Mexès, suspenso – ainda é uma incógnita, oscilando muito. Os goleiros das duas seleções, Casillas e Lloris, são fantásticos e vivem ótima fase.

Meio-Campo

A Espanha tem dois volantes que marcam e sabem sair para o jogo e três meias com o passe como a principal qualidade. Xavi é um gênio na função, mas Iniesta é quem vem sendo o destaque da Fúria. A França precisa ainda encontrar seu meio. M’Villa e Alou Diarra são prioritariamente marcadores e não podem jogar juntos. Cabaye é o único, e muito bom, segundo volante, que traz uma presença de criação e ofensiva maior. Nasri precisa parar de oscilar tanto nos grandes jogos na armação pelo meio e a direita é uma icógnita. Em três jogos, atuaram Malouda, Menéz – o melhor no momento – e Ben Arfa. Ribéry é garantia de bom jogo pela esquerda.

Ataque

Fernando Torres se encontrou com o bom futebol e melhorou o desempenho da Fúria no setor. Karim Benzema, dos Bleus, é quem mais arrisca a gol (5,7 chutes por jogo) e já deu duas assistências, mas não marcou nenhum gol. Mas o maior contraste pode estar na frente. Enquanto a Espanha finaliza 64% dentro da área, a França arrisca 62% de fora. Prova de que a Espanha procura fazer o gol tocando demais a bola e a França não tem criação o suficiente para adentrar a área adversária, preferindo arriscar de longe.

Suplentes

Enquanto a Fúria tem Fàbregas, Mata, Cazorla, Navas, Pedro e Llorente, a França tem um banco de reservas mais modesto, com destaque para Valbuena e Giroud, além dos meias direita que não forem titulares, já que a vaga fica entre Ménez, Malouda e Ben Arfa.

Clima
A Fúria enfrentou problemas de relacionamento no elenco após a série de clássicos entre Barcelona e Real Madrid nos últimos anos. Agora, a questão parece estar resolvida, ou pelo menos entrou em um nível suportável. Já os Bleus viveram uma crise horrorosa na Copa do Mundo-2010 sob o comando de Raymond Domenech, mas Laurent Blanc parecia ter resolvido a casa. Porém, após a derrota para a Suécia, o clima pesou.

“Sim, o clima ficou um pouco aquecido, mas depois todos tomaram uma ducha fria. Isso mostra um pouco de eletricidade. Espero que isto continue contra a Espanha, porque precisamos disso para entrar mais ligados no jogo”, disse Blanc. Malouda confirmou o atrito, dizendo que “tivemos uma discussão nos vestiários, o que demonstra que temos temperamento e caráter. O equilíbrio é frágil e, quando você começa a pensar que está na Euro para brilhar individualmente, a engrenagem pode falhr. Você paga muito caro por cada erro na Euro”. O meia ainda confirmou que Nasri foi um dos pivôs da discussão. “Samir não muda seu jeito de jogar e isso é uma de suas qualidades. Mas, como um jogador experiente, posso dizer que é preciso encontrar um equilíbrio entre o time e os objetivos pessoas. Nesses momentos, é preciso apontar o dedo para as pessoas e resolver a situação”.

Segundo o jornais franceses  L'Equipe e Le Figaro, Alou Diarra cobrou uma participação maior de Samir Nasri na marcação e trocaram ofensas. O técnico Blanc ainda perdeu a paciência com Ben Arfa, que falava no celular durante um discurso do treinador. Após a bronca, Ben Arfa teria dito “me mande para casa se você não está satisfeito comigo”. Realmente, o clima está tenso!



terça-feira, 19 de junho de 2012

França preguiçosa perde e terá a Espanha nas quartas


A França detinha uma invencibilidade de 23 jogos – 16 vitórias e sete empates - não perdendo desde o longínquo 3 de setembro de 2010, quando foi surpreendida em casa pela Bielorrússia, por 1 a 0. A França não era derrotada pela Suécia, rival desta terça-feira (19) desde 1969. De 43 anos pra cá, haviam sido seis vitórias francesas e cinco empates. A França tinha a faca e o queijo na mão para se classificar em primeiro no Grupo D da Euro-2012 e ganhar moral para a sequência do torneio. Mas a atuação preguiçosa dos Bleus contra a Suécia impôs a primeira derrota da equipe em um ano e nove meses e pior, terá de encarar logo de cara a Espanha, melhor seleção do mundo nos últimos anos.

Laurent Blanc fez algumas alterações nos titulares para o jogo contra os escandinavos. Trocou Cabaye por M’Villa e Ménez por Ben Arfa. As mexidas não deram sucesso, pois com a saída de Cabaye o time perdeu na criação de jogadas e chegada efetiva de um homem de trás. M’Villa, titular em toda a campanha das Eliminatórias – como primeiro volante ao lado de Cabaye – até tentou se aventurar ao ataque, mas é nítido que o time precisava de uma qualidade maior no setor. Já Ménez perdeu a vaga para o desligado Ben Arfa, que oscila muito. Ménez também tem uma chegada maior na área adversária e ajuda Benzema, vide o jogo (e gol) feito contra a Ucrânia.

No mais, a França tentou cadenciar o jogo, mantendo a posse de bola e chutando dez vezes, mas apenas um em direção ao gol. Isso durou até o gol da Inglaterra no outro jogo e o belíssimo voleio de Ibrahimovic. Depois, tentou criar mais, mas faltava participação maior dos homens de criação, principalmente de Nasri. A defesa mostrava os defeitos de sempre e dependeu muito da ótima partida de Lloris, com defesas espetaculares.

No total, foram 57% de posse de bola e 24 chutes a gol, a maioria de longe, pois não conseguia entrar na sólida defesa sueca. Faltou mais criação e “atrevimento” durante boa parte do jogo, mas Laurent Blanc deve ter tirado muitas coisas boa desta partida. "Eu acho que a Suécia mereceu vencer. Eles jogaram pela honra contra uma França que esteve muito abaixo da média", admitiu o técnico da França. “A Croácia nos mostrou o que tem que se fazer contra a Espanha. Cada vez que tinha uma possibilidade, apostava nela. O problema com a Espanha é que ela não te deixa muito com a bola. Temos que assumir que não vamos tê-la por muito tempo”, concluiu sobre o próximo desafio. Para as quartas de final, os Bleus não contarão com Mexés, suspenso, o que pode ser algo não tão ruim assim, visto a péssima partida do jogador contra a Suécia. Koscielny deverá ficar com a vaga.

Imagem: Reuters

sexta-feira, 15 de junho de 2012

França vence e espanta a tormenta

Um dilúvio caiu em Donetsk no momento em que França e Ucrânia começavam a se enfrentar pela Euro-2012. Pressionada pelo empate na estreia contra a Inglaterra, a França fez um primeiro tempo modesto, mas deslanchou na segunda etapa. Com a vitória por 2 a 0, os Bleus quebraram dois tabus: venceu uma partida válida por um torneio internacional após seis anos - a última vez havia sido a vitória por 1 a 0 sobre Portugal na Copa do Mundo de 2006 – e ganhou o primeiro jogo de Eurocopa sem ter em campo Michel Platini ou Zinedine Zidane.


Com um organizado toque de bola, os franceses esbarraram na marcação ucraniana durante o primeiro tempo, criando poucas chances. Mas, na volta do intervalo, os Bleus encaixaram o toque de bola e abriram o placar com Ménez em uma aula de contra-ataque, passando a bola de pé em pé de um lado ao outro, e fez o segundo minutos depois, na segunda assistência de Benzema. O gol foi uma aula tática de 4-2-3-1, principalmente aos técnicos brasileiros que apostam neste esquema e engessam os jogadores. Repare que Benzema, o centroavante, sai para armar o jogo, deixando um buraco na entrada da área para o volante Cabaye entrar como um centroavante. Lindo!

No detalhe: Benzema (1) sai da área e cria espaço para o volante Cabaye (2) entrar.

Depois, o time francês continuou dominando as ações e se aproveitando da fragilidade emocional da Ucrânia. A vitória francesa passou muito pelos pés de Benzema, autor de duas assistências e que não aceitou a marcação rival, se movimentando muito, ao contrário do que aconteceu na estreia contra a Inglaterra, e por Alou Diarra. O volante, que não errou um único passe no primeiro jogo, foi mais uma vez o fiel da balança no meio campo, com 89% de aproveitamento nos passes e oito desarmes. Esta foi a 25ª partida consecutiva sem derrota da França.

Imagens: Reuters; Reprodução / TV

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